terça-feira, 22 de janeiro de 2013

C&T - reflexos para o preparo e emprego da Força Terrestre, por AAC para o CPEAEx

C&T 

1. INTRODUÇÃO 

 O domínio da tecnologia de emprego militar permeia, desde a antiguidade, o sucesso de todo exército, seja a qualidade superior do metal nos escudos das legiões romanas, seja na blindagem aero estratégica do escudo antimísseis norte-americano, que desequilibrou a corrida armamentista nos anos 80, propiciando a derrocada da URSS e a queda do muro de Berlim. Usando o ciclo ODA (Sensor, Decisor e Atuador), percebe-se que a eficácia do preparo e do emprego da Força Terrestre está diretamente subordinada à eficiência das decisões no mais alto nível (SIPLEX) e por consequência, elas serão traduzidas no campo de batalha: a. na efetiva alimentação do Sistema de Comando e Controle (C2) com dados confiáveis dos sensores, b. no oportuno processamento das informações de combate (do sistema de apoio à decisão), e c. na destruição do inimigo pelo uso parcimonioso do sistema de armas. Vão-se analisar os principais aspectos das conjunturas internacional e nacional no campo da Ciência, Tecnologia e Inovação, concluindo sobre seus reflexos para o preparo e emprego da Força Terrestre brasileira. 

 2. DESENVOLVIMENTO 

 a. A conjuntura internacional 

 A globalização da economia mundial é o atual pretexto que mantém o Brasil sob custódia dos elevados juros internacionais, pois os investimentos na infraestrutura interna, só se fazem naqueles objetos de interesse dos que orquestraram a nova ordem mundial, no passado, e que decidiram transformar o hemisfério sul como “Zona de Retaguarda” de um suposto conflito nuclear. A dívida externa brasileira aumentou consideravelmente a partir da crise do petróleo de 1973, mas, apesar disso, o país demonstrou uma grande capacidade para construir o chamado “milagre” e ameaçou os ditos desenvolvidos, que, então, resolveram impedir o acesso às tecnologias de ponta. Antes disso, os investimentos na indústria bélica transformou o Brasil no sétimo exportador mundial de armamentos, ocupando importante posição naquele fechadíssimo clube. A Índia não teve dificuldades em construir sua bomba atômica nem de lançar ao espaço satélites artificiais com foguetes próprios. O mesmo não aconteceu quando o Brasil lançou o foguete SONDA IV, com capacidade para transportar 500 quilos de carga. Para complicar, o país fez um acordo de transferência de tecnologia nuclear com a Alemanha, em 1975, que resultou nos contratos de construção das Usinas Angra II e III. O projeto nuclear do Brasil envolvia as Forças Armadas (FA), a Secretaria Geral do Conselho de Segurança Nacional e o Serviço Nacional de Informações (SNI). Um estudo realizado pelo Congresso norte-americano concluiu que o programa nuclear brasileiro caminhava para um sistema de guiagem de mísseis que poderia igualar-se aos dos Pershing I e Scud-B, com igual tamanho e carga, denominado VLS – Veículo Lançador de Satélite, que em 1989 poderia conduzir o primeiro satélite do Brasil à órbita. Eleito o presidente Collor, extinguiu-se o SNI, o Conselho de Segurança Nacional e a Nuclebras. O Brasil assinou o Tratado de Tlatelolco, obrigando-se a ser inspecionado em seu projeto nuclear por comissões dos países ocidentais, e as atividades nucleares das FA foram inviabilizadas pelos cortes nos orçamentos, agravado pela publicação recente da lista de tecnologias sensíveis, que engessaram o desenvolvimento autóctone de uma indústria nacional de defesa, deixando as FA à mercê dos fabricantes de MEM estrangeiros. Inutilizaram-se projetos como: a base de lançamento de foguetes de Alcântara; o submarino nuclear; os reatores de grafite; e enterrou-se o chamado “Buraco de Cachimbo”, destinado a testes subterrâneos. Iniciou-se, então, no Brasil o processo de sucessão eleitoral de candidatos conscientemente comprometidos com as estratégias internacionais de dominação do mundo, sob o pretexto da globalização. Vieram o Foro de São Paulo, que inclui não só partidos de esquerda, mas também os seus braços armados e redes de arrecadação ilegal de dinheiro, tais como as FARC, o MIR chileno, o ELN, e a influência crescente do bolivariano Hugo Chávez, que vem realizando uma disputa armamentista com o Chile, no bloco sul-americano. Apesar de a Força Terrestre participar hoje da Força de Paz no Haiti, manter Observadores Militares a cargo da ONU em diversas nações “amigas” e fazer adestramento em conjunto nas operações interaliadas, infelizmente, ela expõe o baixo índice de nacionalização do material de emprego militar (MEM), o que implica em prejuízo à formulação de doutrina própria, e à autoestima de seus quadros, no preparo e emprego. Em suma, a orquestração internacional encontra nas FA uma resistência patriótica, apesar dos indicadores tecnológicos apontarem para a dependência externa no curto prazo. 

 b. A conjuntura nacional

 A inovação tecnológica – novos processos, produtos e serviços – é um dos eixos da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior do Governo Federal. Atualmente, 73% dos cientistas estão nas instituições de pesquisa e 11%, nas empresas. Nos países de desenvolvimento científico e tecnológico mais avançado, esta relação é inversa. A Lei da Inovação, elaborada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, vai estimular a integração das universidades e unidades de pesquisa com as empresas. De forma a que o conhecimento científico acumulado na área acadêmica transforme-se mais rapidamente em produtos, emprego e renda para os brasileiros. Entre outras vantagens, a nova lei autoriza a incubação de empresas privadas em espaços públicos e a possibilidade de compartilhamento de infraestrutura, equipamentos e recursos humanos, públicos e privados, para o desenvolvimento tecnológico e a geração de processos e produtos inovadores. É o caso do escritório de projetos do Centro de Desenvolvimento de Sistemas (CDS) na UNICAMP (SP) e da incubadora de empresas que funciona no Instituto Militar de Engenharia. Ao propiciar a interação entre a administração pública, a universidade brasileira, as empresas e os agentes financeiros, para o desenvolvimento tecnológico dos setores produtivos locais, a Rede Brasil representa um avanço incalculável no processo industrial do país. Indica, também, que os setores produtivos são incentivados a investirem mais em tecnologia, não apenas para agregar valor aos produtos, mas para criar empregos e melhorar o nível de competitividade, tanto no mercado interno, como nas exportações. A formulação da Doutrina Militar Terrestre definiu a estrutura organizacional, o equipamento (MEM) e a forma de combater da FTer, que deveria ser condizente com a estatura político estratégica do Brasil, a fim de torná-la instrumento eficaz na imposição da vontade nacional. Daí a previsão do Objetivo Estratégico do Exército de número 13: dominar tecnologia que assegure vantagens estratégicas e operacionais. Porém, reduzir o hiato tecnológico e a dependência de MEM para com os outros países, no momento que os orçamentos destes se distanciam cada vez mais, é o desafio desta geração de líderes. Há dificuldade de retenção de talentos, de manutenção de quadros bem adestrados e de elevação do estado moral da tropa, são reflexos dessa crítica situação no preparo e emprego da FTer. Então, não basta o amparo da lei criando parcerias pela Rede Brasil, se não houver a correspondente confiança do empresariado para investir no potencial científico nacional. 

 3. CONCLUSÃO 

 Concluo que não se pode confiar a soberania do Brasil a nenhuma outra entidade, que não suas FA, pela sua permanência como instituição. Até que a indústria possa ser autóctone, a dedicação da FTer à sua atividade-fim vai projetar poder militar e dar tempo às elites para colocar a defesa na devida prioridade nacional, já que isso não parece ser anseio de todos. 

ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma – 2006, 
 Refr: -Artigo: Cai o Pano 2, 17/07/06, CHRISTINA FONTENELLE 
 -CT&I, 2003-ECEME, MINISTÉRIO DA DEFESA 
 -Pesquisa no site do Governo Federal, Agosto-2006

Relações Internacionais - Comunidade Sul-Americana, por AAC para o CPEAEx

Relações Internacionais

1. INTRODUÇÃO 

 A Globalização é o processo decorrente do conjunto de Políticas e Estratégias dos Centros de Poder Econômico (CPEs) que visam a ampliar e aprofundar sua capacidade de conduzir o relacionamento internacional, em todos os seus aspectos, para a satisfação plena dos seus Objetivos Nacionais. A hipótese da integração sul-americana, é, para o Brasil, extremamente vantajosa. E pelos passos que já deu, por meio da institucionalização do Mercosul e do esboço da Comunidade Sul-Americana (CSA) que está se formando, os resultados já aparecem de maneira fantástica. Vão-se enumerar e comentar as questões que, na minha opinião, deveriam ser consideradas prioritárias no relacionamento entre o Brasil e os países sul-americanos, e vão-se sugerir ações que, a meu ver, conviriam que o governo brasileiro adotasse nesse contexto. 

 2. DESENVOLVIMENTO 

 a. Mercosul 

 1) Argentina: a popularidade do Presidente KIRCHNER, fruto de seu estilo de governar, confrontando militares, Igreja, empresários, empresas e Governos estrangeiros, parece agradar à população e lhe rende dividendos políticos. A melhora acentuada nos indicadores econômicos e a diminuição do desemprego aumentam as probabilidades de que os EUA consigam fazer acordos bilaterais com países da região, tornando assim inviável para o Brasil um futuro papel protagônico no Mercosul e na CSA. 
2) Paraguai: os ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA (EUA) têm dificuldades para a renovação de seu acordo de cooperação militar, onde estão incluídos os exercícios militares e os de apoio social, por motivo de alguns partidos, com vocações mais nacionalistas, demonstrarem suas intenções de não ratificar nenhum documento que, segundo eles, caracterizaria uma ingerência militar norte-americana. Existe a previsão de renovação do acordo da Cooperação Militar Brasileira no Paraguai (CMBP), em futuro próximo, por meio de troca de notas diplomáticas, exigindo, portanto, ações de acompanhamento da situação e um trabalho diplomático-militar que vise a evitar obstáculos para a renovação da presença da CMBP. 
3) Uruguai: o contencioso com a ARGENTINA, sobre a construção das indústrias de celulose às margens do Rio URUGUAI, na fronteira entre os dois países, prossegue na Corte Internacional de HAIA. A postura de neutralidade (ou inação) tomada pelo Brasil deve ser mantida. A questão relativa à possível violação, por parte do URUGUAI, do Tratado de utilização dos recursos do rio, poderá levar até dois anos para receber uma sentença. Há, ainda, um pedido de captura internacional e extradição de dez generais uruguaios (ex-comandantes) que assinaram um documento assumindo a responsabilidade pelos atos de seus subordinados, a fim de serem levados aos tribunais argentinos. Isso agrava as relações daqueles países e coloca em risco a estabilidade das relações do Mercosul e o protagonismo do Brasil. Carece de ação reconciliatória por nossa diplomacia, militar e do Itamarati. 
4) Venezuela: recebeu três - dos trinta e três anunciados - helicópteros russos MI 17 V-5, os primeiros 33 (trinta e três) mil fuzis russos AK 103 e um lote de 25 (vinte e cinco) milhões de cartuchos 7,62 mm, o que vai provocar desequilíbrio militar na América do Sul (AS), a partir de 2011, quando o efetivo das Forças Armadas atingir meio milhão de homens. Urge dotar-se o Comando Militar da Amazônia de aeronaves adequadas ao combate na fronteira-norte (Blackhawk) e reforçar o adestramento do esquadrão de helicópteros de Manaus, para realizar eficazes operações aeromóveis com a tropa dos BIS da região. O Presidente HUGO CHÁVEZ empenha-se em dar cunho democrático ao seu governo, apesar de fazer ameaça de convocar um referendo sobre sua permanência no poder até 2031. Exige ação diplomática presidencial, afim de não admitir um novo ditador, tipo Fidel, na AS. Os EUA se opuseram às vendas de material militar, com tecnologia americana, como foi o caso dos aviões Super-Tucanos da brasileira EMBRAER, provocando prejuízo à empresa e ao Brasil. O motivo alegado foi a “empatia ideológica” com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e com o Exército de Libertação Nacional (ELN) daquele país vizinho. Exige ação compensatória em organismo multilateral, como a OMC.

 b. Demais países sul-americanos 

 1) Bolívia: em Maio de 2006, o Presidente EVO MORALES anunciou o Decreto de Nacionalização dos Hidrocarbonetos causando surpresa na forma como foi anunciado, sua amplitude e seu conteúdo, por possuir alterações mais profundas do que as esperadas. Ato contínuo, foi realizada a ocupação militar de instalações petrolíferas em todo o país, incluindo as da PETROBRAS. Esta iniciou negociações com sua similar na BOLÍVIA, a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), as condições de permanência naquele país e a garantia da continuidade do fornecimento de gás para o BRASIL, necessitando de enérgica ação diplomática para respeito aos acordos comerciais e ressarcimentos patrimoniais. Em vez de reagir de forma a escalar a emocionalidade e a radicalidade política, o que poderia destruir as relações entre Brasil e Bolívia, adotou-se uma postura moderada. Daí as reações daqueles que estão realmente interessados na destruição da relação Brasil-Bolívia, para que a ALCA tome, enfim, o lugar da CSA e apareça como a única alternativa. Existe, ainda, a ameaça de expropriação de terras ocupadas ilegalmente por brasileiros, com uma possível expulsão do país. Os brasileiros que poderão ser afetados se encontram em quatro situações distintas: situação migratória irregular; donos de terra na faixa de fronteira de 50 (cinqüenta) km, fato que não é permitido pela Constituição; sojicultores, donos de latifúndios, que podem ter suas propriedades consideradas improdutivas; e aqueles que estão ocupando ilegalmente terras da União. Todas elas exigem ação diplomática proativa pelo Itamarati, a fim de preservarem-se os direitos dos que estão cumprindo a lei e legalizarem-se os imigrantes.
 2) Colômbia: os EUA aprovaram o desembolso de quinze milhões de dólares para o processo de desmobilização das Auto Defesas Unidas da Colômbia (AUC). Houve decisão de anular os benefícios aos desmobilizados, cuja perspectiva de oito anos de reclusão passaram para 40 anos, ainda que mantidas as promessas de troca das cinqüenta e oito pessoas sequestradas pelas FARC pelos quinhentos guerrilheiros presos, sob acusação de rebelião. Essa decisão poderá acarretar conseqüências negativas ao processo de desmobilização das AUC. As FARC recusaram a proposta, o que representa continuado risco às fronteiras brasileiras e exige ação de presença do Exército Brasileiro na região. As equipes de negociadores colombianos e norte-americanos concluíram os textos relativos ao futuro Tratado de Livre Comércio (TLC), indicando necessidade de eficaz ação diplomática para atração ao CSA ou Mercosul. 
3) Chile: ano passado ocorreram protestos do movimento dos estudantes secundaristas com a participação de aproximadamente 1 (um) milhão deles, paralisando escolas em todo o país. Apesar disso, a eficiência do sistema de ensino chileno sugere ação de intercâmbio escolar ao Brasil, devendo constituir-se em um programa específico para as relações exteriores.
 4) Equador: o Governo do EQUADOR está envolvido com a paralisação das negociações do TLC que realizava com os EUA, após romper contrato de exploração de petróleo com a empresa americana Occidental (Oxy). Declarou-se o cancelamento do contrato com a Oxy, logo depois da empresa transferir 40% de seus direitos de extração de petróleo da Amazônia equatoriana a uma empresa canadense. Sugere ação diplomática de cooptação para o Mercosul e CSA. 
5) Peru: o Governo resolveu retirar seu Embaixador de CARACAS/Venezuela, em protesto pelas reiteradas declarações do Presidente HUGO CHÁVEZ contra o Executivo e o processo eleitoral peruano, orientando uma ação diplomática reconciliatória pelo nosso MRE. 
 6) Guiana: a disputa eleitoral prevista para setembro de 2006, tem forte componente étnico, confrontando indianos e negros africanos. Essa questão étnica advém da época da colonização e é muito complexa exigindo cuidadosa ação diplomática no apoio ao governo eleito. 
7) Suriname: as Forças Armadas do SURINAME, em especial o Exército, apoiadas pelo Ministro da Defesa e pela população, têm sido empregadas em conjunto com a Polícia na tentativa de conter o aumento da criminalidade, sugerindo intercâmbio militar para troca de experiências. 

3. CONCLUSÃO

 Com o liberalismo econômico se difundindo cada vez mais na economia global, as frágeis economias do Cone Sul buscaram-se fortalecer de forma conjunta para poderem competir internacionalmente. O espaço parece ser fundamental para a consolidação do poder, agregando considerações mais amplas sobre os aspectos da população, da economia e da política. Daí o planejamento e a implementação de uma política externa brasileira considerar aspectos geoestratégicos primordiais, tais como: “rotas de colisão” dos CPEs; globalização assimétrica, BERs e comércio internacional “gerenciado”; novas concepções sobre Defesa; “legitimação” do intervencionismo; e necessidade de somatório de Poder Nacional para projeção de poder internacional. O projeto de integração com a América Latina é muito importante. No tratamento direcionado à Bolívia, deve-se levar isso em consideração e não se deve fazer o jogo daqueles que querem destruir esse projeto, para que, isolados, nos entreguemos à ALCA. O Brasil sempre aspirou, de Rui Barbosa ao Barão do Rio Branco e Afonso Arinos, ser potência da paz, exatamente pelo direito, pela justiça, pelo argumento, pela razão. 

 ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 
Refr: - Relações Internacionais, Vol 1 a 4, 2005-ECEME, MARCOS HENRIQUE C. CÔRTES 
- A integração sul-americana é vantajosa, Info Rel-01/06/2006, ROBERTO SATURNINO

Geopolítica: Estados produtores, “perturbadores” e extratores, por AAC para o CPEAEx

1. INTRODUÇÃO 

 A professora Therezinha de Castro estudando as relações internacionais classifica os Estados em produtores (ou transformadores), “Estados perturbadores” e extratores (ou pobres). Aqueles perturbadores preenchem sete condições básicas que caracterizam as “nações emergentes” englobando sua superfície territorial, continentalidade, acesso direto ao oceano, recursos naturais, população, densidade demográfica e homogeneidade racial. Levando-se em conta que a Geopolítica não se atém somente à expressão Militar e Econômica do Poder, apesar de seu grande peso na atualidade, vão-se identificar os países que se enquadrem nos 1º e 2º níveis conforme a estrutura geral das Nações, segundo a classificação da Profª Therezinha de Castro, justificando sinteticamente, cada um deles. 

 2. DESENVOLVIMENTO 

 a. 1º nível 

 1) Estados Unidos da América: o 3º maior país do mundo com superfície de 9.629.091 km², continentalidade exuberante, ocupando a posição central da América do Norte, com maritimidade ampla nos Oceanos Atlântico e Pacífico, 3ª maior população da terra, com 300 milhões de habitantes, conferindo-lhe uma densidade de 30 hab./km² de um povo pouco miscigenado, composto por 77% de brancos, sendo 13% de hispânicos. Maior potência econômica do sistema global, com um PIB de 13 trilhões de dólares, uma renda per capita (PC) de 42 mil dólares/ano e possui a maior força militar e poderio nuclear da atualidade. Todos estes indicadores conferem aos Estados Unidos a hegemonia geoestratégica para influir nas decisões dos mais variados fóruns, onde exerce protagonismo na maior parte deles. 
 2) Japão: o 60º em superfície e o 10º em população, o Japão possui indicadores geopolíticos tacanhos perto dos EUA, mas pelo peso da sua economia, com um PIB de 3,55 trilhões de dólares (U$) e uma renda PC de U$ 28 mil, é colocado como potência mundial no Grupo dos Sete (G7), baseado, principalmente, na capacidade científica e tecnológica de seu povo, cuja homogeneidade de raça e língua fortalecem seu poder nacional. Não possui força militar desde a 2ª GM e tem disputas territoriais históricas com a China e Rússia. 
 3) Alemanha: o 61º em superfície e o 13º em população, ocupa uma posição geoestratégica privilegiada (no coração da Europa), segundo as teorias geopolíticas estudadas. Sua expressão no campo econômico do PN é destacada por meio de um PIB de 2,7 trilhões de dólares e renda PC de U$ 27,6 mil que lhe garantem lugar no G7, tudo graças ao sólido parque industrial, excelentes reservas naturais e cultura, agora unificada, de sua população. As derrotas nas duas GM impediram-na de possuir forças armadas, apesar do domínio tecnológico do ciclo atômico. 
4 a 6) Inglaterra, Itália e França: 50/60 milhões de habitantes e densidades demográficas destes três países, que variam entre 110 a 379 hab/ km², possibilitam um PIB próximos de U$ 2,1 trilhões cada, destacando-se no G7 pelo alinhamento incondicional dos ingleses com os norte-americanos. A maritimidade italiana e inglesa, a posição geográfica central da França e a cultura da Itália que influenciou toda a Europa, desde as civilizações antigas, cooperam com a importância geopolítica de ambas. 
7) Canadá: a superfície territorial de 10 milhões de km2, a continentalidade territorial, o acesso direto e amplo ao oceano, os recursos naturais estratégicos essenciais, a homogeneidade racial (e um PIB de um trilhão de dólares) dão ao povo canadense privilegiado poder geopolítico, justificando fazer parte do G7.

 b. 2º nível 

 1) China: 9,5 milhões de km2 (3º) e 1 bilhão e 300 milhões de habitantes (1º) e a 4ª economia do mundo obtida graças a abertura da China à tecnologia e comercialização com o Japão e o ocidente. Reivindica Taiwan e outros territórios da Índia. 
2) Índia: mais que 3 milhões de km2 (7º) e 1 bilhão e 80 milhões de habitantes (2º) e um PIB de 3,3 trilhões de dólares (o 4º), baseados na monocultura de chá, tabaco e algodão. Tornou-se em importante centro de serviços relacionados com tecnologia da informação. 
3) Rússia: 17 milhões de quilômetros quadrados e 145 milhões de habitantes é dependente de exportações de matérias-primas, em particular do petróleo, do gás natural, de metais e de madeira que proporciona um PIB acima de 500 bilhões. Enfrenta a diversidade de grupos étnicos/culturais na busca do poder regional.
 4) Espanha: é a 8ª economia e tem maritimidade sobre o Atlântico e Mediterrâneo. 
 5) Brasil: 5º país em extensão territorial e 5ª maior população, continentalidade e maritimidade expressivas, acesso direto ao Atlântico, homogeneidade racial e unidade de língua, densidade demográfica de 21 hab/ km2 e muitos recursos naturais ainda não explorados. 
 6) México: 11º extensão territorial, 13ª população e 11ª economia; posição geográfica e maritimidade favorecidas. 
7) Africa do Sul: Riquezas minerais abundantes e posição geoestratégica importante. 
8) Arábia Saudita: com 12 hab/ km² de uma raça homogênea, recursos exuberantes de petróleo e a maior parte do território é quase toda constituída por desertos. 
9) Austrália: 6º maior território e 21 milhões de habitantes, 15ª economia do globo, e 75% da população vive nas oito grandes cidades. 
10) Turquia: 17º mais populoso, historicamente, ocupa posição geopolítica importante, candidato a entrar na União Européia. 

 3. CONCLUSÃO 

 O espaço parece ser fundamental para a consolidação do poder, agregando considerações mais amplas sobre os aspectos da população, da economia e da política. Daí ter considerado os países do G7, com maturidade geopolítica, como os de 1º nível e alguns dos emergentes do G20, como aqueles do 2º nível, para obtenção de uma radiografia da estrutura geral das nações. Como queríamos demonstrar.
 ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 
Refr: -Geopolítica 2005, URACI CASTRO BONFIM-ECEME

Relações Internacionais, por AAC para o CPEAEx

1. INTRODUÇÃO 

 O relacionamento internacional pressupõe uma quantidade de “atores” na interação no Campo Externo, cujos papéis influem na evolução do quadro geopolítico global e regional. Logo, o estudo da geopolítica torna-se extremamente valioso para o estabelecimento de uma política nacional brasileira, visando a conquista e a manutenção dos seus Objetivos Nacionais. Daí a importância de se conhecer o mecanismo de formulação da política externa do país, orientadora que é da ação diplomática a ser desenvolvida pelo MRE. Toynbee afirma que o destino dos povos está nas mãos de suas elites dirigentes e aceita a geopolítica como conselheira e indicadora de soluções para essas elites. A atuação internacional do Brasil nos últimos vinte anos tem indicado grave falta de objetivos, bem como, incapacidade de prever acontecimentos no exterior que afetam os interesses nacionais. Vai-se descrever o processo de formulação da Política Externa do Brasil, identificando os principais agentes, tanto institucionais como casuais, que influem de modo preponderante no comportamento internacional do Brasil. Vai-se acrescentar, nesse contexto e de maneira sucinta, a descrição de como se processam o recrutamento e o treinamento profissional dos integrantes do serviço diplomático brasileiro.

 2. DESENVOLVIMENTO 

 a. Agentes Institucionais 

 Dentre as idéias-força da geopolítica brasileira destacam-se o estreito relacionamento com os demais Estados do continente, via diplomática, principalmente dos situados no “Cone Sul”; e a ampliação do prestígio no âmbito continental. O peso específico do Brasil coloca a Nação em evidência entre os países sul-americanos (SA), quer por sua geopolítica, quer por seus agentes institucionais, que fornecem as ferramentas necessárias para a conquista de seus objetivos nacionais. Os Congresso Nacional, Partido dos Trabalhadores (PT), Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Instituto Nacional de Colonização e da Reforma Agrária (INCRA), Terra Indígena Raposa Serra do Sol (TIRSS), Igreja Universal do Reino de Deus, Organizações Globo, Primeiro Comando da Capital (PCC), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Foro de São Paulo, dentre outros, são atores de destaque que compõem o quadro de agentes institucionais. Infelizmente, o deplorável quadro de corrupção generalizada fez com que o programa de privatização acentuasse a deterioração política e institucional que assola o país. Essas condições justificam, no mínimo, sérias dúvidas quanto à eficácia das chamadas agências reguladoras das empresas prestadoras de serviços públicos, colocando em dúvida a idoneidade dos brasileiros representantes nacionais nos diversos organismos multilaterais.

 b. Agentes Casuais 

 A sociedade sul-americana se caracteriza como oligárquica, autoritária, caudilhesca, populista e patrimonial, propiciando que sejam utilizadas pelas potências mundiais para exercer domínio sobre o subcontinente. É uma sociedade na qual subsistiram as grandes propriedades, ou a concentração fundiária, e que busca o desenvolvimento econômico por meio de critérios consagrados, como a geração de empregos e o aumento das exportações. A criação do Foro de São Paulo e a ascensão dos partidos de esquerda ao poder (social democracia) fez surgir representantes populistas na América do Sul que, a comando do ideólogo bolivariano Hugo Chávez (da Venezuela), faz balançar o equilíbrio regional e coloca em cheque a liderança do presidente Lula, diferentemente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um diplomata por excelência. O MST alimentado com verbas federais, os intelectuais espalhando a propaganda esquerdista nas escolas e atraindo contra si o ódio das Forças Armadas por meio de cortes orçamentários, também são atores no processo como agentes casuais, proporcionando: – a abertura das fronteiras continentais às FARC e aos sequestradores do MIR chileno; – a extensão da jurisdição cubana ao território da Venezuela; – as intervenções crescentes e unanimemente aplaudidas de Hugo Chávez na política dos países sul-americanos; e – a confissão do Sr. Lula de que governa o Brasil em parceria secreta com estrangeiros. O fundamento democrático do equilíbrio entre os poderes - executivo, legislativo e judiciário - deve prevalecer no Brasil, a fim de afastar o perigo dos regimes de exceção, para o fortalecimento de sua soberania, e sem incorrer em nacionalismos radicais. 

 c. O processo de formulação da Política Externa (PE) 

 O serviço diplomático trabalha com a gestão da informação. O processamento destas informações é feito em termos de objetividade profissional, tendo como balizadores os Objetivos Nacionais Permanentes e os Atuais, sempre evitadas, nessa tarefa, a influência dos Objetivos de Governo, que são eventuais e temporários. A resolução desse emaranhado permite a elaboração das Propostas de PE, as quais serão submetidas ao exame de compatibilidade com o Conceito Diretor de PE, também de forma isenta de preferências político-partidárias. As que tiverem sido avaliadas compatíveis com o Conceito Diretor serão transformadas nas Diretrizes de Política Externa (DPE). Para a implementação das DPE o serviço diplomático passa a elaborar a correspondente Estratégia Externa e Geoestratégia do país. Nessa etapa o serviço diplomático recorrerá ao concurso de segmentos da sociedade e de outros órgãos públicos para seu aperfeiçoamento. Aí, sim, serão levados em conta os Objetivos de Governo, o que implica em consultas e conversações com as forças político-partidárias para coaduná-los com as DPE. O detalhamento para execução da Estratégia Externa e da Geoestratégia traçadas compõe o Plano de Ação Diplomática (PAD). Este, por sua vez, será implementado através de Programas específicos. Uma vez elaborados os Programas, inicia-se um processo de retroalimentação, que poderá requerer um retorno até mesmo à etapa inicial de todo o processo. Uma vez que o nosso país não dispõe, atualmente, de Conceito Diretor de Política Externa, fica difícil orientar a ação diplomática de forma consistente, para uma atuação do Brasil como catalisador do processo de formação de Potência Ascendente. 

 d. O serviço diplomático brasileiro 

 A falta de um plano nacional de governo redundou em objetivos não definidos e na incapacidade de prever acontecimentos que afetem os interesses nacionais no exterior, sem o quê é impossível traçar diretrizes para a ação no âmbito internacional. A crescente (des)profissionalização do Ministério das Relações Exteriores e a destruição dos sistemas de inteligência nacional em ambos os campos, externo e interno, vieram a agravar estes problemas estruturais. O acesso à carreira diplomática é feito por meio de concurso público ao Instituto Rio Branco (IBR), muito disputado e seletivo, incluindo exame de suficiência em língua estrangeira no seu mais alto nível. Foram estabelecidas três carreiras separadas, denominadas Diplomática, Consular e da Secretaria de Estado. Posteriormente, com a unificação desses quadros, há vinte anos atrás, procurou-se a harmonização de forma prática, sem normas ou estruturas especificamente concebidas para assegurar a compatibilização requerida. O IBR é responsável pela seleção e treinamento dos diplomatas brasileiros, em processo contínuo de formação e especialização nos seguintes níveis: – o Programa de Formação e Aperfeiçoamento (PROFA-I), na etapa inicial da carreira; – o Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas (CAD), para Segundos Secretários; e – o Curso de Altos Estudos (CAE) para Conselheiros. O IRB oferece ainda, para diplomatas, cursos de técnicas de negociação e diplomacia pública e, para os demais funcionários do Ministério, de prática consular, cerimonial e idiomas. O Brasil tem dado sua contribuição à titularidade jurídica ao ratificar todos os principais tratados de proteção e ao aceitar, em 1998, a competência contenciosa de um tribunal internacional, a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Daí a necessidade de buscarmos, invariavelmente, em nosso relacionamento externo o maior grau possível de autonomia. Este sempre foi, e continua a ser, um parâmetro básico da diplomacia brasileira. 

 3. CONCLUSÃO 

 A inexistência de um plano nacional de governo, situação que persiste há mais de duas décadas, inviabiliza a definição de um Conceito Diretor. Sem ele, nosso serviço diplomático fica impossibilitado de desempenhar sua função essencial de processar propostas que levem à formulação de diretrizes de Política Externa. Obviamente, sem estas, não se podem traçar os planos estratégico-externo e geoestratégico. Em suma, o Brasil continua numa postura meramente reativa ante os acontecimentos internacionais, sendo frequentemente surpreendido, por absoluta falta de inteligência externa. Por sua vez, a avaliação do potencial diplomático-militar do Brasil e sua transformação em poder são características de nossa expressão política do PN que, comparativamente aos demais países latino-americanos, respaldam as decisões de governo, garantindo a soberania nacional, proporcionando, ainda, prestígio à Nação Brasileira para liderar o subcontinente sul-americano. As políticas de defesa do Brasil são vinculadas à sua política externa. São centradas em ativa diplomacia voltada para a paz e em uma postura estratégica dissuasória de caráter defensivo. A prioridade absoluta da diplomacia brasileira é servir à causa do desenvolvimento. É o que temos visto há várias décadas e será, sem dúvida, o que o Itamaraty continuará a fazer, até que todos, juntos, tenhamos conseguido transformar o Brasil na Pátria justa. 
 ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 
Refr: - Relações Internac., Vol 1 a 4, 2005-ECEME, MARCOS HENRIQUE C. CÔRTES 
- A fraude do populismo continental, J. do Comércio / 31 Jul 06, OLAVO DE CARVALHO 
- Discursos do paraninfo e do ministro das Relações Exteriores, formatura de 1999, do IRB

Brasil - uma liderança regional por consenso?

1. INTRODUÇÃO Toynbee afirma que o destino dos povos está nas mãos de suas elites dirigentes e aceita a Geopolítica como conselheira e indicadora de soluções para essas elites. Daí o estudo da Geopolítica ser extremamente valioso para se estabelecer uma política nacional brasileira, definida para cada expressão do poder nacional, visando a conquista e a manutenção dos seus objetivos nacionais. Na revisão dos Elementos Básicos da Geopolítica, ficou evidenciada a importância das características fisiográficas dos territórios, realçando sua forma e posição, além de outros aspectos que podem influenciar as políticas sociais, econômicas e de defesa dos Estados. Vai-se analisar e comparar o Poder Nacional (PN) do Brasil e dos demais países da América Latina, levando em conta as cinco expressões do PN e os seus Elementos Básicos de Geopolítica. Vai-se, também, concluir sobre as possibilidades e dificuldades do Brasil assumir uma liderança regional consensual. 2. DESENVOLVIMENTO a. Elementos Básicos da Geopolítica Os elementos básicos da Geopolítica dos Estados são definidos pela forma, posição e linha periférica do seu território, acrescidos da tendência dos Estados em face das suas condições geográficas. Estas características conferem ao Brasil grande importância geoestratégica porque é, ao mesmo tempo, continental e marítimo, equatorial, tropical e subtropical, de longa fronteira terrestre (com dez dos doze países sul-americanos), e de extenso litoral, zona econômica exclusiva e plataforma continental. A forma alongada do México e dos países da América Central facilita a sua maritimidade tanto no lado do Mar das Antilhas quanto no do Oceano Pacífico, estimulando a fixação da população no litoral, a exportação dos recursos naturais, os transportes de cabotagem e a humanização das fronteiras entre eles, enquanto no Brasil as distâncias entre o Oiapoque e o Chuí expressam a amplitude continental do país, que comporta uma grande população, mas exige soluções grandiosas para seus problemas, demandando vultosos investimentos. A Floresta Amazônica é dissociadora da integração territorial tanto para o Brasil quanto para Bolívia, Peru e Colômbia. Já o clima equatorial e solos pobres para agricultura proporcionam anecúmenos naquela região, que facilitam a ocorrência de ilícitos transnacionais. A grande extensão contínua das terras indígenas em áreas fronteiriças poderão ameaçar a integridade territorial do Brasil perante aquelas nações. Conclui-se, parcialmente, que o peso geopolítico do Brasil coloca a Nação em destaque entre os países latino-americanos (LA), quer por sua continentalidade, maritimidade, extensão e fixação das fronteiras, posição relativa, e extenso território, os quais fornecem as ferramentas necessárias para a conquista de seus objetivos nacionais. b. Expressão Política do PN A sociedade da AL se caracteriza como oligárquica, autoritária, caudilhesca, populista e patrimonial, propiciando que sejam utilizadas pelas potências mundiais para exercer domínio sobre o subcontinente. É uma sociedade na qual subsistiram as grandes propriedades, ou a concentração fundiária, cujos donos buscam no legislativo manter suas prerrogativas tributárias e o desenvolvimento econômico por meio de critérios como a geração de empregos e o aumento das exportações. O surgimento do Foro de São Paulo e a ascensão dos partidos de esquerda ao poder (social democracia) fez surgir representantes populistas na AL que, a comando do ideólogo bolivariano Hugo Chávez (da Venezuela), faz balançar o equilíbrio regional do poder e coloca em cheque a liderança de Lula com relação a Nestor Kirchner e Evo Morales, respectivamente, presidentes da Argentina e da Bolívia. O fundamento democrático do equilíbrio entre os poderes executivo, legislativo e judiciário deve prevalecer no Brasil, a fim de afastar o perigo dos regimes de exceção, como o fizeram o Chile e o México, recentemente, elegendo lideranças conservadoras, e para isso é mister reavaliar-se a forma de conceber o processo de desenvolvimento dos países latino-americanos, para o fortalecimento de sua soberania, sem cair em nacionalismos radicais. c. Expressão Econômica do PN Segundo a Revista da Indústria Brasileira (Abr 2006) no período de 1996 a 2005, a economia mundial cresceu 3,8% ao ano; o Brasil cresceu 2,2%. Nesse ritmo, o mundo dobrará a renda per capita em 30 anos; o Brasil levará cem anos. Entre 1995 e 2004, os países emergentes investiram cerca de 30% do PIB em atividades produtivas; o Brasil investiu 19%. O investimento público, que estava em 4% do PIB em 1970 (já irrisório), caiu para 0,5% em 2005. Nesse período, a carga tributária quase dobrou, chegando perto de 40% do PIB. A mesma fonte também sugere que para crescer 3,5% ao ano, os investimentos em energia elétrica, petróleo, gás, telecomunicações e transporte teriam de ser de, no mínimo, US$ 27 bilhões por ano, enquanto, na realidade, não passam de US$ 14 bilhões. Coerente com esses indicadores, uma pesquisa do Banco Mundial apontou o Brasil como sexto lugar em consumo familiar, num grupo de dez países da América Latina, e o segundo mais caro de se viver na região, dificultando alcançar uma posição de liderança regional. A obsolescência da infra-estrutura (viária, sanitária e energética) motivada pela falta de prioridade nestes setores e pela inexistência de planejamento estratégico de longo prazo tem impedido o crescimento brasileiro nos mesmos níveis do México, Chile e Argentina, o que compromete a distribuição da renda nacional e a melhoria da qualidade de vida da população. Em suma, os indicadores econômicos não sustentam a busca do Brasil pela liderança regional na AL, exceto pelo significativo potencial de seus elementos básicos da geopolítica. d. Expressão Psicossocial do PN Dentre os 127 países estudados pelo "Program for International Student Assessement" (Pisa), o desempenho dos alunos brasileiros está em último lugar em matemática e penúltimo em ciências. Em pleno século 21, temos 16 milhões de analfabetos e, entre os que sabem ler, mais de 50% não entendem o que lêem. O brasileiro é, dentre os elementos humanos da América Latina, o mais cordato e resistente às adversidades do clima, das desigualdades regionais, dos conflitos pela posse da terra, do êxodo rural para a periferia das metrópoles e até dos escândalos administrativos nos escalões mais elevados do governo. Porém, a classe média vê-se diminuída pelo fortalecimento dos movimentos ditos sociais e pela sociedade classista. O MST no Brasil e as FARC na Colômbia são opressores, com tendência a se tornarem dominantes. Apesar da base educacional insubsistente, as correntes migratórias, a degradação social (favelização, menores de rua, grandes desníveis na distribuição de renda, etc) e o narcotráfico, houve aumento da violência urbana que tem comprometido a estabilidade social, no Brasil e na AL, e não fosse a ausência de ressentimentos históricos, somado à grande miscigenação e à unicidade da língua que os amalgamou, o Brasil já teria se pulverizado em inúmeros Estados independentes. Tudo isso tem provocado desigualdades sociais que prejudicam a liderança brasileira na região. e. Expressão Militar do PN As políticas de defesa do Brasil, da Argentina, do Chile, do Paraguai, do Uruguai e México são semelhantes pois participam por meio de forças de segurança em missões das Nações Unidas e em intercâmbios e outras atividades de cooperação e confiança mútua, no âmbito regional, e ainda, todas elas são vinculadas à política externa dos respectivos países. São centradas em ativa diplomacia voltada para a paz e em uma postura estratégica dissuasória de caráter defensivo. Em suma, a avaliação do potencial militar do Brasil e sua transformação em poder são características de nossa expressão militar do PN que, comparativamente aos demais países latino-americanos, respaldam as decisões de governo, garantindo a soberania nacional e mantendo a integridade territorial, proporcionando, ainda, prestígio à Nação Brasileira para liderar o subcontinente sulamericano. f. Expressão Científica e Tecnológica do PN A restrição de acesso a tecnologias sensíveis e a escassez de estabelecimentos de ensino superior de qualidade no Brasil provocaram um retardo tecnológico que tirou o protagonismo da indústria nacional em transformar a inovação tecnológica em um benefício à população, por meio de novos empregos, mais renda e maior conforto, comprometendo a estabilidade social. Ao investir na educação, tanto o Chile como o México possibilitaram o acesso massivo a laboratórios bem equipados e a sistemas educacionais mais modernos, para divulgação da cultura científica, enquanto a indústria foi atraída a patrocinar trabalhos universitários nos centros tecnológicos criados, colocando ambos países em destaque no cenário LA. 3. CONCLUSÃO São idéias-força da geopolítica brasileira: integração do território nacional; defesa da integridade do território nacional; estreito relacionamento com os demais Estados do continente, via diplomática, principalmente dos situados no “Cone Sul”; e ampliação do prestígio no âmbito continental. As possibilidades reais de o Brasil assumir uma liderança regional consensual existem e estão baseadas na sua pujança geopolítica e no passado de confiança e zelo no cumprimento dos compromissos internacionais assumidos. Não se ignoram as dificuldades levantadas pelo fato de possuirem economias concorrentes, o crescimento econômico mais expressivo do Chile e do México, e a redução das desigualdades sociais em alguns dos países da AL. Soma-se, a isso, o crescimento do populismo de Chávez e sua tentativa de instituir uma república bolivariana. Resta-lhes a fé de que o Brasil alcançará um lugar na história, em honra daqueles muitos heróis nacionais que os antecederam. ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 Refr: - Geopolítica 2005-ECEME, URACI CASTRO BONFIM - Sem crescer, não há saída - Revista Ind. Bras., Abr 2006, ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES - A Revolução Gramscista no Ocidente, Ed Estandarte, 2002, SERGIO COUTINHO

Ainda atributos estratégicos: Liderança

Há um movimento que cresce, cada vez mais, no meio corporativo. Uma visão dos negócios a partir de preceitos holísticos, o que significa compreender o ser humano não só no seu aspecto profissional, mas principalmente na sua integridade física, mental, emocional e espiritual. Jack Welch (CIO da General Eletric) acredita que o núcleo da liderança afirma-se na capacidade de liberar o poder cerebral de cada pessoa que faz parte da equipe. A chave da vantagem competitiva para o futuro será a capacidade de liderança para criar o modelo organizacional e a arquitetura social que permitam gerar capital intelectual. Segundo Daniel Goleman, autor da teoria da Inteligência Emocional, um líder deve dominar e transitar bem em, pelo menos, duas áreas distintas e igualmente importantes: a) consciência de si próprio – manifestada pela consciência emocional – a maneira como eu sentimentos podem influenciar os outros; confiança em si mesmo – usar seus pontos fortes para transmitir segurança; transparência – não deixar dúvidas quanto a suas posições e conquistar credibilidade; iniciativa – ir atrás das oportunidades ou criá-las, além de ser capaz de tomar as decisões mais difíceis, antes que seus companheiros; e b) consciência social – um líder sem apoio do grupo não é um líder e, para consegui-lo, é necessário desenvolver: empatia – capacidade para conhecer os sentimentos do outro ou do grupo; percepção organizacional – talento para detectar as redes que se formam entre seus liderados e situar cada um deles em uma escala hierárquica, de maneira a otimizar o rendimento de cada um; serviço – um líder jamais deve esquecer que sua função é oferecer e/ou defender um serviço, um produto, uma ideia… A análise dessas manifestações também evidencia a importância da autoridade e do poder na organização e a capacidade que algumas pessoas têm de mobilizar outros indivíduos e convertê-los em seguidores dispostos. A arregimentação do potencial humano está essencialmente calcada na liderança exercida pelo comandante e pela liderança dos diversos níveis de comando da OM no cumprimento da missão, por que toda mudança de mentalidade requer grande esforço e perseverança. Daí buscar-se o comprometimento de todos, pois Gestão da Qualidade no Exército é uma filosofia gerencial que tem como objetivo atender às necessidades das pessoas, ou até mesmo, superar suas expectativas, numa relação em todas as dimensões da qualidade, em particular, na realização profissional dos próprios quadros. Conflitos recentes têm demonstrado que o fator tempo, sobrepuja o fator espaço, assumindo papel cada vez mais importante na obtenção do sucesso ou do fracasso nas operações militares. Neste contexto, surge a necessidade e o conceito de sincronização, no qual as ações são planejadas, coordenadas e ensaiadas de forma que todos os participantes saibam exatamente o que fazer, em determinado momento da ação. Encontra-se aí uma ímpar oportunidade para o exercício da liderança, principalmente, nos escalões mais baixos, de execução, onde está em jogo a vida dos irmãos de armas. No “acumpliciamento” dos militares à nova realidade mundial é fundamental o envolvimento do Alto-comando, e a conscientização de todos militares, dos elevados custos dispendidos no preparo e no emprego da Força. Por isso os fundamentos do PEG-EB precisam ser difundidos a todos níveis, a fim de provocarem, inconscientemente, desejo de apreender, de crescer, e a motivação dos quadros para a educação continuada. Resta saber o que cada um tem feito na preservação do relacionamento com as pessoas que mais se ama... Quanto tempo cada um tem-se disponibilizado para investir no convívio com os seres que tanto preza? (A família). Se tem-se sentido útil à comunidade onde mora? O que se pode fazer para melhorar o ambiente social, familiar, profissional? Se, no quartel, tem desenvolvido o seu lado empreendedor? (Seu crescimento profissional). Conhecer o subordinado e interessar-se por seus sonhos (princípio de comando). ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 Refr: -Administração Vol. 2, ECEME, 2005/2006, LUIZ FERNANDO DA SILVA PINTO; -Muito prazer em se conhecer, LAYR MALTA; http://www.planetanews.com/section/117; -A nova liderança, WARREN BENIS; http://pontofuturo.org/home.

Sistemas de Apoio à Gestão Estratégica - Personalismo, por AAC para o CPEAEx

Gestão Estratégica

INTRODUÇÃO

Personalismo: sistema político que se baseia na personalidade de seu líder.
Atv fim e Atv meio.
GED e simuladores de combate (JG).
Guerra cibernética, procedimentos de segurança da informação e das comunicações, criptoanálises, análises de risco, testes de invasão de redes.
Eficiente: capacidade de atingir um efeito (alcançar os objetivos institucionais)– pela otimização do uso dos recursos;
Eficaz: que viabiliza os resultados desejados, eliminando erros e a minimizando atrasos; ou seja, ser o Exército um instrumento de projeção de poder militar no continente.
Efetividade: que resolve problemas, cumpre a missão.
TIC-(TI) seria o instrumento de captura de dados e produção de informações para suporte ao processo decisório, enquanto, na perspectiva tecnológica, ela constituiria a infraestrutura que busca, armazena, recupera, visualiza, transmite e recebe informação. Os computadores em rede tornaram-se a arma mais letal no arsenal militar do futuro, integrando armas, inteligência e soldados, mudando os exércitos da mesma forma que a Internet mudou os negócios e a cultura.
PEG-Sua finalidade precípua é facultar ao Exército a “adoção de práticas gerenciais que conduzam a um melhor desempenho dos projetos e processos, bem como a melhoria da qualidade dos produtos e serviços na Instituição”. Como-Escopo & Arquitetura; Orientado pelo Fornecedor; Foco Tecnológico; Tecnologia com Negócios Mapeamento estratégico-levantamento dos meios e processos para atingirem-se os objetivos estratégicos de cada Departamento e Diretoria da Força.
WBS-ferramenta para organizar e comunicar o projeto. Reúne em um só documento todas as informações críticas para seu gerenciamento eficaz. Um dos mais conhecidos é o MSProjet. MILESTONE-ferramenta para acompanhamento de projetos e controle do tempo, do uso dos insumos, do orçamento e de outros recursos.
DATAWAREHOUSE-tipo de integração que se faz em bancos de dados diferentes, para interoperarem entre eles sem maiores dificuldades técnicas, mantidas as características de segurança, integridade e disponibilidade das informações.
PUMA e LINCE-softwares de planejamento estratégico e controle das mudanças do ambiente, por meio de cenários prospectivos. Cenários são “Técnicas e Métodos Prospectivos” que buscam nos fatos portadores de futuro, identificados pelas consultas a peritos, realizar o diagnóstico estratégico com pontos fracos e fortes, ameaças e oportunidades que irão nortear, por meio da probabilidade e pertinência, a confecção dos Planos Estratégicos da F Ter.
O trabalho sob o conceito de processos (que quer dizer: como cumprir a missão, como se atingir os objetivos propostos) permite a análise mais acurada dos problemas, ocasionando uma visão mais integrada e abrangente da gestão necessária, em meio a situações desafiadoras criadas pelo ambiente em constante mutação. Seu objetivo é possibilitar o desdobramento das metas do negócio; embasar a análise crítica dos resultados e do processo de tomada de decisão; e, ainda, contribuir para a melhoria contínua dos processos organizacionais.
“o modelo de excelência gerencial adotado pelo PEG-EB é uma ferramenta de auto avaliação, de benchmark e de melhoria contínua. Além de ser um sistema de gestão organizacional, induz uma nomenclatura de um modo comum de pensar.” 
E por isso, depende de informações confiáveis e precisas para alimentar indicadores de desempenho. Portanto, com relação à gestão por processos, urge fazer-se a revisão do SIPLEX, a integração do SIPLEx-SIPAEx e buscar-se coerência entre estes sistemas e as diretrizes do comandante do EB.
BSC- A avaliação da eficácia permite corrigir os rumos dos projetos e processos corporativos, recebendo importância destacada no EB. Com a adoção do Sistema de Medição de Desempenho organizacional Balanced Escorecard (BSC) como parte da gestão estratégica do Exército, fez-se também necessária a sua integração com o SIPLEx, de forma a obter plena harmonia entre planejamento estratégico e gestão estratégica. Importa, então, monitorar os Itens de Controle de Qualidade (ICQ) e observar os indicadores do BSC se estão funcionando na realimentação e avaliação do mesmo, permitindo que os projetos descritos nos Planos Básicos sejam aquinhoados com recursos compatíveis no livro 1 do PDE.
Um Plano de Gestão (ferramenta administrativa) deve, em princípio, conter:
 - missão: ponto de partida; 
 - visão: o que queremos ser; 
 - valores: no que acreditamos; 
 - diretrizes: do comandante e de escalões superiores; 
 - objetivos e fatores críticos de sucesso (FCS); 
 - estratégias: como se vai conduzir a gestão; e
 - plano de ação: projetos/decisões de comando.
Projetos visam obter um determinado benefício e se desenvolvem por um período de tempo específico. Podem ser de inovação ou de melhoria. Deve-se criar escritórios de projetos para centralizar os esforços de planejamento estratégico e a facilitar a comunicação das iniciativas. O marketing institucional visa tornar uma organização reconhecida e aceita por outros públicos. A idoneidade, honestidade e credibilidade são valores relevantes para formação da imagem da instituição e das ideias que difunde. Deve-se fazer a correta gestão da informação propiciando adequada avaliação da conjuntura e o levantamento minucioso das ameaças, em cenários prospectivos.
Não basta aperfeiçoar os processos gerenciais. É necessário atingir o homem, para que ele se comprometa. No “acumpliciamento” dos militares à nova realidade é fundamental o envolvimento dos comandos mais elevados e a conscientização de todos militares, dos altos custos dispendidos no preparo e no emprego da Força. Daí os fundamentos do PEG-EB precisarem ser difundidos a todos níveis, a fim de provocarem, inconscientemente, desejo de apreender, de crescer, e motivação dos quadros para a educação continuada.
Os projetos com objetivos em curto prazo são: 
- desenvolvimento de uma interface do software de C2 do EFT 1 com o SIPLOM; 
- desenvolvimento da interface Linux para obtenção de interoperabilidade com qualquer modem; 
- criação do módulo de telemática do MD; 
- certificação de usuários através da utilização de cartões inteligentes (smartcard).
No primeiro projeto busca-se criar uma interoperabilidade imediata do sistema em desenvolvimento no EB com um possível SC2 do MD, o que daria um status maior ao EFT 1. No segundo projeto busca-se uma solução de interoperabilidade genérica, que possa ser aproveitado por qualquer Força, possibilitando promover o módulo de telemática do EB para o módulo de telemática do MD. A criação do módulo de telemática do MD é uma consequência direta do projeto anterior. De fato, o projeto anterior pode estar dentro deste projeto. O objetivo seria ampliar o módulo de telemática do EB, de forma a interoperar com os enlaces de cada uma das outras forças. No que diz respeito à voz, tal solução já está pronta. No que diz respeito a dados, o problema recai na mesma pendência que o CTEx enfrenta atualmente. Assim, o EB deverá realizar a mesma quantidade de trabalho, independente de estar ou não trabalhando com o MD, exceto por testes de validação, que seriam realizados em exercícios de operações combinadas.
Finalmente, quanto à proposta do projeto de cartões inteligentes para a autenticação dos usuários, também deverá ser realizada independente de estar ou não trabalhando com o MD. A necessidade de certificação existe em qualquer que seja o enlace adotado por cada uma das Forças.

A MATRIZ DE SINCRONIZAÇÃO 

   Conflitos recentes têm demonstrado que o fator tempo, e não o fator espaço, tem assumido um papel cada vez mais importante na obtenção do sucesso ou do fracasso nas operações. Este fato, aliado à característica não-linear do combates atuais, torna imperativo que todos os sistemas operacionais do campo de batalha atuem de forma integrada, a fim de se obter a sinergia dos mesmos e reduzir o risco de fratricídio. Neste contexto, surge a necessidade e o conceito de sincronização, no qual as ações são planejadas, coordenadas e ensaiadas de forma que todos os participantes saibam exatamente o que fazer em determinado momento da ação. Possibilita ainda, que os representantes de cada sistema operacional saibam quais ações os demais sistemas estão desencadeando naquele mesmo momento. Pode-se deduzir que um dos fatores primordiais para a obtenção do sucesso nas ações a serem desenvolvidas em qualquer campanha militar é a capacidade de utilização ampla e coordenada das informações produzidas pelos diversos sensores e órgãos de inteligência, aliada a um eficiente sistema de comando e controle das ações. Essa capacidade possibilita o cumprimento de todas as missões em proveito dos objetivos traçados pelo Comando Superior, em atendimento às diretrizes políticas da nação ou de um grupo de nações.

CONCLUSÃO

   A arregimentação do potencial humano está essencialmente calcada na liderança exercida pelo comandante e pela liderança dos diversos níveis de comando da OM no cumprimento da missão, por que toda mudança de mentalidade requer grande esforço e perseverança. A participação eficiente do Exército na defesa nacional será reconhecida pela sociedade quando houver alinhamento dos projetos de inovação e melhoria das OM (nível tático) com os objetivos estratégicos da Força, e desde que os recursos descentralizados pelo SIPAEx sejam mínimos e suficientes ao suprimento das necessidades básicas da tropa, além de serem empregados parcimoniosamente nos locais e com a oportunidade sugeridos pelo BSC. Para isto, há que se buscar o comprometimento de todos, pois Gestão da Qualidade no Exército é uma filosofia gerencial que tem como objetivo atender às necessidades das pessoas, ou até mesmo superar suas expectativas, numa relação em todas as dimensões da qualidade, em particular, na realização profissional dos seus quadros. 

 ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 
Refr: -Administração Vol. 2, ECEME, 2005/2006, LUIZ FERNANDO DA SILVA PINTO