sábado, 2 de junho de 2018

Simulação do Comando e Controle com emprego da realidade aumentada no EB


Espaço de problema está relacionado com o tipo de abordagem de C2 a ser aplicada para a solução de determinados problemas.
O espaço de abordagem de C2 é definido por 3 variáveis que posicionam o tipo de abordagem de C2 em função:
1) da alocação dos direitos de decisão;
2) do padrão de interação entre as entidades (trata da forma de encontros: face-a-face ou virtual; conectividade das infoestruturas; e grau de interoperabilidade existente); e
3) da distribuição da informação.
O espaço de problema, por sua vez, também é definido por 3 variáveis.
A taxa de mudanças se refere à velocidade de mudanças em linhas de contato, nos ambientes político, social e econômico e métodos de combate empregados.
O grau de familiaridade se refere à confiança de que a situação enfrentada é bem entendida, seja pela existência de elementos já encontrados em experiências anteriores, seja pelo predição em planejamentos previamente elaborados. Um exemplo clássico se refere à linha Maginot, concebida para um cenário bem conhecido da guerra de trincheiras da I GGM, e a sua ineficiência diante do emprego não-familiar da Blitzkrieg.
A robustez da posição de informação se refere a quanto a tomada de decisão está informada ou desinformada. Dependendo da situação, pouca informação é suficiente para a tomada de decisão e, se ela estiver disponível com precisão e oportunidade, a posição de informação é forte. Por outro lado, se a situação exige grande quantidade de informação para a tomada de decisão e esta não está totalmente disponível, a posição de informação é fraca. Esta variável, então, é afetada diretamente pela qualidade da informação e pela disponibilidade desta para o decisor.
A origem deste slide é o CCRP (Programa de Pesquisa em Comando e Controle), cuja criação se deveu ao fato de, apesar do superior aparato tecnológico norteamericano, vários fracassos operacionais foram acumulados ao longo dos anos e o DoD decidiu criar o grupo de pesquisa para tentar entender as causas e propor soluções para estas.

O Exército, até 2022, estará totalmente inserido na era do conhecimento (informação/incerteza), onde o espaço de batalha é não linear, ocorrem ações simultâneas em todo o espectro de operações, opera em um ambiente informacional (C4IVR), as operações de informação permitem a obtenção da Superioridade de Informação, e a Consciência Situacional será um dos principais “ativos” para a tomada de decisão;
(Gen Enzo – Diretriz para a Elaboração da Concepção Estratégica do Exército – Seção 5.d.2)


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Estudo sobre Portais Públicos como fontes confiáveis para emprego em Inteligência de Fontes Abertas- Eduardo Moresi


Sistemas de Informação: Prestadores Operações de DOU, ComprasNet, Informação de Serviço Portal da Transparência. Internet Indústria Redes Outras Sociais Fontes Comunicação Organizacional Planejamento de Op Info Projeto: Operações de Inteligência de Contra- Informação para apoiar as Fontes Abertas Inteligência prevenção à fraude Estratégia Organização.

Contexto: ◦ O vertiginoso crescimento de informações publicadas na Internet. ◦ O governo tem a possibilidade de relacionar as informações abertas com os seus próprios bancos de dados. ◦ A grande vantagem das fontes abertas é o alto grau de oportunidade e o baixo custo para obtê-las.
Contexto: ◦ A Inteligência de Fontes Abertas é produzida a partir de informações disponíveis livremente, que são coletadas, processadas, analisadas e disseminadas tempestivamente, em formato adequado visando atender as necessidades de inteligência de tomadores de decisão nos diversos níveis organizacionais.

É definida como a inteligência produzida a partir de informações obtidas de forma legal, da observação direta e não clandestina de aspectos políticos, sociais, legais e econômicos da vida interna de outros países ou alvos específicos, do monitoramento da mídia, da aquisição legal de livros e revistas especializadas de caráter técnico-científico, etc.
Novos Produtos Novas Ações dasTecnologias Empresas 80% - 90% de toda a informação é de domínio público Novas Novos Legislações Mercados Mudanças no Mercado.

O grande volume de informações publicadas por diversas fontes, públicas e privadas, aliado ao acesso direto facilitado pela Internet, traz alguns entraves: ◦ a quantidade exagerada e a eventual qualidade duvidosa da informação; ◦ a falta de confiabilidade da fonte; ◦ o uso de medidas ativas de contra-espionagem (desinformação).

O Governo, particularmente, a esfera Federal publica grandes quantidades de informação. Trata-se de informações abertas e confiáveis que podem ser utilizadas para atender uma grande diversidade de necessidades de informação. 
www.ibge.gov.br; www.comprasnet.gov.br; radarcomercial.desenvolvimento.gov.br; www.portaldatransparencia.gov.br; www.senado.gov.br/portal/page/portal/orçamentosenado/SigaBrasil

Conclusão: A revolução da informação ocorrida nos últimos vinte anos resultou em um aumento de publicação de informações em domínio público. Atualmente, a quantidade de fontes abertas de informação para uso da área de inteligência é grande e expande rapidamente. A utilização de fontes abertas traz a vantagem dos custos diretos e indiretos na obtenção de informações. A OSINT pode produzir resultados de alto valor para organizações públicas e privadas.

Trabalhos em andamento: ◦ Robô para coleta e processamento automático de informações sobre compras do Governo Federal publicadas no ComprasNet – Atas de Pregões, Adjudicação, Extratos de Contratos, Editais de Licitação. ◦ Robô para extração e processamento automático de informações publicadas no Diário Oficial da União. ◦ Robô para extração e processamento automático de informações sobre despesas de Órgãos Federais publicadas no Portal da Transparência (Notas de Empenho). ◦ cruzamento de informações publicadas no Diário Oficial da União e ComprasNet.

moresi@ucb.br http://www.del.icio.us/moresihttp://www.slideshare.net/moresi
Estudo sobre Portais Públicos como fontes confiáveis paraemprego em Inteligência de Fontes Abertas Prof Dr Eduardo Moresi Coordenador do Laboratório de Cibernética e Inteligência moresi@ucb.br Dr Gilson Libório Diretor de Informações Estratégicas – SPCI - CGU liborio@cgu.gov.br Prof MSc Wesley Vaz Silva Auditor do TCU wvaz@ucb.br
Ambiente Informacional -Decisões -Políticas Legais -Mídia

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Constituição, por Antonio Delfim Netto na Folha SP

Carta Magna propõe sistema que combina liberdades civis com a mitigação da desigualdade

A Constituição de 1988 incorpora o ideal de uma sociedade civilizada. No seu artigo 3º afirma que: “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

Em síntese, ela propõe um sistema que combina amplas liberdades civis com a mitigação da desigualdade de qualquer natureza.

Define, com clareza, as suas condições iniciais: a saúde e a educação universais, financiadas com os recursos de impostos gerais, porque são direitos sociais que tornam possível a construção da igualdade de oportunidades. Estão longe, portanto, de serem “gratuitas”, como insistem alguns de seus detratores.

Como é evidente, a plena liberdade e a relativa igualdade só podem ser usufruídas pelos cidadãos se eles dispuserem de uma sobrevivência material aceitável, isto é, um aumento da quantidade de bens e serviços postos à sua disposição. Em outras palavras, da produtividade média desses mesmos cidadãos!
De que depende o aumento dessa produtividade? Da inteligência, da capacidade de imaginação e da inventividade do homem.

Pequenos grupos nômades no passado remoto, descobriram, por exemplo, que era possível colher os frutos mais altos de uma árvore com a ajuda de uma escada (um bem de produção) que multiplicava sua produtividade.

A história mostra que o aumento da produtividade do trabalho (ao qual se dá o nome de “desenvolvimento econômico”) depende, basicamente, da quantidade e qualidade dos bens de produção postos à disposição de cada trabalhador com conhecimento e disposição para operá-lo.

Aos novos bens de produção que incorporam novas tecnologias (e imaginação!) chama-se investimento. Logo, para crescer (aumentar a produtividade do trabalho), a sociedade tem que harmonizar o que pretende consumir com o que precisa investir para aumentar o seu estoque de bens de produção.

O que dispõe a mesma Constituição sobre a organização econômica para garantir tal eficiência produtiva?

Está no artigo 173: “Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei”.

Ela privilegia, portanto, a produção pelo setor privado por meio dos mercados.

Antonio Delfim Netto Economista, é ex-ministro da Fazenda (governos Costa e Silva e Médici), ex-deputado federal e professor.https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antoniodelfim/2018/04/constituicao.shtml

terça-feira, 24 de abril de 2018

4 falhas de governança corporativa, da Redação CIO


A falta dessa estrutura sólida de governança pode trazer grandes prejuízos às companhias

Publicada em 16 de abril de 2018 às 08h02
À grosso modo, a Governança Corporativa é o que determina as regras que devem ser aplicadas em seu negócio, formando uma estrutura de trabalho que visa promover melhores práticas administrativas, proporcionando mais agilidade, autonomia e transparência as empresas.

'O objetivo da governança corporativa é contribuir para o desenvolvimento econômico saudável da instituição, facilitando o acesso a recursos e melhorando o desempenho das empresas', afirma o professor e consultor Marcos Assi, Sócio Diretor da Massi Consultoria e Treinamento.

A falta dessa estrutura sólida de governança pode trazer grandes prejuízos às companhias, por isso, é primordial detectar possíveis falhas que possam comprometer o profissionalismo do modelo adotado.

Abaixo, Assi lista algumas falhas que podem ser cometidas em todos os tipos de organizações, independentemente do segmento ou tamanho.

1. Independência do Conselho Administrativo:
Qualquer brecha que comprometa a independência do Conselho Administrativo da empresa, automaticamente é uma falha de governança corporativa.

"O conselho administrativo tem a finalidade de melhorar a qualidade das decisões estratégicas e contribuir na redução de riscos, no entanto, para que ele funcione de forma efetiva é necessário que tenha autonomia para isso. O CEO da empresa fazer parte desse conselho, por exemplo, pode gerar conflitos de interesse, além disso, ainda existem casos que o presidente do conselho determina o que o CEO deve fazer, e isso é preocupante', destaca Assi.

2. Falta de Comunicação:
A comunicação deve ser vista como um elemento-chave nos processos internos das empresas, tendo em vista que, desempenha um papel fundamental e cada vez mais estratégico nas organizações.

Assi ressalta que "a transparência, eficácia e responsabilidade na comunicação ajuda a reduzir os riscos do negócio, pois auxilia os agentes de governança a desempenhar melhor suas funções e ampliar os níveis de confiança entre todos os públicos da empresa".

"Comunicar depois que foi realizado é a grande falha de muitas empresas, devemos avaliar antes de executar, por exemplo, podemos citar operações com impactos contábeis e tributários que não são avaliados previamente e causam danos financeiros por questões de algumas irregularidades não identificadas", complementa o professor.

3. Ausência de efetividade das auditorias independentes:
A ausência de efetividades nos trabalhos das auditorias independentes é uma grande falha na governança corporativa, pois é por meio delas que podemos assegurar a eficiência na aplicação de recursos de maneira imparcial e transparente.

"A realização de auditorias independentes nas organizações é de extrema importância na análise dos controles internos, focando na busca de melhorias contínuas", destaca o Professor.

4. Sistema de Remuneração:
Um dos propósitos da boa governança é facilitar e estimular o desempenho de todos, sendo um dos métodos a criação e manutenção de incentivos que proporcionem a produtividade e eficiência empresarial, quando determinados executivos têm o poder de decidir sobre suas próprias remunerações, por exemplo, é fato de que há problemas na governança da empresa.

"Por isso, a implementação de políticas de remuneração e premiação é de suma importância, e atrelada a necessidade de uma política de sucessão na organização", finaliza Assi.
http://cio.com.br/gestao/2018/04/16/4-falhas-de-governanca-corporativa/

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Segurança cibernética movimenta US$ 5,8 bi no Brasil - Valor Econômico

A explicação, segundo o executivo, é o fato de que a segurança cibernética ganhou relevância estratégica, sendo discutida inclusive nos conselhos. "O assunto já está nos 'boards' e nas agendas dos CIOS", acrescenta. Como consequência, a Cipher ganhou clientes que decidiram ampliar seus investimentos em segurança, como Boticário e Kroton. "Ao mesmo tempo, há mais empresas precisando de certificações para atender regras de governança, risco e conformidade, como os associados da Iata", explica. Segundo Bonucci, em pouco mais de um ano a equipe que atende serviços de governança passou de oito para 16 pessoas e ainda tem cinco vagas abertas. 
[...]
No caso da Bluepex, empresa brasileira que começou a operar em 1989 desenvolvendo um antivírus, os investidores também estão se aproximando, afirma Nilton de Souza, diretor de negócios. Um dos atrativos é o fato de ela estar na lista das "Empresas Estratégicas de Defesa" do Ministério da Defesa, já que fornece o antivírus utilizado pelo Exército. "Para este ano, estamos esperando crescer pelo menos 50% no número de contratos, e outro tanto no faturamento." No ano passado, o faturamento cresceu entre 20 e 25% diz Souza.
[...]
Com foco também em defesa, a Stefanini Rafael tem expectativas altas para os negócios neste ano, afirma o diretor da empresa, Longinus Timochenco: "A empresa vem investindo forte nessa vertical de cibersegurança. E os estudos indicam que o cenário de cibersegurança é cada vez mais estratégico para os negócios". A empresa é uma parceria anunciada em abril de 2016 da Stefanini com a israelense Rafael, para fornecimento de serviços de segurança cibernética e inteligência.

"Nossa estratégia não é agir nos incidentes, mas na prevenção, na inteligência", diz Timochenco. A segurança é voltada para todas as facetas de TI, diz o diretor: usuários, dispositivos, sistemas, aplicações, informações (físicas ou digitais) e infraestrutura. Como complemento, acrescenta, a Stefanini Rafael faz também perícias (forensics na expressão em inglês) em incidentes de segurança digital.
Fonte: VALOR ECONÔMICO - SP

domingo, 11 de março de 2018

Pentagon Suggests Countering Devastating Cyberattacks With Nuclear Arms



By DAVID E. SANGER and WILLIAM J. BROADJAN. 16, 2018

WASHINGTON - Uma nova estratégia nuclear dos Estados Unidos que foi enviada ao presidente Trump para aprovação permitiria o uso de armas nucleares para responder a uma ampla gama de ataques devastadores, mas não nucleares, sobre a infra-estrutura americana, incluindo o que os funcionários atuais e ex-oficiais descreveram como o tipo mais vulnerável de ataques cibernéticos.

Durante décadas, os presidentes americanos ameaçaram o 'primeiro uso' de armas nucleares contra inimigos em circunstâncias muito limitadas e limitadas, como em resposta ao uso de armas biológicas contra os Estados Unidos. Mas o novo documento é o primeiro a expandir isso para incluir tentativas de destruir infra-estrutura de grande alcance, como a rede elétrica ou as comunicações de um país, que seria mais vulnerável às ciber-armas.

O documento preliminar, intitulado Nuclear Posture Review, foi escrito no Pentágono e está sendo revisado pela Casa Branca. Sua versão final é esperada nas próximas semanas e representa um novo olhar sobre a estratégia nuclear dos Estados Unidos. O rascunho foi publicado pela primeira vez na semana passada pela HuffPost.

Ele chamou a imagem estratégica que enfrenta os Estados Unidos bastante sombrio, citando não só os avanços nucleares russos e chineses, mas os avanços feitos pela Coréia do Norte e, potencialmente, pelo Irã.

'Devemos olhar a realidade nos olhos e ver o mundo como está, não como desejamos que seja', disse o documento preliminar. A nova iniciativa da administração Trump, continuou, 'reage a nossa política nuclear com uma avaliação realista das ameaças que enfrentamos hoje e das incertezas quanto ao futuro ambiente de segurança'.

Continue lendo a história principal The Trump White House Os momentos históricos, os desenvolvimentos de cabeça e a intriga da casa branca. Trump Falsely Reconhece Sua Aprovação entre os negros americanos dobrou JAN 17 Navy procura perseguir oficiais superiores por falhas JAN 16 G.O.P. usar o seguro de saúde infantil como atração por encerrar o encerramento JAN 16 Departamento de Justiça, lutar contra a matança do DACA, pede revisão da Suprema Corte JAN 16 Casa Branca Combata Debate de Imigração Com Estatísticas de Terrorismo JAN 16 Veja mais »

O Pentágono recusou-se a comentar o projeto de avaliação porque o Sr. Trump ainda não o aprovou. A Casa Branca também recusou-se a comentar.

Mas três oficiais do governo sênior atuais e antigos disseram que grandes ataques cibernéticos contra os Estados Unidos e seus interesses seriam incluídos nos tipos de agressão estrangeira que poderiam justificar uma resposta nuclear - embora eles enfatizassem que haveria outras opções mais convencionais para retaliação. Os funcionários falaram sob condição de anonimato porque não estão autorizados a discutir a política proposta.

Gary Samore, que era um dos principais assessores nucleares do presidente Barack Obama, disse que o projeto de estratégia 'repete os elementos essenciais da política declaratória de Obama por palavra' - incluindo a declaração de que os Estados Unidos 'considerariam apenas o uso de armas nucleares'. em circunstâncias extremas para defender os interesses vitais dos Estados Unidos ou seus aliados e parceiros '.

Mas a maior diferença reside em novas redacções sobre o que constitui 'circunstâncias extremas'.

No que diz respeito ao governo da Trump, essas 'circunstâncias podem incluir importantes ataques estratégicos não-nucleares'. Ele disse que poderia incluir 'ataques contra a população ou infra-estrutura civil dos EUA, aliados ou parceiros, e ataques contra forças nucleares norte-americanas ou aliadas, seu comando e controle, ou aviso e capacidade de avaliação de ataque '.

O rascunho não diz explicitamente que um ciberataque incapacitante contra os Estados Unidos seria uma das circunstâncias extremas. Mas os especialistas chamaram de ciberataque uma das formas mais eficientes de paralisar sistemas como a rede elétrica, as redes de celulares e a espinha dorsal da internet sem usar armas nucleares.

'Em 2001, lutamos com a forma de estabelecer a dissuasão para o terrorismo porque os terroristas não têm população ou território para se manter em risco. O Cyber ​​apresenta um dilema semelhante ', disse Kori Schake, um alto funcionário do Departamento de Estado da Segurança Nacional e do Departamento de Estado durante a administração do presidente George W. Bush, que agora é vice-diretor-geral do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos em Londres.

'Então, se o cyber pode causar mau funcionamento físico das principais infraestruturas resultando em mortes', afirmou a Sra. Schake, o Pentágono agora encontrou uma maneira de 'estabelecer uma dinâmica de dissuasão'.

O rascunho de avaliação também cita 'preocupação particular' sobre 'expandir as ameaças no espaço e no ciberespaço' aos sistemas de comando e controle do arsenal nuclear americano que a revisão identifica como um 'legado da Guerra Fria'. Foi o último aviso em um coro crescente de que as redes de resposta nuclear poderiam ser desativadas ou alimentadas com dados falsos em um ataque cibernético.

Até agora, todos os principais adversários dos Estados Unidos - incluindo a Rússia, a China, a Coréia do Norte e o Irã - pararam bem do tipo de ataques cibernéticos que poderiam levar a uma resposta maior e mais violenta.

Os russos colocaram o malware chamado 'Energia Negra' nos sistemas de utilidade americanos, mas nunca tentaram causar um grande apagão. Eles enviaram submarinos de corte de cabo ao longo do caminho das linhas de fibra óptica submarinas que conectam os continentes, mas não os cortaram. A Coréia do Norte atacou empresas como a Sony e usou cibercapéas para causar caos no sistema de saúde britânico, mas nunca diretamente tomadas nos Estados Unidos.

Ainda assim, o documento reconhece que as estratégias americanas, russas e chinesas foram atualizadas nos últimos anos para refletir a realidade de que qualquer conflito começaria com um ataque elétrico no espaço e nos sistemas de comunicação. Durante a administração de Obama, por exemplo, um programa secreto, com o nome de código 'Nitro Zeus', pediu um ciberataque cegador no Irã no caso de as negociações sobre o seu programa nuclear falharem e Washington encontrou-se indo à guerra com Teerã.

Existem outras diferenças com a política de administração de Obama.

O projeto de estratégia abrange a produção americana de uma nova geração de armas nucleares pequenas e de baixo rendimento - algumas das quais estavam em desenvolvimento durante a administração Obama. Alguns especialistas alertam para que tais armas menores podem desfocar a distinção entre armas nucleares e não nucleares e, como resultado, ser mais tentador de usar.

E afirma claramente que a Rússia está testando seu primeiro torpedo nuclear autônomo, que as autoridades americanas acreditam que seria guiado em grande parte pela inteligência artificial para atacar os Estados Unidos, mesmo que as comunicações com Moscou fossem encerradas. Foi o primeiro reconhecimento público de Washington de uma arma tão submarina, cujo protótipo foi inicialmente imaginado na década de 1960 por Andrei Sakharov, o físico que mais tarde se classificou entre os dissidentes mais famosos da União Soviética.

O desenvolvimento do torpedo foi detectado pela administração Obama e foi amplamente discutido em círculos de defesa, mas nunca foi mencionado publicamente pelo Pentágono como uma ameaça futura significativa.

O Sr. Trump raramente criticou publicamente o presidente Vladimir V. Putin da Rússia pelas agressões russas ao redor do mundo. Mas o documento do Pentágono descreve as ações de Moscou tão desestabilizadoras que os Estados Unidos podem ser forçados a reverter o compromisso de Obama de reduzir o papel eo tamanho do arsenal nuclear americano.

A Rússia está adotando 'estratégias e capacidades militares que dependem da escalada nuclear para o sucesso deles', disse o secretário de Defesa, Jim Mattis, em uma introdução ao relatório. 'Esses desenvolvimentos, juntamente com a invasão da Rússia da Criméia e ameaças nucleares contra nossos aliados, marcam o retorno descarado de Moscovo à competição do Grande Poder'.

Na maioria dos casos, o plano de administração de Trump simplesmente avançaria armas nucleares que Obama havia endossado, como uma nova geração de mísseis de cruzeiro nuclear - armas de baixo vôo com asas esquisitas que, quando tiradas de um bombardeiro, abraçam o chão para evite radares inimigos e defesas aéreas.

Mas a estratégia prevê outras novas armas nucleares. O projecto de política exige que o 'desenvolvimento rápido' de um mísseis de cruzeiro seja disparado de submarinos. Obama se retirou dessa classe. Ele também pede o desenvolvimento de uma ogiva de baixo rendimento para mísseis balísticos disparados de submarinos.

É relativamente fácil para os presidentes mudar a política declarativa do país sobre o uso de armas nucleares e bastante difícil para eles remodelar seu arsenal nuclear, o que leva não só grandes somas de dinheiro, mas muitos anos e às vezes décadas de planejamento e implementação.

O preço para uma reforma de 30 anos do arsenal nuclear dos Estados Unidos foi colocado no ano passado em US $ 1,2 trilhão. Os analistas disseram que o plano de administração expandido de Trump levaria a conta muito mais alta, observando que estimativas firmes terão de esperar até que o orçamento federal proposto para o exercício de 2019 seja tornado público.

'Quase tudo sobre esta nova e radical política vai desencadear a linha entre nuclear e convencional', disse Andrew C. Weber, um assistente de secretaria de defesa durante a administração Obama que dirigiu um painel interagências que supervisionou o arsenal nuclear do país.

Se adotado, acrescentou, a nova política 'tornará a guerra nuclear muito mais provável'.

Uma das conclusões mais difíceis do documento envolve a existência de uma nova e mortal classe de torpedos nucleares russos - um míssil subaquático em forma de charuto destinado a ser disparado de um submarino.

Torpedos com armas nucleares eram comuns durante a Guerra Fria, com a União Soviética pioneira nas armas e desenvolvendo-as com mais vigor. Um modelo soviético tinha uma faixa de milhas e uma grande ogiva.

O Sr. Sakharov, um famoso dissidente russo nos anos 1970 e 1980, imaginou um torpedo gigante capaz de viajar várias centenas de milhas e sofrer grandes baixas com uma ogiva milhares de vezes mais poderosa do que a bomba de Hiroshima. Embora sua visão tenha sido rejeitada na época, a nova revisão revela que Moscou ressuscitou uma arma na mesma linha.

O documento o chama de 'um novo torpedo autônomo submarino intercontinental e armado de armas nucleares'. Em um diagrama denominado 'Veículos novos de entrega nuclear sobre a Década passada', ele identifica o torpedo pelo seu nome de código Status-6.

As notícias têm relatado a existência possível de tal arma desde pelo menos 2015, mas a referência do documento parece ser a primeira vez que o governo federal confirmou sua existência. O torpedo de longo alcance com uma ogiva monstruosa aparentemente é destinado a regar regiões costeiras com radioatividade mortal, deixando as cidades inabitáveis.

Tradução livre com auxílio do Google Tradutor.
Publicado em
https://www.nytimes.com/2018/01/16/us/politics/pentagon-nuclear-review-cyberattack-trump.html

sábado, 3 de março de 2018

SISTEMA DE INFORMAÇÃO E DE APOIO À DECISÃO PARA COMANDO E CONTROLE (SIADC²) – CONCEITO DE OPERAÇÕES


3.2               Sistemas de Informação e de Apoio à Decisão no EMCFA e nas Forças Armadas

3.2.1 EMCFA

[...]

  • Barramento de Interoperabilidade de Comando e Controle (INTERC2) pág. 15 do Manual  (MD31-S-04)

As Forças Componentes enviam ao SIPLOM um conjunto de informações, previamente definidas e parametrizadas, que recebe essas informações, processa e as apresenta em uma síntese. Entretanto, o nível atual de interoperabilidade entre o SIPLOM e os SI/SAD das Forças ainda é dependente da atuação de operadores para compartilhar manualmente informações de um sistema para o outro.

Um caminho apontado como solução para esse problema é o compartilhamento de informações por meio do intercâmbio automático de dados entre o SIPLOM, os SI/SAD das Forças Armadas e outros sistemas que venham a colaborar no ciclo decisório. Para esse intercâmbio, foi estabelecido, inicialmente, pelo MD e órgãos de TI das Forças Armadas, que o padrão a ser adotado seria o Joint Consultation, Command and Control Information Exchange Data Model (JC3IEDM)¹, desenvolvido pelo fórum multinacional conhecido como Multilateral Interoperability Program (MIP) e utilizado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com o objetivo de viabilizar a integração entre SI/SAD.

O barramento de Interoperabilidade de Comando e Controle é um middleware de comunicação, em arquitetura orientada a serviço (SOA), que permite essa troca de mensagens entre os SI/SAD das Forças Armadas e o SIPLOM, no nível operacional, particularmente nas Operações Conjuntas  (figura 1). O barramento utiliza o modelo JC3IEDM para o intercâmbio de dados e mensagens do método ADEM² automaticamente entre os sistemas, estando, então, calcado em três vetores basilares: protocolo IP, modelo de dados JC3IEDM e adoção da Arquitetura SOA.

A arquitetura SOA desacopla as partes que se comunicam, permitindo flexibilidade para adaptação a novos requisitos ou integração de novos sistemas. O seu funcionamento eficaz depende da construção de interfaces em cada um desses sistemas, para que eles se comuniquem com o Barramento, enviando e recebendo informações dos serviços disponibilizados.


Fig 1 Interoperabilidade de Sistemas de C²


¹ JC3IEDM é um modelo de intercâmbio de dados e mensagens para tramitação das informações entre sistemas de comando e controle utilizado como padrão pelos países membros da OTAN. 
² Alternate Development and Exchange Method é um método proposto pelo MIP, com base no JC3IEDM, que estabelece um modelo padronizado de tipo de mensagens e dados a serem intercambiados entre sistemas de comando e controle.


O MODELO DE DADOS DA OTAN PARA INTERCÂMBIO DE INFORMAÇÕES DE COMANDO E CONTROLE – CONCEITUAÇÃO, APLICAÇÕES E REFLEXOS PARA O SC2FTER / SISMC2.


Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, como requisito parcial para a obtenção do certificado de Especialização em Política, Estratégia e Administração Militares (CPEAEx).
Orientador: CEL COM JOSÉ CARLOS DOS SANTOS (hoje Gen Div R1)
Brasília - DF 2006


5. CONCLUSÃO

Gerenciar é controlar processos. Para se ter o controle eficaz, há que se aperfeiçoar o processamento dos dados, tornando-os informação útil e inteligência acionável. Este conhecimento servirá de apoio ao processo decisório e ao monitoramento dos indicadores de desempenho da Força Combinada.

As funções de Comando e Controle são executadas por meio de um complexo sistema, envolvendo a gerência de recursos humanos, instalações, equipamentos, normas e processos que possibilitam ao comandante dirigir e controlar sua tropa, tendo em vista o cumprimento da missão que lhe é imposta, em quaisquer circunstâncias, seja na paz ou na guerra, no preparo ou no emprego.

O estudo esteve focado na forma de empregar-se o Multilateral Interoperability Programme - MIP com eficiência para prover interoperabilidade nas Operações Combinadas. Identificou-se o Information Exchange Data Model – IEDM como a forma de extração das informações dos sistemas de C2 dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte usados com sucesso nas Forças Armadas daqueles países. 
Identificaram-se as necessidades dos combatentes e as aplicações dos mecanismos disponíveis para satisfazê-las. Projetou-se, no futuro, os reflexos da adoção sistêmica de uma, e de outra visões, verificando-se a importância do tempo na eficácia dos datalink. [...]

Ficou-se convencido de que os datalink não concorrem com o JC2IEDM, padrão de intercâmbio do MIP empregado pela OTAN, mas são complementares. Logo, o modelo de dados da OTAN é perfeitamente compatível para interoperabilidade entre as Forças Armadas nacionais e deverá coexistir com os datalink dos setores aéreo e aeronaval, usando pontes para reconhecimento mútuo.
A forma mais eficaz de fazer os sistemas de C2 interoperarem com as Forças Componentes, os Comandos Combinados e o Comando Supremo indica ser, indubitavelmente, por meio dos web-service.
As linguagens de web-service (SOAP, WSDL e HTTPS) são as mais apropriadas para o Grupo de Trabalho do Sistema Tático de Enlace de Dados - SISTED prosseguir no desenvolvimento da arquitetura para sua implantação.
Parece ser correta a opção de implementar o SECOS em toda a sua plenitude e potencialidade, uma vez que o Link BR2 poderá ser conectado por todas forças, combinadas, componentes, e Armadas através das Pontes do Centro de Integração Tático - CIT, mesmo operando no modo seguro de CONSEC e TRANSEC.

A Força Terrestre deverá ser dotada de equipamentos SECOS, na prioridade definida pela localização das pontes, segundo os cenários de emprego combinados mais usuais e completos, o que pode se constituir na solução mais econômica para o Ministério da Defesa. [...]
Será imprescindível empregar-se gateway para a interface entre sistemas com diferentes camadas física e lógica dos sistemas legados das FA, tendo como reflexo para a FTer uma imperiosa necessidade em adquirir SECOS para mobiliar as pontes sob sua responsabilidade.
A FTer tem condições, por intermédio da equipe de engenheiros do CDS/CIGE, alavancar o emprego do MIP na parte terrestre do C2 das FCbn, usando o JC2IEDM. Também pode colaborar na integração dos datalink nos CIT, pela experiência acumulada no CTEx na configuração dos Módulos de Telemática do SC2FTer.

O JC3IEDM deve substituir o JC2IEDM na OTAN, a partir de 2008, com a vantagem de incluir interfaces para datalink e superar a dificuldade ora existente, que levou o GT – SISTED a separar a parte terrestre da aérea/aeronaval.
Devem-se empregar Exercícios de Simulação - como o AZUVER - para disseminar o conhecimento do SISTED e testar as premissas, enlaces, localizações das pontes, redundâncias, fluxo de informações e tráfego submetendo estes conceitos aos alunos e instrutores envolvidos.
A OTAN pode estender sua influência sobre o Cone Sul porque vai encontrar nas FA do Brasil uma Força Terrestre cuja visão prospectiva em sistemas interoperáveis de C2 propiciará a adequada preparação para as operações multinacionais.

Assim sendo, elucidou-se como empregar os sistemas de C2 semelhantes aos da OTAN na obtenção da interoperabilidade entre as Forças Componentes e entre estas e os Comandos Combinados de modo a que elas participem da batalha com a eficiência e a eficácia supostamente desenhadas nos cenários táticos interforças, como se propôs a demonstrar.
Alairto Almeida Callai - Cel Com (Asse STI na 2ªSCh EME)

Veja o TCC completo em
http://www.bookess.com/read/29794-o-modelo-de-dados-da-otan-para-integrar-as-forcas-armadas/