LIÇÃO DE HONRA E DIGNIDADE! O QUE FALTA EM MUITOS PAÍSES! Blog Heitor de Paola: "PAPÉIS avulsos"
Estimados Senhores e camaradas:
Dirigimo-nos
aos Senhores pela primeira vez, dizendo-lhes que conformamos um grupo
ao redor de 400 Oficiais do Exército Argentino, presos em diferentes
Penitenciárias Federais de todo o país há já vários anos (em alguns
casos mais de 6 anos), processados e alguns condenados pelas ações da
Força na Guerra contra a subversão.
Pertencemos, a grande maioria, à faixa de promoções CMN que vão da 93
à 106, quer dizer, que no ano de 1976 nos encontrávamos desde Subt(s)
no 1º ano a Cap(s) no 2º ou 3º ano, isto é, todos Of(s) Subalt(s).
Saibam
que entre nós há homens de destacada trajetória posterior em nosso
Exército e outros já aposentados, no meio civil, homens condecorados
pelo Exército por suas ações na guerra contra a subversão, Veteranos e
condecorados das Malvinas, Chefes de Unidades, Adidos Militares, etc.,
todos hoje nos encontramos processados e/ou condenados basicamente pelos
“supostos delitos” de associação ilícita, detenções ilegais agravadas
pelo tempo de sua duração e tormento ou tortura. Como podia um
Sub-Tenente integrar uma associação ilícita com seu Comandante de
Brigada e com seu Chefe de Unidade? Como podia um Tenente ordenar uma
detenção ilegal e agravá-la no tempo? Tampouco tem resposta, e assim
seguiríamos perguntado e respondendo o mesmo. Juridicamente, tema do
qual falaremos, isto não tem nenhuma lógica, e no dizer popular, não tem
pés nem cabeça.
Aqui existiu uma guerra e existiram ordens (nem
legais nem ilegais), foram ordens. Nunca nos 4 anos de CMN nem nas
“Escolas de Regimento” nos ensinaram a analisar as ordens, senão a
cumpri-las. Não existe nem nunca existiu no Exército a “teoria Balza”.
Nunca nos ensinaram a diferenciar as ordens.
Entre os que nos
encontramos nesta situação, há camaradas doentes, alguns com cânceres
terminais, doentes psiquiátricos, outros com AVC e seria longa a gama
das doenças, isto somado aos já mais de cem (100) camaradas mortos na
prisão (o CELS computa 193), alguns diante de nós.
A isto soma-se a
dor e a enfermidade de nossas famílias, essa “grande família militar”
da qual tanto nos falaram e falamos. A dor não é só a de nos ver presos e
tratados como delinqüentes comuns, senão a de ver-nos submetidos ao
escárnio e à piada pública em diferentes MCS, nos traslados algemados ou
nesses arremedos de julgamentos que são mais um circo romano que outra
coisa. Que dizer de nossos filhos já homens e mulheres, alguns Oficiais
ou Chefes do EA? Saibam também que nossas mulheres e filhos estão
doentes, muitos em tratamento, por esta situação. Devem saber também que
há Sub-Oficiais presos conosco, uma verdadeira afronta da qual nos
devemos envergonhar. TODOS eram nessa época Cabos, Cabos 1ºs ou
Sargentos, também conformavam as “associações ilícitas”? Um verdadeiro
disparate.
A grande pergunta é: até quando continuará esta vingança
contra o Exército (não duvidem jamais que esse é o alvo!)? Por favor,
nenhum queira acreditar ou pensar que é Justiça.
E também por
favor, não se deixem levar pelos que falam “deste novo Exército”. O
Exército Argentino foi e é um só, desde 29 de maio de 1810 até nossos
dias. A nenhum de nós se nos ocorreu renegar o Exército Libertador, do
da Guerra com o Brasil, do da conquista do Deserto, do da guerra da
Tripla Aliança, do de Richieri, do de Perón ou do da Guerra contra a
Subversão e a reconquista das Malvinas. Com as virtudes e defeitos de
seus condutores, são o mesmo Exército de HOJE.
Não se confundam!
Não defendemos nem defenderemos o governo militar de 1976/83, mas sim,
nos sentimos orgulhosos de haver sido parte da História do nosso grande
Exército, derrotando a subversão, logro reconhecido na ocasião por toda a
nossa sociedade (hoje desmemoriada) e por todo o mundo.
Somos
homens maduros, alguns doentes mas não estamos derrotados, lutamos como
podemos por nossa liberdade e por “nosso Exército”, o de hoje e o de
sempre. “Na história dos povos há lugares onde o patriotismo e a
valentia se dão em uma dimensão maior, como se a terra fosse mais fértil
em produzir qualidade humana” (Comandante Huber Matos).
Com
toda humildade, tomamos para nós estas palavras de um dos Comandantes da
Revolução Cubana, que pagou 20 anos de cárcere por sua discordância com
Fidel Castro. Pedimos-lhe, como camaradas mais antigos, na maioria dos
casos, que pensem não só em nós, senão em nosso Exército: aonde vamos,
para onde nos levam, é este o caminho? Por favor, pensemos nisso. Não
nos guiemos pelos “supostos MCS” e naquele “a opinião pública”. Para não
falar no ar, encarregamos e pagamos, com a colaboração de muitos
amigos, uma pesquisa de opinião (de uma das melhores empresas de
pesquisa do mercado e sobre o universo mais amplo possível) que apontou
resultados realmente surpreendentes que queremos compartilhar com vocês,
para nos responder a todas essas perguntas, das quais damos alguns
exemplos:
- O Exército, em matéria de imagem de instituições
encontra-se no 3º lugar, depois da Igreja Católica e do jornalismo,
ficando muito acima do Governo, dos grêmios, dos partidos políticos,
etc.
- Outro dos temas é o do SMO (Serviço Militar Obrigatório),
tão caro à sociedade, onde vemos que 60% dos pesquisados opina que deve
voltar, duplicando a percentagem dos que se opõem.
- Em relação a
nossos julgamentos pela Guerra contra a Subversão, quase 70% se
manifesta contra os mesmos, ficando reduzido só a 16% os que estão de
acordo.
- Além da polêmica que o tema provoca, 60% estima que
seria positivo que as FFAA intervenham para combater o narco-tráfico,
contra apenas 21% que se manifesta contrária.
-
Surpreendentemente, ante a pergunta se o Governo desarmou e colocou as
FFAA em segundo plano, e se não estão equipadas nem em capacidade de
defender a República, 68% manifestou-se de acordo com esta opinião.
Estimados
camaradas, entendemos que este será o primeiro contato de um diálogo e
intercâmbio de idéias que de forma respeitosa pretendemos e esperamos
ter com vocês. Solicitamos aos que queiram nos responder de qualquer
forma (anônima ou não), o façam chegar à nossa direção eletrônica.
Despedimo-nos de vocês com o forte abraço de soldados que corresponde.
PRESOS DO EXÉRCITO EM PENITENCIÁRIAS FEDERAIS
Nota da tradutora:
Este
artigo destina-se sobretudo aos militares brasileiros, para que
lembrem-se do seu passado e dos seus camaradas que hoje estão sendo
julgados e amanhã poderão passar pelo mesmo que os militares argentinos
estão passando hoje. E para melhor ilustrar o texto acima, sugiro que
assistam à esta brilhante, corajosa e emocionante alocução do Senhor
Coronel Horacio Losito, por ocasião de seu julgamento. Quanta firmeza!
Quanta hombridade! Estes heróis da pátria, a maioria na faixa etária
entre os 70 e 80 anos de idade, estão sendo julgados com condenações que
vão dos 30 anos até prisão perpétua. Enquanto os terroristas assassinos
estão todos no poder.
Tradução: Graça Salgueiro
Publicado em http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=2827
quarta-feira, 22 de março de 2017
quarta-feira, 15 de março de 2017
DIFERENÇA ENTRE “SER ÁGIL” E “FAZER ÁGIL” por Eneida Xavier
Publicado em http://www.youwilldobetter.com/2017/02/diferenca-entre-ser-agil-e-fazer-agil/
"Ser Ágil” não é simplesmente uma questão de usar um certo conjunto de ferramentas ou práticas, ou seguir uma metodologia específica. Agilidade realmente envolve adotar um nova mentalidade, uma maneira de pensar baseada em valores e princípios ágeis.
“Fazer Ágil” implica simplesmente adotar as práticas sem se comprometer ou demonstrar viver os princípios e valores ágeis.
“Ser Ágil” implica em viver e respirar princípios ágeis e valores através das práticas Ágil, dia após dia.
Agile é um conjunto de práticas, princípios e valores que permite uma entrega mais rápida e iterativa do valor de negócios de qualidade através de uma equipe auto-dirigida e capacitada. Agile tem muitas práticas para promover a colaboração para fazer as coisas, mas não é prescritivo. Você pode “pensar fora da caixa” e ser inovador para modificar, ajustar práticas para atender sua equipe ou a situação.
Os princípios ágeis influenciam e orientam comportamentos positivos. Valores ágeis, como confiança, responsabilidade, coragem, honestidade, etc. fundam os princípios e práticas para promover uma cultura ágil que permita a entrega sustentável de valor comercial para as organizações.
Como exemplo de algumas características de mentalidade ágil, podemos citar “Declaration of Interdependence”(DOI), escrita em 2005 pelos co-fundadores do “Agile Leadership Network”.
“Declaration of Interdependence”(DOI) foi criada para servir como princípios orientadores para empregar abordagens ágeis e adaptativas para ligar pessoas, projetos e valor.
“Agile Leadership Network” é uma rede internacional dedicada à evolução de líderes em todos os níveis, esforçando-se para transformar equipes, organizações e empresas, aplicando princípios e valores de liderança ágeis.
“Declaration of Interdependence”(DOI) esboça seis princípios;
Aumentamos o retorno sobre o investimento fazendo com que o fluxo contínuo de valor seja nosso foco.
Entregamos resultados confiáveis engajando clientes em interações frequentes e compartilhando responsabilidades.
Esperamos a incerteza e a gerenciamos através de iterações, antecipação e adaptação.
Despertamos a criatividade e a inovação através do reconhecimento que indivíduos são a fonte última de valor, e criando um ambiente no qual eles possam fazer diferença.
Impulsionamos desempenho através de cobrança do grupo por resultados e responsabilidade compartilhada pela efetividade da equipe.
Melhoramos a efetividade e a confiabilidade através de estratégias, processos e práticas específicas dependendo da situação.
Desde que DOI é dirigida a líderes, com foco no gerenciamento de projetos ágeis, esses seis princípios podem servir como sumário de introdução para a mentalidade ágil.A correta forma de adotar Agile.
A seta à esquerda demonstra que devemos iniciar por internalizar a mentalidade ágil (mudanças são bem-vindas, pequenos incrementos, etc.) e então usamos estes princípios para guiar nossas escolhas e implementações de práticas ágeis. Começamos com um bom entendimento do por que estamos usando as práticas, as quais nos ajudam entender como usá-las mais eficientemente.
Como não implementar Agile.
A seta à direita representa um time o qual decide adotar práticas ágeis (daily stand-up meetings and short iterations), sem tomar tempo para entender para que estas práticas são designadas. Este é um problema comum da adoção ágil.
Baseado na figura acima, pessoas às vezes usam a expressão “left-to-right adoption” como uma forma abreviada de dizer “teach agile values first”.
Agile é uma mentalidade que exige uma jornada a ser desenvolvida. Para ser Ágil, faz-se necessário defender os valores e princípios através das práticas, o que não é nada fácil.
“Ser Ágil” requer uma mudança de paradigma em comportamentos, atitudes, hábitos e crenças.
Quais são os fatores que a transformação ágil deve abordar?
A transformação ágil bem-sucedida precisa abordar três questões fundamentais:
Pessoas (sendo ágeis). Este fator aborda questões como mentalidade individual, equipe e cultura organizacional, e equipe e estrutura organizacional. Como um líder ágil você deve ajudar as pessoas a evoluir para uma mentalidade ágil, aprender novas habilidades, adotar melhores estratégias de colaboração e evoluir a maneira como eles são organizados para refletir suas novas formas de trabalhar. Como você pode ver figura acima, esse fator normalmente compreende entre 80 a 85% de seus esforços de transformação ágil.
Processo (agilidade). Como um líder ágil, você precisa ajudar as organizações a adotar novas práticas e estratégias ágeis e enxutas. Isso tende a ser entre 10 a 15% de seus esforços de transformação ágil.
Ferramentas (suporte ágil). Equipes ágeis terão de adotar novas ferramentas. Agilistas usarão ferramentas existentes, como seu ambiente de gerenciamento de configuração, de novas maneiras. E eles vão abandonar algumas ferramentas existentes, em especial ferramentas de gerenciamento de teste tradicionais, que não são aplicáveis no mundo ágil. Sua estratégia de ferramentas tende a tomar cerca de 5 a 10% de seus esforços de transformação ágil.
Como criar uma mudança organizacional.
A maneira como as organizações mudam é através da influência dos indivíduos.
Se apenas um membro da organização adota uma mentalidade ágil, isto pode ajudar essa pessoa a ser mais eficiente. Entretanto, ele se sentirá continuamente frustrado que outros na organização não parecem realizar o que é importante, ou são focados em metas e métricas erradas.
Se um time na organização adota princípios e práticas ágeis, isto pode torná-lo mais efetivo na entrega de suas tarefas, no entanto os membros deste time se sentirão inibidos e incompreendidos por outros grupos ou sistemas da organização.
Se a organização inteira adota a maneira ágil de pensar, então cada um irá trabalhar junto para melhorar a agilidade e a entrega de valor. Adotando metas e valores comuns, como melhoria contínua e mudanças bem-vindas, a efetividade de cada um será aprimorada.
O desafio hoje se concentra em manter Agile verdadeiramente ágil. Se tivermos uma organização com uma mentalidade ágil, e realmente sólida gestão de pessoas, os processos e as ferramentas ágeis vão evoluir a partir disso.
Lembre-se Agile não é só uma questão de adotar práticas destinadas a alcançar resultados. Realmente é preciso levar a mentalidade ágil para o coração e usá-la para guiar nossa abordagem. Aplicar valores ágeis e princípios sobre como usamos métodos ágeis não só altera nossa abordagem, mas também a eficácia das práticas. Esta é a diferença entre “Ser Ágil” e “Fazer Ágil”.
Eneida Xavier Engelbreth. Arquiteta. Cursou MBA em Gestão de Projetos na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Possui Certificação Scrum Master pela Scrum Alliance. Consultora em Gestão de Projetos e Processos. Possui experiência como Gerente de Programa e Projetos de Tecnologia no ITAUBBA, Gerente de Projetos do PMO na CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, Gerente de Projetos em Consultoria para o PMO do Bradesco; Gestão da qualidade e Processos no PMO do CITIBANK. Docente de pós-graduação em Gerenciamento de projetos.
terça-feira, 7 de março de 2017
Da Automação à Inteligência - Humanos Necessários - por Josh Lefkowitz
Em 06 de março de 2017
Quando os dados não são cuidadosamente analisados para elevá-lo ao nível de inteligência analítica, ele só pode responder às perguntas que uma organização sabe perguntar.
Não é nenhum segredo que a adoção generalizada de automação revolucionou nossa economia moderna. Ao longo de inúmeras profissões e indústrias, máquinas capazes de uma precisão e eficiência sem precedentes continuam a superar e substituir muitos dos seres humanos, cujos insumos eram uma vez parte integrante da força de trabalho. E, embora essas tecnologias tenham sido inicialmente criadas para ultrapassar tarefas simples e repetitivas e trabalho físico cuidadoso, os avanços rápidos nos campos da aprendizagem mecânica e da inteligência artificial (IA) foram, em alguns casos, erroneamente determinados como substituições adequadas mesmo para seres humanos cujos papéis exigem intuição afiada, agilidade social e emocional qualificada, e perícia incomparável do assunto.
Eu testemunhei em primeira mão como a automação pode mudar drasticamente uma indústria. No Flashpoint, a automação desempenha um papel crucial em nossos esforços para produzir inteligência. Não só permite que nossos analistas gastem significativamente menos tempo em tarefas mundanas como a coleta de dados de rotina, que lhes dá mais tempo para obter inteligência de alguns dos cantos mais exclusivos da Deep & Dark Web. Sem automação, os analistas passam mais tempo escavando e menos tempo interpretando informações como só o humano pode fazer, para produzir inteligência verdadeira. É um fator crítico na capacidade de escalabilidade de uma equipe.
Mas não é um produto de inteligência autônomo.
Para ilustrar o meu ponto, vamos olhar para as alegações de "inteligência automatizada".
Para ilustrar o meu ponto, vamos olhar para as alegações de "inteligência automatizada".
Este termo cada vez mais popular refere-se aos dados
coletados por ferramentas automatizadas de várias fontes on-line e, em
seguida, é embalado como inteligência analítica, quando é apenas um
passo acima das ameaças por feeds, e só pode ser concluída
quando um analista revê os dados automatizados de gíria, linguagem,
palavras-chave, sarcasmo, credibilidade - todos os quais exigem
julgamento humano para validar. Mais importante, a
compreensão da linguagem e da cultura desses canais maliciosos é algo
que somente analistas altamente qualificados podem realizar.
Quando
os dados não são profundamente analisados para elevá-lo ao nível de
inteligência analítica, ele só pode responder às perguntas que uma
organização sabe formular. Nosso
trabalho como profissionais de inteligência é destacar para as
organizações suas ameaças e riscos, sejam eles atores maliciosos ou
insiders, para que eles possam fazer perguntas mais inteligentes e tomar
medidas mais rápidas. Mesmo as mais avançadas tecnologias automatizadas não podem realmente
imitar a intuição, inteligência e experiência dos seres humanos.
Além de limitar a análise e a contextualização necessária para evoluir os dados para a inteligência, em muitos casos, a inteligência de automação exclusiva ou as soluções de análise de risco só podem analisar informações da web aberta. Embora bons dados, estamos de volta a ele sendo apenas dados. Estes dados são enviados para as organizações como inteligência, quando na realidade, pelo tempo que ele faz para a superfície web é um alerta, mas não é um produto de inteligência acabado que pode ajudar a impactar a segurança e a linha de fundo de um negócio. Embora importante, fornecer dados automatizados a partir da web aberta deve servir apenas como indicadores potenciais do que pode estar ocorrendo na Deep & Dark Web. É um indicador de tipos, não uma resposta.
Independentemente de onde os dados vêm, se são derivados exclusivamente de automação, nunca serão totalmente contextualizados, sem inteligência agregada. Isso significa que, as organizações que os consomem como tais, podem estar fazendo um desserviço, porém não verificar todas as informações de que precisam, para tomar decisões mais inteligentes e rápidas sobre sua segurança, em toda a empresa.
Além de limitar a análise e a contextualização necessária para evoluir os dados para a inteligência, em muitos casos, a inteligência de automação exclusiva ou as soluções de análise de risco só podem analisar informações da web aberta. Embora bons dados, estamos de volta a ele sendo apenas dados. Estes dados são enviados para as organizações como inteligência, quando na realidade, pelo tempo que ele faz para a superfície web é um alerta, mas não é um produto de inteligência acabado que pode ajudar a impactar a segurança e a linha de fundo de um negócio. Embora importante, fornecer dados automatizados a partir da web aberta deve servir apenas como indicadores potenciais do que pode estar ocorrendo na Deep & Dark Web. É um indicador de tipos, não uma resposta.
Independentemente de onde os dados vêm, se são derivados exclusivamente de automação, nunca serão totalmente contextualizados, sem inteligência agregada. Isso significa que, as organizações que os consomem como tais, podem estar fazendo um desserviço, porém não verificar todas as informações de que precisam, para tomar decisões mais inteligentes e rápidas sobre sua segurança, em toda a empresa.
Josh Lefkowitz é o CEO da Flashpoint, líder global em Business Risk Intelligence (BRI) da Deep & Dark Web. Ele trabalhou intensivamente com autoridades para rastrear e analisar grupos terroristas. Lefkowitz
também atuou como consultor da equipe de gerenciamento sênior do FBI e
trabalhou para um banco de investimento global de nível superior. Lefkowitz possui MBA pela Universidade de Harvard e Bacharelado pela Williams College.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Desfazendo mal-entendidos sobre Machine Learning - Javier Vargas
São equívocos comuns que devem ser esclarecidos antes da adoção, especialmente na área de segurança
Javier Vargas *
Publicada em 23 de fevereiro de 2017 às 19h30
- See more at: http://cio.com.br/tecnologia/2017/02/23/desfazendo-mal-entendidos-sobre-machine-learning/#sthash.VDbDpRDY.dpufJavier Vargas *
Publicada em 23 de fevereiro de 2017 às 19h30
São
equívocos comuns que devem ser esclarecidos antes da adoção,
especialmente na área de segurança - See more at:
http://cio.com.br/tecnologia/2017/02/23/desfazendo-mal-entendidos-sobre-machine-learning/#sthash.VDbDpRDY.dpuf
Técnicas de Machine Learning nunca foram tão acessíveis e utilizadas como hoje. Na minha opinião, elas conseguiram influenciar e estimular diversos setores e mercados. A lista cresce a cada dia.
Varejistas usam essas técnicas para recomendar produtos, provedores de e-mail as utilizam para
filtrar spam, redes sociais empregam Machine Learning para reconhecimento facial e análise de
sentimentos.
O setor de segurança cibernética também tem investido fortemente na inclusão de Machine
Learning em seu arsenal contra atores maliciosos, e a maioria dos fornecedores do mercado afirma
utilizar a técnica de alguma maneira. No passado, muitos recursos humanos foram investidos na
formação de um sólido conhecimento sobre domínios que, posteriormente, foi empregado na
forma de assinaturas, regras, listas negras/brancas e correlação estática de padrões que poderiam
compor um produto eficiente.
Agora, buscamos fortalecer as camadas de proteção, agregando capacidades preditivas baseadas em poderosos algoritmos que são capazes de extrair conhecimento de conjuntos de dados, aparentemente desconexos ou obscuros, e de identificar relações entre horários, locais e ações.
Do meu ponto de vista, as técnicas de Machine Learning podem ajudar a superar desafios que a
capacidade de análise humana e os sistemas estáticos não conseguem vencer. Essas técnicas têm
viabilizado capacidades sem precedentes no processamento de grandes volumes de dados não
estruturados de diferentes fontes e relativos a interações com os usuários, dados transacionais,
atividades de rede, histórico de phishing e sistemas de detecção de endpoint.
Infelizmente, devido ao seu enorme potencial e capacidade, Machine Learning virou moda e tem
sido vendido como uma solução mágica que produz grandes resultados com pequenos esforços.
Toda essa propaganda tem gerado grandes expectativas sobre a performance dessas ferramentas,
geralmente seguidas de enormes decepções entre os consumidores enganados. Isso ocorre porque
existem muitos mal-entendidos com relação ao uso de Machine Learning como instrumento de
segurança cibernética.
Para evitar problemas, destaco alguns equívocos comuns que devem ser esclarecidos antes da adoção de Machine Learning.
1 - Machine Learning não é capaz de criar conhecimento, apenas de extrair conhecimento
Ferramentas de ML somente podem alcançar seu verdadeiro potencial – e superar as abordagens
tradicionais – se forem alimentadas com um volume suficiente de dados de qualidade.
O volume e a precisão dos dados são fundamentais para um emprego eficiente do modelo. Se a sua empresa decidiu investir em Machine Learning, é importante desenvolver dados de maneira consciente na organização como um todo e nas áreas especificamente envolvidas na detecção e mitigação de incidentes.
Todos os dados que possam ser relevantes para o tratamento de incidentes de segurança e que estejam relacionados com fraude devem ser meticulosamente rastreados e classificados.
Nesse sentido, tanto dados normais como anômalos são relevantes.
2 - Machine Learning é uma tecnologia adicional
Enquanto os marqueteiros acreditam que Machine Learning supera a performance de todos os
sistemas existentes, é importante ter cautela para gerar expectativas realistas.
Não dá para jogar fora todas as cartilhas de marketing antigas e substituí-las por um algoritmo de ML “novinho em folha”. Estratégias de defesa efetivas não devem contar apenas com uma única camada de proteção.
As técnicas de Machine Learning devem ser incorporadas a uma estratégia de proteção robusta e multicamada.
Elas têm maiores chances de detectar os ataques que conseguem driblar defesas preventivas estáticas, sendo também um bom complemento para empresas com sistemas estáticos que foram finamente ajustados ao longo de anos de expertise;
3 - Análises de desempenho produzidas por cientistas de dados tendem a ser complexas, e é importante entendê-las.
Acostume-se com termos como taxa de falso-positivos, taxa de verdadeiro-positivos, precisão e F-
Score, pois são muito importantes no ajuste do modelo às necessidades específicas da sua
instituição. Duas das principais fontes de decepção no uso de Machine Learning são, justamente,
as taxas de falso-positivos e de alertas. Capacidades preditivas sempre têm um custo.
É frustrante implementar um algoritmo cujas referências indicam um excelente desempenho e descobrir que ele está exaurindo a sua capacidade operacional.
Avaliar um modelo de Machine Learning com base em alguns exemplos não representativos é
injusto e pode levar a enganos.
Bons modelos de ML são avaliados pelo seu desempenho em testes estatísticos bem desenhados, utilizando amostras significativas de dados.
Isso significa que a performance é avaliada executando o algoritmo várias vezes com um conjunto de big data que seja uma boa representação do problema real.
Quando estiver planejando a avaliação de um modelo de Machine Learning, pergunte ao fornecedor como eles avaliaram o modelo e execute um processo válido com seus próprios dados. As organizações devem ser coerentes com as suas necessidades operacionais.
Se um fornecedor afirma que um algoritmo tem uma taxa de falso-positivos de apenas 2%, faça o mapeamento considerando as proporções da operação, ou seja, se você alimentar o algoritmo com 1 milhão de eventos por dia, tenha em mente que cerca de 20.000 dos alertas diários podem ser falso-positivos.
4 - Os resultados nem sempre são fáceis de explicar
O setor de segurança cibernética está acostumado com regras, listas negras, fingerprints e indicadores de comprometimento. Por esse motivo, explicar porque um determinado alerta foi ativado é simples e natural.
Modelos de Machine Learning identificam padrões em grandes conjuntos de dados, extrapolam respostas e fazem previsões com base em composições não triviais.
Tudo isso torna muito difícil entender seu funcionamento interno. Muitos esforços foram investidos para descobrir maneiras de explicar os resultados dos modelos de Machine Learning, mas esses sistemas avançados somente oferecem estimativas em termos de explicações interpretáveis, que não podem ser seguidas ao pé da letra.
Aplicados corretamente, modelos de Machine Learning podem aumentar, drasticamente, a
capacidade de uma organização de combater ataques cibernéticos sofisticados, obtendo o máximo
dos dados de segurança e da inteligência de ameaças.
Porém, é preciso estar preparado para evoluir rapidamente. Nossos adversários possuem mentes habilidosas, e, a cada dia, tornam-se mais competentes em entender como Machine Learning funciona e em elaborar técnicas para driblar as defesas mais avançadas. Machine Learning pode melhorar ao longo do tempo se as organizações permitirem que essas ferramentas evoluam utilizando dados atualizados.
A configuração operacional deve sempre acompanhar os sucessos e as falhas nas previsões do
modelo para que ele possa se adaptar e evoluir rapidamente.
Javier Vargas é gerente de pesquisas na Easy Solutions
São
equívocos comuns que devem ser esclarecidos antes da adoção,
especialmente na área de segurança - See more at:
http://cio.com.br/tecnologia/2017/02/23/desfazendo-mal-entendidos-sobre-machine-learning/#sthash.VDbDpRDY.dpuf
São
equívocos comuns que devem ser esclarecidos antes da adoção,
especialmente na área de segurança - See more at:
http://cio.com.br/tecnologia/2017/02/23/desfazendo-mal-entendidos-sobre-machine-learning/#sthash.VDbDpRDY.dpuf
Javier Vargas *
Publicada em 23 de fevereiro de 2017 às 19h30
- See more at: http://cio.com.br/tecnologia/2017/02/23/desfazendo-mal-entendidos-sobre-machine-learning/#sthash.VDbDpRDY.dpufSão equívocos comuns que devem ser esclarecidos antes da adoção, especialmente na área de segurança
Javier Vargas *
Publicada em 23 de fevereiro de 2017 às 19h30
- See more at: http://cio.com.br/tecnologia/2017/02/23/desfazendo-mal-entendidos-sobre-machine-learning/#sthash.VDbDpRDY.dpufquinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
2017: o ano do ransomware, por João Loes
Vírus e programas maliciosos que chegam por e-mail e mensagem instantânea não são exatamente uma novidade. Só em 2016, estima-se que 580 milhões deles circularam na Web, segundo números da consultoria em segurança AV-Test. Até recentemente, porém, essas ameaças raramente diferiam muito de um programa para roubar dados bancários ou um software de furto de números de cartão de crédito. Em 2017, porém, isso deve mudar. E a mudança vem a reboque de um novo tipo de ameaça virtual que cresce em ritmo acelerado: o ransomware. “Este será o ano do ransomware”, diz Cláudio Martinelli, diretor geral para a América Latina da Kaspersky, uma das maiores empresas de software de segurança do mundo. “Essa família de programas maliciosos assumirá o posto de ameaça mais importante entre todas as ameaças virtuais de 2017”, afirma.
Mas o que é um ransomware? A palavra, composta pela fusão dos substantivos “ransom”, que significa “resgate”, e “software”, que significa “programa”, indica o caminho. Em linhas gerais, o ransomware é um programa malicioso que, uma vez instalado em um computador, criptografa todas as informações armazenadas no disco rígido e exige o pagamento de um resgate ao dono dessas informações para não destruí-las (leia quadro). Os números relativos à expansão dessa praga são assustadores.
O PASSO A PASSO DO SEQUESTRO DE DADOS
A base do golpe do ransomware é a criptografia, que permite ao criminoso tornar os arquivos salvos no computador ou smartphone da vítima inacessíveis a ela
Passo 1 – Primeiro contato
O usuário recebe um e-mail ou uma mensagem eletrônica com um anexo. Dependendo da sofisticação do criminoso, a mensagem pode chegar com remetente conhecido pelo usuário, o que aumenta as chances de abertura e execução do arquivo.
Passo 2 – Mordendo a isca
Enganado pela mensagem falsa, o usuário abre o anexo. O ransomware começa a rodar sem que ele perceba – um texto ou uma imagem é exibida para não levantar suspeitas sobre o verdadeiro objetivo do anexo.
Passo 3 – Criptografia do mal
O ransomware começa a criptografar pastas com fotos e arquivos armazenados no disco rígido do computador. É como se os arquivos fossem transformados em uma massa de informações que passa a ser ilegível sem uma senha – que só o criminoso possui.
Passo 4 – Chantagem digital
O ransomware exibe uma mensagem à vítima para informar que os arquivos foram criptografados e que, para voltar a ter acesso a eles, é preciso pagar um resgate. Para apressar a vítima, pastas específicas podem ser apagadas de hora em hora.
Passo 5 – Pagamento do resgate
O ransomware guia o usuário no processo de pagamento do resgate, feito quase sempre em bitcoins – moeda quase impossível de rastrear. Os valores costumam ficar entre US$ 500 e US$ 1,5 mil. Uma vez pago o resgate, os arquivos são descriptografados e o acesso liberado.
Outra razão para a explosão na incidência desse tipo de ameaça é a popularização dos chamados kits de ransomware, que são vendidos em mercados na internet. Foi-se o tempo em que um criminoso precisava dominar a tecnologia e desenvolver sua própria versão do código malicioso para usá-lo e colher os frutos da atividade ilegal. Hoje, qualquer um com conhecimento médio do assunto pode chegar a esses mercados e comprar uma versão de ransomware praticamente pronta para usar. Com pouca ou nenhuma noção de programação, o sujeito lança, aos milhares, e-mails e mensagens instantâneas levando seu software de sequestro de dados. Aí, é só esperar o dinheiro entrar.
A operação desses mercados paralelos é tão sofisticada que existem times de criminosos digitais que não vendem, mas alugam seus ransomwares para terceiros. O aluguel é quitado pelos locatários com um percentual do resgate pago pelas vítimas do programa. “Temos acompanhado o funcionamento de um verdadeiro ‘complexo industrial hacker’”, diz Niloofar Howe, diretora de estratégia da RSA. “Já existe até serviço de call center hacker – se o cliente que comprou ou alugou um ransomware encontra problemas para usá-lo, ele pode ligar para uma central e tirar dúvidas com quem desenvolveu o programa”, afirma Niloofar. “Há grupos criminosos que investem na propaganda de suas ferramentas, tamanha a organização”, diz.
Com a demanda por esse tipo de código malicioso em alta, a concorrência entre os desenvolvedores tem estimulado a inovação. Já há ransomwares que apagam parte dos arquivos sequestrados de hora em hora para apressar o pagamento do resgate pela vítima. “E em 2016, cruzamos com um que faz uma proposta indecente à vítima: se ela se dispuser a infectar mais duas ou três pessoas, seus dados são liberados sem pagamento de resgate”, diz Alex Cox, diretor da FirstWatch, núcleo da RSA que detecta e identifica novas ameaças virtuais.
“Essas são algumas das formas encontradas pelos criminosos para aumentar os ganhos com esse tipo de ameaça”, afirma.
COMO SE PROTEGER DO RANSOMWARE
Para os especialistas, ninguém está imune a um ataque de ransomware. “Toda informação tem valor para alguém, portanto, toda informação é passível de sequestro”, diz Niloofar, da RSA. Das planilhas de faturamento de uma empresa às fotos de aniversário de uma criança, tudo que tem valor para um CEO ou um pai de família está na mira dos sequestradores virtuais. Nesse sentido, todos devem se proteger. Entre as medidas mais eficientes estão a de fazer backup completo dos dados armazenados no computador e smartphone regularmente, guardar dados sensíveis em serviços de armazenamento na nuvem, manter atualizados todos os programas e apps, redobrar o cuidado com e-mails e seus anexos e ter uma única e boa solução de proteção instalada no computador e no smartphone.
Aos que já foram infectados, as opções são mais restritas, mas existem. A primeira recomendação das empresas de segurança ouvidas por ISTOÉ é simples: não pague o resgate. Não há garantias de que os dados serão de fato devolvidos. E, se eles forem devolvidos, não há garantias de que eles irão funcionar adequadamente. Uma opção é recorrer ao NO MORE RANSOM!, página criada por empresas privadas e órgãos públicos que reúne antídotos, ou decryptors, para as famílias de ransomware mais populares. Para usar o serviço, a vítima deve enviar uma amostra dos arquivos criptografados pelo programa que a infectou ou um trecho da mensagem que pede o resgate para que o sistema identifique o tipo de ameaça e indique a solução – se ela existir. O serviço é gratuito.
QUANTO VALE SUAS INFORMAÇÕES?
Essa é a pergunta básica colocada pelo ransomware. Quanto vale uma foto digital do seu filho?
Um documento da sua empresa? Um e-mail com um pedido detalhado pelo seu chefe?
US$ 1 bilhão
foram pagos em resgate por dados sequestrados por ransomware em 2016
US$ 5 bilhões
serão pagos em resgate por dados sequestrados por ransomware em 2017
US$ 500
é o valor médio de um resgate pago pelo usuário final vítima de ransomware
US$ 30 mil
é o valor médio que as empresas se dizem dispostas a pagar por dados seqüestrados 65% das empresas optam por pagar o resgate quando são vítimas de ransomware “Aos que foram infectados por um ransomware sem antídoto, há a opção de guardar todos os arquivos criptografados e esperar que a solução apareça no futuro próximo”, diz Anton Ivanov, analista sênior de malware do Kaspersky Lab. “Tem muita gente trabalhando para quebrar esses programas maliciosos, então se não há solução para um tipo hoje, ela pode surgir amanhã”, afirma.
Apesar da recomendação de que não se pague o resgate exigido pelos criminosos, não são poucas as pessoas – e as empresas – que optam pelo pagamento. Sabe-se que o valor médio de resgate pago por um usuário final vítima de ransomware é de cerca de US$ 500, ou R$ 1,5 mil e que cerca de 65% das empresas optam por pagar o resgate quando são vítimas desse tipo de crime
(leia quadro). Algumas companhias chegam a estocar bitcoins para eventuais ataques, tamanha a frequência do sequestro de dados.
“Somos cada vez mais dependentes da nossa vida digital”, lembra Wueest, da Symantec. Os criminosos digitais entenderam isso e estão capitalizando. A reação da lei e das empresas de segurança tem acontecido. Resta torcer para que essa reação dê conta da rápida evolução e popularização dos ransomwares.
http://istoe.com.br/o-que-e-ransomware-e-como-se-proteger/João Loes (de São Francisco) 22.02.17 - 08h30 - Atualizado em 22.02.17 - 19h19
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Carnegie Mellon AI bate melhores profissionais de poker - uma primeira
Carnegie Mellon AI beats top poker pros — a first Another major milestone in artificial intelligence (AI) - Outro grande marco na inteligência artificial (IA)
January 31, 2017
http://www.kurzweilai.net/carnegie-mellon-ai-beats-top-poker-pros-a-first?utm_source=KurzweilAI+Weekly+Newsletter&utm_campaign=31372410fc-UA-946742-1&utm_medium=email&utm_term=0_147a5a48c1-31372410fc-282071598
Libratus, um AI desenvolvido pela Carnegie Mellon University, derrotou quatro dos melhores jogadores de poker profissional do mundo em uma maratona de 120.000 mãos de Heads-up, No-Limit Texas Hold'em poker jogado mais de 20 dias, CMU anunciou hoje (31 de janeiro ) - juntando Deep Blue (para xadrez), Watson, e Alpha Go como marcos importantes na IA.
Libratus liderou os prós por um coletivo $ 1.766.250 em fichas. * O torneio foi realizado no Rivers Casino em Pittsburgh, de 11 a 30 de janeiro, em uma competição chamada "Brains vs. Inteligência Artificial: Upping the Ante. "
Os desenvolvedores de Libratus - Tuomas Sandholm, professor de ciência da computação, e Noam Brown, um Ph.D. Estudante em ciência da computação - disse que a grande vitória é estatisticamente significativa e não simplesmente uma questão de sorte. "A melhor capacidade de IA de fazer raciocínio estratégico com informações imperfeitas já superou a dos melhores seres humanos", disse Sandholm. "Esta é a última fronteira, pelo menos no horizonte previsível, na resolução de jogos em IA".
Este novo marco tem implicações para qualquer domínio no qual a informação é incompleta e os oponentes semeiam desinformação, disse Frank Pfenning, chefe do Departamento de Ciência da Computação da Escola de Ciência da Computação da CMU. O gerenciamento de negócios, a estratégia militar, a segurança cibernética e o planejamento de tratamento médico poderiam se beneficiar com a tomada de decisão automatizada usando um AI tipo Libratus.
"O computador não pode ganhar no poker se não puder blefar", explicou Pfenning. "Desenvolver um AI que pode fazer isso com sucesso é um enorme passo em frente cientificamente e tem inúmeras aplicações. Imagine que seu smartphone um dia será capaz de negociar o melhor preço em um carro novo para você. Isso é apenas o começo. "
Então como o Libratus foi capaz de melhorar dia a dia durante a competição? Acontece que foram os próprios profissionais que ensinaram Libratus sobre suas fraquezas. "Depois que o jogo terminou a cada dia, um meta-algoritmo analisou quais buracos os profissionais tinham identificado e explorado na estratégia do Libratus", explicou Sandholm. "Em seguida, priorizou os buracos e algebricamente (por algoritmos) foi corrigindo os três erros mais grosseiros usando o supercomputador a cada noite."
"Isso é muito diferente do que o aprendizado tem sido usado no passado no poker. Normalmente, os pesquisadores desenvolvem algoritmos que tentam explorar as fraquezas do oponente. Em contraste, aqui a melhoria diária é sobre os algoritmos de superação dos buracos em nossa própria estratégia."
Sandholm também disse que a estratégia de jogo final de Libratus foi um grande avanço. "O solucionador do jogo final tem uma análise perfeita dos cartões", disse ele. Ele foi capaz de atualizar sua estratégia para cada mão de uma forma que garantiu que qualquer alteração tardia só iria melhorar a estratégia. Ao longo da competição, os profissionais responderam fazendo movimentos mais agressivos no início da mão, sem dúvida para evitar jogar nas águas profundas do endgame onde o AI tinha uma vantagem, acrescentou.
A vitória de Libratus se tornou possível pelo computador das pontes de Pittsburgh Supercomputing Center. Libratus recrutou o poder bruto de aproximadamente 600 dos nós de computação de 846 Bridges (pontes). A velocidade total das pontes é de 1,35 petaflops, cerca de 7.250 vezes mais rápido que um laptop de alta qualidade, e sua memória é de 274 terabytes, cerca de 17.500 vezes você iria usar a memória desse laptop. Esse poder de computação deu a Libratus a capacidade de jogar contra quatro dos melhores jogadores do Texas Hold'em do mundo, de uma só vez e vencê-los.
"Nós projetamos Pontes para convergir computação de alto desempenho e inteligência artificial", disse Nick Nystrom, diretor sênior de pesquisa do PSC e investigador principal do sistema Bridges financiado pela National Science Foundation. A vitória de "Libratus" é um marco importante no desenvolvimento de AIs para resolver problemas complexos e reais. Ao mesmo tempo, Bridges está impulsionando novas descobertas nas ciências físicas, biologia, ciências sociais, negócios e até mesmo as humanidades."
Sandholm disse que continuará seu empurrão da pesquisa nas tecnologias do núcleo envolvidas em resolver jogos imperfeitos da informação e em aplicar estas tecnologias aos problemas reais. Isso inclui o seu trabalho com Optimized Markets, uma empresa que ele fundou para automatizar as negociações.
"CMU desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento de ambos o xadrez de computador, que eventualmente vencer o campeão mundial, e Watson, a AI que bateu os mais perigosos concorrentes", disse Pfenning. "Tem sido muito emocionante ver o progresso dos programas de poker que finalmente superaram os melhores jogadores humanos. Cada uma dessas realizações representa um marco importante na nossa compreensão da inteligência".
Head-Up No-Limit O Texas Hold'em é um jogo complexo, com 10 elevado a 160 (o número 1 seguido de 160 zeros) conjuntos de informações - cada conjunto sendo caracterizado pelo caminho de jogo na mão como percebido pelo jogador da vez. A IA deve tomar decisões sem saber todas as cartas em jogo, enquanto tenta perceber o blefe do seu adversário. Como sugere o "sem limite", os jogadores podem apostar ou aumentar qualquer quantia até todas as suas fichas.
Sandholm estará compartilhando os segredos de Libratus, agora que a competição terminou, começando pelo convite para as palestras na reunião da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial, de 4 a 9 de fevereiro, em San Francisco e em submissões para conferências e revistas científicas revisadas por pares.
* Os profissionais - Dong Kim, Jimmy Chou, Daniel McAulay e Jason Les - dividirão uma bolsa de prêmio de US $ 200.000 com base em suas respectivas performances durante o evento. McAulay, da Escócia, disse que Libratus era um adversário mais duro do que ele esperava, mas foi emocionante jogar contra ele. "Sempre que você joga um jogador de topo no poker, você aprende com ele", disse ele.
Tradução livre do blog, com uso do Google Tradutor
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Ian Levy, responsável técnico do Centro Nacional de Cibersegurança, compara as mensagens das empresas de segurança eletrônica à feitiçaria medieval - Hugo Seneca
A acusação veio de onde menos se esperava: Ian Levy, diretor técnico do Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido, subiu ao palanque da conferência Usenix Enigma 2017, em Oakland, EUA, para dizer que as empresas especializadas em segurança eletrônica andam a exagerar no grau de periculosidade atribuído às diferentes ciberameaças com o propósito de potenciar as vendas de ferramentas e a prestação de serviços.
«Quando alguém fala em ameaça persistente e avançada, acaba por fomentar uma narrativa que basicamente nos diz: “vocês todos são demasiado estúpidos para perceber isto e, possivelmente, apenas eu poderei ajudar-vos – comprem-nos o nosso amuleto mágico e vão ficar bem”. É como a feitiçaria medieval», criticou Ian Levy, citado pelo The Inquirer, durante a conferência realizada nos EUA.
As ameaças de segurança poderão não ter um grande grau de complexidade, mas podem ser suficientemente efetivas. O próprio Ian Levy dá como exemplo o sucedido recentemente com um ataque que terá logrado bloquear algumas redes de telecomunicações no Reino Unido. O responsável pela cibersegurança britânica recorda que o ataque de SQL que motivou essa disrupção nas redes terá tirado partido de uma vulnerabilidade com uma idade superior à do próprio hacker que a explorou.
O facto de os hackers nem sempre precisarem de ferramentas altamente sofisticadas para lançar ataques não impede Ian Levy de concluir que há um cenário pessimista que beneficia quem tem de proteger as redes e computadores alheios. «Estamos a permitir que empresas muito motivadas definam a perceção pública do problema», acrescentou o responsável técnico da cibersegurança no Reino Unido.
A denúncia de Ian Levy surge pouco depois de um comité do Parlamento Britânico ter apresentado um relatório pouco abonatório do estado da cibersegurança em Terras de Sua Majestade. Mas esta não é a única “força” de oposição com o Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido tem de enfrentar nos tempos que correm, como foi possível confirmar na própria conferência Usenix Enigma 2017: da assistência, quando menos se esperava, um dos espetadores terá aproveitado para, de modo exaltado, acusar a equipe de Ian Levy de criar uma rede que promove a censura dos conteúdos veiculados na Internet.
Nos tempos mais recentes, o Centro de Cibersegurança Britânico tem vindo a levar a cabo uma aturada operação de “limpeza”: mais de 50 mil endereços inseguros foram detetados durante a análise das redes governamentais.
http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2017-02-06-E-se-as-empresas-de-ciberseguranca-andarem-a-exagerar-nas-ameacas-
Assinar:
Postagens (Atom)

