domingo, 17 de junho de 2018

Governança da Tecnologia da Informação no EB - 2013, por AAC


PROJETO ESTRUTURANTE GOVERNANÇA  DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

1. FINALIDADE

-  Coordenar as atividades relativas ao Projeto Estruturante Governança de Tecnologia da Informação (PEGTI).

2. REFERÊNCIAS        

a. Constituição da República Federativa do Brasil – 1988.
b. Lei nº 8.666, de 21 JUN 93 - Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.
c. Lei nº 9.609, de 19 FEV 98 - Dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador, sua comercialização no País, e dá outras providências.
d. Lei nº 10.520, de 17 JUL 02 - Institui, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos do art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências.
e. Decreto Legislativo nº 373, de 26 SET 13 – Aprova a Estratégia Nacional de Defesa.
f. Decreto Nº 7809, de 20 SET 12 - Conselho Superior de Tecnologia da Informação do Exército (CONTIEx).
g. Decreto nº 7.724, de 16 MAIO 12, e Decreto nº 7.845, de 14 NOV 12 para aplicação da Lei de Acesso à Informação.
h. Diretriz Ministerial nº 0014, de 09 NOV 09 – Integração e Coordenação dos Setores Estratégicos da Defesa.
i. Diretriz do Comandante do Exército Brasileiro – 2011-2014.
j. Sistema de Planejamento do Exército – SIPLEX – 2013.
k. Portaria nº 220-Cmt Ex, de 20 ABR 07 - Estabelece o Sistema de Excelência do Exército Brasileiro (SE-EB), em continuidade ao Programa de Excelência Gerencial (PEG-EB) e dá outras providências.
l. Portaria nº 445-Cmt Ex, de 14 JUN 10 - Aprova a Diretriz Estratégica Organizadora do Sistema de Informação do Exército e dá outras providências.
m. Portaria nº 075-EME, de 10 JUN 10 - Aprova a Diretriz para Implantação do Processo de Transformação do Exército Brasileiro.
n. Portaria nº 129-EME, de 27 AGO 12 – Aprova a Diretriz para Cursos e Estágios em Estabelecimentos de Ensino Civis Nacionais e revoga a Portaria nº 130-EME, de 16 SET 11.
o. Portaria nº 004-Res, de 22 JUL 10 – Aprova a Diretriz de Implantação do Setor Cibernético no EB.
p. Portaria nº 350-Cmt Ex, de 20 Maio 13 – Aprova o Plano Estratégico do Exército 2014.
q. Portaria nº 352-Cmt Ex, de 20 Maio 13 – Aprova o Regulamento do Conselho Superior de Tecnologia da Informação (CONTIEx) (EB10-R-01.009)-1ª Edição- e dá outras providências.
r. Portaria N º 974-Cmt Ex, de 02 OUT 13 – Altera dispositivos do Regulamento do Conselho Superior de Tecnologia da Informação do Exército (CONTIEx) e dá outras providências.
s. Portaria nº 508 - Cmt Ex, de 25 JUN 13 – Instruções Gerais do Ciclo de Vida de Software do Exército Brasileiro – EB10-IG-01.006.
t. Portaria Nº 204-EME, de 08 OUT 13, nomeia os Gerentes de Projetos Estratégicos Estruturantes previstos no PEEx 2013-2016.
u. Portaria Nº 176-EME, de 29 AGO 13, aprova as Normas para gerenciamento de projetos no EB- NEGAPEB.
v. Portaria nº 026-DCT, de 31 MAR 06 – Aprova as Instruções Reguladoras para Emprego Sistêmico da Informática do Exército – IREMSI (IR 13-07).
w. Diretriz de Planejamento e Execução de Logística de Telemática para 2013/2014-DCT, de 08 JUL 13.
x. Instrução Normativa do GSI nº 1, de 13 JUN 08 – Disciplina a gestão da segurança da informação e comunicações na Administração Pública Federal, direta e indireta e dá outras providências.
y. Instrução Normativa MP/SLTI nº 04 (IN 04), de 12 NOV 10, modificada pela IN nº 02, de 14 FEV 12 – Dispõe sobre o processo de contratação de Soluções de Tecnologia da Informação pelos órgãos integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de TI (SISP) do Poder Executivo Federal.
z. Levantamento de Governança de TI 2012 – Glossário - Secretaria de Fiscalização de Tecnologia da Informação.
aa. Associação Brasileira de Normas Técnicas – NBR ISO/IEC 38500 – 2009.
bb. Information Technology Governance Institute. Control Objectives for Information and related Technology (CobiT® 5.0).
cc. Information Technology Infrastructure Library – ITIL v3.
dd. Concepção Estratégica de Tecnologia da Informação – CETI.
ee. Plano Estratégico de Tecnologia da Informação – PETI.

3.                  OBJETIVOS

a.      Alinhar as políticas e as estratégias de gestão de pessoas com as prioridades do Exército em prol de resultados;
b.             Assegurar a utilização eficiente de recursos;
c.              Otimizar a disponibilidade e o desempenho da força de trabalho;
d.             Mitigar riscos;
e.              Auxiliar a tomada de decisão;
f.       Assegurar o cumprimento dos papéis e das responsabilidades e a transparência dos resultados;
g.             Assegurar que a gestão integrada da tecnologia disponível venha a oferecer superioridade da Informação, numa visão “top-down” para o EB.
h.    Orientar o cumprimento das normas relativas ao GSI-PR, TCU, CCIEx, CONTIEx e outros órgãos de controle da APF, relativos à Tecnologia da Informação;
i.               Atualizar e nivelar conhecimentos atinentes à Concepção Estratégica da Tecnologia da Informação do Exército (CETI);
j.     Estabelecer condições para o acompanhamento dos objetivos e das ações estratégicas da Tecnologia da Informação (OETI) do PETI;
k.         Alinhar conhecimentos sobre TI, do nível estratégico institucional até o nível operacional.
l.               Contribuir para o aprimoramento da Governança de TI no EB;
m.           Buscar a melhoria contínua da gestão de TI;
n.           Concorrer para o sucesso do gerenciamento e controle das iniciativas de TI nas OM, a fim de garantir o retorno de investimentos e a adoção de melhorias nos processos organizacionais.

4.                  ASPECTOS RELEVANTES

a.             Objetivo Estratégico do Exército (OEE 7) - Aprimorar a Governança de Tecnologia da Informação

1)  Descrição
-                 É um conjunto de práticas, padrões e relacionamentos estruturados, assumidos por comandantes, chefes, diretores, gestores, técnicos e usuários de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC), com a finalidade de garantir controles efetivos, ampliar os processos de segurança, minimizar os riscos, ampliar o desempenho, otimizar a aplicação de recursos, reduzir os custos, suportar melhores decisões e consequentemente alinhar o uso de TIC às estratégias da Instituição.

2)   Áreas a serem trabalhadas:
-                  A arquitetura de TI proporciona a base técnica necessária para uma estratégia de TI efetiva, que por sua vez é a base da execução de uma estratégia de negócios. Especificamente a arquitetura de TI define os componentes básicos para a construção dos sistemas de informação, especificação da infraestrutura tecnológica necessária para suporte aos negócios e a definição de um caminho para a implementação da estratégia de TI como habilitadora da estratégia definida para os negócios.
-                 Os objetivos de negócio.
-                 As prioridades de investimentos na TI.
-                 As principais capacidades administrativas para gerar benefícios a partir de novas capacidades de TI.
-                 Os papéis e responsabilidades na definição das aplicações.
-                 Princípios para a governança de TI.

3)  Definições indispensáveis à compreensão do papel da TI na Corporação
a) O uso que a organização fará dos ativos de TI criados a partir dos investimentos, produzindo um impacto sobre os negócios. 
b) Arquitetura da TI: consiste em uma visão sobre como a TI estará operacionalizando e potencializando os objetivos estratégicos de negócios. Pode utilizar-se de frameworks consagrados para comunicar e especificar requisitos e capacidades, permitindo documentar os artefatos, segundo determinadas visões.
c) Frameworks para corporativa da TI: o DoDAF (Department of Defense Architecture Framework) consiste em um framework para a arquitetura de TI centralizada em dados (data-centric architecture) adequado às características inerentes de cada missão (militar), proporcionando autonomia e capacidade para a troca de informações. Assim a arquitetura tem por objetivo proporcionar suporte à estratégia GIG (Global Information Grid) que apresenta as características de conexão global, conjunto de informações completo (end-to-end), capacidades e processos associados, possibilitando a coleta, processamento, armazenamento, disseminação e gerenciamento da informação on-demand.

(Memorando de 28 Mai 2009 do Chief Information Officer – David M. Wennergren aos Secretários dos Departamentos Militares.)
4)             Diagnóstico simplificado
-            Existem diversas iniciativas independentes na área da TI que carecem de efetiva coordenação;
-            O SINFOEx cujo objetivo é promover a gestão da informação, com o fim específico de apoiar o processo decisório com oportunidade e efetividade, tem apresentado pouca integração, dificuldade de coordenação e controle dos sistemas componentes, bem como, entre estes e os sistemas do MD e das demais Forças; falta de produção de conhecimento integrado, para suporte aos tomadores de decisão; e grande ocorrência de dados irrelevantes, redundantes e inconsistentes, nos sistemas corporativos.
- Daí ter-se concluído, nos estudos do CONTEC para produção da CETI, que os óbices supramencionados se constituem em oportunidades para executar as seguintes ações:
a) Aprimorar a Governança de TI, visando a assegurar o direcionamento da aplicação dos recursos de TI alinhado ao PEEx.
b) Aperfeiçoar a gestão dos recursos de TI e a regulamentação correspondente.
c) Aperfeiçoar a gestão do pessoal, viabilizando a existência de profissionais capacitados, na quantidade necessária, em todas as áreas de atuação da TI.
d) Desenvolver a capacidade de atuar com qualidade e segurança no espaço cibernético.
e) Prosseguir na implementação do setor cibernético no âmbito da Defesa, de acordo com o estabelecido na Política Cibernética de Defesa.
f) Aperfeiçoar a infraestrutura física e lógica que proporcione qualidade, segurança e redundância no armazenamento e no fluxo das informações.
g) Aprimorar os sistemas corporativos de modo a torná-los ferramentas eficientes, eficazes e confiáveis para a gestão do material e do pessoal do Exército.
h) Aplicar, no que couber, a padronização de aplicativos visando facilitar a gestão, ganho de escala, homogeneização de processos e maior eficiência.
i) Incrementar a produção e a disponibilização de geoinformação básica de interesse do EB.
j) Aperfeiçoar a estrutura de pesquisa e desenvolvimento, visando à atualização e à independência tecnológica.
k) Aumentar a interação das áreas operacional e logística com a área de ciência e tecnologia, durante as fases de pesquisa, desenvolvimento e aplicação das soluções de TI.
l) Implementar a cultura da inovação e da prospecção tecnológica com a expectativa de garantir vantagem estratégica, operacional ou tática, cooperando com a ampliação da eficiência operacional da Força Terrestre.
m) Incrementar o relacionamento institucional com setores especializados em TI das demais Forças Armadas, instituições de ensino, de pesquisa e de fomento, públicas e privadas, no País e no exterior.
n) Elaborar um planejamento administrativo, baseado no PETI, que permita direcionar os esforços para a obtenção dos recursos dentro do orçamento do EB e de outras fontes.

5)   Pretende-se com este objetivo estratégico:
a) implementar, em parceria com outras instituições e órgãos, soluções de TIC que atendam às especificidades da Força, reduzindo ao máximo o número de soluções redundantes;
b) oferecer soluções de TIC adequadas, contribuindo com a gestão integrada do conhecimento nos diversos sistemas;
c) incrementar a interoperabilidade e complementaridade no emprego dos diferentes recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação, a fim de obter níveis elevados de segurança, governança e qualidade da informação e das comunicações;
d) atualizar tecnologicamente o Sistema Comando e Controle do Exército, proporcionando a atuação em rede e uma elevada capacidade de gestão da informação;
e) integrar, com efetividade, os sistemas que compõem o SINFOEx;
f) aprimorar a gestão da informação operacional;
g) tratar dados e informações como um ativo organizacional;
h) dotar redes corporativas com equipamentos para segurança da infraestrutura de TIC;
i) promover a interação com projetos congêneres ou similares em desenvolvimento nas outras Forças, no MD, em nível governamental e também em instituições civis públicas e privadas, na área de SIC;
j) contribuir com o desenvolvimento de sistemas computacionais baseados em computação de alto desempenho; e
k) desenvolver os sistemas integrantes das Funções de Combate para operar em rede.
6)   Fatores críticos de sucesso
a) Efetiva atuação do Conselho Superior de Tecnologia de Informação do Exército (CONTIEx).
b) Efetiva implementação do Plano Estratégico de Tecnologia da Informação (PETI).
c) Existência de ferramentas informatizadas de gestão da informação que assegurem um fluxo de dados/informações atualizados e confiáveis.
d) Existência de um efetivo Sistema de Comando e Controle.
e) Confiabilidade, integração e compartilhamento dos sistemas corporativos.

b.             Estratégias para atingimento do OEE

As Ações Estratégicas estão acrescidas de atividades impostas pelo Planejamento Estratégico, porém não representam restrições ao alinhamento de outras atividades e subatividades visualizadas pelo gerente do projeto e constantes da Estrutura Analítica de Projeto (EAP) que deverão constar dos Planos Básico e de Gestão Setorial. O gerente do projeto é responsável pelas coordenações necessárias, assim como pelos lançamentos do planejamento orçamentário, possível de ser executado no ano considerado, no Sistema de Informações Gerenciais e de Acompanhamento Orçamentário (SIGA) (PEEx 2015-2018)

OEE 6 - APRIMORAR A GOVERNANÇA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃOEstratégias: -Estruturação da autoridade organizacional para gestão estratégica;-Reorganização do Sistema de Informação do Exército (SINFOEx); e-Aperfeiçoamento da Infraestrutura do Sistema de Comando e ControleAções Estratégicas: (omitidas)


1) A Concepção Estratégica de Tecnologia da Informação (CETI) tem por finalidade orientar a elaboração do Plano Estratégico de Tecnologia da Informação (PETI), que irá definir como a Tecnologia da Informação (TI) deve ser estruturada e empregada para o atendimento das necessidades do Exército Brasileiro (EB). AGUARDA PORTARIA DO CMT PARA ENTRAR EM VIGOR

2) O PETI tem a finalidade de orientar a consecução dos Objetivos Estratégicos de Tecnologia da Informação (OETI) definidos na CETI, por meio do estabelecimento das Estratégias de Tecnologia da Informação (ETI), Ações Estratégicas de TI, atividades planejadas e metas para as Organizações Militares do EB, servindo, portanto, para orientar os Planos Diretores de TI dos elementos enquadrados. SERÁ APRESENTADO AO CONTIEX NA RACE DE FEV 2014


c.   Projeto Estruturante Governança de Tecnologia da Informação (PEGTI)

1)   Autoridade Patrocinadora (AP) - Chefe do Estado-Maior do Exército
2)    Gerente -  Cel R1 PTTC Alairto Almeida CALLAI, segundo a Port Nº 204-EME, de 08 OUT 13.
3) O PEGTI está constituído pelas ações executivas e pelos projetos atinentes às estratégias e ações estratégicas supramencionadas, gerenciados de modo coordenado para a obtenção de benefícios e controle que não estariam disponíveis se fossem gerenciados isoladamente.
4)  Importa lembrar que todos órgãos de direção setorial devem exercer um papel de governança sobre seus ativos de informação, além da gestão dos recursos de TI, não somente os citados nas ações estratégicas e executivas (EME, DCT e COTER).
5)   O Anexo “A” discrimina as ações executivas e os projetos candidatos ao patrocínio do EME por meio do PEGTI; o Anexo “B”, os encarregados correspondentes aos projetos, o Anexo “C” os recursos geridos pelas UG de TI (ODS/ODG/OADI) em 2012 e 2013, segundo apurado em Questionário do TCU e o Anexo “D” os encarregados (respondentes) de prestar as informações.


d. Os pilares da governança corporativa contemplam aspectos essenciais da governança de TI: 


A fim de nivelar e atualizar a compreensão sobre os conceitos relacionados ao PEGTI carece a instituição de comitês de TI, a integração entre a TI e as áreas finalísticas, a administração da TI e o processo de tomada de decisão.
1)             Existe forte dependência entre esses aspectos, haja vista que a governança de TI deve estar integrada à governança corporativa. Para tanto, faz-se necessário o entendimento dos seguintes conceitos:
 Governança Corporativa
Sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre acionistas/cotistas, conselho de administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade.
Governança de TI
Capacidade organizacional exercida pela alta direção, gerência de negócios e gerência
de TI para avaliar, dirigir e monitorar o uso da TI para suportar o alcance dos objetivos
organizacionais. Trata-se de um sistema pelo qual o uso futuro e atual da TI é dirigido e
controlado.
Administração de Tecnologia da Informação
Tem como objetivo suprir internamente e de forma efetiva os serviços e produtos de TI e gerenciar as operações de TI. Ou seja, ela está preocupada com o bom funcionamento dos sistemas e das tecnologias que suportam as atividades organizacionais.
Gestão de Tecnologia da Informação
É o conjunto de atividades pelas quais os recursos de TI são gerenciados de acordo as necessidades e prioridades da organização. Seu propósito principal é gerar valor mediante o uso de TI. Para tanto, a gestão de TI realiza muitas funções básicas, tais como organização, coordenação, controle, planejamento e supervisão e também funções únicas para a TI tais como desenvolvimento de software, gerenciamento de serviços, planejamento de redes e suporte técnico.
Recursos de Tecnologia da Informação
São o conjunto de bens e serviços de tecnologia da informação que constituem a infraestrutura tecnológica de suporte automatizado ao ciclo da informação, que envolve as atividades de produção, coleta, tratamento, armazenamento, transmissão, recepção, comunicação e disseminação.
Processo de Tomada de Decisão da TI
Processo que abrange tanto a governança corporativa quanto a governança de TI, pois envolve escolhas sobre aspectos estratégicos, que orientam a organização, e sobre investimentos e priorizações para os projetos e ações de TI, dentre outros aspectos.

2)             O PETI é um instrumento de planejamento e gestão dos recursos e processos de TI, com vistas a orientar o atendimento de necessidades tecnológicas e de informação do EB, durante o período que envolve o Processo de Transformação do EB. O PETI deve ser a base para a elaboração do Plano de Trabalho Anual de Tecnologia da Informação do Exército e dos Planos Diretores de Tecnologia da Informação (PDTI) do EME, dos ODS, dos Cmdo Mil A e dos OADI. Estes Órgãos e G Cmdo devem orientar a elaboração e verificar a execução dos PDTI das suas OM subordinadas.
3)             Recursos 4450 são de responsabilidade do EME e destinados ao PEGTI, enquanto outros projetos setoriais contendo TI no escopo, desenvolvidos com recursos finalísticos dos ODS (por meio da rubrica 20XE, p.ex.), podem ser candidatos ao patrocínio do EME e receber recursos adicionais;
4)             Acesso - ...;
5)             Autenticidade - qualidade da informação que tenha sido produzida, expedida, recebida ou modificada por determinado indivíduo, equipamento ou sistema (EGTI); é a garantia de que o conteúdo da informação seja verdadeiro, como também a fonte geradora da informação e o seu destinatário sejam realmente quem alegam ser (IG 20-19);
6)             Disponibilidade - qualidade da informação que pode ser conhecida e utilizada por indivíduos, equipamentos ou sistemas autorizados (EGTI);  é a garantia de que o conteúdo da informação estará disponível para quem tiver autorização para emprego, sempre que houver necessidade de acesso (IG 20-19);
7)             Integridade qualidade da informação não modificada, inclusive quanto à origem, trânsito e destino (EGTI);  é a garantia de que o conteúdo original da informação não foi modificado indevidamente por elemento humano ou qualquer outro processo (IG 20-19);
8)             Gestão de documentos - ...;
9)             Gestor de segurança e credenciamento - ...;
10)         Informação - dados, processados ou não, que podem ser utilizados para produção e transmissão de conhecimento, contidos em qualquer meio, suporte ou formato;
11)         Informação sigilosa: aquela submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado;
12)         Tratamento da informação: conjunto de ações referentes à produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transporte, transmissão, distribuição, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação, destinação ou controle da informação; 
13)         Necessidade de conhecer - ...
14)         Cabe frisar que governança e gestão não são sinônimas, embora sejam complementares e interdependentes. Governança refere-se à definição do que deve ser executado (direção), e gestão refere-se à forma como se executa. EGTI
15)         Sobre o Questionário do TCU, “o resultado da avaliação revelou que os respondentes apresentaram baixa capacidade em quase todos os componentes do modelo de avaliação utilizado neste levantamento. Há significativas deficiências nos sistemas de governança e gestão de pessoas da maioria das organizações avaliadas, o que certamente está comprometendo a capacidade delas de gerar resultados e benefícios para a sociedade, além de expô-las a riscos relevantes. A fim de induzir melhoria da situação encontrada, o TCU proferiu o Acórdão 3.023/2013-Plenário, na sessão do dia 13/11/2013, recomendando a adoção de medidas para promover maior comprometimento da alta administração com a eficiência, efetividade e transparência da gestão de pessoas, de sorte que o esforço laborativo de cada organização possa ser mais bem alocado para a produção de melhores resultados para a sociedade.” http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/unidades/sefip/perfil_governanca_pessoal).
16)         A Lei 12.527 de 18 de novembro de 2011 institui como princípio fundamental que o acesso à informação pública é a regra, e o sigilo somente a exceção. Para garantir o exercício pleno do direito de acesso previsto na Constituição Federal, a Lei define os mecanismos, prazos e procedimentos para a entrega das informações solicitadas à administração pública pelos cidadãos. Além disso, a Lei determina que os órgãos e entidades públicas devam divulgar um rol mínimo de informações proativamente por meio da internet. (http://www.cnpq.br/web/guest/lei-acesso-a-informacao).

e.              GLOSSÁRIO - Sigla / Descrição

-                     COBIT- Control Objectives for Information and related Technology
-                     CONTIEx- Conselho Superior de Tecnologia da Informação do Exército
-                     CONTEC- Comitê Técnico de Tecnologia da Informação
-                     e-PING- Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico
-                     EGTI- Estratégia Geral de Tecnologia da Informação do SISP
-                     IN- Instrução Normativa
-                     PDTI- Plano Diretor de Tecnologia da Informação
-                     PETI- Plano Estratégico de Tecnologia da Informação
-              SISP- Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação
-                     SLTI- Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação
-                     TCU- Tribunal de Contas da União
-                     TI- Tecnologia da Informação

5.                  CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO

 a.             A relação com a AP poderá ser feita por meio dos gerentes dos subprojetos, que serão as pessoas que irão:

1)             atribuir prioridade na distribuição dos recursos;
2)             prestar orientação aos projetos;
3)             monitorar e acompanhar os projetos.

b.             Cabe ao gerente do PEGTI:

1)             alinhar os projetos com a estratégia organizacional;
2)             manter a visibilidade de todas as informações vitais dos projetos;
3)             facilitar a comunicação estratégica; e
4)             subsidiar a tomada de decisões estratégicas.

c.              O gerente dos subprojetos poderá ter as seguintes responsabilidades básicas:

1)             designar os integrantes da equipe, caso o escalão superior não o tenha feito, atribuindo-lhes responsabilidades específicas para a execução do projeto;
2)             solicitar formalmente a outras organizações envolvidas no projeto a indicação de representantes que passarão a compor a equipe do projeto;
3)             elaborar a Declaração de Escopo do Projeto, submetendo-a à aprovação da AP, no sentido de verificar o seu alinhamento com os objetivos que nortearam os motivos da implantação, e ajustar-se aos recursos disponíveis;
4)             elaborar o Plano do Projeto e os anexos julgados necessários, submetendo-os à aprovação da AP;
5)             realizar as ligações com os diversos órgãos participantes do projeto;
6)             realizar reuniões de coordenação com o supervisor e com a equipe do projeto;
7)             definir o fluxo de informações necessárias ao andamento do projeto (gerenciamento de comunicações) e os indicadores de avaliação (eficiência, eficácia e efetividade do projeto);
8)             coordenar e controlar todas as atividades referentes ao projeto, inteirando-se mesmo daquelas que são conduzidas por outros órgãos;
9)             promover a cooperação entre os órgãos participantes, por intermédio dos representantes dos mesmos;
10)         registrar no SIGA até Abril do Ano A-1 a necessidade de recursos financeiros de seu subprojeto;
11)         realizar o acompanhamento físico-financeiro da implantação do projeto;
12)         promover a avaliação do projeto, por meio de indicadores de eficiência, eficácia e efetividade do empreendimento;
13)         caso necessário, propor o aperfeiçoamento do projeto à autoridade que determinou a sua implantação;
14)         prestar contas periodicamente à autoridade que determinou a implantação do projeto, por intermédio do canal de comando, mediante a emissão do Relatório de Situação do Projeto; e
15)         delegar competência ao supervisor, se for o caso.

d.             O gerente do projeto poderá ter, ainda, as seguintes atribuições:

1)             Cooperar no aperfeiçoamento dos Sistemas Corporativos do Exército.
2)             Propiciar a implantação da Gestão da Informação Operacional.
3)     Adotar o Cobit 5.0 para obtenção de indicadores de desempenho institucionais que possibilitem a estimativa do grau de maturidade dos sistemas corporativos e dos sistemas de TI empregados:
a)             nos softwares aplicativos (CMMI),
b)            nos serviços disponibilizados pela EBNet (ITIL v3),
c)             na segurança da informação (ISO 27.001 / 2),
d)            nos projetos (PMBOK),
e)             nos processos (BiZagi/AURA PORTAL),
f)             nas contratações (IN 04/10),
g)            nas aquisições (SIGA),
h)            na qualidade (SE EB e BSC) e
i)              no planejamento (SIPLEX).

6.                  ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES

a.             EME

1)             Zelar pela documentação dos projetos, expedindo e cobrando Diretriz de Iniciação, Estudo de Viabilidade, Diretriz de Implantação e Estrutura Analítica dos Projetos (contendo dicionarização, faseamento e Gantt).
2)             Disponibilizar aos gerentes uma ferramenta que facilite ao acompanhamento da execução físico-financeira dos subprojetos, do tipo BRAIMSTORMWEB/JAGUAR.
3)             Coordenar o cumprimento das normas relativas ao acesso à informação, de forma eficiente e adequada aos objetivos da LAI.
4)             Monitorar a implementação do disposto na LAI e apresentar relatórios periódicos sobre seu cumprimento, DEVENDO recomendar as medidas indispensáveis à implementação e ao aperfeiçoamento das normas e procedimentos necessários ao correto cumprimento do disposto na LAI. a Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011) estabelece que as informações de interesse coletivo ou geral deverão ser divulgadas pelos órgãos públicos, espontânea e proativamente, independente de solicitações, veio a constituir-se em um importante passo para a consolidação do regime democrático brasileiro e para o fortalecimento das ações de transparência pública no Exército.
5)             Orientar os órgãos do Exército no que se refere ao cumprimento do disposto na LAI e seus regulamentos.

b.             DCT

1)             Orientar as OM subordinadas, coordenando o desenvolvimento das ações decorrentes da presente Nota de Coordenação.
2)             Observar o normatizado para o funcionamento do SIC-EB.
3)             Revisar e adequar, se for o caso, sistemas, instruções e normas, em sua esfera de competência, até 30 JAN 14, mantendo informado o EME.

c.              COTER

1)             Estudar e informar ao EME, até 30 JAN 14, a possibilidade de normatizar o tratamento de informações referentes a projetos de pesquisa e desenvolvimento científicos ou tecnológicos no âmbito do Exército.
2)             Estudar e propor normas para concessão de credencial de segurança para pessoas jurídicas relacionadas à projetos de pesquisa e desenvolvimento científicos ou tecnológicos e à produção de material de emprego militar, até 30 JAN 14.
3)             Revisar e alterar, se for o caso, instruções e normas relativas à informação pessoal, adequando-as ao descrito na LAI e em seus regulamentos.
4)             Estudar e informar ao EME, até 30 JAN 14, a possibilidade de normatizar o tratamento de informação pessoal no âmbito do Exército.
5)             Gerir o funcionamento do SIC-EB.
6)             Revisar as Instruções Gerais para Avaliação e Controle de Documentos Sigilosos do Exército (IG 10-16), Instruções Gerais para a Salvaguarda de Assuntos Sigilosos (IG 10-51), Normas para Concessão de Credencial de Segurança e outras instruções e normas relativas à gestão de documentos sigilosos e de documentos de Inteligência, adequando-as ao descrito na LAI e em seus regulamentos, até 30 JAN 14.
7)             Por intermédio da CPADS:
a)             elaborar e emitir recomendações para as SCPADS no que tange ao estabelecido na LAI, nos seus regulamentos e no item 7 desta Nota de Coordenação, até 30 JAN 14; e
b)             acompanhar o cumprimento das metas e produtos prescritos no Anexo “A” desta Nota de Coordenação, informando ao EME os resultados obtidos, até 72 (setenta e duas) horas após o vencimento dos prazos estabelecidos;
c)             revisar as Instruções Gerais para a Avaliação de Documentos do Exército (IG 11-03) e outras instruções e normas relativas à gestão de documentos ostensivos, adequando-as ao descrito na LAI e em seus regulamentos, até 17 MAR 14.


ANEXOS (omitidos)
A – PROJETOS E AÇÕES EXECUTIVAS CANDIDATOS AO PEGTI
B – ENCARREGADOS DE PROJETOS E AÇÕES EXECUTIVAS CANDIDATOS AO PEGTI
C – RECURSOS APLICADOS NAS UG DO MAIS ALTO ESCALÃO DO EXÉRCITO
D – PESSOAL ENCARREGADO DA TI RESPONDENTES AO TCU

Alairto Almeida Callai é coronel de Comunicações (1980). Deixou a gerência do Projeto por ter sido contratado pela Fundação Trompowsky para o Programa Estratégico PROTEGER em Jan 2014. O PEGTI não foi publicado e a mudança na SIPLEX descontinuou os projetos estruturantes. Publicação correlata ao assunto:

http://www.bookess.com/read/30021-alinhamento-da-ti-a-estrategia-do-eb-sob-enfoque-da-si/


sábado, 16 de junho de 2018

ESTUDO DE ESTADO-MAIOR Nº 02, por AAC



ESTUDO DE ESTADO-MAIOR Nº 02 – Consultor Militar, DE 22 DE OUTUBRO DE 2011

  1. ASSUNTO – Proteção da Infraestrutura Crítica do país entre os serviços prestados pela Brigada Braço Forte, projeto do CCOMGEx/DCT a ser contratado ao Instituto CESAR.
  2. PROBLEMA – A decisão do Estado-Maior do Exército (EME) de influir no desenvolvimento do Projeto Brigada Braço Forte (BBF), provocou mudança no escopo do projeto ao propor que se visualizasse a Proteção da Infraestrutura Crítica (PIC), para todas brigadas da Força Terrestre (FTer). O curto espaço de tempo até a Copa das Confederações – 2013 e Copa do Mundo de Futebol – 2014, quando se anteveem o emprego da tropa nas atividades de segurança e de comando e controle (C²) dos eventos e, ainda, na garantia da lei e da ordem (GLO), sugere que a FTer tome providências imediatas, o que deixaria de acontecer, caso o início dos trabalhos fosse postergado. Ao DCT cabe estudar as causas do problema e formalizar linhas de ação que viabilizem o serviço pela equipe do Instituto CESAR, com, ou sem, a necessidade de contratação de um novo objeto.
  3. RESUMO
  • a. Origem - o EME solicitou, por intermédio do Sr Cel IASBECH, assessor da Vice-Chefia, que a PIC nacional fosse incluída no escopo do Projeto BBF, de forma a atender a intenção do Comandante do Exército, que encontrou apoio do MD e da Presidência da República neste mister, possivelmente, para tornar a PIC em fonte de recursos duradoura, e não episódica, pois o EME já possui a Equipe 2014 trabalhando na fase do Planejamento e Estruturação da Copa do Mundo, o que representaria uma redundância perceptível no MPOG, desfavorável ao sistema EB. 
  • b. Processamento - o CCOMGEx não viu empecilho dessa “suposta” expansão na forma de trabalho do Instituto CESAR para superar o óbice, uma vez que o Projeto BBF é fruto de processo discricionário deste Grande Comando que obteve permissão para dispensar o certame licitatório. Por outro lado, a diretoria de negócios do CESAR, não compreendendo que a PIC estava já contemplada na missão da BBF, sinaliza recusar a proposta de contrato que seria assinado, a partir de 25 de Outubro próximo, por considerar aumento no escopo. Urge esclarecer-se ao contratado que a BBF já se encarregaria da segurança física da Infraestrutura Crítica (IC) em sua área de influência e que as redes de computadores dos setores de telecomunicações, energia, água, transportes e finanças são alvos preferenciais para ataques cibernéticos, mas tiveram a responsabilidade pela segurança lógica atribuída a outros órgãos do DCT, não fazendo parte do escopo deste projeto, portanto

    4. REFERÊNCIAS – 
  • Diretriz do Chefe do EME Nr 01, de 14 Mar 2011, AÇÕES DO EXÉRCITO BRASILEIRO EM APOIO À COPA DO MUNDO DE FUTEBOL DE 2014.
  • Ofício nº 2951 – 2ª Sch/Aç Sbs, de 4 Ago 2011, do Sr Subcomandante de Op Ter ao Sr VCh EME, versando sobre necessidades para apoio à Defesa Civil, e contendo anexos os quadros de dotação de material.
  • 5. INFORMAÇÕES –
  • a. Dados Extraídos do Processo – a proposta técnica do CESAR já previa mudanças do escopo do projeto (item 11.), o qual avaliaria o impacto da mudança proposta no cronograma e no custo do serviço, e submetendo à aprovação do Exército novas condições contratuais, para a continuidade dos trabalhos, podendo provocar um Termo Aditivo correspondente.
  • b. Legislação Pertinente – a Lei 8.666 de 21 de Jun de 1993 que regula a dispensa de licitação para a escolha da empresa com expertise em gestão de projetos complexos e inovação tecnológica; a Resolução da CREDEN, de 24 Out 2007, que trata da infraestrutura crítica nacional; a Lei 12.462, de 5 Ago 2011, atribui ao GSI-PR o gerenciamento de crises, a coordenação das atividades de inteligência e a segurança da informação; a END que identifica como de interesse da segurança nacional a estrutura de energia, transportes, água e de telecomunicações, que constituem a infraestrutura considerada crítica; o Manual de Campanha C 100-5, que trata das Operações Militares.
  • c. Outros Dados – há que se considerar que a BBF criaria um modelo de organização para as missões de segurança que seria implantado, inicialmente, naquelas envolvidas nos grandes eventos desportivos (13 brigadas), mas por restrições de recursos financeiros, deixaria as demais brigadas do Exército (DBE) defasadas em equipamentos e na eficácia dos processos de C², influindo diretamente na eficiência operacional da FTer e no moral da tropa, que se veria desmotivada ou dividida entre BBF e DBE. É, também, atribuição do EME assessorar o comandante do Exército, nesse assunto de indubitável importância, cuja captação de recursos extraorçamentários provocará incremento no nível de operacionalidade do Exército;
  • houve substituição na chefia do EME em Abril de 2011, quando o Sr Gen MARIUS foi substituído pelo Sr Gen SILVA E LUNA, após a edição da Diretriz Nr 01, de 14 Mar 2011, propiciando uma possível mudança de rumo e ritmo;
  • o EME levaria, pelo menos, 6 (seis) meses para obter um edital que descrevesse sua necessidade para a PIC e, mesmo que dispensasse o certame licitatório, ter-se-iam transcorridos meses preciosos para a execução de um novo projeto (BBF+PIC);
  • o SISFRON antecipou de forma “botton-less” o trâmite das informações dos sensores aos comandos superiores num regime de carência de recursos de comunicações, pela baixa humanização das fronteiras, especialmente na Região Amazônica. Diversamente, o ambiente operacional da BBF situa-se em centros urbanos, sedes das GU/GCmdo e das agências controladoras das IC (ANEEL, ANATEL, ANA e outras), sugerindo, portanto, uma visão “top-down” passível de integração e padronização de procedimentos;
  • o controle das IC é exercido pelas agências nacionais por meio de redes seguras de computadores, inclusive usando a internet;
  • o Exército foi encarregado do gerenciamento da Defesa Cibernética das Forças Armadas e do MD, tendo criado o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber); e
  • a proteção das redes do Exército é exercida com sucesso pelas Seções de Tratamento de Incidentes de Redes (STIR) dos cinco Centros de Telemática e sete Centros de Telemática de Área (CT-CTA) subordinadas ao CITEx/DCT, que reúne em seu CTIR todas as informações técnicas relevantes e mantém atualizados os procedimentos de C².

  • 6. DISCUSSÃO 
  • a. Análise –
  • 1) As capacidades da Brigada, segundo o Manual de Operações (C 100-5):

No parágrafo 1-1. FINALIDADE a. Este manual apresenta a doutrina básica de operações do Exército Brasileiro e destina-se a orientar o emprego da Força Terrestre (F Ter) no cumprimento de suas missões operacionais. 

A atual organização da Força Terrestre em Brigadas – Grandes Unidades (GU) leves e flexíveis – representa uma evolução importante que possibilita a adoção de uma doutrina militar dinâmica e ajustada às suas necessidades. 

No § 2-20. BRIGADAS DE INFANTARIA observa-se que missão básica das brigadas de infantaria é cerrar sobre o inimigo, a fim de destruí-lo ou capturá-lo, utilizando o fogo, o movimento e o combate aproximado, bem como manter o terreno e controlar áreas, inclusive suas populações e seus recursos.


Nos Sistemas Operacionais do § 2-26, em sua letra f. Mobilidade, contramobilidade e proteção - […] As operações de proteção procuram proteger nossas tropas dos efeitos dos sistemas de armas inimigos e de fenômenos naturais como tempestades, enchentes e extremos de temperatura. Entre outras, compreendem a fortificação de posições, a simulação e dissimulação, a dispersão e as operações de segurança. Na letra g. Logístico – […] Apoia-se no máximo aproveitamento da infraestrutura local e dos meios civis existentes e mobilizáveis.

E no § 2-35. ENGENHARIA, letra b. Missão da Engenharia […] (d) O apoio geral de engenharia engloba as tarefas que – contribuindo ou não para a mobilidade, a contramobilidade e a proteção dos elementos de manobra – proporcionam a infraestrutura necessária para as operações militares, particularmente quanto ao apoio logístico, ao apoio de fogo e ao sistema de comando e controle. São exemplos, entre outros, o estudo técnico-tático do terreno, a produção de cartas e de água tratada, as construções ou reparações de estradas, de instalações logísticas ou de comando, de campos de pouso, de sistemas de abastecimento e de serviços essenciais.

No Princípio de Guerra do OBJETIVO, constante do § 4-2 verifica-se que: d. O Comandante deve compreender a missão e definir claramente seu objetivo, bem como apreciar, à luz deste, cada ação a realizar, e fixar coerentemente as missões dos elementos subordinados.

Na MANOBRA § 4-4 letra b. A finalidade da manobra é dispor os meios de tal maneira que coloque o inimigo em desvantagem relativa e, assim, atingir os resultados que, de outra forma, seriam mais custosos em homens e material.

No § 4-7 dispõe a letra d. Além disso, uma eficiente Unidade de Comando requer: cadeia de comando bem definida, com precisa e nítida divisão de responsabilidades; sistema de comunicações adequado ao exercício do comando, quaisquer que sejam as circunstâncias; doutrina operacional bem compreendida, aceita e praticada pelos comandantes em todos os níveis; e chefes altamente preparados, moral e profissionalmente, capazes de infundir total confiança e entusiasmo a seus subordinados.

Do Princípio da SEGURANÇA (§ 4-8) copiei: a. A Segurança tem por finalidade negar ao inimigo o uso da surpresa, impedir que interfira, de modo decisivo, em nossas operações e restringir-lhe a liberdade de ação nos ataques a pontos sensíveis de nosso território ou às nossas Forças. b. Do exposto, surgem os dois aspectos relevantes que devem ser considerados na aplicação do Princípio da Segurança: (1) É indispensável a obtenção de informações oportunas e precisas sobre o inimigo, não somente para o planejamento de nossas operações, como também para negar-lhe o uso da surpresa. (2) Os planos, a localização das nossas Forças e dos pontos sensíveis em nosso território, assim como todas as atividades relacionadas com as nossas ações devem ser cercados do maior grau de sigilo possível, o que dificultará a intervenção inimiga em nossas operações ou em nosso esforço de guerra.

Em 4-12. GUERRA DE MOVIMENTO (7) Ação em Profundidade (d) Os alvos típicos do combate em profundidade são o sistema de comando e controle inimigo, suas instalações logísticas, meios de apoio de fogo, eixos de suprimento e evacuação, […] No número (9) Risco (a) O risco é inerente à guerra e deve ser aceito pelos comandos de todos os níveis, sempre que o cumprimento da missão o exija ou a transcendência do êxito esperado o justifique. (b) É necessário, entretanto, que o grau de risco que se pretende assumir seja avaliado, em toda a sua extensão, no sentido de que, em caso de insucesso, o comando disponha de alternativas para preservar a integridade da força. (c) Este conceito vincula-se aos princípios de guerra: objetivo e segurança.

No § 4-17 letra a. O poder de combate é a capacidade de combate existente em determinada força, resultante da combinação dos meios físicos à disposição e do valor moral da tropa que a compõe, aliados à liderança do comandante da tropa.

§ 4-23. TERRENO E CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS b. Nos mais altos escalões, é realizado por meio do estudo estratégico de área operacional, desde o tempo de paz, e mantido constantemente atualizado. Esse levantamento constitui a base dos estudos do comandante da FTTOT e traz consigo o estudo geográfico militar da área de operações, que é de particular importância para os comandantes operacionais.

Nas OPERAÇÕES OFENSIVAS § 5-1 a letra c. As operações ofensivas visam ao cumprimento de uma ou mais das seguintes finalidades: (1) Destruir forças inimigas; (2) Conquistar áreas ou pontos importantes do terreno; [...]

Nas OPERAÇÕES DEFENSIVAS § 6-1 copiou-se c. As operações defensivas empregam todos os meios e processos disponíveis para impedir, resistir ou destruir um ataque inimigo. As operações defensivas têm por finalidade: (2) Impedir o acesso do inimigo a determinada área;[...] E na letra i. Em AOC, a adoção de um dispositivo de expectativa pode constituir-se em um fator decisivo de compatibilização entre os meios disponíveis e a área a defender.

Em 6-2. FUNDAMENTOS DAS OPERAÇÕES DEFENSIVAS, letra d. Defesa em todas as direções - […] Quando o terreno permitir, é assegurada a defesa em todas as direções, utilizando-se um processo que permita a economia de meios pela disposição apropriada no terreno dos elementos de defesa e de segurança, e a manutenção de uma reserva, […] Os obstáculos devem ser explorados ao máximo, contribuindo para o fortalecimento da posição defensiva, para proporcionar economia de meios e maior grau de segurança em todas as direções.

No parágrafo 6-4, DEFESA EM POSIÇÃO letra a. Na defesa em posição, uma força procura contrapor-se à força inimiga atacante numa área organizada em largura e profundidade e ocupada, total ou parcialmente, por todos os meios disponíveis, com a finalidade de: (1) Dificultar ou deter a progressão do atacante, em profundidade, impedindo o seu acesso a uma determinada área;

No § 6-7 DEFESA MÓVEL b. A disponibilidade de forças aeromóveis e de meios da Aviação do Exército aumenta a flexibilidade e a presteza da força para reagir às situações táticas.

Em 6-8. DEFESA DE ÁREA a. A defesa de área tem por escopo a manutenção ou o controle de uma determinada região específica, por um determinado período de tempo.

§ 6-12. PLANEJAMENTO a. O desenvolvimento do plano de defesa exige a consideração dos seguintes fatores: (1) Missão; (2) Características da área de operações; (3) Hipóteses de atuação do inimigo terrestre; (4) Poder de combate necessário para a adoção dos graus de resistência adequados às diversas partes da frente a defender;[...] e b. (1) […] Normalmente, um defensor pode selecionar e reconhecer a área a defender, antes de sua organização […]

§ 6-16. DEFESA EM PONTO FORTE a. A missão de estabelecer e defender um ponto forte implica deter, dividir ou desviar a direção de forças inimigas de considerável valor. Normalmente, os pontos fortes são estabelecidos ao longo de vias de acesso de grande valor para o inimigo, devendo apoiar-se em terreno restritivo ao movimento ou em tropas amigas em seus flancos. d. Pela própria natureza de sua missão, os pontos fortes são localizados em terrenos favoráveis ao defensor, como florestas densas, terreno montanhoso, áreas urbanas ou passivas, que não podem ser facilmente desbordadas. AÇÕES DE RECONHECIMENTO, VIGILÂNCIA DE COMBATE E SEGURANÇA § 7-2. a. As ações de reconhecimento, vigilância de combate e segurança estão normalmente presentes em quase todas as operações, sejam elas ofensivas ou defensivas.

§ 7-5 d. A segurança é obtida, efetivamente, pela detecção antecipada de uma ameaça; pelo tempo e espaço suficientes para a manobra, a fim de que a força possa reagir a uma ameaça; e evitando, neutralizando ou destruindo uma ameaça. f. Os graus de segurança proporcionados a uma força são os seguintes: (2) Proteção - É a ação que proporciona segurança a determinada região ou força, pela atuação de elementos no flanco, frente ou retaguarda imediatos, com a finalidade de impedir a observação terrestre, o fogo direto e o ataque de surpresa do inimigo sobre a região ou força protegida.

§ 7-11 f. Devem ser preparados planos para a defesa de áreas e instalações críticas. Deve ser dada prioridade ao emprego das tropas de apoio logístico para a segurança de suas próprias instalações. Uma força de segurança pode ser também disposta em regiões favoráveis, de onde seus elementos possam deslocar-se para bloquear uma ameaça inimiga.

§ 7-20. AÇÕES CONTRA GUERRILHEIROS a. Todas as forças e instalações estão sujeitas à ação de guerrilheiros. Uma segurança local eficaz é essencial na defesa contra esses ataques. Providências especiais são tomadas para: (1) O reconhecimento terrestre e aéreo da área de retaguarda; (2) O patrulhamento agressivo nas áreas de defesa e entre as instalações; (3) O apoio mútuo entre forças vizinhas; (4) A defesa de instalações e zonas críticas. […]

§ 8-8 Elas [as Operações de Assuntos Civis] contribuem para a proteção do pessoal, das instalações e das atividades, com o emprego mínimo de forças de combate, por meio de relações amistosas com as autoridades e populações locais, para reduzir a subversão, a espionagem, a sabotagem e a ação de forças irregulares.

§ 8-10. AÇÃO COMUNITÁRIA b. A força terrestre tem como instrumentos de ação comunitária a cooperação na instrução e na defesa contra calamidades públicas, a ação cívica e social e as atividades de defesa civil.

Daí, depreender-se que a BBF para cumprir sua missão teria, por concepção, que controlar fisicamente os acidentes capitais, as vias de acesso, os pontos sensíveis, a infraestrutura local e os meios civis existentes e mobilizáveis. Invariavelmente, a BBF adotará medidas de proteção da infraestrutura crítica da sua área de responsabilidade baseado no estudo estratégico de área operacional, realizado desde o tempo de paz, pelo Estado-Maior do Comando Militar de Área, especificamente, no intuito de cumprir a sua missão.

  • 2) Da Memória n° 010-A/4-04-SCT, de 2004:

Copiou-se que diversos sistemas de comando e controle da infraestrutura crítica nacional são vulneráveis às operações de guerra cibernética. Entre essas operações, pode-se imaginar como alvos: sistemas de controle de vazão de grandes represas; sistemas de controle de tráfego aéreo; sistemas de controle de tráfego ferroviário ou metroviário; sistemas de controle de redes de telecomunicações; sistemas de controle de distribuição de energia elétrica; sistemas de controle de distribuição de gás ou petróleo; sistemas integrados de transações financeiras (bolsas de valores, câmaras de compensação, …) De acordo com o Diário Oficial da União nº 27, de 11 de fevereiro de 2008, são consideradas infraestruturas críticas as instalações, serviços e bens que, se forem interrompidos ou destruídos, provocarão sério impacto social, econômico e/ou político, aí inclusos os sistemas de telecomunicações, energia, água, transportes e finanças.

Em suma, a ameaça sobre a infraestrutura crítica nacional concentra-se nas redes de computadores, pela maior facilidade de, remotamente, tornarem-se inoperantes estes sistemas, cujos riscos para o atacante de ser aprisionado, ou sofrer retaliação, são mínimos.

2. PRINCIPAIS OBJETIVOS

2.16. […] assegurar e complementar os sistemas de segurança provisionados pelos órgãos de segurança pública, quando necessário, nas regiões críticas e nas sedes de eventos, de forma a coibir ilícitos, controlar e garantir acesso e livre trânsito seguro a autoridades, comitivas, delegações e público nacional e estrangeiro; e [...]

3. DEFESA CIBERNÉTICA

3.1. A Defesa Cibernética é o conjunto de ações defensivas, exploratórias e ofensivas, no contexto de um planejamento militar, realizadas no espaço cibernético, com as finalidades de proteger os sistemas de informação, obter dados para a produção do conhecimento de inteligência e de causar prejuízos ao sistema de informações do oponente.

3.2. No nível Brigada, o apoio de Defesa Cibernética é prestado pela Seção de Gerenciamento, Administração, Operação em Redes e Defesa Cibernética (SGAORDCiber) […]

3.3. Essas estruturas devem ser dotadas de meios, em material e pessoal, para cumprir as seguintes missões:

- identificar e prevenir ameaças cibernéticas. - identificar vulnerabilidades nos sistemas de informação e redes de computadores. - proporcionar respostas adequadas. - embasar decisões por ações ofensivas, se necessário. - adotar as medidas de segurança necessárias para reduzir as vulnerabilidades dos sistemas de TI da Brigada contra ataques cibernéticos e, se for o caso, que permitam seu pronto restabelecimento. - implantar procedimentos, equipamentos e técnicas destinados a bloquear as tentativas de interceptação, interrupção ou violação da informação circundante nos sistemas de informação e redes de computadores. - identificar e analisar códigos maliciosos; - defender sistemas de informação e redes de computadores contra códigos maliciosos (malware) e tentativas de acesso indevido. - explorar sistemas de informação e redes de computadores. - efetuar varreduras, pesquisar e analisar vulnerabilidades existentes em redes (cabeadas e sem fio), sistemas e serviços. - robustecer sistemas operacionais e sistemas de firewall. - empregar recursos criptológicos em sistemas de informação e redes de computadores. - explorar falhas de recursos criptológicos usados em sistemas de informação e redes de computadores. - realizar procedimentos técnicos de perícia computacional. - prover assessoramento técnico, inclusive emitindo pareceres sobre segurança da informação e comunicações.

Fica, portanto, a defesa cibernética encarregada de produzir segurança aos sistemas de informações e às redes de computadores, de forma sistemática e eficaz também nas regiões críticas, baseado nas vulnerabilidades das redes a serem protegidas e nas possibilidades da ameaça.


  • 3) A proposta do Manual de C² em produção no EME aponta que os sistemas de comunicações deverão possuir as seguintes características:

- possibilitar a integração com os meios de telecomunicações das Forças Singulares e civis (públicos e privados); - ter capacidade de interligar-se aos demais sistemas de comunicações, táticos ou estratégicos, utilizados pelo Exército; - possuir mobilidade e proteção compatível com o escalão e a natureza da tropa apoiada; - possibilitar a transmissão de dados, voz e, quando dotado de equipamentos especiais, de imagens; - ter capacidade de constituir redes de computadores e banco de dados nos diversos escalões de comando; - possibilitar que as redes de computadores e bancos de dados sejam os mais redundantes possíveis.

Então, transparece que se deve buscar a integração entre sistemas civis e militares e, ainda, a redundância das redes, tudo com o objetivo de continuidade na prestação dos serviços que propiciem o comando e controle da Brigada.

  • 4) Segundo a Seção de Tratamento de Incidentes de Redes (STIR) do 5º CTA os recursos têm sido alocados de acordo com as seguintes prioridades, em ordem decrescente:

a) Ameaças para a segurança física de seres humanos.

b) Ataques a nível de root ou de sistema a algum sistema de informação de gerência (MIS ou sistema crítico) ou qualquer parte da infraestrutura de rede ou backbone.

c) Ataques a nível de root ou de sistema a qualquer máquina que hospede serviço público de grande importância, seja ela multiusuário ou de sistema dedicado.

d) Comprometimento de contas de serviços restritos ou confidenciais ou instalação de software, em particular aqueles usados por sistemas de informação de gerência contendo informações confidenciais ou aqueles usados para administração de sistemas.

e) Ataques de negação de serviço a qualquer dos sistemas descritos acima.

f) Qualquer dos acima listados em outros sítios, quando originados no 5º CTA ou OM apoiadas.

g) Qualquer tipo de ataque de larga escala, como sniffing, engenharia social em IRC, quebra de senhas, etc.

h) Ameaças, assédio, e outros tipos de crimes ofensivos envolvendo contas pessoais de usuários.

i) Comprometimento de contas de usuários em sistemas multiusuário.

j) Comprometimento de sistemas de desktop.

k) Fraudes e falsidade, e outras violações das normas e regras locais como mensagens de news e e-mail forjadas, uso não autorizado de bots de IRC.

l) Negação de serviço em contas individuais de usuário como mailbombing.

É notória a vulnerabilidade dos sistemas informatizados, pela gama de opções de ataque conhecidos, mas a prioridade de emprego dos recursos continua na segurança física das pessoas e instalações, confirmando que se deve visualizar uma proteção virtual pela Defesa Cibernética e outra física, missão comum das Brigadas, aí inclusa a BBF.


  • 5) Mudanças no Escopo do Projeto (da proposta técnica do CESAR)

“Sempre que for necessária a introdução de alterações em relação às informações descritas neste documento, durante a execução do projeto, os seguintes passos devem ser seguidos: toda solicitação de mudança proveniente do Exército Brasileiro deverá ser documentada por este e enviada ao Gerente do Projeto C.E.S.A.R.; um documento contendo a descrição da solicitação de mudança deve ser assinado pelos Gerentes de Projeto do C.E.S.A.R. e do Exército Brasileiro, formalizando assim a solicitação; o C.E.S.A.R. avaliará o impacto da mudança no cronograma e no custo do serviço e submeterá à aprovação do Exército Brasileiro as novas condições contratuais para a continuidade dos trabalhos. Uma vez aprovadas, será elaborado o Termo Aditivo correspondente; o C.E.S.A.R. iniciará a execução da mudança no caso de não haver impacto no cronograma e no custo do projeto sendo executado.”

Ficou expresso, claramente, na proposta técnica apresentada, que mudanças no escopo não se constituem em óbice para o CESAR, bastando ao CCOMGEx negociar um Termo Aditivo, se for o caso.


  • 6) As estruturas de C² foram essenciais ao sucesso do evento (An “D” - Síntese das Lições Aprendidas pelas FA da ÁFRICA DO SUL na Copa do Mundo de 2010 - à Dtz Ch EME Nr 01, de 14 Mar 11, item 6.d.).
  • 7) As ações foram orientadas pela Inteligência (An “D” - Síntese das Lições Aprendidas pelas FA da ÁFRICA DO SUL na Copa do Mundo de 2010 - à Dtz Ch EME Nr 01, de 14 Mar 11, item 7. e.).
  • 8) Durante o planejamento, houve a interferência de muitas autoridades nos trabalhos (An “D” - Síntese das Lições Aprendidas pelas FA da ÁFRICA DO SUL na Copa do Mundo de 2010 - à Dtz Ch EME Nr 01, de 14 Mar 11, item 8. c.). O Of Nr 2951-2ªSCh/Aç Sbs, U, de 4 Ago 11, do Subcomandante do COTER ao VCh EME, solicita R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) em equipamentos para a Defesa Civil.
  • 9) O EME ganha um mote para conseguir recursos até 2033 com a PIC e economiza tempo de Projeto para confecção de Termo de Referência e minuta de contrato para deixar a FTer ECD atuar nos grandes eventos desportivos, na Defesa Civil e na GLO, compartilhando a responsabilidade pela PIC com a Defesa Cibernética.
  • 10) É objetivo da Diretriz do Chefe do EME Nr 01, de 14 Mar 11, “Harmonizar as ações a serem realizadas no apoio à Copa do Mundo de 2014 com a condução do Processo de Transformação do Exército Brasileiro” e “Contribuir com profissionalismo e a competência peculiares ao EB, para o prestígio do BRASIL no cenário mundial.”


Verifica-se que o problema da assinatura do contrato com o CESAR tem o fulcro no entendimento da missão atribuída à BBF. A segurança das instalações dos provedores de serviços essenciais receberão os cuidados para manutenção de sua integridade física por elementos da BBF. Por sua vez, os ataques às redes de computadores serão enfrentados por sistemas de Defesa Cibernética, sob a coordenação do CDCiber. A previsão de apenas uma visita aos C Mil A na proposta técnica do Projeto denota possível subvalorização deste reconhecimento local. A inclusão de uma “suposta” nova necessidade de Proteção à Infraestrutura Crítica do país, ensejaria ampliar-se a área de interesse para todo o território nacional e o acréscimo de 11 (onze) Brigadas no escopo. Cabe ao COTER ligar-se ao EME para expandir o modelo de Brigada da BBF para as DBE, usando os recursos orçamentários do EB. O CESAR conseguirá interpretar que o objeto da BBF é um modelo de Brigada com sistema de C² flexível e versátil para o Exército, que possua as capacidades desejáveis à atuação em diversos cenários. Falta ainda uma forma de abrir ao EME a possibilidade de incluir o apelo da PIC na BBF para garantir recursos junto ao executivo nacional.


  • b. Possíveis Soluções –

  • 1) ALFA - o CCOMGEx prossegue na contratação do serviço do CESAR com o ritmo previsto, deixando os encargos da PIC não abrangidos pela BBF a critério dos C Mil A;
  • 2) BRAVO - iniciar-se um novo processo de chamamento público pelo CCOMGEx, aproveitando a experiência adquirida com o processo desenvolvido para a BBF;
  • 3) CHARLIE - apoiar-se novo processo de chamamento público pelo EME, especificando-se detalhadamente a ameaça às IC nacionais.

  • c. Comparação das Possíveis Soluções – segundo os parâmetros:


Linha de ação               X                    Parâmetro

ECONOMICIDADE

FUNCIONALIDADE

PRAZO

RISCO


ALFA
R$ 9,8 milhões
do escopo da BBF
Boa, abrange todos C Mil A e IC localizadas nos centros urbanos
Excelente, o mais curto possível
Médio, atrelado à qualidade dos reconhecimentos


BRAVO
Possivelmente maior que
10 milhões/novo escopo projeto
Muito boa,  melhorada por identificarem-se as IC isoladas em todas as localidades
Bom, apesar de levar tempo no processo de escolha
Baixo, pelo levantamento apurado das vulnerabilidades


CHARLIE
Possivelmente maior que 
10 milhões/novo escopo projeto
Excelente,  adequada aos interesses do EME pela identificação da ameaça
Ruim, pois levará tempo no processo de escolha
Alto, por inexperiência da equipe na especificação
Eleita
ALFA
CHARLIE
ALFA
BRAVO

sábado, 2 de junho de 2018

Simulação do Comando e Controle com emprego da realidade aumentada no EB


Espaço de problema está relacionado com o tipo de abordagem de C2 a ser aplicada para a solução de determinados problemas.
O espaço de abordagem de C2 é definido por 3 variáveis que posicionam o tipo de abordagem de C2 em função:
1) da alocação dos direitos de decisão;
2) do padrão de interação entre as entidades (trata da forma de encontros: face-a-face ou virtual; conectividade das infoestruturas; e grau de interoperabilidade existente); e
3) da distribuição da informação.
O espaço de problema, por sua vez, também é definido por 3 variáveis.
A taxa de mudanças se refere à velocidade de mudanças em linhas de contato, nos ambientes político, social e econômico e métodos de combate empregados.
O grau de familiaridade se refere à confiança de que a situação enfrentada é bem entendida, seja pela existência de elementos já encontrados em experiências anteriores, seja pelo predição em planejamentos previamente elaborados. Um exemplo clássico se refere à linha Maginot, concebida para um cenário bem conhecido da guerra de trincheiras da I GGM, e a sua ineficiência diante do emprego não-familiar da Blitzkrieg.
A robustez da posição de informação se refere a quanto a tomada de decisão está informada ou desinformada. Dependendo da situação, pouca informação é suficiente para a tomada de decisão e, se ela estiver disponível com precisão e oportunidade, a posição de informação é forte. Por outro lado, se a situação exige grande quantidade de informação para a tomada de decisão e esta não está totalmente disponível, a posição de informação é fraca. Esta variável, então, é afetada diretamente pela qualidade da informação e pela disponibilidade desta para o decisor.
A origem deste slide é o CCRP (Programa de Pesquisa em Comando e Controle), cuja criação se deveu ao fato de, apesar do superior aparato tecnológico norteamericano, vários fracassos operacionais foram acumulados ao longo dos anos e o DoD decidiu criar o grupo de pesquisa para tentar entender as causas e propor soluções para estas.

O Exército, até 2022, estará totalmente inserido na era do conhecimento (informação/incerteza), onde o espaço de batalha é não linear, ocorrem ações simultâneas em todo o espectro de operações, opera em um ambiente informacional (C4IVR), as operações de informação permitem a obtenção da Superioridade de Informação, e a Consciência Situacional será um dos principais “ativos” para a tomada de decisão;
(Gen Enzo – Diretriz para a Elaboração da Concepção Estratégica do Exército – Seção 5.d.2)


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Estudo sobre Portais Públicos como fontes confiáveis para emprego em Inteligência de Fontes Abertas- Eduardo Moresi


Sistemas de Informação: Prestadores Operações de DOU, ComprasNet, Informação de Serviço Portal da Transparência. Internet Indústria Redes Outras Sociais Fontes Comunicação Organizacional Planejamento de Op Info Projeto: Operações de Inteligência de Contra- Informação para apoiar as Fontes Abertas Inteligência prevenção à fraude Estratégia Organização.

Contexto: ◦ O vertiginoso crescimento de informações publicadas na Internet. ◦ O governo tem a possibilidade de relacionar as informações abertas com os seus próprios bancos de dados. ◦ A grande vantagem das fontes abertas é o alto grau de oportunidade e o baixo custo para obtê-las.
Contexto: ◦ A Inteligência de Fontes Abertas é produzida a partir de informações disponíveis livremente, que são coletadas, processadas, analisadas e disseminadas tempestivamente, em formato adequado visando atender as necessidades de inteligência de tomadores de decisão nos diversos níveis organizacionais.

É definida como a inteligência produzida a partir de informações obtidas de forma legal, da observação direta e não clandestina de aspectos políticos, sociais, legais e econômicos da vida interna de outros países ou alvos específicos, do monitoramento da mídia, da aquisição legal de livros e revistas especializadas de caráter técnico-científico, etc.
Novos Produtos Novas Ações dasTecnologias Empresas 80% - 90% de toda a informação é de domínio público Novas Novos Legislações Mercados Mudanças no Mercado.

O grande volume de informações publicadas por diversas fontes, públicas e privadas, aliado ao acesso direto facilitado pela Internet, traz alguns entraves: ◦ a quantidade exagerada e a eventual qualidade duvidosa da informação; ◦ a falta de confiabilidade da fonte; ◦ o uso de medidas ativas de contra-espionagem (desinformação).

O Governo, particularmente, a esfera Federal publica grandes quantidades de informação. Trata-se de informações abertas e confiáveis que podem ser utilizadas para atender uma grande diversidade de necessidades de informação. 
www.ibge.gov.br; www.comprasnet.gov.br; radarcomercial.desenvolvimento.gov.br; www.portaldatransparencia.gov.br; www.senado.gov.br/portal/page/portal/orçamentosenado/SigaBrasil

Conclusão: A revolução da informação ocorrida nos últimos vinte anos resultou em um aumento de publicação de informações em domínio público. Atualmente, a quantidade de fontes abertas de informação para uso da área de inteligência é grande e expande rapidamente. A utilização de fontes abertas traz a vantagem dos custos diretos e indiretos na obtenção de informações. A OSINT pode produzir resultados de alto valor para organizações públicas e privadas.

Trabalhos em andamento: ◦ Robô para coleta e processamento automático de informações sobre compras do Governo Federal publicadas no ComprasNet – Atas de Pregões, Adjudicação, Extratos de Contratos, Editais de Licitação. ◦ Robô para extração e processamento automático de informações publicadas no Diário Oficial da União. ◦ Robô para extração e processamento automático de informações sobre despesas de Órgãos Federais publicadas no Portal da Transparência (Notas de Empenho). ◦ cruzamento de informações publicadas no Diário Oficial da União e ComprasNet.

moresi@ucb.br http://www.del.icio.us/moresihttp://www.slideshare.net/moresi
Estudo sobre Portais Públicos como fontes confiáveis paraemprego em Inteligência de Fontes Abertas Prof Dr Eduardo Moresi Coordenador do Laboratório de Cibernética e Inteligência moresi@ucb.br Dr Gilson Libório Diretor de Informações Estratégicas – SPCI - CGU liborio@cgu.gov.br Prof MSc Wesley Vaz Silva Auditor do TCU wvaz@ucb.br
Ambiente Informacional -Decisões -Políticas Legais -Mídia

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Constituição, por Antonio Delfim Netto na Folha SP

Carta Magna propõe sistema que combina liberdades civis com a mitigação da desigualdade

A Constituição de 1988 incorpora o ideal de uma sociedade civilizada. No seu artigo 3º afirma que: “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

Em síntese, ela propõe um sistema que combina amplas liberdades civis com a mitigação da desigualdade de qualquer natureza.

Define, com clareza, as suas condições iniciais: a saúde e a educação universais, financiadas com os recursos de impostos gerais, porque são direitos sociais que tornam possível a construção da igualdade de oportunidades. Estão longe, portanto, de serem “gratuitas”, como insistem alguns de seus detratores.

Como é evidente, a plena liberdade e a relativa igualdade só podem ser usufruídas pelos cidadãos se eles dispuserem de uma sobrevivência material aceitável, isto é, um aumento da quantidade de bens e serviços postos à sua disposição. Em outras palavras, da produtividade média desses mesmos cidadãos!
De que depende o aumento dessa produtividade? Da inteligência, da capacidade de imaginação e da inventividade do homem.

Pequenos grupos nômades no passado remoto, descobriram, por exemplo, que era possível colher os frutos mais altos de uma árvore com a ajuda de uma escada (um bem de produção) que multiplicava sua produtividade.

A história mostra que o aumento da produtividade do trabalho (ao qual se dá o nome de “desenvolvimento econômico”) depende, basicamente, da quantidade e qualidade dos bens de produção postos à disposição de cada trabalhador com conhecimento e disposição para operá-lo.

Aos novos bens de produção que incorporam novas tecnologias (e imaginação!) chama-se investimento. Logo, para crescer (aumentar a produtividade do trabalho), a sociedade tem que harmonizar o que pretende consumir com o que precisa investir para aumentar o seu estoque de bens de produção.

O que dispõe a mesma Constituição sobre a organização econômica para garantir tal eficiência produtiva?

Está no artigo 173: “Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei”.

Ela privilegia, portanto, a produção pelo setor privado por meio dos mercados.

Antonio Delfim Netto Economista, é ex-ministro da Fazenda (governos Costa e Silva e Médici), ex-deputado federal e professor.https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antoniodelfim/2018/04/constituicao.shtml

terça-feira, 24 de abril de 2018

4 falhas de governança corporativa, da Redação CIO


A falta dessa estrutura sólida de governança pode trazer grandes prejuízos às companhias

Publicada em 16 de abril de 2018 às 08h02
À grosso modo, a Governança Corporativa é o que determina as regras que devem ser aplicadas em seu negócio, formando uma estrutura de trabalho que visa promover melhores práticas administrativas, proporcionando mais agilidade, autonomia e transparência as empresas.

'O objetivo da governança corporativa é contribuir para o desenvolvimento econômico saudável da instituição, facilitando o acesso a recursos e melhorando o desempenho das empresas', afirma o professor e consultor Marcos Assi, Sócio Diretor da Massi Consultoria e Treinamento.

A falta dessa estrutura sólida de governança pode trazer grandes prejuízos às companhias, por isso, é primordial detectar possíveis falhas que possam comprometer o profissionalismo do modelo adotado.

Abaixo, Assi lista algumas falhas que podem ser cometidas em todos os tipos de organizações, independentemente do segmento ou tamanho.

1. Independência do Conselho Administrativo:
Qualquer brecha que comprometa a independência do Conselho Administrativo da empresa, automaticamente é uma falha de governança corporativa.

"O conselho administrativo tem a finalidade de melhorar a qualidade das decisões estratégicas e contribuir na redução de riscos, no entanto, para que ele funcione de forma efetiva é necessário que tenha autonomia para isso. O CEO da empresa fazer parte desse conselho, por exemplo, pode gerar conflitos de interesse, além disso, ainda existem casos que o presidente do conselho determina o que o CEO deve fazer, e isso é preocupante', destaca Assi.

2. Falta de Comunicação:
A comunicação deve ser vista como um elemento-chave nos processos internos das empresas, tendo em vista que, desempenha um papel fundamental e cada vez mais estratégico nas organizações.

Assi ressalta que "a transparência, eficácia e responsabilidade na comunicação ajuda a reduzir os riscos do negócio, pois auxilia os agentes de governança a desempenhar melhor suas funções e ampliar os níveis de confiança entre todos os públicos da empresa".

"Comunicar depois que foi realizado é a grande falha de muitas empresas, devemos avaliar antes de executar, por exemplo, podemos citar operações com impactos contábeis e tributários que não são avaliados previamente e causam danos financeiros por questões de algumas irregularidades não identificadas", complementa o professor.

3. Ausência de efetividade das auditorias independentes:
A ausência de efetividades nos trabalhos das auditorias independentes é uma grande falha na governança corporativa, pois é por meio delas que podemos assegurar a eficiência na aplicação de recursos de maneira imparcial e transparente.

"A realização de auditorias independentes nas organizações é de extrema importância na análise dos controles internos, focando na busca de melhorias contínuas", destaca o Professor.

4. Sistema de Remuneração:
Um dos propósitos da boa governança é facilitar e estimular o desempenho de todos, sendo um dos métodos a criação e manutenção de incentivos que proporcionem a produtividade e eficiência empresarial, quando determinados executivos têm o poder de decidir sobre suas próprias remunerações, por exemplo, é fato de que há problemas na governança da empresa.

"Por isso, a implementação de políticas de remuneração e premiação é de suma importância, e atrelada a necessidade de uma política de sucessão na organização", finaliza Assi.
http://cio.com.br/gestao/2018/04/16/4-falhas-de-governanca-corporativa/

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Segurança cibernética movimenta US$ 5,8 bi no Brasil - Valor Econômico

A explicação, segundo o executivo, é o fato de que a segurança cibernética ganhou relevância estratégica, sendo discutida inclusive nos conselhos. "O assunto já está nos 'boards' e nas agendas dos CIOS", acrescenta. Como consequência, a Cipher ganhou clientes que decidiram ampliar seus investimentos em segurança, como Boticário e Kroton. "Ao mesmo tempo, há mais empresas precisando de certificações para atender regras de governança, risco e conformidade, como os associados da Iata", explica. Segundo Bonucci, em pouco mais de um ano a equipe que atende serviços de governança passou de oito para 16 pessoas e ainda tem cinco vagas abertas. 
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No caso da Bluepex, empresa brasileira que começou a operar em 1989 desenvolvendo um antivírus, os investidores também estão se aproximando, afirma Nilton de Souza, diretor de negócios. Um dos atrativos é o fato de ela estar na lista das "Empresas Estratégicas de Defesa" do Ministério da Defesa, já que fornece o antivírus utilizado pelo Exército. "Para este ano, estamos esperando crescer pelo menos 50% no número de contratos, e outro tanto no faturamento." No ano passado, o faturamento cresceu entre 20 e 25% diz Souza.
[...]
Com foco também em defesa, a Stefanini Rafael tem expectativas altas para os negócios neste ano, afirma o diretor da empresa, Longinus Timochenco: "A empresa vem investindo forte nessa vertical de cibersegurança. E os estudos indicam que o cenário de cibersegurança é cada vez mais estratégico para os negócios". A empresa é uma parceria anunciada em abril de 2016 da Stefanini com a israelense Rafael, para fornecimento de serviços de segurança cibernética e inteligência.

"Nossa estratégia não é agir nos incidentes, mas na prevenção, na inteligência", diz Timochenco. A segurança é voltada para todas as facetas de TI, diz o diretor: usuários, dispositivos, sistemas, aplicações, informações (físicas ou digitais) e infraestrutura. Como complemento, acrescenta, a Stefanini Rafael faz também perícias (forensics na expressão em inglês) em incidentes de segurança digital.
Fonte: VALOR ECONÔMICO - SP