sábado, 17 de janeiro de 2015

1964 - um testemunho - por Fernão Lara Mesquita (testemunha)


Para entender o que aconteceu em 64 é preciso lembrar o que era o mundo naquela época. Um total de 30 países, parando na metade da Alemanha de hoje, havia sido engolido pela Rússia comunista por força militar. Invasão mesmo, que instalava um ditador que atuava sob ordens diretas de Moscou. Todos os que tentaram escapar, como a Hungria em 56, a Checoslováquia em 68, a Polônia em 80 e outros, sofreram novas invasões e massacres.
E tinha mais a China, o Vietnã, o Camboja, a Coréia do Norte, etc., na Ásia, onde houve verdadeiros genocídios. Na África era Cuba que fazia o papel que os russos fizeram na Europa, invadindo países e instalando ditadores no poder.
As ditaduras comunistas, todas elas, fuzilavam sumariamente quem falasse contra esses ditadores. Não era preciso agir, bastava falar para morrer, ou nem isso. No Camboja um quarto de toda a população foi executado pelo ditador Pol Pot entre 1975 e 1979, sob os aplausos da esquerda internacional e da brasileira.
Os países onde não havia ditaduras como essas viviam sob ataques de grupos terroristas que as apoiavam e assassinavam e mutilavam pessoas a esmo detonando bombas em lugares públicos ou fuzilando gente desarmada nas ruas.
As correntes mais radicais da esquerda brasileira treinavam guerrilheiros em Cuba desde antes de 1964. Quando João Goulart subiu ao poder com a renúncia de Jânio Quadros, passaram a declarar abertamente que era nesse clube que queriam enfiar o Brasil.
64 foi um golpe de civis e militares brasileiros que lutaram na 2.ª Guerra Mundial e derrubaram a ditadura de Getúlio Vargas, para impedir que o ex-ministro do trabalho de Vargas levasse o País para onde ele estava prometendo levá-lo, apesar de se ter tornado presidente por acaso. Tratava-se, portanto, de evitar que o Brasil entrasse num funil do qual não havia volta, e por isso tanta gente boa entrou nessa luta e a maioria esmagadora do povo, na época, a apoiou.
A proposta do primeiro governo militar era só limpar a área da mistura de corrupção com ideologia que, aproveitando-se das liberdades democráticas, armava um golpe de dentro do sistema para extingui-las de uma vez por todas, e convocar novas eleições para devolver o poder aos civis.
Até outubro de 65, um ano e meio depois do golpe, seguindo o combinado, os militares tinham-se limitado a cassar o direito de eleger e de ser eleito, por dez anos, de 289 pessoas, incluindo 5 governadores, 11 prefeitos e 51 deputados acusados de corrupção mais que de esquerdismo.
Ninguém tinha sido preso, ninguém tinha sido fuzilado, ninguém tinha sido torturado. Os partidos políticos estavam funcionando, o Congresso estava aberto e houve eleições livres para governador e as presidenciais estavam marcadas para a data em que deveria terminar o mandato de Jânio Quadros.
O quadro só começou a mudar quando em outubro de 65, diante do resultado da eleição para governadores, o Ato Institucional n.º 2 (AI-2) extinguiu partidos, interferiu no Judiciário e tornou indireta a eleição para presidente. Foi nesse momento que o jornal O Estado de S. Paulo, que até então os apoiara, rompeu com os militares e passou a combatê-los.
Tudo isso aconteceu praticamente dentro de minha casa, porque meu pai, Ruy Mesquita, era um dos principais conspiradores civis, fato de que tenho o maior orgulho.
Antes mesmo da edição do AI-2, porém, a esquerda armada já havia matado dois: um civil, com uma bomba no Cine Bruni, no Rio, que feriu mais um monte de gente; e um militar numa emboscada no Paraná. E continuou matando depois dele.
Ainda assim, a barra só iria pesar mesmo a partir de dezembro de 68, com a edição do AI-5. Aí é que começaria a guerra. Mas os militares só aceitaram essa guerra depois do 19º assassinato cometido pela esquerda armada.
Foi a esquerda armada, portanto, que deu o pretexto para a chamada "linha dura" militar tomar o poder e a ditadura durar 21 anos, tempo mais que suficiente para os trogloditas de ambos os lados começarem a gostar do que faziam quando puxavam gatilhos, acendiam pavios ou aplicavam choques elétricos.
A guerra é sempre o paraíso dos tarados e dos psicopatas e aqui não foi diferente.
No cômputo final, a esquerda armada matou 119 pessoas, a maioria das quais desarmada e que nada tinha que ver com a guerra dela; e os militares mataram 429 "guerrilheiros", segundo a esquerda, 362 "terroristas", segundo os próprios militares. O número e as qualificações verdadeiras devem estar em algum lugar no meio dessas diferenças.
Uma boa parte dos que caíram morreu atirando, de armas na mão; outra parte morreu na tortura, assassinada ou no fogo cruzado.
Está certo: não deveria morrer ninguém depois de rendido, e morreu. E assim como morreram culpados de crimes de sangue, morreram inocentes. Eu mesmo tive vários deles escondidos em nossa casa, até no meu quarto de dormir, e já jornalista contribuí para resgatar outros tantos. Mas isso é o que acontece em toda guerra, porque guerra é, exatamente, a suspensão completa da racionalidade e do respeito à dignidade humana.
O total de mortos pelos militares ao longo de todos aqueles 21 "anos de chumbo" corresponde mais ou menos ao que morre assassinado em pouco mais de dois dias e meio neste nosso Brasil "democrático" e "pacificado" de hoje, onde se matam 50 mil por ano.
Há, por enquanto, 40.300 pessoas vivendo de indenizações por conta do que elas ou seus parentes sofreram na ditadura, todas do lado da esquerda. Nenhum dos parentes dos 119 mortos pela esquerda armada, nem das centenas de feridos, recebeu nada desses R$ 3,4 bilhões que o Estado andou distribuindo.
Enfim, esse é o resumo dos fatos nas quantidades e na ordem exatas em que aconteceram, do que dou fé porque estava lá. E deixo registrado para os leitores que não viveram aqueles tempos, compararem com o que anda vendo e ouvindo por aí, e tirarem suas próprias conclusões, sobre quanto desse barulho todo, corresponde a sentimentos e intenções honestas.

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,1964-um-testemunho-imp-,1150321

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Hip - Hurra ao Chefe!

Passados cinco meses do falecimento do Chefe, ficou uma vontade encruada de homenagear o meu finado pai e amigo Callai, por não tê-lo feito na ocasião de seu velório da forma como eu gostaria. Após ouvir as palavras gentis do pastor João Fernandes sobre a oração do Pai Nosso, recitada por todos em tom solene, ao fim da qual um certo silêncio exigiu que eu, o filho mais velho, agradecesse em nome da minha mãe, Silvia, e da minha tia, Lila, a presença dos parentes e amigos àquele Cemitério da Paz, naquela tarde quente de sexta-feira, 25 de julho de 2014. 
Passava das 1300 hs, mas o veículo ainda não havia encostado  para conduzir o corpo à cremação em Luziânia-GO. Todos estavam atentos e ansiosos pelo próximo evento. Talvez um cântico ou hino evangélico fosse uma boa opção para manter o nível de espiritualidade que o momento exigia, mas preferi não correr o risco de puxar algo que poucos conhecessem ou, pior ainda, o cântico de uma Ave Maria, que talvez fosse repetido inúmeras vezes, até o rabecão chegar. Angústia, indecisão - coisas horríveis para o QEMA!
O burburinho que se seguiu quebrou o silêncio e prolongando o olhar vi-me diante dos velhos soldados com quem meu pai trabalhara por mais de trinta anos no Exército e outros dez na Secretaria de Assuntos Estratégicos - SAE/PR. Tive vontade de puxar um HIP-HURRA pelo CHEFE, pelo Exército e pela Pátria com o objetivo de dar razão à existência dele e oportunidade para os que ali estavam querendo homenagear seu passamento. Temi pela reação dos civis, que pudessem, talvez, vincular o júbilo desse tipo de manifestação, a um fato portador de alegria, o que seria desagradável... Apesar de ser bastante comum nas lides desportivas militares o brado ficou entalado na garganta e decidi não intervir.
Hoje me arrependo de não tê-lo feito em alto e bom som:
- Obrigado SENHOR pela vida EM ABUNDÂNCIA e pela morte SERENA que nos concede a todos; e muito obrigado pelos 55 anos de meu convívio harmonioso com nosso paizinho querido, incentivador dos meus sonhos, exemplo de retidão de caráter e de comportamento moral ilibado; disciplinador dos meus desvios de personalidade e atitudes incorretas: - obrigado! Pelos 84 anos dele, vividos na labuta comum, buscando transformar as tarefas do dia-a-dia em desafios animadores que valiam a pena serem realizados de forma impecável, quase perfeccionista, para obter-se o sucesso nessa vida fútil. Seja como filho mais velho da Pierina que foi, ou como engarrafador de cerveja em Santo Ângelo - Rio Grande do Sul, ou como servidor do Estado em Três Corações e Raul Soares - Minas Gerais e em Brasília - DF, ou ainda, e principalmente, seja como marido da Silvia Helena e pai de cinco filhos "normais", por tudo isso, e pela dignidade com que enfrentou a senilidade após ter sofrido um AVC em 2007...
- Ao Chefe Callai: Hip...(espero ser compreendido na provocação e receber dos presentes um forte e uníssono - Hurra!)
- Ao Exército brasileiro, corporação íntegra, cuja honra vem sendo atacada sistematicamente por instrumentos formadores de opinião, alinhados a demagógicas ideologias, para que prossiga na manutenção de seus preceitos morais e tradições castrenses de modo a refutar formal e institucionalmente as tentativas de modificação na Lei da Anistia e a blindar seus servidores que, unidos oficiais e praças, e cumprindo ordens, impediram que se instalasse um regime totalitário em nosso país; ...a esse Exército de Caxias: Hip...- Hurra!
- Ao nosso Brasil, terra pátria onde enterramos nossos ancestrais, cujo suor fez dela esse gigante que trabalha e produz riqueza e conhecimento que dá esperança e oportunidade aos nossos filhos, de uma Nação mais humana, cristã, justa e fraterna; ao Brasil Hip...Hip...Hip - Hurra! Hurra! Hurra!

terça-feira, 17 de junho de 2014

A lição que o Brasil pode dar ao mundo - Por Adriano Silva, blogueiro e consultor digital.

Estamos vibrando com a derrocada daquilo que mais odiamos. E o que mais odiamos parece ser o Brasil. Como se o Brasil não fosse, tão e simplesmente, nós mesmos.

Há um pensamento em voga entre nós: devíamos sabotar a Copa, torcer contra, colaborar para que “não haja” Copa. Isto seria a coisa cívica e correta a fazer – usar a Copa do Mundo no Brasil não para vender ao mundo uma imagem boa do país, mas, ao contrário, para revelar nossas mazelas, para admitir nossas iniquidades diante do planeta.
Isto seria um levante contra “tudo isso que está aí” – o maldito padrão Fifa que não conseguimos alcançar e que nos humilha; nossa incapacidade histórica de fazer qualquer coisa honestamente, sem cobrar ou pagar propina; a economia que não anda; nossa ineficiência estrutural e nossa leniência crônica que nunca cumprem o que promete, que perdem prazos e desrespeitam contratos; nossa falência como nação que não consegue andar para frente em tantos aspectos essenciais; nossa incompetência em superar essa fenda social profunda que nos divide há séculos em duas castas que se odeiam, às vezes em silêncio, às vezes nem tanto.
Mas sabotar a Copa funcionaria também como uma espécie de autoexpiação pública e mundial, transformando nossas questões nacionais, internas, num inesquecível fiasco global. Como se a Copa do Mundo deixasse de ser uma festa para virar uma chibata. Como se o maior evento do planeta, que nos foi confiado e que nós brigamos para receber, não representasse um momento de alegria mas sim uma oportunidade de gerar constrangimento, vergonha, decepção e má publicidade.
Sorrir virou uma assunção de cretinice. Torcer pelas cores nacionais na Copa virou um crime. Exercer o gosto pelo futebol, um traço nacional, virou coisa de gente pusilânime.
Ao mesmo tempo, ver o Brasil mal retratado na imprensa de outros países virou uma alegria. Passamos a gostar da ideia de esfregar nossos aleijões na cara da audiência internacional – tendo especial regozijo ao ver a classe média do resto do mundo virar de lado e tampar o nariz. Adoramos jogar lama no próprio rosto. E convidamos os outros a nos enlamear também. Estamos torcendo para que as coisas funcionem mal, e para que tudo dê errado, e para que não consigamos fazer nada direito, para que tragédias aconteçam, para que tudo mais vá para o inferno.
Estamos vibrando com a derrocada daquilo que mais odiamos. E o que mais odiamos parece ser o Brasil. Como se o Brasil não fosse, tão e simplesmente, nós mesmos.
Tenho muita dificuldade de entrar nessa onda de autoimolação. E na inconsequência juvenil dessa postura “quanto pior, melhor”. Há um niilismo contido nesse pensamento, e um masoquismo meio piegas e vazio nessa proposta, um espírito de porco oco e doentio, que me desagradam profundamente. Talvez porque haja muita destruição aí – e eu seja um construtor. Talvez porque haja muita coisa prestes a ser posta abaixo, indiscriminadamente, e eu seja um criador que gosta de erguer obras. Não sou um demolidor de paredes. Então não consigo achar que botar fogo no circo com todo mundo debaixo da lona possa ser uma boa ideia. Talvez por já ter vivido fora do país, e visto o Brasil lá de fora. E por ter dois filhos brasileiros, que terão seu futuro próximo acontecendo por aqui. E por já estar vivendo meu 43. ano de vida. Já estou muito velho para achar que arrasar a terra possa facilitar o nascimento de alguma outra coisa sobre ela.
Fico imaginando esse mesmo pensamento noutros países. Cito apenas alguns. Você completa o quadro.
Na Copa de 2002, o Japão deveria, logo na abertura, fazer menção a seus crimes de guerra, que não foram poucos, pelos quais jamais se desculpou. Ou então alertar para o tratamento discriminatório até hoje imposto aos burakumin – pessoas que exercem profissões “impuras”, como coveiros e açougueiros. Ou protestar contra a xenofobia, e o sentimento de isolamento (quando não de superioridade) racial que ainda hoje permeia a sociedade japonesa.
A Coréia, no mesmo ano, deveria denunciar seu patriarcalismo opressor e a violência doméstica contra mulheres que é uma espécie de direito adquirido dos homens por lá até hoje – quase 60% das esposas afirmam sofrer algum tipo de abuso dentro de casa.
Os Estados Unidos deveriam ter encerrado a Copa de 1994 com uma apoteose em forma de perdão pela barbaridade das duas bombas atômicas que atiraram covardemente sobre a população civil de duas cidades, em nome de um teste científico (afinal, gente amarela não é gente, né?) e de um aviso nuclear aos novos inimigos. Foram 250 000 mortos, entre crianças, mulheres, bebês, velhos, gestantes, recém nascidos. Ou então a apoteose deveria representar uma elegia às populações indígenas americanas massacradas. Ou aos mortos de todas as ditaduras que os Estados Unidos apoiaram ao longo de décadas, inclusive ensinando as melhores técnicas para “prender e arrebentar”, para vigiar e punir e esganar. Os Estados Unidos também poderiam se retirar da Copa, e também das Olimpíadas, bem como de todas as competições internacionais em que costumam brilhar, em protesto contra o fato de serem a maior economia do mundo e até hoje não terem tido a capacidade de oferecer um sistema público de saúde universal aos trabalhadores que produzem essa riqueza toda – quase 50 milhões de americanos simplesmente não tem a quem recorrer se ficarem doentes.
A África do Sul, em 2010, deveria ter alardeado sua liderança mundial em estupros – 128 estupros por 100 000 habitantes. (Ah, sim. Na Nigéria, que receberemos esse ano, o estupro marital não é considerado crime. A delegação nigeriana, composta de maridos, deveria entrar no Itaquerão empunhando essa bandeira?)
A Itália e a Espanha, as duas últimas campeãs mundiais, nem deveriam vir à Copa. Na Itália, o desemprego entre os jovens é de 38,5% – no Sul, a região mais pobre do país, a taxa é de 50%. Ano passado, 134 lojas fechavam diariamente na bota – mais de 224 000 pontos já fecharam no varejo italiano desde 2008. Na Espanha, o desemprego está batendo em 30% na população em geral. Entre os jovens, já encostou também nos 50%.
Ou seja, se fossem países sérios, Espanha e Itália não perderiam tempo e recursos participando de um evento da Fifa, essa corja internacional, e se dedicariam com mais a afinco a resolver seu problemas, que são muito graves. Trata-se de países à beira da bancarrota. (Só para comparar, a taxa de desemprego no Brasil, esse fim de mundo em que vivemos, é de 4,9%). Os americanos, se merecessem os hambúrgueres que comem, deveriam usar a visibilidade da Copa, já que nem gostam de futebol mesmo, para chamarem a atenção para a tremenda injustiça e para o absurdo descaso que enfrentam em seu sistema público de saúde. E, se tivessem um pingo de vergonha na cara, espanhois e italianos se recusariam a vir para a Copa, a torcer por suas seleções na Copa, e se postariam de costas para os televisores e sairiam quebrando vitrines (das lojas que ainda lhes restam) a cada gol de Iniesta ou de Balotelli. Mais ou menos como estamos planejando fazer por aqui em represália aos êxitos de Neymar e cia.
Eis a lição que o Brasil está prestes a dar ao mundo.
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/licao-que-o-brasil-pode-dar-ao-mundo.html Publicado originalmente em Manual de Ingenuidades.

terça-feira, 10 de junho de 2014

The Best Friend (da série treinando inglês)

My best friend that I have in my life was a classmate on Military Academy named LuClaSG. He is a black man and has been presenting beautiful qualities and skills since the 70s.
We arrived together at a CMBH in 1970, when I learned to be less selfish with him, to be more careful with old people and, mainly, how to solve any problem in our own mind, suggesting more than one solution to each trouble.
He had questions about everything, but hadn't resumed anything to us. A big friend, a great person and an incomparable partner for all time and occasions. We were only eleven years old and we both had been living in South Minas Gerais. He was living in São João del Rei and I was in Três Corações. On the other side, his worst quality is a little stingy with money. He doesn’t forget any cents he has given you.
We established our friendship on the first day we have met. His uncle helped me to solve a trouble about entrance tests, whose person I had grateful for much time, and sergeant Ilídio or his brother Imídio (his uncle's names) had introduced Luiz to me. In addition, the friendship has grown based on truth and sincerity.
We studied together, playing athleticism, making time blessed to us and other partners. We share all notices brought by sheriff and captain, that arriving on time for all students activities. Although we’ve been through fights between students with some success, he still is a strong, tall and intelligent guy that treats everyone.
On vacations we had traveled to Northwestern beaches and have visited common friends, having good times together too.
So, it was the history of a big friendship that won't finish early and I suppose it will never stop, although he lives in Rio de Janeiro nowadays.

Alairto Almeida
CAL WiseUp Asa Norte
Teacher Anderson’s review

sábado, 19 de abril de 2014

O Brasil inventa a censura democrática-por GUILHERME FIUZA


Os progressistas só creem em liberdade para quem concorda com eles. Para os outros, mordaça!
Meio século depois do golpe de Estado que feriu as liberdades no Brasil, um deputado foi impedido de discursar no Congresso Nacional. Mas não tem problema, porque esse deputado é de direita. Essa é a noção de democracia dos progressistas que abominam a ditadura militar: liberdade de expressão para os que falam as coisas certas. Para quem fala as coisas erradas, mordaça. E quem decide o que é certo são eles, os progressistas. Eles é que têm o dom da virtude (por coincidência, foi exatamente isso que os militares pensaram em 1964). Seria cômico se não fosse trágico: os que carregam a bandeira contra o autoritarismo podem mandar os outros calar a boca.

O deputado Jair Bolsonaro é um conhecido defensor da categoria militar. E defende o regime implantado em 1964. Numa sessão na Câmara dos Deputados que marcava os 50 anos do início da ditadura, deputados e militantes progressistas impediram Bolsonaro de falar. Viraram de costas no plenário, cantaram, tumultuaram e cassaram no grito a palavra do deputado de direita. Esses são os democratas brasileiros que defendem a liberdade.

Eles dizem que não podem tolerar a defesa de um regime imposto por golpe de Estado. Será então que ninguém mais poderá subir à tribuna para defender Getúlio Vargas? Não, isso pode. Na história em quadrinhos dos progressistas, Getúlio é de esquerda, assim como Fidel. A esquerda que amordaçou Bolsonaro vive (bem) dessa fábula da resistência à ditadura – uma ditadura que já acabou há quase 30 anos. É interessante observar que alguns dos símbolos dessa resistência estão presos por corrupção. Ou, mais especificamente: presos por roubar a pátria – essa que dizem defender contra a ameaça conservadora.

Os que estão presos são aliados dos que governam essa mesma pátria. E todos eles são aliados de regimes que atropelam a liberdade de expressão, mesma tática da tropa do deputado Bolsonaro. A diferença é que a tropa de Bolsonaro fez isso no século passado, e a confraria chavista faz isso hoje. Outra diferença é que os militares eram autoritários, e os progressistas fingem que não são. Gato escondido com rabo de fora, como se vê nos projetos do PT para controlar a mídia – que o governo popular já tentou contrabandear até em programa de direitos humanos. Eles são assim, sempre bonzinhos, sempre colorindo com slogans humanitários seus pequenos e grandes golpes. A primeira denúncia do mensalão, como se sabe, foi classificada pelo companheiro Delúbio como “uma conspiração da direita contra o governo popular”.

A ação impedindo a fala de Bolsonaro fere a democracia. Mas ninguém é louco de dizer isso. Bolsonaro é uma figura grosseira e prepotente, enquanto seus algozes são os simpáticos heróis da resistência – na percepção cada vez mais abobada da opinião pública. Para combater o mal, esses revolucionários puros defendem até black blocs assassinos e continuam bem na foto. A imprensa, as empresas e as instituições “burguesas” em geral morrem de medo deles e da incrível patrulha anticapitalista que tomou as redes sociais – onde a burrice se espalha mais rápido. Os 50 anos do golpe foram transformados numa estranha catarse anacrônica, com todos os perseguidos pela patrulha progressista gritando “abaixo a ditadura”. Só faltou denunciar os crimes de Adolf Hitler.

Chega a ser assustador que, enquanto busca a verdade sobre os desaparecidos e vítimas do regime brutal, a sociedade democrática fale a língua dos gorilas – e tente calar seus herdeiros políticos. Que democracia é essa?

O sotaque chavista é inconfundível. Se Bolsonaro é troglodita, deveria ser facilmente derrotado com argumentos e inteligência. Mas os heróis da resistência temem sua própria mediocridade, então preferem falar sozinhos. Nessa democracia seletiva, uma dissidente cubana foi impedida – no grito – de falar em público no Brasil. Entre outras ações autoritárias, no dia 31 de março um professor da USP foi impedido de criticar o comunismo. Estudantes “do bem” invadiram a sala de aula e abafaram sua voz cantando um samba. Truculência festiva pode.

Talvez o Brasil mereça mesmo ter como voz única a ex-guerrilheira e eterna vítima da ditadura, dizendo as coisas certas em rede obrigatória de rádio e TV.
Link: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/guilherme-fiuza/noticia/2014/04/o-brasil-inventa-bcensura-democraticab.html

terça-feira, 15 de abril de 2014

Como ser normal e conviver bem em sociedade - por Alairto (da série treinando inglês)

What could I have said about being normal nowadays? Insane, I would answer to Mr teacher at last class.
From my point of view human beings normality was associated with behavior on social environment.
Maslow's Pyramid has shown us basic necessities the that are natural for human, related with hunger, thirst and sleep satisfying. On the medium stage of this pyramid ones security and family's safety are the main necessities to be satisfyed and those relationships are more significant than ownership of houses or business.
On the top of this pyramid, we find out the recognition of our own value, best qualities and love capabilities have occupied the mind and desires of all human beings. However, normal people are moderating their consumer habits and have been trying less hard to get glamour and fame, in their fifteen minutes of fame, I myself think of that social behave is acceptable, although I disagree and avoid to be a consumist person.
In addition to that, normal people should work in a job to be useful for the society. Make productive time and change their own minds about the use of technology, the respect for the human rights and the rights of minorities.
At last, I suppose that the main thing at being normal, is related with our own convictions of eternity. Like: who am I, where I will go after death, and what could I do to change this world? At this point I would rise the importance of the religion to bring peace to people's soul, aiding them face their problems.
Summarizing my opinion, I have been trying to escape the "insanity" man's profile using knowledge to satisfy my own Maslow's necessities and my family's too; trying work hard to leave a better world to my sons; and believing in God's care to improve a Jesus mark in my mind to be a better person searching for hapiness.
AAC (revisão do Prof Caio - WiseUp Asa Norte)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Para responder ao "Magnifico" Sou forçado falar sobre esquerda, direita e hipocrisia - por Guilhobel Aurélio Camargo


As pessoas sabem que "pega bem", para a massa de ignorantes inclusive eles, intitular-se "de esquerda", no Brasil. Isso acelerou mais nos últimos 30 anos. Uma grande hipocrisia é o que fazem os da esquerda e continuam fazendo, para dominar os que não tem cultura, nesse país, onde 75 % são analfabetos funcionais.

Usam os argumentos que a esquerda no mundo – sempre usou, – se auto apropriaram de serem os únicos que : podem fazer o bem, acabar com os pobres (entregando a eles – como esmolas – o $UOR dos que produzem), diminuir as desigualdades sociais e criar uma sociedade com menos diferença. Essas são as máximas da hipocrisia política, da antiga esquerda – falida e derrotada no mundo, – que sempre pretendeu e usa esse caminho se auto rotulando como os únicos benfeitores da humanidade.

Deu certo no Brasil, para o PT e é por isso – que estão no poder, tantos anos – e ficarão muito mais tempo. Guinando a minha presente lavra, apenas por um momento, para o outro lado: ser de direita é ser a favor da liberdade de imprensa, principio que a esquerda abomina ( vide outros países de esquerda no mundo) e que por varias ocasiões, o governo petista já tentou ferir mortalmente no Brasil.

Ser de direita é ser a favor de uma sociedade de mercado – a única formula – que tem diminuído as desigualdades das diversas sociedades no mundo inteiro. Para a esquerda, por outro lado, sobra o que disse uma vez a "Dama de ferro": "...grama que a esquerda pisou, não nasce nunca mais... ". Os de esquerda "se acham", super cabecinhas iluminadas, e em um país de ignorantes, esses que "se acham", são a grande maioria dos que trabalham nas diversas mídias no Brasil e que fazem parte da vida acadêmica, partidos políticos como o PT e outros satélites do PT.

Esses todos, citados no meu paragrafo anterior, a partir da revolução de 64, conseguiram colar na cabeça das pessoas que ser da direita no Brasil, portanto conservador, é ser a favor da tortura, é gente que mata gente inocente. Conseguiram através de uma operação marqueteira, inclusive com leis para indeniza-los, incutir que aqueles que lutaram em guerrilhas (Lamarca, Dilma , Zé Dirceu etc..) são a favor da liberdade e os únicos que podem libertar o povo. Essa gente nunca lutou pela liberdade, eles lutaram e mataram inocentes apenas para chegar ao poder.

Eles conseguiram mais, conseguiram enfiar na cabeça dos ignorantes – inclusive as deles – que só os de esquerda tem ideias boas. Para eles a direita só tem ideias ruins, no entanto todos nós sabemos que o pessoal da direita são os empreendedores, que fazem e dão dinâmica para a sociedade de mercado fazendo o conforto chegar em todos os lares. Esse povo da esquerda acabou criando para eles o "monopólio da virtude". O que não dizem e escondem do povo, é que esse "socialismo burro e canalha" acabou, não existe mais, com exceção de Cuba, "Coreia do Norte" e em um outro qualquer pequeno e insignificante país do mundo.

Os de esquerda, hoje sabem que pegar em armas não é mais bonito, passaram a usar alguns temas culturais e abandonaram os trabucos, que usavam para matar, para tomar o poder. Agora eles têm pretensão de criar uma "hegemonia intelectual." No momento, para parecerem bonzinhos, são a favor do aborto, do casamento gay e defender a descriminação das drogas, todas ideias que são boas. Todas ideias, que eles embutiram na cabeça das pessoas que se você não defende é porque é reacionário e só procura fazer o maL.

São ideias que parecem ser generosas e se você não defende está trilhando na contra mão. Não existe no Brasil uma discussão ideológica sobre esses temas (esquerda e direita e de seus valores), os nossos políticos não estão preparados para debater isso. E mais, a sociedade brasileira, não sabe e não está preparada e não quer discutir valores que serviriam a seu próprio beneficio. Desconhecem, por ignorância que essa discussão é importante. E quando isso acontece acaba virando uma verdade (burra) nas universidades e junto a mídia.

Nas universidades e nos veículos de imprensa, já acreditam que o que essas esquerdas (petistas e seu satélites) do Brasil fazem está correto. A ascensão do PT ao poder equivaleu a uma censura do debate público. Todos nós queremos o bem, esquerda e direita, há um consenso sobre isso. No entanto essa esquerda (PT , Lula , Dilma) organizada "se auto atribuem" e fazem crer que esse consenso é propriedade deles. Essa esquerda fez acreditar que eles são o rumo a ser seguido e a direita é só " imaginaria" e quer derrubar o que é bom.

Decidiram que só eles sabem fazer o que é bom. Esses tais" progressistas incutem no povo um conceito errado sobre ser conservador. Ser conservador é primeiro de tudo conservar as instituições – que garantem a democracia – para que com essas instituições possam levar ao povo a justiça, segurança, saúde, bem estar, etc... Os de esquerda querem fazer crer que só "estuprando", as instituições se pode fazer o bem para o povo. Um conservador não quer conservar as injustiças sociais e o PT, a esquerda para chegar e se manter no poder, quer fazer que acreditem que ser conservador é conservar injustiças.

O que essa corrente da esquerda não entende é que: justiça social é ter um mercado ativo que produz emprego, não é o estado ficar taxando as empresas, se metendo na economia para dar sextas básicas no nordeste ou no Chuí. Os partidos de esquerda no Brasil não servem há ideologia socialista, ELES SE SERVEM DA IDEOLOGIA para se manterem no poder. A doutrina marxista é avessa ao paternalismo, do estado, e o PT faz tudo para manter o estado dando bolsas básicas e muito mais. Eles não entendem nem o que defendem como ideologia.

Max já estava errado, no modelo que defendeu e seus seguidores acrescentaram muitos mais erros, a prova é que essa esquerda, esses governos estão quase extintos no mundo moderno. Por que estão acabando ? Porque só dizem meias verdades e querem retirar para o estado tudo o que podem com impostos. E arrecadam para financiar seus interesses de poder, retirando grande parte do que os empreendedores , empresários produzem. Essa "derrama", dos dias atuais, faz aquela da Inconfidência Mineira parecer "coleta de igreja".

No Brasil os de esquerda, apesar de pouco conhecerem o que defendem " se acham moralmente superiores". Até os empresários brasileiros , para seu próprio beneficio – sabem há muito tempo – que é melhor se classificarem como de "centro-esquerda", para mamarem nas tetas do erário, tendo o BNDS como liberador do dinheiro. Um estado paternalista, como esse criado pelo PT e que foi começado por FHC, acaba criando um empresariado servil e solidário.

O que se pode constatar que esse estado criado pelo Lulismo é herdeiro é aplica como norma , cada vez mais, o autoritarismo bolchevique. Discordar dessa esquerda brasileira é – para eles – ser burro e malvado!!! O que observamos na história é que: em todos os países que a esquerda chegou o poder o autoritarismo foi o leme e a corrupção prosperou. Vide o caso "mensalão" que –, para eles os de esquerda, – tal corrupção deve ser aceita por ter sido um meio de atingirem um fim, segundo eles bom!!! Os ladrões do mensalão – se intitulam presos políticos – e até a central dos trabalhadores (CUT) faz movimentação para anular a condenação. No final todos nós, da sociedade democrática, – segundo a esquerda brasileira é que – estamos chamando os condenados de criminosos.

Afirmam que nós estamos errados(!) e que a justiça errou em condenar os mensaleiros (!) eles, segundo a esquerda: NÃO COMETERAM CRIME NENHUM !!! Chegamos em um ponto, no Brasil, que os que tem pensamento liberal ou de direita, não tem espaços nem para discutirem suas ideias até dentro das universidades. As universidades estão ocupada por professores e simpatizantes da esquerda MAIS BURRA DO MUNDO.

A Chegamos há um tal ponto, que aqueles que pretende pesquisar o "pensamento liberal (formulas de governo da direita europeia como exemplo) não conseguem financiamento, para esses estudos em bancos, fundações muito menos em entes públicos. O pessoal da esquerda colaram na cabeça das pessoas – que os capitalistas foram os responsáveis pelos anos de ditadura no Brasil. Em suma, estudantes, com cabeça mais livre e aberta, – não tem espaço em lugar nenhum, nem na classe empresarial – que há muito tempo acha melhor deixar tudo assim, pois mamam no governos descaradamente.

Os bancos, no Brasil, tiveram nos últimos 12 meses US$ 63 bilhões de dólares de lucro. O PIB dos EUA é oito vezes maior que o do Brasil ( BR US$ 2,2 tri contra USA US$ 16,5 tri) e os bancos de lá não chegaram nem perto do lucro que os bancos tiveram no Brasil. Apesar do PT que está no poder desde a saída de FHC, – permitir esses lucros absurdos, – nos discursos de campanha a esquerda continua dizendo que se alguém teve lucro é porque alguém perdeu!!!

Também usam até a religião para afirmar que: se alguém obtêm lucro está cometendo um pecado !!! Nos governos liberais conservadores (não incluo ditaduras) a responsabilidade pelo ganho do capital é do capitalista, na pessoa jurídica e física. Ele o capitalista é o responsável, pelos erros, não o estado. Já nos governos de esquerda, os agentes públicos tomam as decisões, como no Brasil, comprando até votos, para parlamentares votarem leis (vide mensalão).

Dando errado o que tentaram construir – eles dissolvem as responsabilidades, dizem que o erro é dos outros – até eles desaparecerem, sem que o autor jamais possa ser identificado. É mais do que certo afirmar que: o preguiçoso adora ser de esquerda e ficar pendurado no "saco do estado". A esquerda no Brasil "DEMONIZOU o pensamento liberal", sem entrar no mérito e foge da discussão por não ter argumentos para enfrentar esse outro modo de pensar.
Por Guilhobel Aurélio Camargo em 31 Jan 2014, na mensagem enviada pelo Instituto Endireita Brasil.