quarta-feira, 25 de agosto de 2021

GESTÃO DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO - Proposta, por AAC

1. SUMÁRIO


Para proteger o sistema Exército Brasileiro de ameaças e de ações adversas, a contra inteligência opera, principalmente, na área de pessoal, instalações, material e documentação. As medidas de segurança orgânica são estabelecidas nos planos de segurança orgânica das diversas organizações militares (OM), com o escopo de impedir o aliciamento de militares por organizações criminosas, o roubo de armamento e munição, o extravio de documentação sigilosa e o vazamento de informações. A fim de que não se percam os ensinamentos colhidos no Curso de Fundamentos em Gestão da Segurança da Informação (FGSI) e a experiência de três anos na Seção de Tecnologia da Informação foi elaborada essa proposta. No referido curso, verificou-se a falta de segurança da informação, dentre outros problemas, nas rotinas do Sistema Nacional de Integração de Informações em Justiça e Segurança Pública - Infoseg/SENASP, especificamente, quando os indicadores daquele Órgão foram comparados aos padrões internacionais de qualidade, usados pelo TCU. Na avaliação/validação dos planejamentos estratégicos, ficou explícita a possibilidade de ocorrer esse tipo de investigação nos demais órgãos da APF. O “Portal da Transparência Pública”, p.ex., propicia a elaboração de relatório que venha a arranhar a imagem do Exército, por suposta malversação de recursos, de forma semelhante ao veiculado pela mídia com o tema: cartões corporativos. Com a criação da Secretaria de Fiscalização da Tecnologia da Informação (SEFTI) do TCU o Governo Federal passou a dispor de instrumento hábil e eficaz na realização de auditorias, abrindo a possibilidade de comprometimento do sigilo das operações. Porém, o processo de atualização do Sistema de Planejamento do Exército - SIPLEx, ora em desenvolvimento, favoreceria implantarem-se mecanismos de proteção do conhecimento e uma maior eficácia na gestão das informações sensíveis. O TCU pode ver oportunidade de investigar com rigor, na forma de auditoria, a adequação do emprego dos recursos em Tecnologia da Informação, particularmente, [...], sobre o qual estariam aplicando os modelos e padrões de governança de TI, difundidos pelo governo, exigindo dos comandantes de todos os níveis uma ação tempestiva ou proativa, no sentido de refutarem-se falsos indicadores e demonstrarem-se a efetividade na administração do bem público, o que será facilitado caso se adotem as melhores práticas de TI, desde a fase do planejamento estratégico da Força, na nova concepção do SIPLEX. Há que se implantar a governança de TI pelo Alto Comando com a criação de um órgão que centralize as decisões e delegue a execução aos ODS, assessorado por especialistas da Engenharia Militar junto ao EME.
Brasília – DF, 25 de Julho de 2008.

2. DESENVOLVIMENTO

NOME – Gestão da Segurança da Informação

ORIGEM 

Após receber nomeação para chefia do 5º Centro de Telemática de Área, o autor (Adjunto 3 da Seção de Informações - 3) percebendo a importância que o assunto vem despertando no cotidiano da caserna, fruto do emprego massivo dos meios de informática e de comunicações, e pela diversidade de equipamentos e programas de computadores em uso no Exército, tomou a iniciativa de redigir este estudo, afeto à área de atribuições do Adjunto 1 / SI-3, sem prejuízo do serviço.

PROBLEMA 

A possibilidade de comprometer-se a imagem do Exército pela falta de segurança no trato das informações, caso este fato se evidencie em auditoria de Tecnologia da Informação (TI) em relatório de órgão externo às FA.

DADOS DISPONÍVEIS 

O Sr. M B, assistente de TI do Tribunal de Contas da União (TCU), apresentou “estudo de caso” de auditoria de TI em órgão da Administração Pública Federal (APF) realizada em 2005, durante o Curso de Fundamentos em Gestão da Segurança da Informação (FGSI), frequentado por este autor, em novembro de 2007, no qual se verificou a falta de segurança da informação, dentre outros problemas. Particularmente nas rotinas do sistema Infoseg/SENASP, quando os indicadores daquele Órgão foram comparados aos padrões internacionais de qualidade, usados pelo TCU. Ainda que nas instituições governamentais não se empreguem os citados padrões para avaliação/validação dos seus planejamentos estratégicos, ficou clara a possibilidade desse tipo de investigação poder ocorrer nos demais órgãos da APF, inclusive nos componentes das FA. Corrobora com essa premissa, o fato de o TCU ter recolhido respostas de um questionário eletrônico sobre os meios tecnológicos do Exército, em Julho de 2007, permitindo que estas informações sejam cruzadas com outros dados da Força, disponíveis na rede mundial, como o “Portal da Transparência Pública”, p.ex., e propiciar a elaboração de relatório que venha a arranhar a imagem do Exército, por suposta malversação de recursos, de forma semelhante ao veiculado pela mídia com o tema: cartões corporativos. Com a criação da Secretaria de Fiscalização da Tecnologia da Informação (SEFTI) do TCU o Governo Federal passou a dispor de instrumento hábil e eficaz na realização de auditorias, abrindo a possibilidade de comprometimento do sigilo (das operações) no trato das informações, em geral, e contábeis, em particular. Porém, o processo de atualização do SIPLEx, ora em desenvolvimento, favoreceria implantarem-se mecanismos de proteção do conhecimento e uma maior eficácia na gestão das informações sensíveis.

a. Histórico 

1) A Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) realizou em 2001 um diagnóstico da situação do Exército, causando impacto sobre a segurança da informação (SI), particularmente no CDS e CIGE (ANEXO A).
 

Em suma, é premente o crescimento da estrutura de segurança da informação na Secretaria, a fim de que a aplicação não esteja apoiada apenas em um pilar, ou seja, a criptologia. É importante que esse Órgão técnico-normativo esteja em sintonia com a realidade atual das grandes organizações que fazem uso da segurança da informação, sob pena de incorrer no risco de ter parte de seu cabedal informacional exposto a violações de segurança. (Gen Albuquerque, Secretário de TI-2001).


2) Em 2003 (ANEXO B) dois relatórios do 2º Subchefe do EME notificaram ao MD o seguinte:

Como conclusão, julga-se, salvo melhor juízo, como imprescindível a adoção de medidas para a viabilização de trabalhos conjuntos entre as Forças, que levem à conjunção de esforços, à redução de dependência externa e a uma maior interoperabilidade entre os sistemas de informação de interesse da Defesa.


3) Em 2004 (ANEXO C) a Secretaria de Ciência e Tecnologia (SCT) sugeria a estruturação de uma “força” que fizesse frente à Guerra Cibernética em virtude das vulnerabilidades dos sistemas de informação.

4) Agências de governo como o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), apesar de criado em 1995, encontrava resistência na alta administração das corporações, apesar da globalização, desregulamentação e privatização em curso (ANEXO D).

Apesar do aprofundamento dos debates sobre governança e da crescente pressão para a adoção das boas práticas de governança corporativa, o Brasil ainda se caracteriza pela alta concentração do controle acionário, pela baixa efetividade dos conselhos de administração e pela alta sobreposição entre propriedade e gestão.


5) Em 2005 ocorreu um curso de Fundamentos Técnicos da Segurança da Informação ministrado por elementos do CASNV (ANEXO E), patrocinado pelo GSI/PR.

6) O Comitê Executivo da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDEN) iria debater em 2005 o tema de SI, o que permitiu assessoramento do DCT ao EME (ANEXO F), mas teve a apresentação ao Cmt Exército cancelada.

7) A atuação da SLTI (Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento) na área de segurança da informação contempla a elaboração de diretrizes, normas e a supervisão técnica no âmbito da Administração Federal, além da participação ativa em todas as atividades relacionadas com segurança da informação em curso no Governo (ANEXO G).

8) Ainda em 2005 o TCU verificou a falta de segurança da informação, dentre outros problemas, nas rotinas do Sistema Nacional de Integração de Informações em Justiça e Segurança Pública - Infoseg/SENASP, emitiu relatório de auditoria (ANEXO H).

O TCU constatou graves impropriedades no sistema, sobretudo no que concerne à sua gestão, tais como: insuficiência de regulamentação, inconsistências entre as bases de dados criminais das unidades da Federação e o Índice Nacional (IN), que, além de desacreditar a confiabilidade do sistema, podem provocar consequências sérias como a prisão indevida de um cidadão ou a não prisão de um criminoso.

9) Em 2007 o TCU realizou pesquisa, por meio da Secretaria de Fiscalização de Tecnologia da Informação (SEFTI), impondo ao Exército a obrigatoriedade de informar por questionário eletrônico a existência e a legislação normativa da Força relativa à TI (ANEXO I).

10) Houve auditoria de TI pelo TCU no SIVAM, em 2007, relatada pelo Correio Brasiliense em Fev 2008, chamando atenção para o fraco desempenho dos meios disponibilizados por aquele sistema (ANEXO J).

11) O Exército participou em 2007, com elementos do EME, 7º CTA, CITEx, CIE e CIGE, do Curso de Fundamentos em Gestão da Segurança da Informação, patrocinado pelo GSI/PR (ANEXO K).

12) O Exército fez-se representar no I Seminário de Seguridad Industrial Brasi-Espanha em Março de 2007, onde se pôde observar que a proteção do conhecimento é paradigma para civis e militares daquela nação amiga (ANEXO L).

13) O TCU busca manter-se atualizado nos assuntos de TI, tendo realizado em dezembro de 2007 um “Fórum de 30 anos de TI” (ANEXO M).

14) O Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) rompeu a inércia com relação a Guerra da Informação, tendo realizado o 1º Seminário de Guerra Cibernética em setembro de 2007 (ANEXO N).

15) A Administração Pública Federal ao desenvolver seu programa de Governo Eletrônico visando os desafios do administrador público na melhoria dos serviços e do atendimento à população considerou que:
    a) o uso das Tecnologias da Informação e a infraestrutura de comunicações são hoje fatores essenciais para reformar processos internos das instituições públicas e aprimorar o seu relacionamento com a sociedade;
    b) a otimização dos recursos, universalidade de serviços, transparência de ações e melhoria da gestão pública sedimenta o conceito e a abrangência do processo que significa e-Government;
    c) tradicionalmente, as oportunidades criadas pelos programas de e-Gov são pautadas em definições de infraestrutura tecnológica e, vias de regra, promovem mais os negócios do setor de Tecnologia da Informação e Comunicações – TIC, do que a definição de soluções, que efetivamente enderecem sólidas questões sociais, ou a própria racionalização da máquina pública;
    d) os desembolsos realizados são imensos, porém, boa parte da população continua excluída de qualquer benefício operacional de todos estes projetos, programas e ações governamentais de inclusão digital; e
    e) o fator de sucesso de qualquer projeto, seja político ou tecnológico, é o de integrar, racionalizar recursos e beneficiar pessoas.(itálico nosso).
          16) A vulnerabilidade do uso da Rede Mundial (Internet) apresentada na Figura 1 deve ser considerada quando se pretende usá-la como elemento de inclusão social:



          Fig. 1 – Incidentes de Redes Reportados Fonte: cert.br/stats/incidentes/



          As tentativas de fraude na internet brasileira cresceram 96% no segundo trimestre de 2008, de acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br). Segundo o Cert.br, o índice foi impactado por um aumento nas notificações de casos de violação de direitos autorais por meio da distribuição de arquivos protegidos em redes P2P (processo de sigilo do conteúdo que usa chaves públicas para conversação ponto a ponto; criptografia, Wiki).


          Dentre as tentativas de fraude, o Cert.br registrou um aumento de 37% nas notificações de cavalos-de-tróia em relação ao primeiro trimestre. As tentativas de phishing por meio de sites falsos de internet banking mantiveram-se estáveis em relação ao trimestre anterior, porém, apresentaram crescimento de 85% em relação ao segundo trimestre de 2007.

          Já os ataques a servidores web aumentaram 26% em relação aos três primeiros meses do ano, e 216% em comparação ao mesmo período de 2007. As notificações sobre máquinas comprometidas subiram 293% em relação ao trimestre passado e 535% em relação ao mesmo período de 2007. A grande maioria dos casos notificados envolveu a desfiguração de sites (defacements), segundo o Cert.br. Foi registrado ainda um aumento nas notificações de varreduras de 35% em relação ao trimestre anterior e de 16% em relação ao mesmo período de 2007.

          As estatísticas são medidas com base em dados relatados espontaneamente por administradores de rede e usuários. Ao todo, o Cert.br atingiu a marca de 44.461 relatórios de incidentes no último trimestre. (Gestão Operacional da Segurança da Informação. Gilberto Netto, Marcos Allemand e Pedro Freire).

          17) O papel dos cabos submarinos na integração da rede mundial (Internet):

          1. Os cabos submarinos interligam países e continentes em todo o mundo e permitem que as pessoas se comuniquem por telefone e internet, assistam televisão ou que as empresas transmitam dados.
          2. Atualmente, a maior parte desses cabos são dotados de fibras ópticas, que recebem uma proteção bastante reforçada para trabalhar sob o mar. E, para reduzir o risco de acidentes, os cabos são identificados em cartas náuticas e ficam localizados em áreas de proteção. Nessas regiões, atividades que podem danificar o sistema, como a pesca, são proibidas.
          3. Segundo o International Cable Protection Committee (algo como Comitê Internacional para Proteção de Cabos), atualmente os cabos submarinos carregam 95% das informações de voz e dados transmitidas internacionalmente, enquanto os satélites carregam 5% (ANEXO O).

          O ministério de Telecomunicações do Egito pediu nesta quinta-feira (31) que os internautas do país parem de fazer downloads de filmes e arquivos MP3, como forma de dar prioridade ao uso da rede para negócios. O pedido ocorre após um rompimento de cabos submarinos deixar parte do Oriente Médio, da Índia e do Egito sem internet.
          Dois cabos submarinos localizados no mar Mediterrâneo se romperam, deixando milhares de pessoas com dificuldades de acesso à internet nessas regiões. O problema afetou 70% do serviço de internet no Egito e 60% na Índia. Também foram registrados problemas nos Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita e no Kuait. (Folha Online de 31 Jan 08). http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u368630.shtml

          18) O Curso de Fundamentos da Segurança da Informação ministrado pelo GSI/PR teve o objetivo de fornecer aos profissionais uma visão global e sistemática da governança em TI, discutindo os mais recentes modelos e frameworks como: CobiT®, ITIL, PMO, BSC para TI, CMMI, ISO 15.504, MPS-BR, Gestão de Relacionamentos nas Organizações, Modelagem de Processos, Segurança da Informação, Indicadores de Desempenho, etc. Este curso possibilitou:

          a) Compreender a importância estratégica da governança e do alinhamento com os objetivos da organização; (ANEXO P)
          b) Conhecer as diferentes metodologias e ferramentas que podem ser implementadas na área de TI;
          c) Entender os indicadores de desempenho, as métricas e os riscos;
          d) Entender como garantir a continuidade dos negócios pelo gerenciamento de serviços de TI, de projetos e de processos de software; e
          e) Desvendar as competências conversacionais embutidas na natureza dos processos de gestão dos relacionamentos nas organizações. (grifo/itálico nosso). (ANEXO Q). As empresas e organizações de modo geral, são redes dinâmicas de conversações. Executivos, professores e coordenadores... que não se comunicam com efetividade põem em risco os resultados de sua atuação.(Fernando Flores -1997, em LUCENA e MORALES, 2004)  


          b. Desafios para todos envolvidos com TI




          1) Aproveitar a capacidade da TI de impulsionar e transformar as práticas de negócios;
          2) Garantir o retorno dos investimentos em TI, por meio do equilíbrio entre o valor da informação e os custos de TI;
          3) Gerenciar os riscos gerados pela dependência de elementos fora do controle direto da Força;
          4) Gerenciar o impacto da TI sobre a continuidade de negócios, causado pela dependência da informação; e
          5) Evitar as falhas de TI, que cada vez mais prejudicam o valor e a reputação das instituições. (IT Governance Institute, 2003.) -palestra Governança de TI do TCU-Gledson Pompeu Corrêa da Costa.

          c. Responsabilidades dos gerentes

          1) Integrar estratégias, políticas e metas da Instituição aos processos de TI;
          2) Prover estruturas organizacionais que suportem a implementação da estratégia de TI (comitês envolvendo TI e áreas de negócio);
          3)Definir responsabilidades pelo gerenciamento de riscos;
          4) Desenvolver competências gerenciais em TI;
          5) Coletar métricas de processo e de resultados da TI;
          6) Focar as competências essenciais do negócio que devem ser suportadas pela TI;
          7) Focar os processos que aumentam o valor agregado ao negócio: - gerenciamento de portfólio, mudanças, incidentes e problemas;
          8) Focar a otimização dos custos de TI; e
          9) Desenvolver estratégias claras para contratação em TI.  (IT Governance Institute, 2003.)


          d. Responsabilidade dos chefes

          1) Assegurar o alinhamento entre a estratégia de TI e a estratégia de negócios;
          2) Direcionar a execução da estratégia de TI: - decisões sobre priorização de investimentos e alocação de recursos;
          3) Assegurar o cumprimento da estratégia de TI: - diretrizes claras, indicadores e metas objetivos; e
          4) Promover cultura de colaboração entre as áreas de negócios e a área de TI.

          (IT Governance Institute, 2003.)


          e. O aumento do peso de importância da TI dentro da Força trouxe vários desafios, dentre os quais:


          1) Alinhamento dos serviços de TI com as necessidades atuais e futuras do Exército: os encarregados da TI precisam entender do negócio, das operações militares, para a TI impulsionar o plano estratégico da Força Terrestre. As decisões de investimentos de TI devem levar em conta os objetivos da instituição, a longo prazo. Os esforços nos investimentos em tecnologia devem ser orientados a trazer resultados para o aumento do nível de operacionalidade da Força Terrestre (eficiência operacional) e, da Força Componente, quando participar das Operações Combinadas.

           

          2) Ambientes de TI cada vez mais complexos: o número de tecnologias agregadas aos produtos e de fornecedores que as produzem aumentou, fazendo com que a ação do gestor de TI se tornasse ainda mais complexa. Em muitas instituições a área de TI passou por terceirizações, preocupando-se em gerir contratos, entender as demandas das Armas, Quadro e Serviços e particularidades dos combatentes das diversas especialidades, e passou, também, a estreitar o relacionamento com os fornecedores da logística militar. As Hipóteses de Emprego abrangem extensas áreas do território nacional distantes, muitas vezes, dos centros de poder e do Comando de Operações Terrestres (COTER), do Comando Combinado, e da Força Terrestre Componente aumentando a dificuldade para a área de TI prover adequado suporte ao TOT e à ZI.

           

          3) Dependência da TI para condução das Operações: a dependência tão grande sobre os serviços de TI fez com que o comando da FTer desse maior atenção ao C², ao ponto de, caso os serviços de TI parassem, todas as operações de combate durante o adestramento, também seriam suspensas. Os serviços de TI devem buscar arranjos, fórmulas para manter sua disponibilidade máxima com o melhor custo, trazendo a menor interrupção possível do comando e controle, nas contingências.

           

          4) Redução de custos e riscos: devido a grande dependência da TI para a defesa da Pátria e também os altos investimentos feitos nos projetos, o EME tem buscado minimizar os custos através de uma melhor gestão (Sistema de Excelência do EB), tratando também os riscos relacionados a novas mudanças. Além disso, a cada ano que passa os orçamentos estão cada vez mais apertados sendo preciso buscar formas para reduzir custos e aumentar os benefícios dos investimentos realizados.

           

          5) Justificativa para “retorno” sobre os investimentos em TI: os investimentos em TI devem catapultar o desempenho de cada Sistema Operacional, através de melhorias nos processos operacionais/administrativos, e agregar valor para o C² do COTER, proporcionando a superioridade em informações para a tomada da decisão mais precisa e oportuna.

           

          6) Conformidade com leis e regulamentos: considerando que o Brasil é signatário de atos internacionais multilaterais relacionados à segurança e à defesa, e que esses atos trazem restrições ao uso de tecnologias sensíveis, aí inclusa a TI, há necessidade de uma adequação dos diversos sistemas e processos importados, para atender aos requisitos impostos nestes acordos, sem abrir mão do conhecimento dos algoritmos de segurança e outros segredos industriais ou de estado, neles incorporados.

           

          7) Manter a segurança sobre as Informações: a necessidade de se disponibilizar informação em diversos Centros de C² no país fez com que os sistemas e bancos de dados fossem expostos a vulnerabilidade de ataques de hacker e vírus. A segurança é um ponto de grande relevância para os gestores de TI do Sistema de Comando e Controle da Força Terrestre (SC²FTer), pois as informações representam a manutenção de vidas no Teatro de Operações, e o COTER, para efeito de dissuasão, não pode correr o risco de ter seus planos operacionais revelados.
              a) Há dificuldade do pessoal militar em conseguir assimilar novas metodologias de gestão e processos de diagnósticos, quando estes são simplesmente importados do meio acadêmico ou empresarial, verifica-se que há necessidade de adaptá-los à cultura militar, que possui modelos mentais e linguajar próprios, para que tais metodologias sejam bem-aceitas e obtenham sucesso semelhante aos dos modelos que as consagraram.
              b) Pode-se modificar a regulamentação de TI da Força, padronizando seu uso em todos sistemas de primeira ordem, por meio do Projeto Sistema Integrado de Gestão (SIG), sob a responsabilidade do EME, de forma a explicitar o papel da TI, desde o mais alto nível, obtendo da Assessoria Especial do Gab Cmt, inicialmente, as direções solicitadas no Quadro 1.


          Quadro 1 – Papel da TI na organização              Fonte: Weill e Ross, 2004



              c) A partir destas informações, pode-se atualizar a Diretriz Estratégica de Ciência e Tecnologia (de 2002) considerando a possibilidade de se criar uma “ação estratégica de curto prazo” no Plano Estratégico do EME, explicitando a governança de TI, e que se atualize o Plano Básico de Ciência e Tecnologia (2007-2010), devendo haver coerência destes para a Diretriz Estratégica de Comando e Controle, que vai englobar os assuntos de TI, Comunicações e Guerra Eletrônica a fim de assegurar eficiente gestão da Informação no âmbito da Instituição.

          f. Recomendou o Cmt EB


          - a evolução é um processo planejado que deverá conduzir o Exército, da sua atual situação, ao “Exército do Futuro”, para isso, as ações a empreender devem seguir a sequência de planejamento que considere o seguinte encadeamento: diretrizes estratégicas – as ações estratégicas de curto prazo – os planos estratégicos – os planos básicos, respectivamente, a cada um dos sistemas de primeira ordem.  Figura 2.

          Figura 2 – Encadeamento do Planejamento                          Fonte: SIPLEx (proposta)


          5. APRECIAÇÃO 

          “Aquela desculpa de 'recursos não contabilizados' parece estar fazendo escola também no exterior. Uma análise mais detalhada das guerras americanas entre 2001 e 2007 indicou que as despesas ultrapassaram todos os números revelados pelas autoridades, chegando a US$ 1,5 trilhão quando se computam os gastos com as operações militares e vários dispêndios ocultos, como o tratamento dos soldados feridos, as indenizações de vários tipos, os juros sobre créditos solicitados para apoiar as guerras e outros.” (ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES - O lamentável custo das guerras, Folha de São Paulo-13 Jan 08).

          O Sistema de Organização e Inovação Institucional do Governo Federal - SIORG foi institucionalizado pelo Decreto nº 4896, de 25 Nov 03, e sua implementação está sob a responsabilidade da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), tendo já disponibilizado uma página na Internet no endereço http://www.siorg.redegoverno.gov.br/ (e https://www.gov.br/conecta/catalogo/apis/estrutura-organizacional.) Revisitado

          O EME, órgão representante do Exército junto ao MPOG para essa finalidade, vem envidando esforços a fim de atender às solicitações do referido Ministério e já implantou os dados cadastrais das OM do EB no SIORG.

          a. Considerando que, atualmente, as decisões sobre os investimentos em TI são tratadas pelas empresas nas reuniões de planejamento estratégico do conselho administrativo, o que corresponderia no Exército, às reuniões do Conselho Superior de Economia e Finanças - CONSEF nas quais se submete ao Cmt EB as propostas do Sistema de Planejamento Administrativo do Exército - SIPAEx, constantes dos Livros do Plano Diretor do Exército - PDE, e que não é mais possível deixar a TI ser responsabilidade, isoladamente, do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) e suas OMDS; 

          Sugere-se que a TI deixe de ser assunto de técnicos e passe a ser incorporada na estratégia da Força, para cooperar eficazmente na busca e manutenção de seus objetivos.

           

          b. Considerando que o anterior Programa de Excelência Gerencial (PEG) capacitou grande número de oficiais e graduados, cujos resultados estão sendo amadurecidos paulatinamente, e que o Sistema de Excelência (SE-EB), no prosseguimento e com novo enfoque de quatro projetos (SEG, SMD-BSC, PGP e SIG), vem substituindo o PEG no processo de modernização da gestão do Exército; 

          Sugere-se inserir os conceitos de “governança de TI” no EME, aproveitando a janela de oportunidade que se apresenta com a atualização do sistema de planejamento do EB (SIPLEX) e a implementação do SE-EB, para consolidar um modelo cuja base se encontra apoiada na gestão de TI (exercida pelo DCT) e cujos pilares são os processos mapeados pelo Projeto Gestão por Processos (PGP), os projetos gerenciados pelo Escritório de Projetos do EME, os diversos serviços (prestados pelos ODG/ODS/OADI e suas OM subordinadas), o SIPAEX/SIGA para acompanhamento das contratações, o SGE/BSC auxiliando o planejamento do SIPLEX, a qualidade como exigência da Gespública (Programa de Qualidade do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão) em todos os níveis e a segurança da informação, como uma PRIORIDADE vital para a elevação da eficiência operacional da Força Terrestre e para enfrentamento às ameaças cibernéticas.

           

          c. Considerando que a Marinha do Brasil reformulou a governança de TI com a criação do COTIM – Conselho de Tecnologia da Informação na Marinha, assessorado pelo COTEC – Comitê Técnico; que a Força Aérea criou o Sistema de TI do COMAER; e que há um Grupo de Trabalho (sobre TI) no EME que propõe a criação de um Conselho Superior de Tecnologia da Informação e de Comunicações (CONSTIC) para participar da assessoria ao Alto Comando do Exército, a semelhança do CONSEF, e no mesmo nível. E, considerando que a literatura especializada enumera os seguintes componentes da governança (Palestra Governança de TI do TCU-Gledson Pompeu Corrêa da Costa): 

          Estrutura: Quem toma as decisões? Quais estruturas organizacionais estão envolvidas, quem participa e quais são suas responsabilidades? 
          Processos: Como as decisões de investimento são tomadas? Quais são os processos para proposta, aprovação e priorização dos investimentos em TI? 
          Comunicação: Como as decisões são comunicadas? Como os resultados das investimentos em TI são monitorados, medidos e comunicados? (Forrester Research, 2005). 
           
          Sugere-se que a Governança de TI seja atribuída a esse Órgão, o CONSTIC, de forma a permanecer a Gestão de TI ao encargo do DCT (e suas OMDS), como tem sido desde a criação daquele Departamento, propiciando assessoria adequada para mobiliarem-se os componentes da governança supramencionados.

          d. Considerando a inexistência de marco legal para operacionalizar a Governança de TI na Força e considerando a estrutura organizacional do Exército como sendo federativa (segundo a proposta no SIPLEx), mas com a tendência para uma estrutura baseada em projetos, no SE-EB, extraiu-se de Forrester Research, 2005, no intuito de identificarem-se os desafios a enfrentar:


              1) características da estrutura federativa :

          Organização híbrida, com parte das responsabilidades por TI centralizadas e parte alocada às áreas de negócio;
          Combina otimização de custos compartilhados com flexibilidade no atendimento de necessidades pontuais;
          Infraestrutura básica e aplicações corporativas tipicamente centralizadas, com possível repasse de custos;
          Independência das áreas de negócio para o desenvolvimento de soluções locais, com equipes próprias;
          Demanda esforços significativos para manter aderência das soluções locais aos padrões da arquitetura corporativa;
          Desafio: encontrar o ponto de equilíbrio entre padronização (ganhos de escala) e independência (flexibilidade).

              2) características da estrutura baseada em projetos :

          Variante recente da estrutura centralizada, baseada no modelo de operação das empresas de consultoria;
          Equipes de desenvolvimento reestruturadas como centros de competências, cuja função é prover recursos para os projetos;
          Função dos gerentes de TI é otimizar o uso dos recursos e garantir que as necessidades dos projetos sejam atendidas;
          Sucesso do modelo depende fortemente de mecanismos de governança adequados para seleção e gestão de projetos;
          Desafio: estabelecimento de critérios e processos eficazes para avaliação e priorização de projetos.


          Sugere-se criar o CONSTIC por meio de Portaria do Comandante e determinar ao EME sugerir Regulamento para este Conselho, contendo atribuições explícitas dos Órgãos componentes, de forma a aproveitar os modernos mecanismos de gestão. Uma vez que a priorização dos projetos já deve constar do Livro de Prioridades do PDE, o CONSTIC vai proporcionar ao comando o assessoramento mais adequado para este opinar sobre o ponto de equilíbrio entre a padronização e a independência dos aplicativos de TI, tanto da atividade-fim, quanto da infraestrutura tecnológica. Isso se constituirá no marco legal da governança de TI do EB.

          e. Considerando... Sugere-se...

          [...] omitidos para não ser cansativo os parágrafos e. até aj. 

           

          ak. Considerando a participação do EME no Campus Party-SP/2008 concluí que:

          A difusão do emprego de softwares como o Flickr pode dificultar a ocultação de tropas no TO e passar pela Internet, on line e em tempo real, a localização exata dos PC e das posições de tiro, de blindados, de snipers, etc. O Flickr recebe quatro mil arquivos de fotos por minuto, de todo mundo, com a posição georreferenciadas, tornando-se o meio de inteligência de imagens mais perigoso e difícil de limitar em um Teatro de Operações. O CIE deve averiguar esta assertiva e o DCT estudar contramedidas tecnológicas que sejam eficazes, e impreterivelmente legais. Veja-se o quadro abaixo:


          “O Flickr é certamente o melhor aplicativo online de compartilhamento e gerenciamento de fotos do mundo. É uma maneira de levar suas fotos às pessoas que importam para você. E como as contas básicas são gratuitas, não há por que não explorar ainda mais...Faça o upload a partir da sua área de trabalho, envie por e-mail ou use seu telefone com câmera. Use coleções, álbuns e tags (palavra-chave -relevante, ou termo associado com uma informação) para organizar suas fotos. Use grupos e controles de privacidade para compartilhar suas fotos. Compartilhe onde suas fotos foram tiradas e veja as fotos tiradas perto de você. Cartões atraentes, livros de fotos, impressões enquadradas, retirada no destino, DVDs, etc. Obtenha updates de família e amigos.” Site: http://www.flickr.com/tour/


          O emprego dos simuladores reconfiguráveis para aviação civil pode manter o treinamento dos pilotos que passarem à reserva, mas também pode treinar terroristas com um nível de detalhamento jamais imaginado, possibilitando elevado grau de sucesso em ataques semelhantes aos de 11 Set 2001. Há redes de aficionados que participam de brincadeiras on line simulando o tráfego e as conversas com as torres, usando a fraseologia, as rotas de voo e rampas de pouso idênticas às reais, pois são fruto da gravação de tráfego real que alimenta os cenários dos jogos (IVAO). Há que se cadastrar os pilotos brevetados “virtualmente” e manter-se atualizado um banco de dados destes elementos, para uso da Diretoria do Serviço Militar - DSM e órgãos de Segurança Pública (além do CIE, sfc).


          A propulsão híbrida de foguetes usados nos experimentos da astronomia permitiu visualizar-se o aumento no alcance do Sistema ASTROS, caso se empregue o combustível parafina associado ao gás hilariante, e ainda, a possibilidade de transformar o foguete em míssil guiado por comparação do terreno, graças ao aumento expressivo da velocidade de processamento dos chips e da capacidade de memória dos microprocessadores. O DCT deve ser estimulado pela 4ª SCh EME a estabelecer contato com o fornecedor de MEM (AVIBRÁS) para propor atualização do Sistema ASTROS.


          Os Telecentros e o Software-Livre: Srª RDLopes, professora doutora da Poli-USP, mostrou os resultados bastante positivos das primeiras experiências de laptops de baixo custo em cinco escolas brasileiras. Para ela, o grande desafio agora é o desenvolvimento de softwares educativos para essas plataformas. Este conhecimento pode proporcionar grande economia de recursos de informática nas redes internas das OM, aumentar a segurança orgânica por meio da gestão eletrônica de documentos (GED) e aumentar a inclusão digital dos recrutas.


          Deve-se considerar, também, o Plano de migração de SW livre do DCT, onde se sugere estudar as recomendações para implementação (no EME) das ferramentas de escritório BR Office, do Sistema de Protocolo Eletrônico de Documentos (SPED), substituindo o Lotus Notes, inicialmente, em uma Seção-piloto por Subchefia, e progressivamente, até atingir todas Secretarias do Gabinete, e ainda, de implantar o sistema operacional LINUX nos servidores.


          Os Hospitais Militares e o Software-Livre: o InVesalius é um software público e livre que busca revolucionar os procedimentos cirúrgicos em hospitais brasileiros. A Srª TPMartins trabalha no desenvolvimento deste software no Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA), desde 2004, e falou das vantagens que o programa dá ao cirurgião, permitindo-lhe criar modelos virtuais tridimensionais de estruturas anatômicas, que dão uma visão mais clara da situação clínica do paciente.


          A Simulação e a Robótica vêm fornecendo instrumentos para melhoria dos simuladores ora existentes no CIAvEx e CIBld, conforme se verificou no Campus Party CP-2008, cumprindo o previsto na Diretriz Estratégica de Ciência e Tecnologia, aprovada pela Port n° 741, de 13 Dez 02:


          “Executar e incentivar a P&D de sistemas de simulação, de modo a possibilitar o adestramento e a qualificação de pessoal com economia de recursos, evitando desgaste dos MEM.”


          A Segurança da Informação será obtida por meio de novos firewalls (é uma ferramenta de configuração para implementar um barreiras, através de entradas em um conjunto de arquivos de configuração) e honeypots [um sistema utilizado para atrair um intruso (mal intencionado, é claro) para um ambiente (como um site, p.ex.) onde há informações falsas] de domínio público, considerando a necessidade de serem modernizadas as medidas referentes à segurança das comunicações, nas quais espera-se que o MD padronize as linguagens e protocolos de troca de informações, sob orientação de elementos da ABIN, deixando a critério da FTer a adequação dos sistemas legados.


          Considerando a necessidade explicitada na Política Militar Terrestre - PMT de conscientizar a sociedade da importância da defesa da Pátria e da manutenção da eficácia da Força Terrestre, sugere-se aproveitar eventos do tipo Campus Party para fazer ações de Comunicação Social bem estruturadas e com a oportuna descentralização dos recursos.


          Sugere-se, ainda ao DCT, se julgado conveniente e oportuno,  tomar as seguintes providências:


          - estudar contramedidas para fazer frente ao Flickr e a ameaça que ele representa ao sigilo das operações militares;

          - apoiar o EME na execução do Plano de Migração de SW-Livre (3ª Ed.);

          - realizar contato com CenPRA, por meio da Sra VCG, diretora de relações externas, para compartilhar o software hospitalar para apoio à DSau;

          - realizar a adequação aos sistemas legados, caso o MD padronize as linguagens e protocolos de troca de informações para as Forças;

          - formalizar o apoio ao COTER na unificação da interface do SACI com C2 Cmb;

          - apoiar os Centros de Instrução que desenvolverem com recursos materiais e de pessoal próprios projetos de simulação, realizando a documentação dos mesmos e sugerindo o uso de produtos já desenvolvidos pelo CDS/CTEx, como forma de padronizar e divulgar a criação científica na FTer;

          - reconhecer o papel desempenhado pelo Cel R/1 Gil, identificado fora da Força como o gerente de software-livre do Exército;

          - participar do Portal de software público brasileiro, a fim de manter o Exército atualizado;

          - estreitar relações com o Sr MVFMazoni, diretor-presidente do SERPRO, que teceu, em público, efusivos elogios ao Exército pelo desenvolvimento do “Direto” (software livre) no CMS e pelo apoio do 1º CTA à seccional daquele órgão no RS;

          - apoiar o DLog com estudo de viabilidade técnica de propulsão híbrida de foguetes para, com aval do EME (4ª SCh), despertar o interesse da AVIBRÁS na modernização do MEM; e

          - aproveitar eventos do tipo Campus Party para empreender ações de Comunicação Social, mostrando suas próprias inovações tecnológicas, a fim de conscientizar a sociedade da importância da defesa da Pátria e da manutenção da eficácia da Força Terrestre.


          al. Considerando o fato de os auditores do TCU poderem usar o método CobiT® nas auditorias, mesmo sem a instituição adotá-lo previamente, sugere certa possibilidade de o EB incorrer em erros similares aos apontados no Infoseg (ANEXO H), constituindo-se em vulnerabilidade que poderia comprometer a confiança e a boa imagem da Força junto ao público externo.

          am. O Exército tem contribuído sobremaneira para a afirmação do Estado na Amazônia. Considerando, no entanto, que o ritmo de suas ações estratégicas têm sido limitado pela liberação dos recursos orçamentários, cuja insuficiência provoca constantes reajustes nos cronogramas, sugere-se que os projetos relativos à implantação de Pelotões Especiais de Fronteira e da 2ª Brigada de Infantaria de Selva possam contar com recursos suficientes do Programa Calha Norte.

          an. Para proteger o sistema Exército Brasileiro de ameaças e ações adversas, a contra inteligência opera, principalmente, na área de pessoal, instalações, material e documentação. Considerando que as medidas de segurança orgânica são estabelecidas nos planos de segurança orgânica das diversas organizações militares, com o escopo de impedir o aliciamento de militares por organizações criminosas, o roubo de armamento e munição, o extravio de documentação sigilosa e o vazamento de informações, sugere-se aprimorar continuamente a aplicação das medidas de segurança orgânica nas organizações militares da Instituição.

          ao. Considerando a dificuldade de antecipar-se à veiculação de matérias lesivas ao Exército Brasileiro por parte da mídia, sugere-se agir prontamente junto a ela para anular ou reduzir os efeitos da matéria veiculada (controle de danos).

          ap. Considerando que a estrutura militar no teatro de operações tem sido experimentada em exercícios combinados realizados por iniciativa do Ministério da Defesa, onde o planejamento do emprego da Força Terrestre deve ser visualizado com emprego de meios das outras duas Forças, sugere-se pensar na interoperabilidade dos sistemas de C², o que exige perfeito enquadramento da Força Terrestre nos parâmetros governamentais de segurança da informação (e-Ping).


          Sugere-se que o COTER realize o gerenciamento das chaves criptográficas da FTer Componente, segundo a estrita orientação do MD, e sugere-se que o DCT repasse para a Força as especificações do e-Ping.

          aq. Considerando que o Sistema de Material do Exército (SIMATEx), ferramenta que irá melhorar o gerenciamento de estoques e de patrimônio no Exército, encontra dificuldades para ser implantado em sua totalidade, sugere-se mudar para o enfoque gerencial (para a tomada de decisões), uma vez que o enfoque contábil e patrimonial atual é apontado como uma das causas dessas dificuldades.

          ar. A segurança pública encontra-se presente na agenda da sociedade brasileira e o TCU, de maneira semelhante ao que realizou na Infoseg da SENASP, pode ver oportunidade de investigar profundamente, na forma de auditoria, a adequação do emprego dos recursos em Tecnologia da Informação, particularmente, do sistema de inteligência do Exército, sobre o qual estaria aplicando os modelos e padrões explorados no presente documento, exigindo dos comandantes de todos os níveis uma ação tempestiva e, se possível, proativa, no sentido de refutar falsos indicadores e demonstrar efetividade de resultados na administração do bem público, o que será facilitado ao se adotarem as melhores práticas de TI, desde a fase do planejamento estratégico da Força, na nova concepção do SIPLEX.

          “Soluções para manter um processo de renovação e modernização dinâmico e perene, equacionando o problema de atender às consideráveis necessidades existentes com os recursos disponibilizados, exigirão criatividade, perspicácia na identificação de oportunidades e correta definição de prioridades. Assim, deveremos continuar a ser o Exército de Caxias: conservador nas tradições, ousado nas ideias e criterioso na aplicação dos recursos.” (Dtz Cmt 08 Jun 2007).


          Há que se enfatizar, portanto, o benefício social de cada uma das ações estratégicas do “Exército do Futuro”, exaltando aquelas em que prevalecem a MÃO AMIGA, no intuito de conscientizar a sociedade da importância da defesa da Pátria e da manutenção da eficácia da Força Terrestre, de forma compatível com o peso específico da Nação Brasileira e com a dignidade / honradez de sua expressão militar.

          as. Considerando que a Secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais-SAEI/GSI admite que em 2008 o sucesso das instituições da APF estará no bom gerenciamento dos recursos governamentais:

          “Ao que tudo indica, em 2008, continuarão a ser observados numerosos conflitos bélicos e a prosperidade econômica não deve alcançar muitos bolsões de miséria. Como resultado, o ano de 2008 deverá continuar testemunhando as mais diversas experiências de 'adaptar' as regras democráticas às realidades locais e de tentar 'ressuscitar' antigas formas de gerenciamento da economia.”


          Sugere-se, finalmente, difundir ao público interno as informações de gerenciamento do Exército, os recursos e as necessidades, de forma clara, transparente e objetiva, comparando este desempenho aos padrões de excelência internacionalmente reconhecidos, mostrando que as decisões são baseadas na experiência acumulada pelos muitos anos de existência da Instituição, cujo principal negócio é a DEFESA DA PÁTRIA, e no emprego eficiente das ferramentas de gestão disponibilizadas pela Assessoria Especial do Gab Cmt e pelo EME, permitindo comprovar-se o alinhamento da governança de TI aos objetivos da Força (SIPLEx), das orientações do Ministério da Defesa (END) e da Nação brasileira (CF 88).

          Em suma, o homem é o elo mais fraco da corrente da segurança, daí a importância de criar-se uma mentalidade de segurança da informação, promover aculturação dos recursos humanos, quer pela criação de fóruns específicos de assuntos a isso correlacionados, quer pela difusão de spots em veículos de comunicação internos (Fique Atento do CIE, p.ex.) e outras iniciativas na área psicossocial e de liderança.

          O Exército faz gestão e gerenciamento, porém há vulnerabilidades, principalmente por falta de Governança de TI, uma vez que cada ODS toma o rumo que lhe parece mais adequado na utilização dos recursos de TI disponibilizados.

          Os comandantes de todos os níveis devem esclarecer seus subordinados para comprometerem-se com os resultados do labor diário, buscando-se padrões de excelência e atenção aos detalhes, o que vai respaldar suas decisões.

          A TI é problema de todos, mas há que se envolver a Alta Administração da Força nas decisões que vêm impactado o emprego dos recursos e a segurança obtida com eles. Disso dependerá a preservação da imagem da Força e a elevação da Eficiência Operacional.

           

          7. PROPOSTA –


          Nenhuma organização encontra-se isenta do uso intensivo das modernas tecnologias da informação. Essa é a linguagem com a qual o Exército estabelecerá contato com o ambiente externo, a fim de suprir, até mesmo, as suas próprias e mais básicas necessidades de sobrevivência.

          A fim de alcançar a excelência gerencial, deve-se aliar as tecnologias da informação com as técnicas da modernização administrativa, justificando a adoção das melhores práticas de governança e gestão. Acredita-se que assim se fará o acompanhamento das ações do Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA).

          A "política" admitida no novo SIPLEX é a Política Militar Terrestre-PMT, levando a inferir-se pela extinção da Política da Informação do Exército, e a criação de uma Diretriz Estratégica da Informação, como estruturadora do Sistema de Informação do Exército.

          A sequência de planejamento deve considerar o encadeamento: diretrizes estratégicas – as ações estratégicas de curto prazo – os planos estratégicos – os planos básicos, daí importa aprovarem-se no EME as seguintes Diretrizes: Estratégica da Informação, Estratégica de C² e Estratégica de Informações Operacionais que considerem a Governança de TI e as melhores práticas que sustentam essa governança, como novos paradigmas da Administração Pública Federal. Isso vai impactar também a Diretriz Estratégica de Informações Organizacionais.

          A governança vai surtir o efeito desejado na segurança da informação e na gestão de TI se houver adesão do Alto-Comando às melhores práticas mencionadas, o que se caracterizará pela criação do Conselho Superior de Tecnologia da Informação e Comunicações (CONSTIC). 


          “O Exército de Caxias não se deixará surpreender.”
          ANEXOS: omitidos aqui e 
          transcritos no blog

          Brasília, 25 de Julho de 2008.

          ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel

          Glossário

          GLOSSÁRIO POR ASSUNTO

          1) A Informação como arma ou como alvo

          “A informação é arma quando é utilizada para reduzir a vontade e a capacidade de combater do inimigo, seja por intermédio do uso de computadores e redes de comunicação, ou para se obter o controle sobre sistemas transporte ou de energia, p.ex., a fim de causar danos à economia do país agressor ou à sua logística militar.
          A informação é alvo quando é contra ela que ataques, convencionais ou informacionais, são dirigidos. A interrupção do funcionamento de um sistema de comunicações ou a alteração e/ou destruição de dados em bases de dados críticas, são exemplos.” (Memória 010-A/4-2004-SCT)

          2) A Tecnologia da Informação (TI):

          “Conjunto formado por pessoal técnico especializado, processos, serviços e recursos financeiros e tecnológicos, incluindo equipamentos (computadores, roteadores, switches etc) e programas que são utilizados na geração, no armazenamento, na veiculação, no processamento, na reprodução e no uso da informação pelas Forças Armadas.” (Glossário de termos e expressões em uso para o Exército)

          3) A Segurança da Informação (SI):

          “um conjunto de medidas, normas e procedimentos destinados a garantir a integridade, a disponibilidade, a confidencialidade, a autenticidade, a irretratabilidade e a atualidade da informação em todo o seu ciclo de vida.”(artigo 6º das IG 20-19).
          Segurança para sistemas de informações foi um dos primeiros itens a se definirem padrões standard (ISO). A gerência de segurança da informação visa identificar os riscos e implantar medidas que, de forma efetiva, tornem estes riscos gerenciáveis e minimizados.

          4) Arquitetura de um Sistema de Segurança da Informação

          “um conjunto composto pelos elementos fundamentais de um sistema de segurança, concebido para proteger informações e definido com base em criteriosa análise de riscos de uma organização. Dentre tais elementos, destacam-se: a documentação normativa; os serviços e mecanismos de segurança; as infraestruturas de gerência, auditoria e validação; as medidas de contingência e um programa de conscientização.”(artigo 7º das IG 20-19).

          5) Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI)

          “a parte do sistema de gestão global, baseado na abordagem de riscos do negócio, para estabelecer, implementar, operar, monitorar, analisar criticamente, manter e melhorar a segurança da informação. Sistema de Gestão inclui estrutura organizacional, políticas, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos.” (Alinhando ABNT-NBR-ISO/IEC 17799 e 27001 para a Administração Pública -USP; César Augusto Asciutti - Agência USP de Inovação, São Paulo-SP.)

          6) Governança de TI

          “Conjunto de estruturas organizacionais e processos que envolvem a alta direção, gerentes de TI e gerentes de negócio na tomada de decisões sobre o uso de TI, na coordenação das ações decorrentes de tais decisões e no monitoramento de seus resultados, com o objetivo de promover o alinhamento entre estratégias e operações das áreas de TI e de negócios.” (DSIC, Nov 2007).

          7) Gestão de TI

          A TI existe para atender aos requisitos de negócios das empresas, porém uma gestão pouco eficaz de seus recursos pode comprometer a instituição no atingimento de seus objetivos, confundindo alguns gestores entre as atividades meio e fim da organização. É praticamente impossível um CIO (Chief Information Officer) estar envolvido em cada etapa dos projetos e processos de TI, porém é essencial que tenha pleno domínio do funcionamento da organização. Para simplificar a gestão de TI os CIOs devem focar em quadro dimensões: Pessoas, Projetos, Processos e Métricas. Cada dimensão já possui um conjunto de práticas e técnicas para assegurar a eficiência da gestão, daí terem criado vários padrões de gestão de TI, desenvolvidos por organizações internacionais que fomentam a governança de TI. Os principais modelos de gestão adotados por TI são: CobiT®, ITIL, CMM e o PMI para controle de projetos. (Eduardo Mayer Fagundes, 2007).

          8) C² - Comando e Controle

          “conjunto de instalações, equipamentos, comunicações, doutrina, procedimentos e pessoal essenciais para o comandante planejar, dirigir e controlar as ações de sua organização para que se atinja uma determinada finalidade. Nesta concepção, envolve, basicamente, três componentes: a autoridade legitimamente investida; a sistemática de um processo decisório; e a estrutura necessária, incluída a tecnologia da informação, para a autoridade acompanhar o desenvolvimento das operações.” (C 100-5)

          9) Sistemas de tecnologia da informação para comando e controle

          “Recursos de tecnologia da informação, constitutivos do sistema de comando e controle, que proporcionam ferramentas por meio das quais as informações são coletadas, monitoradas, armazenadas, processadas, fundidas, disseminadas, apresentadas e protegidas.” (Glossário de termos e expressões em uso para o Exército)

          10) Guerra Cibernética

          O emprego da tecnologia da informação como arma, denominada guerra ou defesa cibernética, tem criado preocupação aos órgãos de inteligência pela possibilidade de introdução de vírus nos sistemas informatizados, ou a aquisição de equipamentos portadores de “bombas lógicas” que venham a travar os sistemas de C², pela ameaça de destruição que representam, se aplicadas sobre os meios de TI da infraestrutura crítica de um país. Segurança da informação é necessária, pois coloca a plataforma de tecnologia da informação sob controle, evitando perda de produtividade, aumentando a disponibilidade dos sistemas e protegendo as informações da organização contra vazamento, destruição e erros. O estudo da TI e das Comunicações vai proporcionar pensamentos novos nos assuntos relevantes de
          (http://www.efagundes.com/artigos/Gestao_eficiente_de_TI.htm) interoperabilidade e de segurança da informação, para a eficácia da FTer no combate moderno.

          11) CobiT®-Control Objectives for Information and related Technology é uma importante ferramenta no processo de governança de uma empresa no que se relaciona a Tecnologia de Informação e visa à orientação e capacitação em habilidades de apoio aos gestores e aos profissionais, no controle e gerenciamento dos processos de TI de forma lógica e estruturada. Inclui recursos tais como um sumário executivo, um framework, controle de objetivos, mapas de auditoria, um conjunto de ferramentas de implementação e um guia com técnicas de gerenciamento.

          12) ITIL-Information Technology Infrastructure Library (organização de melhores práticas para gerenciamento de serviços de TI) é um dos modelos de gestão para serviços de TI mais adotados pelas organizações. O ITIL é um modelo não- proprietário e público que define as melhores práticas para o gerenciamento dos serviços de TI. Cada módulo de gestão do ITIL define uma biblioteca de práticas para melhorar a eficiência de TI, reduzindo os riscos e aumentando a qualidade dos serviços e o gerenciamento de sua infraestrutura. O ITIL foi desenvolvido pela agência central de computação e telecomunicações do Reino Unido (CCTA) a partir do início dos anos 80.

          13) CMMI-Capability Maturity Model Integrattion (organização de melhoria dos processos que estuda o grau de maturidade deles na instituição) é um processo desenvolvido pela SEI (Software Engineering Institute, Pittsburg, Estados Unidos) para ajudar as organizações de software a melhorar seus processos de desenvolvimento. O processo é dividido em cinco níveis sequenciais bem definidos: inicial, repetível, definido, gerenciável e otimizado. Esses cinco níveis provêm uma escala crescente para mensurar a maturidade das organizações de software. Esses níveis ajudam as organizações a definir prioridades nos esforços de melhoria dos processos.

          14) MPS-BR, Melhoria de Processos de Software: é uma estratégia de avaliação dos processos de desenvolvimento de software que resulta na diminuição dos custos, evita refazer o trabalho, reduz o desperdício e melhora a qualidade da gestão, sendo um importante aliado para o aumento da competitividade e do desenvolvimento sustentável das empresas.

          15) ISO 9000-International Organization for Standardization (Norma mãe de todos os processos de qualidade).

          16) BS 15.000-Britsh Standardization é o primeiro padrão mundial voltado especificamente ao Gerenciamento de Serviços em TI. Tal padrão descreve processos de gerenciamento integrados, propiciando entrega efetiva de serviços para as áreas de negócio e seus clientes.

          17) ISO/ IEC15.504-International Electrotechnical Commission - trata-se de um modelo de gestão de conhecimento tecnológico. Modela a gestão estratégica dos processos de uma organização, por meio da avaliação e melhoria contínua em processos.

          18) ISO 17.799/05 (código de práticas de gestão de segurança da informação) normas de boas práticas de gestão: continuidade do negócio, minimização dos riscos, maximização do retorno sobre investimentos e levantamento de novas oportunidades de negócio. Sua importância pode ser dimensionada pelo número crescente de pessoas e variedades de ameaças a que a informação é exposta na rede de computadores; o objetivo explícito da norma é estabelecer um referencial para as organizações desenvolverem, implementarem e avaliarem a gestão da segurança de informação. Passou a designar-se ISO 27.002/08.

          19) ISO 20.000/05 é uma norma que atesta excelência nos processos de TI das empresas, tornando-se um diferencial para empresas da área de TI e um passaporte para a exportação de serviços brasileiros de TI (offshore), com a qualidade exigida pelo organismo internacional. A tendência de mercado é a migração do "modelo genérico" da ISO 9.000, para a ISO 20.000, um modelo mais específico para a tecnologia da informação.

          20) ISO 27.001/05 é uma norma internacional que possibilita às organizações a implementação de um Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI) ou (ISMS - Information Security Management System), através do estabelecimento de uma política de segurança, controles e gerenciamento de riscos. Organizações que implementam um ISMS de acordo com as melhores práticas da ISO 17799 estão simultaneamente em acordo com os requisitos da ISO 27001, mas uma certificação é totalmente opcional.

          21) PMBOK (Project Management Body of Knowledge), publicação que busca garantir a qualidade no desempenho do profissional PMP-Project Management Professional, sendo reconhecida mundialmente como uma das mais altas qualificações de um profissional de gerenciamento de projetos. A entidade PMI- Project Management Institute é a organização que promove a ampliação do conhecimento sobre o assunto e faz a certificação dos profissionais em gerenciamento de projetos.

          22) PRINCE 2, método para gerenciamento de projetos bastante reconhecido no Reino Unido, desenvolvido pela Central Computer and Telecommunications Agency (CCTA), em 1989, também possuindo um programa de certificações e atribuindo grande importância ao papel do gerente de projetos nas organizações. O PRINCE e o PMBOK se complementam, têm semelhanças (p.ex., gerenciamento por processos) e diferenças [p.ex., o PRINCE-(http://www.prince2.org.uk/home/home.asp) não trata projetos por área de conhecimento como o PMBOK]. [Wideman, 2002 (por Paula Geralda Barbosa Coelho Torreão, dissertação de mestrado)].

          23) eSCM-SP/CL-eSourcing Capability Model for Client Organizations, Prestação de Serviços Habilitados por Tecnologia de Informação; SP-referencial de avaliação de capacitação de prestação de serviços, suportados por TI, incluindo as relações intra-organizacionais; CL-voltado para o comprador de serviços, com foco na capacidade de gestão de rede de provedores de serviços. Tradução de necessidades em requisitos com níveis de qualidade acordados; estabelecimento de contratos bem definidos com as partes interessadas.

          24) BSC-Balanced Escore Card, ferramenta de gestão estratégica criada no começo dos anos 1990 nos Estados Unidos, visando transformar os planos elaborados em ações efetivas; modelo de gestão que auxilia as organizações a traduzir a estratégia em objetivos organizacionais, que direcionam o comportamento e o desempenho. O BSC se compromete a apresentar e implementar soluções orientadas à estratégia do cliente, sendo corresponsável pelos processos de mudança. Realiza o gerenciamento dos projetos em conjunto com o cliente, permitindo que as ações e os recursos alocados viabilizem os objetivos estratégicos da organização.

          25) Six Sigma é um conjunto de práticas originalmente desenvolvidas pela Motorola para melhorar sistematicamente os processos ao eliminar defeitos. Diferente de outras formas de gerenciamento de processos produtivos, ou administrativos, o Six Sigma tem como prioridade a obtenção de resultados, de forma planejada e clara, da qualidade e, principalmente, financeiros. Três são as definições para Six Sigma, segundo os níveis que lhes correspondem: literal - é uma métrica; conceitual - uma metodologia; e na prática - um sistema de gerenciamento (Motorola University).

          GLOSSÁRIO ALFABÉTICO

          1) Aceitação do risco – decisão de aceitar um risco (ABNT ISO/IEC Guia 73:2005.).

          2) Adware (Advertising Software) - Software especificamente projetado para apresentar propagandas. Pode ser considerado um tipo de spyware, caso monitore os hábitos do usuário, por exemplo, durante a navegação na Internet para direcionar as propagandas que serão apresentadas.

          3) Ameaça - é um evento em potencial que terá um consequência indesejada caso se torne um ataque. Ocorre quando o invasor tira proveito de uma vulnerabilidade de um recurso.

          4) Análise de riscos – uso sistemático de informações para identificar fontes e estimar o risco.

          5) Análise/Avaliação de riscos – processo completo de análise e avaliação de risco.

          6) Artefato - De forma geral, artefato é qualquer informação deixada por um invasor em um sistema comprometido. Exemplos: programas executáveis, scripts, registros de evento do sistema e outros.

          7) Ataque -Ação que constitui uma tentativa deliberada e não autorizada para acessar/manipular informações, para tornar-se um sistema não confiável ou indisponível, violando, assim, a política de segurança. Um ataque bem-sucedido que resulte no acesso ou manipulação de informações, de forma não autorizada, é chamado de invasão.

          8) Ataque de Negação de Serviço - Ataque que consiste em impedir o acesso autorizado a recursos de um sistema, seja através de uma grande sobrecarga no processamento de dados de um sistema computacional, da saturação de um ponto de acesso através de um grande tráfego de dados para uma rede, ou da indisponibilidade de um ou mais serviços desse sistema.

          9) Ataque de Syn flood - é uma forma de ataque de negação de serviço (também conhecido como Denial of Service - DoS) em sistemas computadorizados, na qual o atacante envia uma sequência de requisições SYN para um sistema-alvo.

          10) Atividade Maliciosa - Qualquer atividade que infrinja a política de segurança de uma instituição ou que atente contra a segurança de um sistema computacional.

          11) Ativo – qualquer coisa que tenha valor para a organização. [ISO/IEC 13335-1:2004]

          12) Avaliação de riscos – processo de comparar o risco estimado com critérios de risco predefinidos para determinar a importância do risco.

          13) Backdoor - programa instalado em um computador comprometido que ativa novo serviço a fim de permitir acessos por intermédio desse serviço.

          14) Bot - Programa que, além de incluir funcionalidades de worms, dispõe de mecanismos de comunicação com o invasor, permitindo que o programa seja controlado remotamente.

          15) Botnets - Redes formadas por diversos computadores infectados com bots. Podem ser usadas em atividades de negação de serviço, esquemas de fraude, envio de spam, etc.

          16) Business Intelligence-BI, Inteligência de Negócios ou empresarial, conjunto de ferramentas de TI que visa permitir aos usuários da informação maior flexibilidade para sua formatação e de seus relatórios.

          17) Cavalo de Tróia - É um programa que além de executar funções para as quais foi aparentemente projetado, também executa outras funções normalmente maliciosas e sem o conhecimento do usuário.

          18) Ciência da Informação - 

          “... ciência da informação é aquela disciplina que investiga as propriedades e o comportamento da informação, as forças que governam o fluxo da informação e os meios de processamento para acesso e uso otimizados. Ela é um componente de ciência aplicada, que desenvolve serviços e produtos”.

           

          “Em essência, a pesquisa na ciência da informação investiga as propriedades e comportamento da informação, a utilização e a transmissão da informação, bem como o processamento da informação para armazenagem e recuperação ótimas”. (BORKO9).

          19) Código Malicioso (Malware) - Programa, ou parte de um programa de computador, projetado especificamente para atentar contra a segurança de um sistema computacional, normalmente por meio de exploração de alguma vulnerabilidade. Também conhecido por artefato malicioso.

          20) Confiabilidade – propriedade de que a informação não esteja disponível ou revelada a indivíduos, entidades ou processos não autorizados. [ISO/IEC 13335-1:2004]

          21) Confidencialidade - É o requisito para que a informação não seja disponibilizada ou revelada para partes não autorizadas.

          22) Consórcio Brasileiro de Honeypots – coordena a participação e o desenvolvimento de métodos e técnicas para a detecção de atividades de invasão de redes computacionais, disseminação de vírus e outras atividades maliciosas. O Consórcio Brasileiro de Honeypots foi formado no início de 2004 visando a reunir organizações governamentais e da iniciativa privada interessadas em monitorar atividades maliciosas, internas ou externas, em suas redes de produção, usando, para isso, sensores que implementam a tecnologia de honeypots de baixa interatividade. (Centro de Pesquisas Renato Archer- CENPRA).

          23) COSO - Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission é uma organização sem fins lucrativos, dedicada a melhoria dos relatórios financeiros, sobretudo pela aplicação da ética e efetividade na aplicação e cumprimento dos controles internos. Em português: Comitê das Organizações patrocinadas. (Wiki).

          24) Criptologia - 

          “Criptologia é o estudo de constante refinamento das armas numa guerra de informações, travada no campo dos canais públicos, entre as pessoas que por algum motivo usam a cifração das comunicações e outras que tentam quebrar essas cifras”. 

          A intenção de quem tenta quebrar cifras, ou realizar “criptoanálise” é apoderar-se da informação que está sendo veiculada. Outras possibilidades são substituir mensagens verdadeiras por falsas, corromper mensagens genuínas, ou fazer-se passar por outrem. (J.A. Gordon -1996).

          25) DDoS (Distributed Denial of Service) - Ataque de negação de serviço distribuído, ou seja, um conjunto de computadores é utilizado para tirar de operação um ou mais serviços ou computadores conectados à Internet.

          26) Declaração de aplicabilidade – declaração documentada que descreve os objetivos de controle e controles que são pertinentes e aplicáveis ao SGSI da organização.

          27) Desfiguração de Sítio - Ataque que consiste em desfigurar, ou seja, substituir ou alterar o conteúdo de uma ou mais páginas Web em um sítio. A desfiguração normalmente é consequência da exploração bem-sucedida de uma vulnerabilidade no servidor Web que hospeda as páginas.

          28) Detecção de Intrusão – Consiste no monitoramento e análise de eventos em sistemas computacionais, com o propósito de detectar e prover alertas sobre tentativas de acesso não autorizado a recursos desses sistemas. Ex.: IDS e IPS.

          29) Disponibilidade - É o requisito para que os recursos de um sistema estejam disponíveis para acesso, por entidades autorizadas, sempre que venham a ser solicitados, ou – propriedade de estar acessível e utilizável sob demanda por uma entidade autorizada. [ISO/IEC 13335-1:2004]

          30) Engenharia social -Método de ataque onde uma pessoa faz uso da persuasão, muitas vezes abusando da ingenuidade ou confiança do usuário, para obter informações que podem ser utilizadas para ter acesso não autorizado a computadores ou informações.

          31) ERP (Enterprise Resource Planning), ou SIGE - Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, no Brasil, são sistemas de informações que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema (Laudon, Padoveze).

          32) Evento de segurança da Informação – uma ocorrência identificada de um estado de sistema, serviço ou rede, indicando uma possível violação da política de segurança da informação ou falha de controles, ou uma situação previamente desconhecida, que possa ser relevante para a segurança da informação. [ISO/IEC TR 18044-1:2004]

          33) Exploits - Programa ou parte de um programa malicioso projetado para explorar uma vulnerabilidade existente em um software de computador.

          34) Firewall - Um sistema, constituído pela combinação de software e hardware, que intermediam o acesso a uma rede, permitindo ou proibindo certos tipos de acesso, de acordo com uma política de segurança pré-estabelecida.

          35) Framework (ou arcabouço) é uma estrutura de suporte definida, em que um outro projeto de software pode ser organizado e desenvolvido. Visa facilitar o desenvolvimento de software, habilitando designers e programadores a despenderem mais esforço e tempo determinando as especificações do software, do que com detalhes.

          36) Gestão de risco – atividade coordenada para direcionar e controlar uma organização no que se refere a risco. (n.a.: a gestão de riscos geralmente inclui a análise/avaliação de riscos, o tratamento de riscos, a aceitação de riscos e a comunicação de riscos).

          37) Hacker / Cracker - designa programadores maliciosos e ciberpiratas que agem com o intuito de violar sistemas cibernéticos de forma ilegal ou sem seguir preceitos morais. Cracker - é o termo usado para designar quem pratica a quebra (ou cracking) de um sistema de segurança, de forma ilegal ou sem ética.

          38) Incidente de Segurança - Um incidente de segurança é caracterizado por qualquer evento adverso, confirmado ou sob suspeita, relacionado à segurança de sistemas computacionais ou de redes de computadores, tais como: tentativas de obter acesso não autorizado a sistemas ou dados, ataques de negação de serviço, uso ou acesso não autorizado a um sistema e desrespeito à política de segurança ou à política de uso aceitável de uma instituição.

          39) Incidente de Segurança da Informação – um simples ou uma série de eventos de segurança da informação indesejados ou inesperados, que tenham uma grande probabilidade de comprometer as operações do negócio e ameaçar a segurança da informação. [ISO/IEC TR 18044-1:2004]

          40) Integridade - É o requisito para que a informação não seja modificada ou destruída de maneira não autorizada ou acidental, ou – propriedade de salvaguarda da exatidão e "completeza" de ativos. [ISO/IEC 13335-1:2004]

          41) Inteligência Militar - Atividade de Inteligência de natureza técnico-militar, especializada e permanente que visa a produzir conhecimentos de interesse do comandante de qualquer nível hierárquico e proteger os conhecimentos sensíveis, as instalações e pessoal, contra as ações de serviços de inteligência do oponente ou do inimigo. (Glossário FA).

          42) Keylogger - Programa capaz de capturar e armazenar as teclas digitadas pelo usuário no teclado de um computador.

          43) Knowledge Management (KM), Gestão do Conhecimento, é o gerenciamento inteligente, ordenado, sistematizado e eficaz de tudo aquilo que a empresa sabe e que agregue valor ao negócio. Sistema usado para capturar, analisar, interpretar, organizar, mapear e difundir a informação, para que ela seja útil e esteja disponível como conhecimento. A Gestão da Informação está para o conhecimento explícito (facilmente codificável), enquanto que, a Gestão do Conhecimento está para o conhecimento tácito (dificilmente codificável). Ou seja, enquanto a Gestão da Informação pode ser objetivada por meio de manuais ou bases de dados, a Gestão do Conhecimento ainda é vista como uma "filosofia" pelas empresas. Anos de pesquisas sobre empresas japonesas, entretanto, nos convencem de que a criação do conhecimento é a principal fonte de sua competitividade internacional" (Edmeire Cristina Pereira, em 03/07/2004).

          44) Ontologia - em Ciência da Computação e Ciência da Informação, uma ontologia é um modelo de dados que representa um conjunto de conceitos dentro de um domínio e os relacionamentos entre estes. Uma ontologia é empregada para realizar inferência sobre os objetos do domínio, sendo utilizadas em inteligência artificial, web semântica, engenharia de software e arquitetura da informação, como uma forma de representação de conhecimento sobre o mundo ou alguma parte deste. Significa fazer com que os conteúdos sejam classificados e organizados de forma a responder às perguntas do cliente da informação, criando condições para que o mesmo possa, também, incluir os seus próprios metadados, colaborando e interagindo com o ambiente.

          45) Phishing -Também conhecido como phishing scam, é uma mensagem não solicitada que se faz passar por uma comunicação de uma instituição conhecida, como um banco, empresa ou sítio popular, e que procura induzir usuários ao fornecimento de dados pessoais e financeiros. Inicialmente, este tipo de mensagem induzia o usuário ao acesso a páginas fraudulentas na Internet. Atualmente, se presta a instalação de códigos maliciosos e envio de dados pessoais e financeiros.

          46) Política de Segurança - Atribui direitos e responsabilidades aos indivíduos que lidam com os recursos computacionais de uma instituição e com as informações neles armazenadas. Define as atribuições de cada indivíduo em relação à segurança dos recursos com os quais trabalha. Qualquer evento que resulte no descumprimento da política de segurança poderá ser considerado um incidente de segurança.

          47) Recursos da Infraestrutura de TI - Os recursos da infraestrutura de TI incluem equipamentos, utilitários, aplicativos, sistemas operacionais, mídias de armazenamento, contas em servidores, contas de correio eletrônico, navegação na Internet e intranet, serviço de transferências de dados, terminal virtual, comunicação interativa e sistemas de gestão.

          48) Registro de Evento (Log) – Conjunto de informações armazenadas e que estão relacionadas aos eventos ocorridos em um determinado contexto, como serviços Web, autenticação de usuários, etc

          49) Risco residual – risco remanescente após o tratamento de riscos.

          50) Rootkit - Conjunto de programas que têm como finalidade esconder e assegurar a presença de um invasor em um computador comprometido. Esse programa não é utilizado apenas para o acesso a contas privilegiadas (root ou Administrador), mas para acessar todos os recursos do computador.

          51) Scan - Técnica normalmente implementada por um tipo de programa projetado para efetuar varreduras em redes de computadores.

          52) Script Kiddies - (garoto dos scripts,) é o nome atribuído aos grupos de crackers inexperientes (geralmente das camadas etárias mais novas) que desenvolvem atividades relacionadas com segurança da informação utilizando-se do trabalho intelectual dos verdadeiros especialistas técnicos, não possuindo conhecimento de programação, e não estando interessado em tecnologia, e sim em ganhar fama ou projeção pessoal.

          53) Segurança da Informação - é a proteção da informação obtida a partir da implementação de um conjunto de controles adequados, incluindo políticas, processos, procedimentos, estruturas organizacionais e funções de software e hardware.

          54) Segurança da informação – preservação da confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação; adicionalmente outras propriedades, tais como autenticidade, responsabilidade, não repúdio e confiabilidade, podem também estar envolvidas. [ABNT NBR ISO/IEC 17799:2005]

          55) SGSI – Sistema de gestão da segurança da informação – a parte do sistema de gestão global, baseado na abordagem de riscos do negócio, para estabelecer, implementar, operar, monitorar, analisar criticamente, manter e melhorar a segurança da informação (Sistema de Gestão inclui estrutura organizacional, políticas, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos.).

          56) Sistema de TI - Sistema de Tecnologia da Informação (TI) é o conjunto de elementos materiais e intelectuais, colocados à disposição dos usuários, em forma de serviços ou bens, que possibilitam a integração dos recursos de informática e telecomunicações.

          57) Sniffers - é uma técnica de subversão de sistemas informáticos que consiste em mascarar (spoof) pacotes IP utilizando endereços de remetentes falsificados.

          58) Spam - Termo usado para se referir aos e-mails não solicitados, que geralmente são enviados para um grande número de pessoas. Quando o conteúdo é exclusivamente comercial, esse tipo de mensagem também é referenciada como UCE (Unsolicited Commercial E-mail).

          59) Spoofing - é uma técnica de subversão de sistemas informáticos que consiste em mascarar (spoof) pacotes IP utilizando endereços de remetentes falsificados.

          60) Spyware - Programa que monitora e coleta as atividades de um sistema e as envia a terceiros.

          61) Tratamento do risco – processo de seleção e implementação de medidas para modificar um risco.

          62) Vírus - Programa malicioso que, após instalar-se em um sistema, realiza cópias de seu código em outros arquivos. O vírus depende da execução do programa ou arquivo hospedeiro para que possa ativar-se e dar continuidade ao processo de infecção.

          63) Vulnerabilidade - Falha no projeto, implementação ou configuração de um software ou sistema operacional que, quando explorada por um atacante, resulta na violação de segurança.

          64) Worm - Programa capaz de se propagar automaticamente através de redes, enviando cópias de si mesmo de computador para computador. Diferente do vírus, o worm não embute suas cópias em outros programas ou arquivos e não necessita ser explicitamente executado para propagar-se. Sua propagação se dá através da exploração de vulnerabilidades existentes ou falhas na configuração de softwares instalados em computadores.

          65) Traduções de Licenças Livres – FGV; KCP Advogados – v. 1.0; 21/09/05 – copiam- se os principais termos jurídicos ambíguos existentes nas licenças apresentadas para tradução, bem como, a terminologia adotada em português, na maior parte dos casos, para tais termos: [...]

          Cláudio Haddad, no prefácio à edição brasileira de Freakonomics, relata que:

          “… o comportamento econômico e social na vida real é extremamente complexo. Entendê-lo e analisá-lo com profundidade requer trabalho e tempo, fora do alcance ou da vontade da maioria das pessoas. Logo estas tendem a aderir a uma visão do tema em questão que seja simples de entender, conveniente, confortável e que esteja de acordo com seus credos e valores, ainda que muitas vezes incorreta.”

          xxx


          [...]

          (Boletim interno do EME nr 227, de 27 Nov 2008.)

          (N.A.: O Conselho Superior de Tecnologia da Informação - CONTIEx é um Órgão de Assessoramento Superior, de caráter deliberativo, acrescido na Estrutura Regimental do Exército Brasileiro por intermédio do Decreto nº 7.809, de 20 de setembro de 2012, e que se destina a assessorar o Comandante do Exército nos assuntos afetos à Tecnologia da Informação. O seu regulamento está disponível no BE nº 21, de 24 de maio de 2013. O CONTEC faz o assessoramento técnico deste.)



          sexta-feira, 6 de agosto de 2021

          Cel Av Fábio Sahm PAGGIARO



          A decisão do TSE, ontem, definitivamente, entregou os destinos do Brasil nas mãos das Forças Armadas, quer gostem ou não. Com esse processo aberto no TSE, vão destituir o presidente com base nas narrativas absurdas que eles mesmos inventam e sustentam. Tudo já devidamente coordenado com a "banda podre do Congresso" e todos sob o controle do STF que "assumiu o comando do Brasil".
          A CPI aprofundará as arbitrariedades e as três instituições mencionadas se alternarão nos assédios e afrontas ao Presidente, a ministros e militares, para humilhá-los e desmoralizá-los perante a população.
          Partiram para o golpe final.
          Não estão preocupados com as manifestações nas ruas, pois não acreditam que transitem do pacifismo para a violência. Estão convictos que suas canetas serão suficientes para neutralizar as armas.
          As redes sociais serão ainda mais censuradas e tirarão o Presidente delas, como fizeram com Trump.
          Renan já iniciou a perseguição aos poucos órgãos de imprensa que não atacam, diuturnamente, o Governo.
          A democracia está moribunda e não há mais tratamento institucional possível, pois o STF não aceita o presidente escolhido pelo povo e decidiu tirá-lo, de qualquer jeito.
          Nesse contexto, somente as Forças Armadas podem restaurar o ordem e o equilíbrio institucionais. E se não o fizer, o Brasil será devolvido à comuno-cleptocracia e caminhará para o mesmo destino trágico de Venezuela e Argentina.
          Elas não têm mais opção. São as únicas instituições não contaminadas que têm poder para evitar a falência da democracia. Se não agirem, se omitem. E a omissão significará apoio ao golpe comuno-cleptocrático, mesmo que essa não seja a intenção. E, logicamente, não é.
          Se não agirem, passarão para a Historia como responsáveis pela tragédia que se abaterá sobre o Brasil. O povo lhes deposita completa confiança e nelas enxerga seu último bastião na defesa da liberdade.
          Tanques na rua, então? Governo militar?
          Seria um erro. Entendo que um firme posicionamento público contra o golpe, acompanhado da desconsideração e desobediência a intimações e determinações judiciais inconstitucionais teria amplo apoio popular e os deixaria sem ação e desmoralizados. Veriam que canetas e mentiras têm limitações.
          Haveria pressões internacionais?
          Certamente. Mas seriam suportáveis e desmobilizáveis mediante plebiscitos, investigações de corrupção e pronta reformulação e reestabelecimento do Legislativo e Judiciário em padrões civilizados.
          Quando Chamberlain aceitou a anexação da Tchecoslováquia por Hitler, Winston Churchill fez a seguinte declaração: "Entre a desonra e a guerra, escolheste a desonra, e terás a guerra".
          As Forças Armadas não podem cair em semelhante armadilha. Se não se posicionarem firmemente para "garantir a democracia", estarão consolidando ditadura nas mãos de Lula, que foi "reabilitado pelo STF" justamente para isso.
          Não se trata de defender Bolsonaro, mas de defender o Brasil.
          E nossas Forças Armadas sempre defenderam o Brasil contra ameaças externas e internas. 
          *Cel Av Paggiaro* 
          no https://digaibrasil.com/home

          segunda-feira, 26 de julho de 2021

          Liderança: como convencer os liderados a compartilhar da visão do líder; por Joarez Alves Pereira Junior (Gen Div)







          “Grandes líderes têm visão e capacidade de convencer os outros a compartilhar dessa visão”. Já citei essas palavras de Warren Bennis, em artigo anterior, para mostrar como o líder pode desenvolver a visão necessária para exercer a liderança. Desta vez, pretendo expor algumas ideias de como o líder pode convencer seus liderados a compartilhar da sua visão.

          Para que isso ocorra, existem duas etapas fundamentais a serem cumpridas. Uma delas é a conquista da confiança, e a outra, o desenvolvimento da capacidade de influenciar.

          CONQUISTA DA CONFIANÇA
          A palavra confiança vem do latim “confidentia”, de “confidere”, ou seja, de acreditar plenamente com fé. É a crença que algo não falhará. É também acreditar na sinceridade, na lealdade e na competência de outra pessoa.

          A conquista da confiança é, ainda, uma das bases da liderança e o fundamento primário para que o liderado compartilhe da visão do líder, simplesmente pelo fato de que não se segue com devoção alguém em quem não se confia.

          Em pesquisa realizada com diferentes públicos civis e militares, ficou patente a importância de que o líder possua valores e qualidades pessoais que o credenciem para o exercício da liderança. Nessa pesquisa, foram definidos os 38 atributos mais citados em diferentes literaturas sobre liderança. Em média, entre os diferentes públicos pesquisados, 36 dos 38 atributos listados foram considerados imprescindíveis ou importantes para o líder.

          Dentre esses atributos, destaco sete que vejo como fundamentais para a conquista da confiança e que devem ser praticados pelo líder que deseja ter sua visão compartilhada pelos liderados. Vamos a eles.

          1. Lealdade - para ser leal, o líder deverá possuir verdade no falar e sinceridade no agir. Deverá se comportar sem artifícios ou intenção de enganar. A lealdade do líder é fundamental para a coesão do grupo.

          2. Integridade - para ser íntegro, o líder deverá ter conduta reta, ser ético. O exercício da integridade está ligado à inteireza, a ser pleno, ou seja, a possuir verdadeiramente um caráter sem falhas.

          3. Habilidade ou destreza social - está diretamente associada à capacidade do líder de construir relações com as pessoas para conduzi-las na direção desejada.

          4. Empatia – é o que permite ao líder se conectar com o liderado no nível emocional. Ajuda o líder a perceber o que a outra pessoa pensa sobre os fatos e o mundo ao seu redor. Facilita entender a estrutura emocional das outras pessoas.

          5. Senso de justiça - saber punir e recompensar na medida certa é de extrema relevância para se conquistar a confiança. Conforme nos ensina Gaston Courtois, “o senso de justiça é de tal modo inerente ao coração do homem, que toda injustiça, mesmo a de um chefe querido, decepciona, indispõe, contraria e revolta”.

          6. Honestidade - é o atributo do líder que não se deixa corromper e que está estritamente ligado à verdade. Na pesquisa já citada, foi considerado o atributo mais importante dentre os 38 mencionados para o exercício da liderança e é uma base sólida para a conquista da confiança.

          7. Coerência - não adianta uma série de atributos e qualidades se a ação do líder for incoerente com os valores apregoados. Portanto, a coerência necessária para se conquistar a confiança está associada à capacidade de agir de acordo com os princípios que defende. O adágio popular do “faça o que eu digo e não faça o que faço” não se aplica ao verdadeiro líder.

          INFLUENCIAR OS LIDERADOS
          Vamos à segunda etapa fundamental para convencer os liderados a compartilhar da visão do líder.
          Para poder influenciar os liderados, fazem-se necessários o desenvolvimento e a prática de três outros atributos: ser exemplo, ter capacidade de comunicação e possuir entusiasmo. Vamos a eles.

          1. Ser exemplo - a expressão latina diz tudo: “verba movent, exempla trahunt”. É a mais simples verdade – as palavras movem, os exemplos arrastam. Nesse sentido, é importante para o líder se fazer presente, afinal de contas, a presença contempla aspectos fundamentais para influenciar, tais como o gesto, o olhar, a voz, a postura e a atitude.

          2. Capacidade de comunicação - essa capacidade refere-se às expressões verbais e não verbais da comunicação. O líder deve praticar, na maioria das vezes, a comunicação não violenta, preservando a forma violenta para o momento exato em que ela se fizer necessária. É preciso, ainda, que a linguagem corporal, isto é, a comunicação não verbal, esteja em total sintonia com a linguagem oral. Carol Goman, autora de livro sobre linguagem corporal de líderes, afirma que “sempre que suas palavras e sua linguagem corporal se mostram desalinhadas, as pessoas, então, acreditam no que viram e não no que foi dito”.

          3. Entusiasmo - Dale Carnegie apregoa que para influenciar as pessoas é preciso fazer com que o outro se sinta feliz por aquilo que você sugere. Para tanto, é preciso ter entusiasmo e paixão pelo que se faz. O liderado tem que perceber que o líder age com paixão, visando sempre mudar para melhor, estando motivado e com vontade de conduzir suas ações. Somente assim ele será plenamente influenciado pelo líder.

          PARA CONCLUIR
          Existe um ditado de autor desconhecido que afirma que as pessoas mais limitadas monopolizam a conversa e as mais notáveis a atenção. O líder, a fim de conduzir suas ações e conduzir o grupo a melhores destinos, obtendo resultados positivos, tem que possuir visão e ir além, devendo fazer com que os liderados compartilhem de sua visão. Precisará, como foi destacado neste artigo, desenvolver uma série de qualidades e atributos que favoreça a conquista da confiança dos integrantes do grupo e que também lhe permita exercer influência sobre seus liderados. Somente assim será capaz de monopolizar a atenção, conquistar corações e mentes e, enfim, exercer em plenitude a liderança.

          quinta-feira, 8 de julho de 2021

          Autobiografia para a Revista da Turma, por AAC



          ALAIRTO ALMEIDA CALLAI, nascido em 17 de fevereiro de 1959, na cidade de Três Corações-MG.

          Meu pai conheceu minha mãe na Escola de Sargentos das Armas (ESA) onde ele (3º Sgt Art ALAIRTO BENEVES CALLAI) treinava o time de voleibol do Colégio Estadual e ela (SÍLVIA HELENA FERREIRA DE ALMEIDA), então, com doze anos, era atleta da equipe, na preparação para o torneio estudantil de 1953. Casaram-se cinco anos depois e cinco filhos (foto) foram abençoados por essa dupla de "acrobatas", que esticavam o salário do militar, suplementado pelas costuras/confeitos da professora e dona de casa, no suprimento das necessidades do lar. Entrar no Colégio Militar de Belo Horizonte foi o maior desafio intelectual enfrentado, até o concurso de admissão para o Estado-Maior, e uma boca a menos na mesa, a partir de 1970. Contei com a dedicação dos docentes do Grupo Escolar Bueno Brandão, onde cursava a 4ª série primária, pela manhã, e duas professoras que ministravam a 5ª série (Admissão), de tarde, e reforço de geografia e história do mundo (e não apenas do Brasil), de noite. Tudo isso, sem perder as pescarias da família nos fins-de-semana, no Rio Verde, e acompanhar o arriscado projeto do homem voltar da lua. Fui, ainda, forçado a ir à missa uma centena de vezes para descobrir que O Mestre já levara sobre si os fardos mais pesados (Is. 53.4-5), para que todos ajudassem nas cargas uns dos outros, com alegria em Cristo. Meus irmãos (todos mais novos) sofreram com isso!


          A Fase Escolar, a partir do internato no CMBH, transcorreu num misto de choro de saudade das mordomias de casa e estudo para não tirar nota vermelha. O esporte veio a preencher as carências imediatas, por uma forte amizade desenvolvida entre os pares, nos momentos de aperto. Meu objetivo maior era ganhar uma medalha nos torneios de judô. Difícil. Esperei todo hum ano para ganhar a primeira. Inclusive, as chineladas do Sgt Inácio tiravam-me da zona de conforto. Da mesma forma, as orelhas puxadas pela mãe, faziam-me entrar ágil no transporte para voltar dos licenciamentos. Possuir tios, Mauro (sargento na CRO) e Yonne, que me buscavam às sextas-feiras e me entregavam aos domingos, era uma verdadeira bênção! O convívio com a família Machado de Almeida, como se fosse filho deles, era reanimador. Havia aniversário de alguém, todo sábado. Jaraguá e Mineirão, eventualmente. Entretanto, a oitava série chegou rápido e descobri que eu poderia atirar de FAL se passasse de ano com média sete e me candidatasse à Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas-SP. Muitos companheiros do internato seguiram essa rota. O espírito se alegrava nas quermesses da Igreja São Judas Tadeu, na Praça Poá (PNR do tio), onde os quatro primos menores tomavam seus cascudos.

          Na EsPCEx, tive a oportunidade de praticar vários esportes, mas a ginástica artística (olímpica, à época) ajudou-me a conhecer meu corpo e superar barreiras da gravidade. O Cap Maurício foi nosso tutor e chegamos a compor a seleção juvenil da cidade no campeonato do Estado. Muitos treinos nos horários sem expediente, mas de grande aprendizado. Certa apresentação, no intervalo de jogo do Morumbi lotado, eu falhei num salto mortal à frente (os colchões separaram-se) e tomei vaias inesquecíveis. O professor Fernando Brochado mandou prosseguir e a vaia começava antes de eu iniciar a corrida. Na semana seguinte, fiz a maior média da equipe no torneio iniciação desportiva no ginásio do Ibirapuera. Vingado! Porém, o coração queria um esporte coletivo, onde a abnegação e a coesão pudessem criar resultados maiores que a soma dos desempenhos individuais. Motivado pelo Tavares fiz teste no voleibol e já ganhei a vaga de titular para as competições da NAE de 1976. A EsPCEx é impecável, em todos os sentidos. Amadureci com as novas amizades e tirei de letra os estudos. Decidi seguir carreira. Havia boa expectativa de reencontrar os bombeiros do CMBH e de me livrar dos dois colegas (Mauro e Sérgio Brito) que aprendiam a tocar violão no meu “setor”. O frio que passamos no acampamento da Fonte Sônia foi sublimado.

          Ingressei na Academia Militar das Negras (AMAN) e concluí o Curso Básico em 1977, tendo perdido um grande amigo da Escola Naval (ex-CMBH) e os meus dentes da frente, num acidente de carro no túnel Rebouças. Muito triste ouvir o toque de corneta no Cemitério São João Batista. Neste ano, e no seguinte, fiquei de fora das competições mais importantes, apesar de treinar intensamente com a equipe de voleibol da Academia. Conquistei algumas medalhas e contribuí para que a 2ª Companhia se apresentasse bem no Troféu General Sampaio. Rondon seria escolhido como meu patrono de Armas e isso definiu, pelo resto de minha carreira, os companheiros com quem iria conviver. Minhas recordações da AMAN são de exploração das ciências militares e da dificuldade em encaixar os hiperboloides de revolução (cálculo IV) nas soluções de problemas da OSPB. Os “irmãos de água” proporcionaram estudo do kardecismo e a consolidação de grandes amizades nas Comunicações (Gomes, Elirez e J.Ricardo). A equipe do Maj Monte Gomes foi a família que me fez crescer nos anos 79 e 80, culminando com o bicampeonato de voleibol da NAVAMAER. Há irmãos mais novos e mais velhos, mas o pai coloca cada um na posição que atende ao conjunto para chegar ao objetivo. Ponto/set/jogo/vitória. Tio Toninho (Cel Eng QEMA Almeida, nosso instrutor de Geografia) foi tutor e exemplo nestes anos, e seus entes queridos, alento à alma. Bacharel em Ciências Militares em 15/12/1980.

          Chegamos os sete aspirantes (foto) no 4º Batalhão de Comunicações de Exército (4º BComEx), recebidos pelo comandante, Sr Cel Lisboa que, por residir no PNR no interior do quartel, onde morei três anos, seu filho Sérgio cooperou para meu casamento com a Srtª ANA MARIA CHAVES VALENÇA, em 1984. Este fato teve grande impacto na minha vida, pois dividir toda intimidade e criar vínculos sólidos é algo especial “de Deus”. O amor que nos uniu foi tremendo. Baseou-se nos valores cristãos e fez de mim uma pessoa melhor a cada dia. Frequentamos e nos batizamos na Igreja Presbiteriana de Boa Viagem. Nós, os aspiras, operacionalizamos as instruções dos Programas-Padrão do SIMEB para atingimento dos objetivos individuais da FIIB e de Qualificação, orientados pelo Cap Campelo, S3. O adestramento? Só o básico, nível Fração. Pouquíssimos meios e recursos exíguos. Comandei dois pelotões da CCPCR por um certo período e fui para a CCSv, pois vencer as competições das OMDS ao IV Exército tornou-se prioridade, com o novo Cmt OM, Cel Ruy. Nesta Unidade, fui promovido a 2º e a 1º Tenente, mesmo tendo que me ausentar para as Olimpíadas do Exército/82, Competições Desportivas entre os Comandos de Área/83 e Torneio de Voleibol das FFAA/83. Sem construir um passado esportivo, eu nunca seria selecionado para curso na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx). Duas vagas para a Arma (COM) e um concorrente fortíssimo: Ten Elirez. - Bora pro Rio! disse o Eli, em setembro de 1983, com o radiograma nas mãos.C:\Users\user\Downloads\WhatsApp Image 2021-04-11 at 10.24.53.jpeg



          Recém-casado, morando em frente ao Iate Clube e cursando a EsEFEx, o ano de 1984 tinha tudo para ser uma aventura e deleite. Não. Nossas esposas nos cuidavam na maior parte do tempo, uma vez que as áreas desportivas ficavam abertas ao público. As atividades terminavam às 14:00h, então, exausto e preocupado com a prova do dia seguinte, ainda tomaria banhos de sol na “praia de fora” para acompanhar a jovem senhora. A maturidade dos processos de ensino da Escola, facilitado pelas excelentes condições das pistas, equipamentos e corpo docente experiente e distinto, permitiam aos alunos conviverem com os atletas de alto rendimento da CDE (e hoje, olímpicos) num ambiente de invejável excelência. Ambos gostamos muito da Urca e da Fortaleza São João. Orgulhoso pelo troféu no decatlo do atletismo, em novembro me tornei instrutor e bacharel em Educação Física, após 1.522 horas/aula.

          Na 4ª Companhia de Comunicações (Cia Com) em Belo Horizonte aprendi a jogar peteca e pude exercer o cargo de S3 e OTFM. Fiz curso de Arbitragem de Voleibol na Federação Mineira, apitei jogos televisionados e treinei a equipe de atletismo da 4ª DE nas Competições do CML. Foi muito prazeroso contar com a colaboração de três calções pretos, Bazuchi (CMBH), Kimura (ESA) e Wanderley (12ºBIMth) coordenados pelo próprio comandante: Gen Tinoco. Rever os familiares do tio Mauro e do tio Toninho em BH deu ânimo para encomendar e receber nosso primogênito: Leonardo, em 15 de novembro de 1986, com as bênçãos do SENHOR. Promovido, em seguida, a Capitão, voltaria para o Rio de Janeiro, nomeado instrutor da EsEFEx, devendo atuar sucessivamente nas cadeiras de atletismo, voleibol, ginástica artística e organização de competições, pelos próximos quatro anos, em vaga criada, excepcionalmente, pelo Sr Cel Renato B. Ustra, junto ao Departamento de Ensino e Pesquisa.

          Morar no Edifício São João e criar um filho à beira mar tem seu preço e o comandante sabia disso. Foram os melhores anos da vida castrense, mas eu fiz por merecer! A solidariedade dos companheiros, a orientação da Divisão de Ensino e tutoria dos anciãos do esporte militar e competitivo, foram fundamentais para o bom andamento das atividades-fim. Daí, a ideia de cursar a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), em 1990, foi descartada por uma oportuna recondução, mesmo sabendo que perderia a turma. Findou a Fase Esportiva da carreira. Valeu a pena fazer novas amizades na turma de 1981 e, depois de muito papiro: mestre em Operações Militares, em 9/12/1991.

          Ao término da ESAO resolvi apresentar o frio de São Gabriel-RS para a família, mesmo podendo permanecer no Rio. Como subcomandante da 13ª Cia Com realizamos tiros das armas coletivas e de instrução das IGTAEx, inclusive os noturnos. Foi bastante desafiador. Aprendemos a bendizer ao SENHOR nos lares, em Rosário do Sul. Convidado para entrar na Guerra Eletrônica (GE), fui para Brasília-DF em junho de 1993. Em seis meses, especializado em GE, Cat “A” (760 h/a). A promoção a Major permitiu minha nomeação a instrutor do Centro Integrado de Guerra Eletrônica (CIGE) no biênio 94/95. Mais uma vez teria a oportunidade de ser instrutor naquilo que a Força investiu em minha especialização.

          Chefe da Divisão de Ensino e depois Coordenador apresentava-se ótima oportunidade de contribuir com profundidade na melhoria das práticas pedagógicas do conhecimento de GE, pela experiência de instrutor na EsEFEx e participação nos Conselhos de Ensino, dos quais era relator. Mas a vaidade, por outro lado, instigou-me a estudar e ser aprovado no concurso de admissão à Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). A Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra nos apresentou as dinâmicas de casais dos encontros nos lares.

          Segui para o Rio de Janeiro/RJ, no início de 1996, para realizar o Curso de Comando e Estado-Maior (CCEM) com mais um filho nos braços. Em 15 de julho de 1995 nasceu o Samuel, no HFA, com saúde e muito abençoado por Deus. Fazer a monografia e participar das viagens de estudos foram os pontos altos da Escola, que introduziu o G15 para mudar a cabeça dos competitivos em colaborativos. Ao final, Doutor em Ciências Militares em 27/11/1997, fui classificado, por escolha, no Cmdo da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Bagé-RS. O trato diário com um oficial-general, seu Estado-Maior e os Cmt OM é muito peculiar. A Operação São Simão coroou em Saicã-RS o adestramento da 6ª DE. Como E4 da Brigada, sugeri uma tabela Excel de “economia” de todas as Classes que foi considerado trabalho útil pelo Comando de Operações Terrestres (COTER). Promovido a Ten-Cel, pude exercer a presidência do Conselho Especial de Justiça agregando saber à Fase Assessor de EM. A Diretoria de Material de Comunicações, Eletrônica e Informática (DMCEI) obteve minha classificação em Brasília em 1999, para o Bug do Milênio. Em 2000, topei cursar pós-graduação em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas (656 h/a) no GFI/UNB, à noite, depois de cumprir o expediente.

          Nomeado S Cmt e S Dirt de ensino no CIGE para 2001/02, pude, desta feita, contribuir na administração da coisa pública, pois também fui o Ordenador de Despesas (OD) da OM, por delegação. Supervisionei o projeto: Coletânea História da Guerra Eletrônica (do Cel R1 Corrêa) para produção de livro didático. A excelência gerencial na Secretaria de Tecnologia da Informação (Gen Albuquerque) inspecionou a administração das OM subordinadas e uma tomada de contas especial (TCE), no CIGE, por sorteio, gerou seis recomendações no meu CPF. Seria OD novamente no comando do Batalhão Escola de Comunicações (BEsCom)!

          A Fase de Comando iniciou-se com a nomeação para o BEsCom no período 2003/4; OM Operacional do Grupamento de Unidades Escola (GUEs) encarregada das comunicações troncalizadas, nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem, do CML e, ainda, da experimentação doutrinária do Módulo de Telemática Experimental do Comando e Controle em Combate (C2 Cmb). A introdução do programa PEG-EB exigiu muito do subcomandante e do EM, e os companheiros corresponderam. Concluí que comandar é formidável. Promovido a Coronel, em Ago/2004.

          Classificado na 2ª Subchefia do Estado-Maior do Exército (EME) seriam quatro anos de muita aprendizagem. Realizei o Curso de Especialização em Política, Estratégia e Administração do Exército (CPEAEx): 29/12/2007 por ensino a distância-EAD, na ECEME; e pós graduação (especialização) em Docência do Ensino Superior (360 h/a) por EAD, na Universidade Castelo Branco (Fev/2009), Rio de Janeiro-RJ. O Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) julgou um trabalho considerado útil com pontuação, sobre análise de sistemas e segurança da informação, usado no segundo comando.

          Nomeado Chefe do 5º CTA, em Recife-PE, no período 2009/10, para gestão de recursos de TI para 7.000 homens em situação de normalidade. A OM foi premiada no Programa Pernambucano de Qualidade nestes dois anos e o CITEx também lhe atribuiu Prêmio pelo ambiente de excelência alcançado. Por EAD, cursei a Extensão Universitária em Processos Públicos Interinstitucionais (120 h/a) da Universidade de Brasília-UNB-CEAD (Dez/2010). Brasília de novo! No DCT fazia o desconflito na execução orçamentária do sistema de incidentes dos V Jogos Mundiais Militares (2011) e do software de sincronização de eventos da Rio+20. Origem do conhecido Pacificador. Fui para a reserva em Set/11, após 37 anos de serviço, dando início à Fase Empresarial.



          Fui contratado pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife – CESAR, em 2011/12 como analista de defesa na área de C2 do projeto Brigada Braço Forte, para os grandes eventos esportivos no Brasil, por convite do Sr Gen Santos Guerra, e voltei às fileiras do Exército como prestador de tarefa por tempo certo (PTTC) em Mar/2013, na equipe do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON). Em Julho, passei a gerente do Projeto Estruturante de Governança de TI na 2ª SCh EME e fui contratado pela Fundação Trompowsky em Jan/2014 para o projeto PROTEGER. Concebeu-se o software Protetor na salvaguarda das estruturas críticas, coração dos Centros de Coordenação das Operações Terrestres Interagências. PTTC no COTER, entre 2015 e 2019, pude operacionalizar o, atual, Integrador e me tornar o fiscal do contrato da empresa terceirizada no Sistema Integração, Monitoramento e Apoio à Decisão (SIMAD). Show da Fé com o Missionário RR Soares, na TV.

          Fui agraciado com as Medalhas: Militar de Ouro, do Pacificador, Ordem do Mérito Militar (oficial), Ordem do Mérito Naval (oficial), Mascarenhas de Moraes, Barão de Capanema, Sangue de Heróis, da Confraternização e Heróis de Casa Forte, mas o sucesso, mesmo, estava na alegria de criar filhos tementes a Deus: Léo, assistente social e operador de máquinas na CAESB/DF e Samuel, analista de sistemas e fotógrafo no MS, casado com a Gaby (foto). Em Recife desde Ago/2019, masterchef - QRV. Saber o que importa, e qual é o seu verdadeiro valor, é a chave para viver uma vida de significado e propósito.

          sábado, 23 de janeiro de 2021

          O que é DataOps Analytics colaborativo e multifuncional, por Thor Olavsrud



          Disciplina emergente reúne equipes de DevOps com funções de engenheiro de dados
          e cientista de dados para pensar estruturas organizacionais analíticas
          Thor Olavsrud
          01/12/2020 às 15h04

          DataOps é uma metodologia agile e orientada a processos para desenvolver e entregar analytics. Ele reúne equipes de DevOps com engenheiros e cientistas de dados para fornecer as ferramentas, processos e estruturas organizacionais para apoiar a empresa focada em dados. Michele Goetz, Vice-Presidente e Analista Principal da Forrester, define DataOps como "a capacidade de habilitar soluções, desenvolver produtos de dados e ativar dados para valor de negócios em todas as camadas de tecnologia, da infraestrutura à experiência".

          Metas DataOps

          De acordo com a Dataversity, o objetivo do DataOps é agilizar o projeto, o desenvolvimento e a manutenção de aplicativos baseados em dados e data analytics. Busca melhorar a maneira como os dados são gerenciados e os produtos são criados e coordenar essas melhorias com os objetivos do negócio.

          DataOps vs. DevOps

          DevOps é uma metodologia de desenvolvimento de software que traz entrega contínua para o ciclo de vida de desenvolvimento de sistemas, combinando equipes de desenvolvimento e equipes de operações em uma única unidade responsável por um produto ou serviço. DataOps se baseia nesse conceito adicionando especialistas em dados - analistas de dados, desenvolvedores de dados, engenheiros de dados e/ou cientistas de dados - para se concentrar no desenvolvimento colaborativo de fluxos de dados e no uso contínuo de dados em toda a organização.


          "Você tem a tendência moderna de desenvolvimento de DevOps, mas cada vez mais pessoas estão injetando algum tipo de capacidade de ciência de dados no desenvolvimento, em sistemas, então você precisa de alguém na equipe de DevOps que tenha uma estrutura de dados", diz Ted Dunning, CTO de MapR na HPE e coautor de "Machine Learning Logistics: Model Management in the Real World".

          Princípios DataOps

          Assim como o DevOps, o DataOps segue as sugestões da metodologia agile. A abordagem valoriza a entrega contínua de insights analíticos com o objetivo principal de satisfazer o cliente.

          De acordo com o Manifesto da DataOps, as equipes da DataOps valorizam a analytics que funciona, medindo o desempenho do data analytics pelos insights que fornecem. As equipes de DataOps também adotam mudanças e buscam compreender constantemente as necessidades em evolução dos clientes. Eles se auto-organizam em torno de metas e procuram reduzir o “heroísmo” em favor de equipes e processos sustentáveis e escaláveis.


          As equipes de DataOps também buscam orquestrar dados, ferramentas, código e ambientes do início ao fim, com o objetivo de fornecer resultados reproduzíveis. As equipes de DataOps tendem a ver os pipelines analíticos como análogos às linhas de manufatura lean e refletem regularmente no feedback fornecido pelos clientes, membros da equipe e estatísticas operacionais.

          Onde o DataOps se encaixa

          As empresas hoje estão injetando cada vez mais o machine learning em uma vasta gama de produtos e serviços e o DataOps é uma abordagem voltada para o suporte às necessidades de machine learning de ponta a ponta.

          "Por exemplo, este estilo torna mais viável para os cientistas de dados terem o suporte da engenharia de software para fornecer o que é necessário quando os modelos são entregues às operações durante a implantação", escrevem Dunning e a Coautora Ellen Friedman, Principal Tecnóloga da HPE.
          "A abordagem DataOps não se limita ao machine learning", acrescentam. "Este estilo de organização é útil para qualquer trabalho orientado a dados, facilitando o aproveitamento dos benefícios oferecidos pela construção de um data fabric global".

          Eles também observam que os DataOps se adaptam bem às arquiteturas de microsserviços.
          DataOps na prática

          Para aproveitar ao máximo os DataOps, as empresas devem desenvolver suas estratégias de gerenciamento de dados para lidar com os dados em escala e em resposta a eventos do mundo real conforme eles acontecem, de acordo com Dunning e Friedman.

          “As funções tradicionalmente isoladas podem se provar muito rígidas e lentas para se encaixar bem em organizações de big data em transformação digital”, escrevem eles. "É aí que um estilo de trabalho DataOps pode ajudar".


          Como o DataOps se baseia no DevOps, as equipes multifuncionais que cruzam "grupos de habilidades", como operações, engenharia de software, arquitetura e planejamento, gerenciamento de produto, data analytics, desenvolvimento de dados e engenharia de dados são essenciais, e as equipes de DataOps devem ser gerenciadas em maneiras que garantem maior colaboração e comunicação entre desenvolvedores, profissionais de operações e especialistas em dados.


          Cientistas de dados também podem ser incluídos como membros-chave das equipes de DataOps, de acordo com Dunning. “Acho que a coisa mais importante a fazer aqui é não ficar com a organização Ivory Tower mais tradicional, onde os cientistas de dados vivem separados das equipes de desenvolvimento”, diz ele. "A etapa mais importante que você pode tomar é incorporar cientistas de dados em uma equipe de DevOps. Quando eles moram na mesma sala, comem as mesmas refeições, ouvem as mesmas reclamações, eles naturalmente ganham alinhamento".


          Mas Dunning também observa que os cientistas de dados podem não precisar estar permanentemente integrados em uma equipe de DataOps.


          “Normalmente, há um cientista de dados integrado na equipe por um tempo”, diz Dunning. "Suas capacidades e sensibilidades começam a se dissipar. Alguém na equipe então assume o papel de engenheiro de dados e uma espécie de cientista de dados de baixo orçamento. O cientista de dados real integrado na equipe então segue em frente. É uma situação fluida".

          Como construir uma equipe DataOps


          A maioria das empresas baseadas em DevOps já tem o núcleo de uma equipe DataOps disponível, diz Friedman. Depois de identificar os projetos que precisam de desenvolvimento intensivo em dados, eles precisam apenas adicionar à equipe alguém com treinamento em dados. Essa pessoa pode até ser um engenheiro de dados, em vez de um cientista de dados completo.


          Frequentemente, as equipes serão formadas por indivíduos com conjuntos de habilidades sobrepostos ou os indivíduos podem assumir várias funções em uma equipe de DataOps, dependendo da experiência.


          "Em projetos de grande escala, uma função particular do DataOps pode ser preenchida por mais de uma pessoa, mas também é comum que algumas pessoas cubram mais de uma função", escrevem Dunning e Friedman em seu livro. "Habilidades de operações e engenharia de software podem se sobrepor; membros da equipe com experiência em engenharia de software também podem ser qualificados como engenheiros de dados.


          Frequentemente, os cientistas de dados têm habilidades de engenharia de dados. É raro, entretanto, ver a sobreposição entre ciência de dados e operações".


          De acordo com Goetz da Forrester, algumas das principais áreas de especialização em equipes de DataOps incluem:

          Bancos de dados
          Integração
          Dados para processar orquestração
          Implantação de política de dados
          Integração de dados e modelo
          Segurança de dados e controles de privacidade


          Independentemente da composição, as equipes de DataOps devem compartilhar um objetivo comum: as necessidades baseadas em dados dos serviços aos quais dão suporte.

          “Com equipes de engenharia, bons engenheiros, o que você precisa fazer é definir bem as metas”, diz Dunning. "Uma vez que existe um objetivo comum, resolver um problema, a equipe se organiza com frequência para resolver esse problema. A dificuldade surge quando diferentes pessoas veem diferentes aspectos do problema. O pessoal de operações ficará preocupado com a confiabilidade, que você obterá uma resposta dentro de um determinado tempo. O especialista em ciência de dados tende a se concentrar na precisão da resposta. Você já tem uma pequena divergência. Mas se eles estão tentando resolver o mesmo problema e estão dispostos a ceder sobre como é resolvido, acho que é uma estrutura social muito fácil de construir".


          Funções de DataOps

          De acordo com Goetz, os membros da equipe DataOps incluem:
          Especialistas em dados, que oferecem suporte ao cenário de dados e às práticas recomendadas de desenvolvimento;
          Engenheiros de dados, que fornecem suporte ad hoc e de sistema para BI, analytics e aplicativos de negócios;
          Engenheiros de dados principais, que são desenvolvedores que trabalham em produtos e produtos voltados para o cliente

          https://cio.com.br/tendencias/o-que-e-dataops-analytics-colaborativo-e-multifuncional/

          quinta-feira, 19 de novembro de 2020

          A majestade do Corona, por Frederico Otávio

           
              Como pode um ser tão pequeno causar tanto pânico e modificar a rotina do mundo inteiro?
              Como explicar o fenômeno corona vírus? Um ser microscópico, que se espalhou pelo mundo.
              A vida, assim como a conhecemos, é formada por contrastes. Noite, dia; frio, calor; grande, pequeno; mórbido, saudável, etc . . . Essa constante dicotomia nos faz compreender a amplitude da realidade que nos cerca. A necessidade em comparar um e outro nos faz compreender as razões da mãe Natureza, colocando em nosso caminho o auxílio da dor. Essa vilã que sempre flagelou a humanidade, ao lado do prazer, são os principais responsáveis pela manutenção da vida. Não fosse a dor, como estaríamos hoje? Pelo prazer, o ser se alimenta e se reproduz; pela dor, ele se protege.
              Até onde se sabe, a humanidade, desde seu início, convive com agressores provenientes do ambiente. O organismo do ser vivo, seja ele qual for, desenvolve proteções eficazes que garantem a manutenção da vida. São mecanismos que vão evoluindo aos poucos. As coisas vão acontecendo gradativamente porque, sabemos, a Natureza não dá saltos. Por outro lado, ela é sábia. A história mostra que toda convulsão social resulta em progresso coletivo. Não foi assim com as guerras, com os grandes cataclismos?
              Num momento grave pelo qual passa a humanidade, os pássaros continuam pousando nos galhos, trazendo alimento a seus filhotes, sem qualquer afetação. As flores continuam se abrindo, com o sorriso característico de sua generosidade.
          Somente o ser humano está sendo atingido. O pânico e a incerteza tomam conta da humanidade. Haverá um motivo para tanto?
              Os contrastes humanos estão sendo exacerbados. Os solidários estão encontrando campo para exteriorizarem seus sentimentos, idealizando formas originais para ajudar o próximo; ao passo que os egoístas levam suas tendências ao máximo, mediante o esgotamento de recursos médicos de que não necessitam.
          Certamente, no futuro, conheceremos atitudes heroicas que salvaram vidas, ao mesmo tempo em que golpes foram aplicados, explorando a fragilidade alheia. É como se uma lente viesse do mais Alto, ampliando as diferenças, separando o joio do trigo.
              Difícil imaginar um momento como este. Certamente ficará na história. Os dias em que o mundo se recolheu em suas casas. As famílias voltaram a conviver e a se conhecer; ou se descobrir. Radicais mudanças de hábito. Disciplina em todos os sentidos. Os idosos passaram a receber atenção e cuidados especiais, jamais antes vistos. Surgiram necessidades que dinheiro nenhum pode comprar. Ricos e pobres, poderosos e humildes, todos na mesma canoa. A máquina da economia desenfreada cedeu espaço ao recolhimento e à introspecção. Uma boa hora para a humanidade repensar seus procedimentos e valores.
              A sociedade recebeu um forte solavanco que a retirou de sua zona de conforto.
          Não somente na ciência, que procura freneticamente por uma vacina contra o COVID-19, conceitos estão sendo revistos e postos à prova em todas as áreas do conhecimento. Sob certos aspectos, a Natureza que vem sendo frequentemente, imprudentemente, impunemente agredida, aplica alguns golpes em resposta. Até a fé está sendo testada. Em muitos, já está abalada. Todavia, não é o fim do mundo.
              Sinceramente acredito que, a despeito de todos os prognósticos tormentosos, o ser humano, filho de Deus, contraria o curso dos fatos e, desafiando o perigo, ainda que cauteloso, prossegue em seu caminho, sobrevivendo e aprendendo. Quando esse tormento passar, restarão dores e ensinamentos. A sociedade não será a mesma. A competição do século passado cederá a vez para outros comportamentos, tais como o compartilhamento, a tolerância, o respeito e a solidariedade. Uma nova era se descortina.
              Pudesse eu escolher, não haveria vírus. No entanto, não sou sábio e sequer tenho esse poder. Visto ser fato consumado, que os flagelados pela dor e pelo óbito me perdoem, mas no fim das contas, o saldo a favor do ser humano será muito positivo. Só me resta reconhecer a majestosa grandeza desse minúsculo organismo, que se multiplicou para trazer novas lições àqueles que se intitulam humanos e senhores do planeta, mas que tratam a Natureza e seus semelhantes com tão pouca humanidade. Obrigado corona vírus, pelo bem que está fazendo ao mundo!
          Frederico, o Otávio.*

          Publicado originalmente no FaceBook do autor, em 20 de março de 2020.

          * oficial do Exército, da reserva, cientista da eletrônica valvular e ensaísta político. 

          quarta-feira, 15 de julho de 2020

          REPORTAGEM FALSA E TENDENCIOSA, por Major-brigadeiro Jaime Rodrigues Sanchez



          No programa “Novo dia, de hoje, 15 de julho o comentarista Igor Gadelha e o apresentador Rafael Colombo, ao comentarem a reportagem que afirmava ser “o aumento dos gastos com as FFAA acima das pastas da saúde, educação, e agricultura”, forneceram várias informações equivocadas e tendenciosas que, conscientes ou não, trazem constrangimento e induzem ao entendimento de conceitos inverídicos sobre a reestruturação das FFAA aprovada pelo Congresso.
          Os erros listados a seguir demonstram a falta de conhecimento ou de pesquisa dos repórteres e editores sobre a notícia que está sendo veiculada:
          1 - Disse o apresentador: “O raciocínio lógico é que o Presidente da República, por ser egresso das Forças Armadas, e por esse ser um governo recheado de militares, privilegia essa área em detrimento de outras.
          RESPOSTA: A afirmativa do apresentador faz entender que esse é o entendimento do editor da matéria e, consequentemente da CNN. Ela é tendenciosa e falsa.
          Em seguida, o apresentador propõe uma justificativa alternativa, mais próxima da realidade das FFAA, dizendo que “há quem faça um outro tipo de defesa” depreciando essa versão e atribuindo a terceiros.
          2 - Comentarista Igor Gadelha: “O presidente Jair Bolsonaro tem as forças armadas e principalmente o exército como uma das suas principais bases de sustentação”
          RESPOSTA: A base de sustentação do Presidente não está na presença de militares no governo, mas na aprovação do povo que o elegeu, já que, mesmo p pesquisas tendenciosas como as da Datafolha, superam sempre os 30%.
          3 - Comentarista Igor Gadelha: “As Forças Armadas, ao emprestar os seus generais, mesmos da reserva, ajuda o governo a manter essa credibilidade perante o Congresso e a sociedade”.
          RESPOSTA: O Presidente Jair Bolsonaro não levou militares para participar do seu governo em busca de credibilidade junto à sociedade, mas pela confiabilidade, competência e honestidade no desempenho das tarefas que lhe são confiadas.
          4 - Comentarista Igor Gadelha: “Recentemente o Congresso aprovou uma reforma da previdência para os militares... foi aprovado ali o aumento do salário dos generais... Recentemente nós noticiamos também aqui na CNN, que o governo passou a pagar aos oficiais das forças armadas e principalmente do Exército, uma nova gratificação por especialização”.
          RESPOSTA: A reestruturação não resultou em aumento de salário imediato e não foi para os generais, nem principalmente para o exército, como afirmou o comentarista.
          Ela atingiu a todos os militares e, é importante que se diga, houve uma redução de vencimentos em janeiro de 2020, devido ao aumento nas contribuições para a pensão militar, que teve que ser compensada com um abono a ser restituído quando os salários voltarem ao nível anterior ao da sua aprovação, o que não ocorreu até o presente momento. Essa reestruturação vem sendo anunciada e sempre adiada, desde 2001.
          A defasagem salarial dos militares com as demais carreiras do mesmo nível era jocosamente noticiada na imprensa com a comparação entre os salários do piloto de F-5 da FAB e do ascensorista do Congresso Nacional.
          Os reajustes de soldo sempre foram escalonados em 4 anos, de forma a ser consumido pela inflação.
          Durante a gestão de Raul Jungmann à frente do Ministério da Defesa foi reforçada a intenção de reestruturação e, como sempre, postergada por carência de recursos.
          Houve grande expectativa de que a vinda da CNN para o Brasil pudesse trazer seriedade e imparcialidade aos noticiários, em contraponto com o jornalismo rasteiro e subsidiado com verbas públicas da Rede Globo.
          Reportagens como essa de hoje e algumas outras que estão sendo veiculadas por  essa rede de renome internacional poderão jogar por terra a credibilidade da emissora, que passará a ser apenas mais uma no esgoto de informações ao povo brasileiro que se tornou a mídia nacional.
          Essa crítica que dirijo aos senhores, com indignação pela sua inveracidade e intenções tendenciosas, será transmitida a todos os grupos de militares e civis ao meu alcance.
          Major-brigadeiro Jaime Rodrigues Sanchez
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