domingo, 10 de março de 2019

Carnaval & Comunicação Estratégica, por Clynson Oliveira, PhD

Carnaval & Comunicação Estratégica – como tweets podem afetar a comunicação de governo


Marco Túlio Cícero (106 - 43 AC), foi eleito cônsul do Império Romano em 63 A.C. Conspiradores tramaram seu assassinato para derrubar a República Romana com apoio de tropas estrangeiras. Com muita inteligência, Cícero usou o poder da ¨pena¨. Ele escreveu 4 discursos, as Catilinárias, e por meio de sua retórica direta, aliada a manobras políticas e militares, expulsou os seus adversários e obteve a vitória.

Há quem diga que ele foi o precursor da moderna utilização política das redes sociais. Cícero usava escravos e escribas para ouvir seus ditados e redigir mensagens em rolos de papiro, que eram distribuídas à sua rede de contatos e influência.

Depois de Cícero; Lênin, Trotski, Goebbels, Mao Tse Tung, Fidel Castro, Chavez, Lula e Maduro se utilizaram do subsídio estatal generoso e/ou da estatização de veículos de mídia convencional, sejam jornais, rádio, TV ou internet para propagar suas ideias e ideologias com o objetivo de ¨padronizar a narrativa¨, ou seja, com o objetivo de que todos repetissem o discurso oficial do governo, sem criticar ou pensar livremente. Essa era a dinâmica da comunicação estratégica no Séc XX.

Podemos definir a comunicação estratégica empresarial como sendo a ¨arte de propagar ideias, conceitos, processos ou dados para atingir um objetivo permanente ou de longo prazo de uma organização, por meio de atividades planejadas e coordenadas¨.

Em termos governamentais, pode se definir como sendo: ¨o esforços concentrados de uma nação para compreender e envolver os públicos-chave, a fim de criar, fortalecer ou preservar as condições favoráveis para o avanço dos interesses, das políticas e dos objetivos de uma Nação.¨

Uma comunicação estratégica efetiva deve atender às seguintes condições:

- Ter bem definidos os objetivos nacionais que balizarão todas ações de todo o Poder Executivo Federal;

- Sincronizar as narrativas em todas as esferas do Governo Federal;

- Estabelecer a ¨governança institucional¨ no quesito unicidade de discurso;

- Acompanhar as atividades prometidas em campanha, com o cumprimento dos planos em curso, garantindo a que a disseminação do cumprimento de ambos esteja coerente com os anseios e as necessidades da população; e

- Ter agilidade na assessoria de imprensa em identificar, processar e promover a gestão das crises de imagem que se apresentem, por meio da sincronização da disseminação das mensagens nas oportunidades mais vantajosas.

Portanto, uma comunicação estratégica eficiente deve ter o teor de suas mensagens, atos e ações, compreendidos pelo receptor sem que haja ruídos ou interpretações equivocadas. É necessário garantir que as ações decorrentes dessa comunicação, por parte de todos os envolvidos, sejam concorrentes para o mesmo objetivo traçado pela organização.

A Comunicação Estratégica Brasileira - 2019


Na contramão conceitual da comunicação estratégica, o que vemos hoje é uma vastidão de interpretações enviesadas da comunicação das autoridades do governo brasileiro.

Nos últimos dias, o excesso de explicações posteriores a mensagens emitidas nas redes pelas autoridades, leva a crer que as interpretações por parte da mídia e da população, dificilmente, são aquelas pretendidas pelo emissor. Então? Como garantir uma comunicação estratégica de governo eficiente?

A resposta pode ser encontrada observando-se dinâmica social de Marco Túlio Cícero, há mais de 2000 anos: a comunicação direta entre o decisor e a população, sem interpretadores intermediários. A possibilidade que as mídias sociais têm de colocar qualquer autoridade, ao vivo, com seus compatriotas, ao alcance da mão, ao alcance de um toque, é o que diferencia a comunicação estratégica do século XXI das demais estratégias de comunicação utilizadas em toda a história humana.

Todavia, para se obter o sucesso, o alinhamento de discurso de um governo precisa ser centralizado. São 20 ministérios responsáveis pela execução das ações em todas as expressões do Poder Nacional, seja nos campos psicossocial, econômico, científico-tecnológico, político ou militar. Cada uma dessas ações são independentes entre si, entretanto, todas concorrem para que sejam atingidos os objetivos do País.

A comunicação estratégica do governo pode ser realizada em dois grandes eixos: o das ¨ações como mensagem¨ e o das ¨pessoas como mensagem¨. A sincronização da divulgação das ações de governo é fundamental para uma eficiente comunicação estratégica.

Quando a ¨ação¨ é a mensagem, ela deve ser comunicada por meio de eventos e experiências, pautando o tema em todas as mídias e fechando o escopo da ideia a ser transmitida.

Como exemplo de sincronização de ¨ações como mensagem¨, selecionei duas realizações do governo federal, previstas para serem realizadas nos primeiros 100 dias de 2019 e efetivamente concluídas: a recuperação da BR 163, a cargo do Ministério da Infraestrutura e a realocação de 100% das quase 9000 vagas de médicos no Programa Mais Médicos, a cargo do Ministério da Saúde.

Se consideramos que o Objetivo Nacional permanente envolvido é o de ¨promover a Integração Nacional¨, as duas ações lhe são concorrentes. A primeira, a recuperação da BR 163, proporciona a otimização da ligação rodoviária entre o Centro-Oeste e o Norte do País, já o preenchimento das vagas de médicos, favorece a fixação da população no interior do País, por meio da otimização da capilaridade do Sistema Único de Saúde.

Contudo, apesar de ser um exemplo plausível de exploração por meio de comunicação estratégica, esta não ocorreu. A ineficiência do planejamento e da sincronização da divulgação de tais eventos e seus benefícios, aliados à incapacidade de pautar tais temas na mídia convencional e da assincronicidade das divulgações nas redes sociais dos ministérios, levou o governo federal a perder a oportunidade de explorar ao máximo esses sucessos dos 100 primeiros dias de governo.

Quando a ¨pessoa é a mensagem¨, em particular quando é autoridade máxima do País, o Presidente da República, ela tem a possibilidade de se comunicar diretamente, via mídias sociais, com cada um dos brasileiros, individualmente. A mensagem toca diretamente dentro do telefone celular de cada um, definitivamente, essa comunicação se torna poderosa e não pode ser descartada.

A imagem da pessoa deve refletir o conteúdo, tanto na forma como no significado, ou seja, o planejamento do teor da comunicação, do meio e da oportunidade para a sua veiculação são os fatores críticos de sucesso da comunicação estratégica.

No meio político a comunicação estratégica pode ser utilizada para atacar ou proteger. Quando em ataque, usa-se o negativismo e a ¨plantação da dúvida¨; quando em proteção, usa-se para tranquilizar, com positivismo e realizações prometidas e cumpridas, ou seja, passando credibilidade e eficiência.

As mídias sociais do Presidente da República do Brasil, em 2019, atingem diretamente mais de 10 milhões de pessoas, ou seja, se considerarmos que cada pessoa possui pelo menos 10 outras em seu círculo de influência, praticamente metade da população do País é atingida de forma direta e efetiva pelas palavras do Presidente, sem nenhum filtro da mídia ou de assessores.

Na verdade, a mídia tradicional perde diariamente espaço no controle da narrativa. Apesar da maioria da população ler apenas as manchetes das notícias, essas mesmas pessoas buscam em outras mídias, não convencionais, a confirmação, ou não, do que leu. A mídia tradicional é diariamente confrontada em relação à sua honestidade de propósito e firmeza de caráter e isenção.

Consequentemente, o impacto disso é a dissonância cognitiva causada na imagem mídia perante a população. As autoridades, como o Presidente da República, passam a ser muito mais vistos e visitados e passam a pautar o assuntos relevantes do País, restando à mídia convencional apoiar ou, o que tem sido a tônica desde o início de 2019, procurar pequenos deslizes em palavras para polemizar questões irrelevantes de interpretação, perdendo credibilidade e assinantes para as mídias alternativas e diminuindo o seu valor econômico e social.

Ou seja, a comunicação direta de ações de governo por meio de seus ministérios ou de autoridades ¨em pessoa¨ é uma arma fundamental no combate às interpretações errôneas da mensagem emitida, imprescindível para qualquer influenciador no mundo do século XXI. Desta forma evita-se os ruídos nas mensagens e garante-se que ela chegue sem manipulações ao seu destino final, a população.

Para exemplificar, cito a reflexão moral sobre um fato ¨escatológico¨ público sugerida pelo Presidente da República ao reencaminhar um vídeo em uma rede social, contendo atos obscenos cometidos por dois brasileiros durante uma apresentação de um Bloco de Carnaval em São Paulo. Eles realizaram necessidades fisiológicas ¨xixi¨ e ¨cocô¨, às vezes um em cima do outro, às vezes autopenetrando-se pelo ânus, tudo em público. Como analisar esse fato?

O Presidente ensejava que o povo refletisse sobre a moral e a ética do fato; na Lei brasileira, o fato é um crime capitulado no Art 233 do Código Penal: ¨praticar ato obsceno em lugar público, aberto ou exposto ao público¨; para os que realizaram o ato obsceno, nada mais foi do que um ¨ato político¨ de reação à ¨colonização dos seus corpos¨; para alguns integrantes mídia tradicional foi uma peça de ¨arte¨; para outros integrantes mídia tradicional foi quebra de decoro do Presidente, ao reproduzir o ato obsceno na internet; para alguns políticos é um real motivo para o impeachment do Presidente; para a população foi uma denúncia clara de crime e que tem que ser apurado rapidamente pelo Ministério Público Estadual. Qual a verdade?

Essa pergunta não está entre as mais relevantes a serem respondidas, sob a ótica da comunicação estratégica. As perguntas mais relevantes são:

O objetivo governamental pretendido pelo Presidente da República foi atingido? Quais os benefícios para a população e quais os atos governamentais seguintes que garantirão esses benefícios? Quais os benefícios obtidos para a agenda governamental?

Se tais perguntas não puderem ser respondidas, e se as condições para uma comunicação estratégica não estiverem estabelecidas, restará clara a sua ineficiência e uma eventual perda de oportunidade de apresentar resultados concretos à população.

O Brasil merece uma comunicação estratégica que informe a sua população de forma direta e que seja compatível com a posição que deseja ocupar no cenário internacional. A população deve ter o direito de criticar e conhecer livremente a verdade sem filtros, sem manipulação, sem discurso manipulado e padronizado na mídia tradicional.

O Brasil merece ser conhecido, internacionalmente, pela sua capacidade de crescer e demonstrar crescimento, fortalecido em todas as expressões do Poder Nacional.

Clynson Oliveira PhD, Army Col, mastered Politics and Strategy Army Command and Staff College. Now is CEO Leadership consulting in Brazil.
https://medium.com/@clynsonoliveira

MANGUEIRA, A VINGANÇA DO TRÁFICO! Por Gen Bonat

Acabou o carnaval. As escolas campeãs já são conhecidas. Maravilha! Lentamente, o Brasil sai da ressaca e começa a andar. Não assisti os desfiles. Não tenho mais paciência… Só vi pequenos pedaços mostrados em telejornais.

Em São Paulo, vi Jesus levar uma baita surra de satanás. Ficou por isso mesmo. Da CNBB, nenhuma palavra em sua defesa. Nossos bispos nem parecem cristãos. O assunto não é com eles. Será que Cristo realmente existiu? Quando lhes convém, nossos bispos permanecem quietos. Sua omissão tem sabor de concordância. Pobre, mas sempre esperta, igreja católica…

A mim me chocaram as cenas mostradas pela campeã carioca. A comissão de frente já revelava o que viria a seguir. Transformava algumas de nossas importantes figuras históricas em anãos.

Logo depois, Caxias era tratado como um carniceiro, provavelmente numa crítica à sua participação na Guerra do Paraguai. Convém relembrar, só de passagem, que naquele conflito morreram simplesmente cerca de sessenta mil brasileiros.

Pouco depois, em um dos carros, lia-se “ditadura assassina”, em alusão ao período dos presidentes militares. O alvo, obviamente, era o Exército.

Fiquei imaginando tratar-se de uma reação ao governo recém-empossado, até surgir na tela a figura da viúva de Marielle.

Caiu a minha ficha. Marielle defendia traficantes; as Forças Armadas foram mandadas a intervir no Rio em 2018, atrapalhando o milionário negócio do tráfico; e como o tráfico patrocina as escolas de samba… Eureka! Vinguemo-nos dos milicos!

E nada melhor do que um desfile de escola de samba para a vingança ser completa. É um crime perfeito. Afinal, trata-se de uma manifestação cultural. Ai de quem criticá-la. Quem não concordar terá contra si todos os intectualóides tupiniquins, toda a imprensa amestrada, todo o meio artístico, além da classe média carioca, cujos filhos dependem do fornecimento de crack, de cocaína, de maconha e de outros quetais.

Pensando bem, creio que a CNBB tem um pouco de razão…

Enquanto isso, os bombeiros continuam procurando corpos em Brumadinho. Mas deixa prá lá. Nossos heróis são outros.

Artigo: Hamilton Bonat, www.bonat.com.br

Toma lá, dá cá. Por ELIANE CANTANHÊDE



A proposta das Forças Armadas para a previdência dos militares é, na verdade, um pacote que tira de um lado (o da previdência) e põe no outro (nos soldos). A intenção é cobrar cota de sacrifício até de pensionistas, mas criando gratificações para os da ativa que fizerem cursos, como compensação para perdas acumuladas há décadas.

“Sempre perguntam se nós não vamos contribuir com a reforma. Mas nunca deixamos de contribuir”, diz o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. Para ele, os militares são sempre os primeiros a sofrer cortes, “para o bem do País”, e acabaram com soldos muito defasados em relação à inflação e às carreiras de Estado. “Em relação ao Judiciário e ao Legislativo, nem se fala.”

O ministro entrega nesta semana a proposta dos militares à equipe econômica e à área jurídica do governo e estima levá-la ao Congresso até início de abril. Esse é um passo importante para esvaziar as desconfianças dos parlamentares, inclusive da base aliada, que resistem a privilégios para militares.

Azevedo e Silva foi pessoalmente à residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na quinta-feira passada, não só para antecipar a ideia geral da proposta para os militares como para falar das compensações: “Vamos subir a receita, mas também equilibrar melhor as despesas”, resumiu.

Maia pensa como o ministro Paulo Guedes e o secretário Rogério Marinho: os militares não podem aproveitar a reforma para compensar defasagens antigas. No mínimo, a conta tem de zerar. Pelo projeto, só vai zerar no quinto ano. Até lá, eles ficam no lucro.

Além de aumentar o tempo de contribuição dos militares, de 30 para 35 anos, a proposta prevê aumento da alíquota para todos, de 11% para 14%, com um detalhe: viúvas, cadetes e recrutas, hoje isentos, também passarão a contribuir com o mesmo porcentual.

Do outro lado, está a recuperação de uma das vantagens perdidas com a MP 2215, do final do governo FHC, mexendo nas gratificações pelos vários cursos que, sargentos ou oficiais, eles têm de fazer ao longo da carreira. Gratificação não tem impacto na previdência, aumento de salário teria. Está descartada a volta de auxílio-moradia, pensão para as filhas, ida para a reserva com um posto acima e licença especial.

Uma facilidade para aprovação do pacote militar, conforme enfatizou o próprio presidente Jair Bolsonaro, é que não precisa emenda constitucional, só projetos de lei. É fato, mas não exagera! Uma semana na Câmara e outra no Senado, só em sonho.

O grande esforço não só das Forças Armadas, mas da própria cúpula do governo – até porque as coisas se confundem – é martelar que os militares não estão incluídos no regime de previdência. Têm regime próprio e, aliás, estão fora das normas trabalhistas: não têm hora extra, adicional noturno, adicional de periculosidade.

Se elas tivessem esses benefícios, um tenente atuando na fronteira com a Venezuela ou nas enchentes na BR 163 (Cuiabá-Santarém) mais do que dobraria seu salário – que é mais baixo do que seus correspondentes civis no serviço público.

Uma terceira frente, além dos soldos e da previdência diferenciada, é o orçamento para as atividades-fim e os projetos estratégicos do Exército, Marinha e Aeronáutica que, como diz o ministro, “precisam de condições para sustentar a paz”.

Ter Bolsonaro, oito militares no topo do Executivo e mais de cem no segundo escalão é faca de dois gumes: é bem mais fácil para as três Forças defenderem seus pleitos no governo, mas gera desconfianças e confrontos fora dele. Principalmente quando se vende o militar como santo e o político como demônio. É melhor para o governo e para o presidente calibrar melhor o tom. A reforma passa e o Brasil ganha.

Proposta dos militares tira na Previdência e põe nos soldos. Guedes quer “conta zero”



O Estado de S. Paulo,10 Mar 2019
ELIANE CANTANHÊDE E-MAIL: ELIANE.CANTANHEDE@ESTADAO.COM 
TWITTER: @ECANTANHEDE ELIANE CANTANHÊDE 
ESCREVE ÀS TERÇAS E SEXTAS-FEIRAS E AOS DOMINGOS

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Pentesting e Treinamentos da Offensive Security, por Laios Barbosa

Publicado em 1 de janeiro de 2019 no LinkedIn
Essa é a primeira de algumas publicações que pretendo fazer e que tem por objetivo falar sobre temas relacionados a Segurança da Informação (Seg Info), Penetration Testing (Pentesting/Pentest), Treinamentos, Competições (CTF), Certificações entre outros.

Com relação a Pentesting, não poderia deixar de mencionar um dos primeiros treinamentos em Segurança da Informação que participei, chamado, na época, “Penetration Testing with Backtrack - PWB”, atualmente, “Penetration Testing with Kali – PWK”, da empresa Offensive Security (OffSec - https://www.offensive-security.com). Ainda estava iniciando na área de Seg Info quando tive a sorte e o “prazer” (em se tratando de treinamentos da OffSec, prazer é uma palavra questionável …) de realizar o treinamento do PWB, ao vivo, no Brasil, com renomados componentes da equipe: Mati Aharoni (muts), Bosko Petrovic (bolexxx), Matteo Memelli (ryujin). Foi uma semana intensa, de muito trabalho, aprendizado e um pouco de “sofrimento saudável”. Não é a toa que o lema da OffSec é “TRY HARDER” (se esforce, se empenhe mais).






Foi uma enxurrada de informações e para quem ainda estava iniciando em Seg Info confesso que foi difícil de acompanhar. Embora a OffSec afirme que o PWB/PWK seja um curso de nível básico/inicial, alerto aos aventureiros que é preciso ter uma boa base em diversas áreas da Computação (Redes, Sistemas Operacionais, Desenvolvimento) para aproveitar o curso. Apenas como referência e contextualização, sou Engenheiro de Computação (formado pelo IME – Instituto Militar de Engenharia) e trabalhei muitos anos como Administrador de Redes e Sistemas (sysadmin) além de Configuração, Gerenciamento e Administração de Servidores (maior parte Linux).

Para aqueles que tem o sonho, ou vontade, ou desejo de trabalhar na parte de Pentest, considero que o PWK seja um curso que não poderia faltar em seu currículo (quase obrigatório). Dessa forma, seguem algumas observações:

1 – O curso pode ser feito ao vivo (live) ou online;

2 – Na modalidade ao vivo o custo é muito alto (começando com U$ 4.000,00), sem falar que, normalmente, esse treinamento ao vivo só é encontrado fora do Brasil;

3 – O curso online tem um custo/benefício muito bom, se comparado com outros cursos do mesmo nível e qualidade. Tem-se um investimento a partir de U$ 800,00 que inclui Material do Curso (PDF e Vídeo) + 01 Tentativa da Certificação OSCP + 30 dias de Laboratório (para praticar as técnicas ensinadas no curso);

4 – Quanto ao material, é todo em inglês e você recebe um PDF mais um conjunto de vídeos. Na minha opinião, o conteúdo do PDF não é muito explicativo, contudo é muito bem complementado com os vídeos (quem fala no vídeo é o Muts e ele tem um inglês que qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento na língua pode acompanhar facilmente). O fato do conteúdo não ser muito explicativo é, de certa forma, proposital, ou seja, faz parte da filosofia “Try Harder” da OffSec para forçar o aluno a procurar, pesquisar e se aprofundar na matéria;

5 – O laboratório é fundamental para solidificar os ensinamentos (prática e repetição conduz a perfeição), principalmente para aqueles que buscam a certificação OSCP (Offensive Security Certified Professional). A quantidade de dias no lab pode ser estendida em pacotes de 15, 30, 60 a até 90 dias, cada um com seu valor respectivo. Já alerto que é uma atividade “viciante” que pode lhe render muitas noites em claro, sem falar no valor a ser pago para estender a experiência, uma vez que, no lab é simulada uma rede corporativa com mais de 50 máquinas a serem exploradas e invadidas numa elaborada infraestrutura.

O material do curso é extenso e requer certo tempo e dedicação para serem assimilados, praticados e compreendidos. A Offensive Security é uma referência mundial em treinamentos e certificações na área de Segurança Ofensiva e Pentesting.

Quanto ao exame OSCP, um dos mais reconhecidos no mercado na área de Pentest, foi um dos primeiros cujo formato é 100% prático (hands-on). Para fazer o teste é necessário adquirir o curso. O exame tem a duração de 24h para que o estudante consiga invadir cerca de 05 (cinco) máquinas (Linux, Windows, BSD, etc), com o objetivo principal de conseguir acesso de root/administrador. Depois, tem-se mais 24h para redigir um relatório de Pentest, descrevendo as vulnerabilidades encontradas, a metodologia e os procedimentos realizados para se explorar os sistemas mencionados, além de orientações para proteção e mitigação das falhas.

Concluindo essa pequena publicação, para os interessados na área de Pentesting, recomendo os cursos da OffSec, em especial, o PWK. Quanto a certificação OSCP, considero um excelente desafio, ideal para praticar e desenvolver habilidades na parte ofensiva.

Espero poder contribuir cada vez mais para a comunidade de Segurança da Informação e estou à disposição para qualquer dúvida ou esclarecimento. 
TRY HARDER ;-)
Laios Barbosa
Information Security Manager na Brazilian Army
https://www.linkedin.com/pulse/pentesting-e-treinamentos-da-offensive-security-laios-barbosa/

domingo, 9 de dezembro de 2018

“Os militares no governo.”, por Marco Antonio Villa

http://www.blogdovilla.com.br/politica-no-brasil/artigo-do-prof-villa-na-istoe-os-militares-no-governo/

por  | dez 9, 2018 | Istoé, Política no Brasil | 1 Comentário

Não há na história republicana um governo com tantos ministros militares em pastas consideradas civis como o do presidente Jair Bolsonaro. Em comparação com os cinco governos do regime militar (1964-1985), mesmo assim a presença militar nunca foi tão grande. Será um teste para os militares ter de conviver com críticas que são rotineiras em uma sociedade democrática. Afinal, são originários de um meio que prescinde da discussão igualitária para a solução de um problema, para agir. A hierarquia e a obediência são componentes essenciais e imprescindíveis da ordem militar. Contudo, o exercício de funções políticas exigirão um comportamento de tolerância e de aceitação de cobranças que não estão habituados. Deverão ser inevitáveis choques com a imprensa, especialmente nos momentos de tensão política. E mais ainda no início do governo, quando haverá um processo de adaptação ao novo momento pelo qual passa o País.

Será uma cena comum assistirmos ministros militares indo ao Congresso Nacional para justificar, explicar, debater medidas governamentais afeitas às suas pastas. Encontrarão em algumas comissões, com absoluta certeza (e sem fazer profecia de botequim), petistas (e seus aliados) que vão desqualificar a ação do ministro, vão acusá-lo de má gestão e até de supostos desvios de recursos. Como agirão? Como vão enfrentar o debate?

É inegável que nas Forças Armadas existem excelentes quadros que podem ser utilizados nas diversas esferas governamentais. Ninguém chega ao alto oficialato sem ter passado por escolas de alta especialização e por estágios e missões no exterior. Esse cotidiano de formação técnica é desconhecido do grande público. Ainda há a visão de que a profissão de militar não passa de uma carreira pública modorrenta, à espera de uma guerra que não vai ocorrer, onde a promoção é aguardada simplesmente pela antiguidade. São ignoradas as ações implementadas em diversas missões de paz em todo mundo. E no Brasil inúmeras atividades importantes são desenvolvidas principalmente nas áreas mais pobres e nas regiões fronteiriças.

O desafio para as Forças Armadas é evitar a politização dos seus quadros. Elas servem ao Brasil e não a um governo em particular: são instituições permanentes de Estado. Devem evitar a sedução do soldado-cidadão, tão presente no início da República. Irão desempenhar um novo papel, trinta anos depois. Quem diria…

domingo, 2 de dezembro de 2018

Nunca antes, por Alexandre Garcia Oficial no FB




Em dois meses, minha mãe completa 100 anos de vida e diz que nunca viu nada igual ao que está testemunhando hoje. Ela passou pela ditadura Vargas, pelas tentativas comunistas de tomada do poder, a começar em novembro de 1935, depois por tantos governos diferentes e tantos planos de salvação nacional, mas nunca viu uma reação como agora, contra o estado de coisas em que enterraram o país. Uma reação popular e pacífica, de uma maioria que cansou de ser enrolada, ludibriada, enganada – desculpem usar tantos sinônimos para a mesma mentira. Eu mesmo, em meus quase 80 anos de Brasil, nunca vi nada igual. Eu diria que se trata de uma revolução de ideias, tal a força do que surgiu do cansaço de sermos enganados.
Mencionei a primeira tentativa comunista de tomada do poder, há 83 anos. Naquele 1935, houve reação pelas armas. Nas outras tentativas, no início dos anos 60, a reação veio das ruas, que atraiu as armas dos quartéis. A última, veio pelo voto, na mesma linguagem desarmada, com que começou a sutil tentativa tucana, para desaguar nos anos petistas, já com a tomada das escolas, dos meios de informação, da cultura – com aquela conversa que todos conhecemos. De repente, acordamos com a família destroçada, as escolas dominadas, os brasileiros separados por cor e renda, a cultura nacional subjugada, a História transformada. Mas acordamos.


Reagimos no voto, 57 milhões, mais alguns milhões que tão descrentes estavam que nem sequer foram votar. O candidato havia sido esfaqueado para morrer, nem fez campanha, não tinha horário na TV, nem dinheiro para marqueteiro. Mas ficou à frente do outro em 10 milhões de votos. Ainda não se recuperou da facada, a nova intentona; precisa de mais uma cirurgia delicada, mas representou a reação da maioria que não quer aquelas ideias que fracassaram no mundo inteiro, que mataram milhões para se impor e ainda assim não se impuseram.

O que minha mãe nunca viu é que antes mesmo de o vitorioso tomar posse, as ideias vencedoras da eleição já se impõem. Policiais que tiram bandidos das ruas já são aplaudidos pela população; juízes se sentem mais confiantes; pregadores do mal já percebem que não são donos das consciências; as pessoas estão perdendo o medo da ditadura do politicamente correto, a sociedade por si vai retomando os caminhos perdidos, com a mesma iniciativa que teve na eleição de outubro, sem tutor, sem protetor, sem condutor. Ela se conduz. O exemplo mais claro desse movimento prévio ao novo governo é a retirada cubana, no rompimento unilateral de um acordo fajuto, de seus médicos, alugados como escravos ao Brasil. Cuba “passou recibo” na malandragem e tratou de retirá-los antes que assumisse o novo governo, na prática confessando uma imoralidade que vai precisar ser investigada no Brasil, para apontar as responsabilidades, tal como ainda precisam ser esclarecidos créditos do BNDES a ditaduras, doação de instalações da Petrobras à Bolívia, compra de refinaria enferrujada no Texas, e tantas outras falcatruas contra as quais a maioria dos brasileiros votou em outubro.
Alexandre Garcia Oficial

sábado, 17 de novembro de 2018

Preparação do BESCOM para Gestão por Competências em 2003, por AAC


BATALHÃO ESCOLA DE COMUNICAÇÕES

(1ªCia Trans/1ªDIE/1943)

BATALHÃO BARÃO DE CAPANEMA


DIRETRIZ   DE   COMANDO

DC/A4-01/03



APROVO:

Gen ____________
Cmt GUEs/9ªBdaInfMtz

1.  ASSUNTO
     Preparação do BESCOM para Gestão por Competências, ou gestão por processos, e o incentivo ao comprometimento dos quadros  com o PEG-EB.

2.  COMPETÊNCIA DA OM QUE ABRANGE O ASSUNTO
    Manter a estrutura organizacional e a rotina burocrática atualizadas com as inovações tecnológicas adotadas pela Força e com os encargos que, certamente, os requisitos de gestão pela qualidade, irão atribuir às OM  

3. REFERÊNCIAS
Decreto nº 2.910, de 29 de dezembro de 1998, que estabelece normas para salvaguarda de documentos, materiais, áreas, comunicações e sistemas de informação de natureza sigilosa, e dá outras providências[1].
Decreto N° 3.505, de 13 de junho de 2000, que institui a Política de Segurança da Informação nos órgãos e entidades da Administração Pública Federal[2].
    Programa de qualidade no serviço público (PQSP) -http//qualidade.planejamento.gov.br
IG 10-51 Instruções Gerais para a Salvaguarda de Assuntos Sigilosos, publicadas no BE n° 04 de 26 de janeiro de 2001.
IG 20-19 Instruções Gerais de Segurança da Informação para o Exército Brasileiro, publicadas no BE n° 39 de 28 de setembro de 2001.
Portaria n° 462, de 13 de setembro de 2001, que aprova a Diretriz Estratégica de Comunicações e Informática;
Portarias n° 463, de 13 de setembro de 2001, que aprova a Diretriz Estratégica de Comando e Controle.
Diretriz da STI e Plano de Tecnologia da Informação 2003-2005;
Plano de Modernização e Integração do Sistema de C2 da Força Terrestre;
Diretriz de Experimentação Doutrinária do Módulo de Telemática para o Sistema de Comando e Controle da Força Terrestre;
Programa de Excelência Gerencial Exército Brasileiro (PEG-EB).

4. ÁREA E SUB-ÁREA DE ATUAÇÃO
A- Reestruturação e funcionamento do BESCOM;
4- Dos métodos e processos.

5. NÍVEL DE ATIVIDADE
 Atividade-meio ( x )
 Atividade-fim   ( x )

6. PROBLEMA EXISTENTE
           Existem vários obstáculos que impedem o aprimoramento da gestão organizacional no Batalhão Barão de Capanema:
·Ausência de foco no cliente e dificuldade de determinarem-se o cliente e o usuário final;
·Inexistência de objetivos claros, bem definidos e disseminados até os mais baixos escalões;
·Processos e atividades não documentados e otimizados;
·Profissionais e seções não conhecem bem suas atribuições;
·Militares não conhecem o papel da OM, a missão;
·Oficiais e praças não estão capacitados para executar todas as suas atividades;
·Subordinados não participam nos  processos, ações e soluções dos problemas;
·Inexistência de formas de medir e avaliar constantemente processos para poder melhorá-los continuamente;
·Decisões e ações não são constantemente avaliados e, por isso, não realimentam correções, tampouco apuram-se responsabilidades pelos insucessos;
·Informações não circulam de maneira rápida e correta entre setores e os encarregados;
·Inexistência de uma preocupação constante com a inovação e a mudança para melhor.

7. OBJETIVOS
            a. Estabelecer  contratos de gestão, para constituírem-se em indicadores de desempenho da OM, que permitirão:
1)     priorizar o desenvolvimento da mentalidade de trabalho em equipe, o espírito de  cooperação, a responsabilidade individual e a vontade de apresentar um trabalho com 100% de perfeição na primeira tentativa;
2)     estimular a consolidação do espírito de corpo entre as diferentes Seç/SU do BESCOM, por meio do estabelecimento de metas comuns e ações conjuntas;
3)     fornecer a cada militar  a noção exata da importância de sua atuação dentro de cada  processo no qual tenha papel relevante; 
4)     estabelecer sistemas de controles eficientes que possibilitem aumento de produtividade e racionalização de custos;
5)     delegar competências, atribuir responsabilidades, estabelecer prazos e prioridades, facilitando o controle sobre o andamento de diversos processos, seus pontos críticos, necessidades adicionais e dificuldades encontradas, gerando conhecimento a fim de fundamentar as decisões futuras;
6)     melhorar a divisão do trabalho entre os membros do Batalhão, proporcionando ao comando maior número de oportunidades de observação e critérios objetivos para a avaliaçaõ do desempenho do pessoal;
7)     aumentar a segurança orgânica da OM;
8)     propiciar a inscrição da OM no programa de qualidade do governo federal.
      b. Fazer do BESCOM a OM protótipo da 9ªBda Inf Mtz para gerir os processos e no emprego da inteligência competitiva para gestão do conhecimento, fornecendo subsídios ao EME para validar o Programa de Desenvolvimento da Doutrina da FT biênio 2003/4.
c. Implantar a forma de expressar a intenção do comandante usando diretrizes de comando (como esta), que serão expedidas segundo a necessidade de criarem-se projetos, ou alterarem-se rotinas (atividades), tendo em vista a seguinte filosofia de trabalho: 1) pensar grande; 2) começar pequeno; 3) crescer rápido.
d. Facilitar a perseguição do objetivo, incansável azimute dos procedimentos individuais, pois a vontade do homem em cumprir sua missão deve ser prevalente aos meios alocados e disponíveis.

8. ASSUNTOS INTERDEPENDENTES
–Informatização do BESCOM;
–Recebimento do PAMO;  e
–Experimentação doutrinária do Módulo de Telemática do SC2FTer-Bda/DE.

9. SEÇÕES DA OM ENVOLVIDAS
    a. A gestão por processos deverá ser implementada neste batalhão com a participação de todas Seções/SU para sua efetiva consolidação e consequentes benefícios, e somente será alcançada por meio do comprometimento individual do militar e a perfeita compreensão de todos da importância dos respectivos papéis no contexto de cada processo no qual estejam envolvidos. A arregimentação do potencial humano (envolvimento de todos) está essencialmente calçada na liderança exercida pelo comandante e pelos diversos níveis de comando da OM, por que toda a mudança de mentalidade requer grande esforço e perseverança no cumprimento da missão.
b. A gerência desta implantação caberá ao Sr Major Rogério Reis, subcomandante, estando este oficial autorizado a decidir os assuntos atinentes à citada implantação, pois ela exige mudança de mentalidade que deve começar pelo comando e pelo estado maior da OM, que passarão a ser facilitadores dos processos.

10. ÓRGÃOS EXTERNOS COM INGERÊNCIA NO ASSUNTO
       A consolidação do modelo administrativo de gerência de processos no âmbito do BESCOM terá como reflexo o aumento da eficiência no relacionamento com os diferentes órgãos externos com os quais o Batalhão tem ligações, quais sejam:
CML – na assessoria de Comunicações e Guerra Eletrônica;
1ª DE – na assessoria de Comunicações e Guerra Eletrônica;
GUEs/9ªBda Inf Mtz – escalão superior imediato, orienta e controla a instrução e o emprego da OM, e na assessoria de Comunicações e MPE para as demais OM orgânicas, além de conduzir as experimentações doutrinárias determinadas pelo EME;
Secretaria de Tecnologia da Informação – órgão de direção setorial que usa a OM na experimentação doutrinária do programa C2 em Combate, e provê os meios de informática para administração da OM;
CIGE - na aplicação da metodologia do ciclo de vida do software de C2;
3a SCh\EME - na pesquisa e formulação de doutrina de emprego da Força, relativa às comunicações, atualizando seu QCP e sua estrutura organizacional;
2º CTA e CAEx- promovendo a assessoria técnica nos critérios de avaliação dos equipamentos e subssistemas;
COTer – no emprego da OM e acompanhando os exercícios,  proporcionando os meios para a participação do BESCOM neles;
DMCEI – na gestão do material de Com/ Elt/ Infor da OM;
CTEx- controlando os trabalhos do IPD;
IPD/SCT – na orientação técnica para conclusão do projeto PAMO e no teste operacional do módulo de telemática do projeto SC2FTer-Bda/DE;
EsCom - colaborando com o BESCOM na consolidação do PAMO e na experimentação do MT;
Universidade Estácio de Sá – no desenvolvimento de projetos de interesse das comunicações que possam vir a constituírem-se em convênios;
ANATEL - nas atividades de administração do espectro de radiofrequências.
  
11. GRAU DE PRECEDÊNCIA
            As ações definidas nesta Diretriz de Comando devem apresentar grau de precedência “URGENTE” em virtude da necessidade de melhoria na gestão dos processos administrativos e operacionais em andamento neste Batalhão e com a finalidade de, no curto prazo, serem atingidos níveis de qualidade e controle compatíveis com os recursos humanos muito qualificados e materiais de alta tecnologia que serão alocados nesta Unidade.
            a. O planejamento está calcado no Livro 1 do PDE onde criam-se expectativas para o BESCOM:
No Programa de Reaparelhamento e Adequação do Exército (PRAEB), constam:
   -as metas do SISTAC  na ação “COMANDO E CONTROLE”:

“a. SISTAC GU/U “com a prioridade 1, por meio do C2 em COMBATE, o Batalhão recebe esta missão no teste doutrinário do Módulo de Telemática;
“b. Telefonia Automática de Campanha “com prioridade 2, adquirindo-se um par de Centrais Au para emprego no PAMO, o Batalhão fica em condições de desdobrar sistema fio no PC e no PCR; e
“c. PAMO “na prioridade 3, a fim de implantá-lo nas OM de combate do GUEs/9ªBda Inf Mtz (veja a 3ª fase do projeto no Lv 1 do PDE), por meio da aquisição de uma mini DSLAN e um concentrador (PCR) e para fazer o recebimento formal do projeto.
   -as metas do SEC (Comunicações estratégicas) na ação “COMANDO E CONTROLE”, nas quais a Unidade pode ser atendida:

“a. Implantação de Centrais Telefônicas de OM “(Prio 4) porque a OM tem carência desse equipamento, e o 2° CTA tem a capacitação técnica para instalar e instruir; e
“b. nas metas de interesse comum” com o projeto de Comunicações por Satélites (Prio3), porque a OM possui uma ETT do SISCOMIS-MD com dois módulos inoperantes.
   -as metas na ação “INFORMÁTICA” o BESCOM gostaria de ser aquinhoado:

“a. pelo projeto de Rede Corporativa Privativa do Exército (EBNET) “que tem a prioridade 1, ficando em condições de receber o cabo óptico da rede metropolitana da Vila Militar que já chegou na EsAO, e de desempenhar o papel de rota alternativa ao 2° CTA, para fins de SIAFI; e
“b.   no projeto para implantação do Sistema de Comando e Controle (Prio 5)”, implementando um servidor de ProtWeb e de correio eletrônico na OM, que ainda não os possui.
Obs: todas as metas visam contemplar com recursos as Unidades de Comunicações para obtenção daqueles meios, dentre as quais, o BESCOM, na prioridade  correspondente à posição ocupada na lista constante do Lv 1 PDE.

b. Plano de Modernização e Integração do SC2/FTer:
                        Conclusão do desenvolvimento do PAMO: 10 mil reais em 2003 e 10 mil em 2004.
c. Projetos 3139 e 3141 (C2 e Informatização do EB)
                        As ações a cargo do BESCOM com os recursos já previstos nestes projetos a cargo da STI  constantes do PIT/STI.
12. CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO
             - Implantar no BESCOM a seguinte visão para o futuro:  
“Tornar-se uma organização militar de referência para instalar, explorar e manter a estrutura de comunicações que dê suporte às necessidades dos sistemas operacionais do Comando Militar do Leste, da 1ª Divisão de Exército e do GUEs/9ªBda Inf Mtz, realizando a integração de meios e processos indispensáveis ao pleno funcionamento do sistema de Comando e Controle.”
            - Contribuir na inserção da Força na “Era da Informação Digital” por meio da implementação do sistema de comando e controle do Exército, ficando em condições de receber o material de comunicações, a ser adquirido com os recursos previstos no projeto 5375, e realizar a experimentação doutrinária com base nas diretivas do Plano de Tecnologia da Informação (TI) e Plano de Modernização e Integração do Sistema de Comando e Controle da FT, onde constam a:
• criação de um módulo de ação rápida de comunicações para mobiliar uma SU do BESCOM;
• aquisição de material de comunicações, eletrônica e informática para completar o QDMP da OM;
• implementação da segurança da informação pelo uso de placa cripto para rádio HF, na certificação digital para as OM e  na EBNET;
• participar de eventual integração do SISCOMIS ao SIPAM, por meio da antena móvel do MD, sob responsabilidade da OM;
• modernização e integração dos sistemas tático e estratégico de comunicações, sob orientação da DMCEI.

a. Metas a serem atingidas
    1) Nos processos gerais:
a)   a consolidação da sistemática de Diretrizes de Comando como forma inicial de implementação de processos e de projetos da OM;
b)   criação de uma célula de inteligência competitiva (CIC) constituída por até dois oficiais em tempo integral e colaboradores eventuais em cada setor da OM para a gestão interna do conhecimento;
c)   o aumento gradual do escopo da gestão por processos até atingir a todas as ações desenvolvidas no BESCOM, caracterizadas como processos ou sub-processos;
d)   a enumeração de todas as atribuições correspondentes às funções previstas no QCP e a identificação dos processos que participam, por meio do preenchimento das Fichas de Procedimentos Operacionais Padrão (FPOP);
e)   a capacitação para avaliar a eficácia das Seções e Subunidades da OM; e
f)    inscrição da OM no programa de gestão pela qualidade do governo federal.
  
2) Nos processos de informatização:
  - a implantação de sistema de protocolo eletrônico (Lotus Notes ou Prot Web) que possibilite:
·substituir arquivos físicos por arquivos eletrônicos;
·substituir procedimentos convencionais por rotinas apoiadas em máquinas;
·criar condições de acesso fácil a qualquer informação;
·criar condições de transferir, eletronicamente, a informação;
·criar processos de aculturação do pessoal interno sobre segurança da informação, de forma a aumentar a segurança orgânica.
A Unidade necessita de um Sistema de Informações Gerenciais (SIG) a ser implementado em 2003, visando dar capacidade de resposta às questões da atividade-fim, inicialmente na 2ª Seção da OM e na Cia Es Com/Bda, que viabilize a gestão por processos e utilize-se:
1) do banco de dados relacionais (Datawarehouse) existente para dados pessoais chamado Módulo E1;
2) do ProtWeb distribuído pelo DGP já funcionando muito bem em várias OM para despachos rotineiros, ou do Lotus Notes empregado pela 1ª DE;
3) do fórum de discussões a ser criado na intranet da OM para assuntos de Com, Elt; e GE; e do grupo Barão de Capanema do Yahoogroups em funcionamento na Internet desde 2002; 
4) do correio eletrônico disponível e em uso desde 2002, por onde tramitam os documentos-propostas, e rascunhos; e
5) do chat (sala de conversação) de disseminação de informações on-line, pela internet, para acesso de casa, e aproveitamento do tempo sem expediente para agregar valor ao conhecimento profissional dos quadros, ainda em estudo.

b. Faseamento possível
1) Apresentação do Projeto aos militares do BESCOM e reunião gerencial, a cargo do gerente de implantação da gestão por processos, versando sobre a aludida sistemática, com a participação dos oficiais que desempenham funções de Cmdo/chefia, a fim de acumpliciá-los com a mesma;
2) Palestras de motivação;
3) Palestras de preparação: gestão por processos; análise e melhoria dos processos; PEG-EB;
4) Definição das equipes: designação de um gerente de projeto; criação da Célula de Inteligência Competitiva (CIC), assessoria já instituída pelo comando da OM com base na chefia do Estado Maior existente, a qual será responsável pela implantação e controle da gestão por processos, além das seguintes missões:

a) considerar esta DC como a operacionalização do plano de mudanças e base do plano de comprometimento;
b) buscar eficiente controle (propor indicadores de desempenho);
c) avaliar o desempenho das equipes e acompanhar os fatores críticos de sucesso do projeto;
d) fazer executar as medidas do Manual de Implantação;
e) revisar o QCP do BESCOM e confeccionar o QDMP nos prazos previstos;
f) produzir inteligência acionável e eficaz ao comando da OM/GUEs, planejando, executando, coordenando, supervisionando e controlando:
(1) as ações de salvaguarda de assuntos sensíveis;
(2) a produção de inteligência humana;
(3) as atividades de pesquisa para obtenção e análise de dados e para a  segurança da informação;
(4) o desenvolvimento de recursos humanos  para Atv Intlg;
g) desenvolver e operar sistemas e equipamentos de Com e telemática. 
5) Elaboração do manual de implantação da Qualidade;
6) Estudo dos processos, levantamento de subsistemas (considerando o Sistema BESCOM),  processos e sub-processos existentes em cada uma das Seç/SU, com a definição precisa de responsabilidades de todos os militares envolvidos, seguindo a programação do PEG-EB;
7) Registro dos processos, fazendo a enumeração das atribuições de cada função prevista no QCP, apoiadas nas FPOP, de modo a tornar objetiva e perfeitamente adequada à tabela de avaliação de oficiais e praças ao que "realmente" cada um executa, além de muito facilitar as eventuais substituições;
8) Promoção de ajustes estruturais e funcionais, por meio de reuniões de avaliação periódicas a fim de serem verificados os níveis atingidos e praticar possíveis correções de rumos;
9) Elaboração de proposta de alteração do QCP(BCom-tipo), do C 11-62, O BComDiv e das Normas Gerais de Ação do BESCOM;
10) Treinamento prático da execução dos procedimentos dos processos;
11) Implantação do sistema de análise crítica e revisão do sistema de gestão por processos, segundo o cronograma do PEG-EB.

c. Prazos
1)   Reunião gerencial – 06 Mai 03;
2)   aprovação da DC/A4-01/03 – até 16 Mai 03;
3)   designação da Célula de Inteligência Competitiva (CIC) e início dos trabalhos – até 31 Mai 03;
4)   instrução de conscientização aos quadros– até 10 Jun 03;
5)   freqüência aos cursos de gestão pelo pessoal selecionado – até 20 Jul 03;
6)   auto-avaliação do PEG-EB – a critério do coordenador, até 20 Jul 03;
7)   elaboração do manual de implantação – 30 Jun 03
8)   estudo dos processos, preenchimento das FPOP – 31 Jul 03
9)   treinamento prático dos processos – 15 Ago 03
10)   primeiro ajuste estrutural e funcional, alteração das NGA – 30 Ago 03
11)  proposta de alteração do QCP e do anteprojeto C 11-62, O BComDiv – 31 Set
12)  inscrição na OM no concurso de qualidade total do governo federal –  2004.

d. Custos envolvidos
A implantação da sistemática de gerenciamento por processos não acarreta, em si, qualquer custo financeiro. A necessidade de expansão do sistema computacional do BESCOM e  possíveis investimentos em especialização de recursos humanos são atividades já previstas para o Batalhão e subsidiadas com os recursos disponíveis no COTer/CML, acrescidos dos valores alocados no programa de informatização do EB e C2 (comando e controle) pelo escalão superior. O Plano Básico de Comunicações e Informática dimensiona as necessidades de recursos no médio prazo, o Livro 1 do PDE sinaliza para as prioridades nos próximos quatro anos, e o PIT/STI-2003 é o documento que distribui, realmente, os valores repassados pelo EME para o ano em curso.

e. Providências administrativas
   Os gerentes de operações (chefes/Cmt de Seç/SU) desempenharão um papel mais desafiador e importante na organização, muito embora algumas de suas atividades sejam repassadas ao computador.
         São fatores críticos para o sucesso, que devem ser acompanhados pela Célula de Inteligência:
            •  programas de instrução atualizáveis e interativos, que atendam ao PIM e às diretrizes dos escalões enquadrantes;
            • cursos (CFC e CFST) alinhados com a missão da Unidade e os respectivos PP.
            • programas individuais e coletivos de estudos continuados (CPCAS, CPrepESAO e CprepECEME);
            • utilização de recursos eficazes para o ensino a distância via Internet (Telensino);
            • sistema de acompanhamento do desenvolvimento do programa de ensino continuado para os quadros e dos alunos dos cursos de preparação com gestão de tutoria pelos oficiais encarregados usando a internet (EAD);
            • investimento escalável em tecnologia: amplia-se progressivamente, junto com a demanda (e o recebimento dos equipamentos do MT do SC2FTer-Bda/DE);
  • obtenção de um nível mínimo de segurança e privacidade na intranet (para chat, fórum e mensagens administrativas) por software "fire-wall";
  • legalização de todos sistemas operacionais Windows e do mínimo de MS Office necessários a responder aos vários sistemas informatizados da Força;
  • alinhamento de seus esforços no ambiente digital com a estratégia geral do EME, constantes do Programa de Desenvolvimento da Doutrina;
  • estímulo à cooperação, ao invés da concorrência interna, pela transparência das avaliações;
  •  testes de equipamentos baseados em metodologia científica e desenvolvidos em ambiente operacional bem próximos à realidade do combate;
  • benchmarking com os demais BCOM congêneres da Força (3° e 4°BCOMEx e 1° e 6°BCOMDiv).

            f. Método de trabalho da Célula de Inteligência Competitiva:
-
-Acompanhamento do ambiente de trabalho na OM, nas SU e nas seções;
-Contato pessoal com os interessados e colaboradores para atender pedidos ad-hoc do comando;
-Auxílio ao SCmt na formulação da árvore para avaliação semestral dos oficiais e praças pelo SIAvMEx;
-Uso intensivo dos diversos sistemas informatizados do EB: SISPAG, SISCOMEX, SIAFI, SISLEG, SIAvMEx, SIAPPES, QO-QCP, SiRF, SIMATEX, AVALOM etc;
-Consulta ao almanaque on-line e à EBNet;
-Reuniões semanais da assessoria com o comandante e subcomandante;
-Controle de projetos da STI, EEID e EEI dos escalões que enquadram o BESCOM;
-Avaliação de documentos, de desempenho individual e coletivo, dos processos, e remessa de dados aos Elm indicados.


g. Os Macroprocessos  identificados no CMSE e adaptados à OM:
            1) finalísticos
            preparação do combatente básico NQ para o HCmp
            formação do combatente de comunicações
            formação do Sgt Temporário
            emprego das Cia Es Com em operações      
            2) apoio operacional
            comando e controle
            logística operacional
            inteligência
            preparação de RH
            mobilização
            comunicação social
            3) processo administrativo
            logística organizacional
            administração de instalações
            gestão de pessoal, documental, TI, legislação e  recursos financeiros
            cerimonial militar
            registro de atos e fatos Adm
            4) processo gerencial
            comando
            gestão



Quartel na Vila Militar, 7 de Maio de 2003.


_____________
AAC – Ten Cel
      Comandante do BESCOM



[1] Art 38. As tecnologias empregadas na segurança dos sistemas de informação governamentais são reconhecidas como sigilosas. 
Art 39. Os aplicativos  de criptografia são considerados de uso civil e militar. A sua comercialização e o seu uso pelos órgãos do Governo Federal sujeitar-se-ão às normas gerais baixadas pela Secretaria-Geral do Conselho de Defesa Nacional. 
Art 40. O uso e a comercialização no País de produtos voltados para a segurança das comunicações e dos sistemas de informação que se utilizem recursos criptográficos, quando destinados aos órgãos do Governo Federal, estão condicionados a certificação de conformidade da Secretaria-Geral do Conselho de Defesa Nacional.
[2]V do Art 1°- criação, desenvolvimento e manutenção de mentalidade de segurança da informação; 
IV do Art 4°- estabelecer normas relativas à implementação da Política Nacional de Telecomunicações, ...para assegurar, de modo alternativo, a permanente disponibilização dos dados e das informações de interesse para a defesa nacional.