terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Relações Internacionais, por AAC para o CPEAEx

1. INTRODUÇÃO 

 O relacionamento internacional pressupõe uma quantidade de “atores” na interação no Campo Externo, cujos papéis influem na evolução do quadro geopolítico global e regional. Logo, o estudo da geopolítica torna-se extremamente valioso para o estabelecimento de uma política nacional brasileira, visando a conquista e a manutenção dos seus Objetivos Nacionais. Daí a importância de se conhecer o mecanismo de formulação da política externa do país, orientadora que é da ação diplomática a ser desenvolvida pelo MRE. Toynbee afirma que o destino dos povos está nas mãos de suas elites dirigentes e aceita a geopolítica como conselheira e indicadora de soluções para essas elites. A atuação internacional do Brasil nos últimos vinte anos tem indicado grave falta de objetivos, bem como, incapacidade de prever acontecimentos no exterior que afetam os interesses nacionais. Vai-se descrever o processo de formulação da Política Externa do Brasil, identificando os principais agentes, tanto institucionais como casuais, que influem de modo preponderante no comportamento internacional do Brasil. Vai-se acrescentar, nesse contexto e de maneira sucinta, a descrição de como se processam o recrutamento e o treinamento profissional dos integrantes do serviço diplomático brasileiro.

 2. DESENVOLVIMENTO 

 a. Agentes Institucionais 

 Dentre as idéias-força da geopolítica brasileira destacam-se o estreito relacionamento com os demais Estados do continente, via diplomática, principalmente dos situados no “Cone Sul”; e a ampliação do prestígio no âmbito continental. O peso específico do Brasil coloca a Nação em evidência entre os países sul-americanos (SA), quer por sua geopolítica, quer por seus agentes institucionais, que fornecem as ferramentas necessárias para a conquista de seus objetivos nacionais. Os Congresso Nacional, Partido dos Trabalhadores (PT), Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Instituto Nacional de Colonização e da Reforma Agrária (INCRA), Terra Indígena Raposa Serra do Sol (TIRSS), Igreja Universal do Reino de Deus, Organizações Globo, Primeiro Comando da Capital (PCC), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Foro de São Paulo, dentre outros, são atores de destaque que compõem o quadro de agentes institucionais. Infelizmente, o deplorável quadro de corrupção generalizada fez com que o programa de privatização acentuasse a deterioração política e institucional que assola o país. Essas condições justificam, no mínimo, sérias dúvidas quanto à eficácia das chamadas agências reguladoras das empresas prestadoras de serviços públicos, colocando em dúvida a idoneidade dos brasileiros representantes nacionais nos diversos organismos multilaterais.

 b. Agentes Casuais 

 A sociedade sul-americana se caracteriza como oligárquica, autoritária, caudilhesca, populista e patrimonial, propiciando que sejam utilizadas pelas potências mundiais para exercer domínio sobre o subcontinente. É uma sociedade na qual subsistiram as grandes propriedades, ou a concentração fundiária, e que busca o desenvolvimento econômico por meio de critérios consagrados, como a geração de empregos e o aumento das exportações. A criação do Foro de São Paulo e a ascensão dos partidos de esquerda ao poder (social democracia) fez surgir representantes populistas na América do Sul que, a comando do ideólogo bolivariano Hugo Chávez (da Venezuela), faz balançar o equilíbrio regional e coloca em cheque a liderança do presidente Lula, diferentemente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um diplomata por excelência. O MST alimentado com verbas federais, os intelectuais espalhando a propaganda esquerdista nas escolas e atraindo contra si o ódio das Forças Armadas por meio de cortes orçamentários, também são atores no processo como agentes casuais, proporcionando: – a abertura das fronteiras continentais às FARC e aos sequestradores do MIR chileno; – a extensão da jurisdição cubana ao território da Venezuela; – as intervenções crescentes e unanimemente aplaudidas de Hugo Chávez na política dos países sul-americanos; e – a confissão do Sr. Lula de que governa o Brasil em parceria secreta com estrangeiros. O fundamento democrático do equilíbrio entre os poderes - executivo, legislativo e judiciário - deve prevalecer no Brasil, a fim de afastar o perigo dos regimes de exceção, para o fortalecimento de sua soberania, e sem incorrer em nacionalismos radicais. 

 c. O processo de formulação da Política Externa (PE) 

 O serviço diplomático trabalha com a gestão da informação. O processamento destas informações é feito em termos de objetividade profissional, tendo como balizadores os Objetivos Nacionais Permanentes e os Atuais, sempre evitadas, nessa tarefa, a influência dos Objetivos de Governo, que são eventuais e temporários. A resolução desse emaranhado permite a elaboração das Propostas de PE, as quais serão submetidas ao exame de compatibilidade com o Conceito Diretor de PE, também de forma isenta de preferências político-partidárias. As que tiverem sido avaliadas compatíveis com o Conceito Diretor serão transformadas nas Diretrizes de Política Externa (DPE). Para a implementação das DPE o serviço diplomático passa a elaborar a correspondente Estratégia Externa e Geoestratégia do país. Nessa etapa o serviço diplomático recorrerá ao concurso de segmentos da sociedade e de outros órgãos públicos para seu aperfeiçoamento. Aí, sim, serão levados em conta os Objetivos de Governo, o que implica em consultas e conversações com as forças político-partidárias para coaduná-los com as DPE. O detalhamento para execução da Estratégia Externa e da Geoestratégia traçadas compõe o Plano de Ação Diplomática (PAD). Este, por sua vez, será implementado através de Programas específicos. Uma vez elaborados os Programas, inicia-se um processo de retroalimentação, que poderá requerer um retorno até mesmo à etapa inicial de todo o processo. Uma vez que o nosso país não dispõe, atualmente, de Conceito Diretor de Política Externa, fica difícil orientar a ação diplomática de forma consistente, para uma atuação do Brasil como catalisador do processo de formação de Potência Ascendente. 

 d. O serviço diplomático brasileiro 

 A falta de um plano nacional de governo redundou em objetivos não definidos e na incapacidade de prever acontecimentos que afetem os interesses nacionais no exterior, sem o quê é impossível traçar diretrizes para a ação no âmbito internacional. A crescente (des)profissionalização do Ministério das Relações Exteriores e a destruição dos sistemas de inteligência nacional em ambos os campos, externo e interno, vieram a agravar estes problemas estruturais. O acesso à carreira diplomática é feito por meio de concurso público ao Instituto Rio Branco (IBR), muito disputado e seletivo, incluindo exame de suficiência em língua estrangeira no seu mais alto nível. Foram estabelecidas três carreiras separadas, denominadas Diplomática, Consular e da Secretaria de Estado. Posteriormente, com a unificação desses quadros, há vinte anos atrás, procurou-se a harmonização de forma prática, sem normas ou estruturas especificamente concebidas para assegurar a compatibilização requerida. O IBR é responsável pela seleção e treinamento dos diplomatas brasileiros, em processo contínuo de formação e especialização nos seguintes níveis: – o Programa de Formação e Aperfeiçoamento (PROFA-I), na etapa inicial da carreira; – o Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas (CAD), para Segundos Secretários; e – o Curso de Altos Estudos (CAE) para Conselheiros. O IRB oferece ainda, para diplomatas, cursos de técnicas de negociação e diplomacia pública e, para os demais funcionários do Ministério, de prática consular, cerimonial e idiomas. O Brasil tem dado sua contribuição à titularidade jurídica ao ratificar todos os principais tratados de proteção e ao aceitar, em 1998, a competência contenciosa de um tribunal internacional, a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Daí a necessidade de buscarmos, invariavelmente, em nosso relacionamento externo o maior grau possível de autonomia. Este sempre foi, e continua a ser, um parâmetro básico da diplomacia brasileira. 

 3. CONCLUSÃO 

 A inexistência de um plano nacional de governo, situação que persiste há mais de duas décadas, inviabiliza a definição de um Conceito Diretor. Sem ele, nosso serviço diplomático fica impossibilitado de desempenhar sua função essencial de processar propostas que levem à formulação de diretrizes de Política Externa. Obviamente, sem estas, não se podem traçar os planos estratégico-externo e geoestratégico. Em suma, o Brasil continua numa postura meramente reativa ante os acontecimentos internacionais, sendo frequentemente surpreendido, por absoluta falta de inteligência externa. Por sua vez, a avaliação do potencial diplomático-militar do Brasil e sua transformação em poder são características de nossa expressão política do PN que, comparativamente aos demais países latino-americanos, respaldam as decisões de governo, garantindo a soberania nacional, proporcionando, ainda, prestígio à Nação Brasileira para liderar o subcontinente sul-americano. As políticas de defesa do Brasil são vinculadas à sua política externa. São centradas em ativa diplomacia voltada para a paz e em uma postura estratégica dissuasória de caráter defensivo. A prioridade absoluta da diplomacia brasileira é servir à causa do desenvolvimento. É o que temos visto há várias décadas e será, sem dúvida, o que o Itamaraty continuará a fazer, até que todos, juntos, tenhamos conseguido transformar o Brasil na Pátria justa. 
 ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 
Refr: - Relações Internac., Vol 1 a 4, 2005-ECEME, MARCOS HENRIQUE C. CÔRTES 
- A fraude do populismo continental, J. do Comércio / 31 Jul 06, OLAVO DE CARVALHO 
- Discursos do paraninfo e do ministro das Relações Exteriores, formatura de 1999, do IRB

Brasil - uma liderança regional por consenso?

1. INTRODUÇÃO Toynbee afirma que o destino dos povos está nas mãos de suas elites dirigentes e aceita a Geopolítica como conselheira e indicadora de soluções para essas elites. Daí o estudo da Geopolítica ser extremamente valioso para se estabelecer uma política nacional brasileira, definida para cada expressão do poder nacional, visando a conquista e a manutenção dos seus objetivos nacionais. Na revisão dos Elementos Básicos da Geopolítica, ficou evidenciada a importância das características fisiográficas dos territórios, realçando sua forma e posição, além de outros aspectos que podem influenciar as políticas sociais, econômicas e de defesa dos Estados. Vai-se analisar e comparar o Poder Nacional (PN) do Brasil e dos demais países da América Latina, levando em conta as cinco expressões do PN e os seus Elementos Básicos de Geopolítica. Vai-se, também, concluir sobre as possibilidades e dificuldades do Brasil assumir uma liderança regional consensual. 2. DESENVOLVIMENTO a. Elementos Básicos da Geopolítica Os elementos básicos da Geopolítica dos Estados são definidos pela forma, posição e linha periférica do seu território, acrescidos da tendência dos Estados em face das suas condições geográficas. Estas características conferem ao Brasil grande importância geoestratégica porque é, ao mesmo tempo, continental e marítimo, equatorial, tropical e subtropical, de longa fronteira terrestre (com dez dos doze países sul-americanos), e de extenso litoral, zona econômica exclusiva e plataforma continental. A forma alongada do México e dos países da América Central facilita a sua maritimidade tanto no lado do Mar das Antilhas quanto no do Oceano Pacífico, estimulando a fixação da população no litoral, a exportação dos recursos naturais, os transportes de cabotagem e a humanização das fronteiras entre eles, enquanto no Brasil as distâncias entre o Oiapoque e o Chuí expressam a amplitude continental do país, que comporta uma grande população, mas exige soluções grandiosas para seus problemas, demandando vultosos investimentos. A Floresta Amazônica é dissociadora da integração territorial tanto para o Brasil quanto para Bolívia, Peru e Colômbia. Já o clima equatorial e solos pobres para agricultura proporcionam anecúmenos naquela região, que facilitam a ocorrência de ilícitos transnacionais. A grande extensão contínua das terras indígenas em áreas fronteiriças poderão ameaçar a integridade territorial do Brasil perante aquelas nações. Conclui-se, parcialmente, que o peso geopolítico do Brasil coloca a Nação em destaque entre os países latino-americanos (LA), quer por sua continentalidade, maritimidade, extensão e fixação das fronteiras, posição relativa, e extenso território, os quais fornecem as ferramentas necessárias para a conquista de seus objetivos nacionais. b. Expressão Política do PN A sociedade da AL se caracteriza como oligárquica, autoritária, caudilhesca, populista e patrimonial, propiciando que sejam utilizadas pelas potências mundiais para exercer domínio sobre o subcontinente. É uma sociedade na qual subsistiram as grandes propriedades, ou a concentração fundiária, cujos donos buscam no legislativo manter suas prerrogativas tributárias e o desenvolvimento econômico por meio de critérios como a geração de empregos e o aumento das exportações. O surgimento do Foro de São Paulo e a ascensão dos partidos de esquerda ao poder (social democracia) fez surgir representantes populistas na AL que, a comando do ideólogo bolivariano Hugo Chávez (da Venezuela), faz balançar o equilíbrio regional do poder e coloca em cheque a liderança de Lula com relação a Nestor Kirchner e Evo Morales, respectivamente, presidentes da Argentina e da Bolívia. O fundamento democrático do equilíbrio entre os poderes executivo, legislativo e judiciário deve prevalecer no Brasil, a fim de afastar o perigo dos regimes de exceção, como o fizeram o Chile e o México, recentemente, elegendo lideranças conservadoras, e para isso é mister reavaliar-se a forma de conceber o processo de desenvolvimento dos países latino-americanos, para o fortalecimento de sua soberania, sem cair em nacionalismos radicais. c. Expressão Econômica do PN Segundo a Revista da Indústria Brasileira (Abr 2006) no período de 1996 a 2005, a economia mundial cresceu 3,8% ao ano; o Brasil cresceu 2,2%. Nesse ritmo, o mundo dobrará a renda per capita em 30 anos; o Brasil levará cem anos. Entre 1995 e 2004, os países emergentes investiram cerca de 30% do PIB em atividades produtivas; o Brasil investiu 19%. O investimento público, que estava em 4% do PIB em 1970 (já irrisório), caiu para 0,5% em 2005. Nesse período, a carga tributária quase dobrou, chegando perto de 40% do PIB. A mesma fonte também sugere que para crescer 3,5% ao ano, os investimentos em energia elétrica, petróleo, gás, telecomunicações e transporte teriam de ser de, no mínimo, US$ 27 bilhões por ano, enquanto, na realidade, não passam de US$ 14 bilhões. Coerente com esses indicadores, uma pesquisa do Banco Mundial apontou o Brasil como sexto lugar em consumo familiar, num grupo de dez países da América Latina, e o segundo mais caro de se viver na região, dificultando alcançar uma posição de liderança regional. A obsolescência da infra-estrutura (viária, sanitária e energética) motivada pela falta de prioridade nestes setores e pela inexistência de planejamento estratégico de longo prazo tem impedido o crescimento brasileiro nos mesmos níveis do México, Chile e Argentina, o que compromete a distribuição da renda nacional e a melhoria da qualidade de vida da população. Em suma, os indicadores econômicos não sustentam a busca do Brasil pela liderança regional na AL, exceto pelo significativo potencial de seus elementos básicos da geopolítica. d. Expressão Psicossocial do PN Dentre os 127 países estudados pelo "Program for International Student Assessement" (Pisa), o desempenho dos alunos brasileiros está em último lugar em matemática e penúltimo em ciências. Em pleno século 21, temos 16 milhões de analfabetos e, entre os que sabem ler, mais de 50% não entendem o que lêem. O brasileiro é, dentre os elementos humanos da América Latina, o mais cordato e resistente às adversidades do clima, das desigualdades regionais, dos conflitos pela posse da terra, do êxodo rural para a periferia das metrópoles e até dos escândalos administrativos nos escalões mais elevados do governo. Porém, a classe média vê-se diminuída pelo fortalecimento dos movimentos ditos sociais e pela sociedade classista. O MST no Brasil e as FARC na Colômbia são opressores, com tendência a se tornarem dominantes. Apesar da base educacional insubsistente, as correntes migratórias, a degradação social (favelização, menores de rua, grandes desníveis na distribuição de renda, etc) e o narcotráfico, houve aumento da violência urbana que tem comprometido a estabilidade social, no Brasil e na AL, e não fosse a ausência de ressentimentos históricos, somado à grande miscigenação e à unicidade da língua que os amalgamou, o Brasil já teria se pulverizado em inúmeros Estados independentes. Tudo isso tem provocado desigualdades sociais que prejudicam a liderança brasileira na região. e. Expressão Militar do PN As políticas de defesa do Brasil, da Argentina, do Chile, do Paraguai, do Uruguai e México são semelhantes pois participam por meio de forças de segurança em missões das Nações Unidas e em intercâmbios e outras atividades de cooperação e confiança mútua, no âmbito regional, e ainda, todas elas são vinculadas à política externa dos respectivos países. São centradas em ativa diplomacia voltada para a paz e em uma postura estratégica dissuasória de caráter defensivo. Em suma, a avaliação do potencial militar do Brasil e sua transformação em poder são características de nossa expressão militar do PN que, comparativamente aos demais países latino-americanos, respaldam as decisões de governo, garantindo a soberania nacional e mantendo a integridade territorial, proporcionando, ainda, prestígio à Nação Brasileira para liderar o subcontinente sulamericano. f. Expressão Científica e Tecnológica do PN A restrição de acesso a tecnologias sensíveis e a escassez de estabelecimentos de ensino superior de qualidade no Brasil provocaram um retardo tecnológico que tirou o protagonismo da indústria nacional em transformar a inovação tecnológica em um benefício à população, por meio de novos empregos, mais renda e maior conforto, comprometendo a estabilidade social. Ao investir na educação, tanto o Chile como o México possibilitaram o acesso massivo a laboratórios bem equipados e a sistemas educacionais mais modernos, para divulgação da cultura científica, enquanto a indústria foi atraída a patrocinar trabalhos universitários nos centros tecnológicos criados, colocando ambos países em destaque no cenário LA. 3. CONCLUSÃO São idéias-força da geopolítica brasileira: integração do território nacional; defesa da integridade do território nacional; estreito relacionamento com os demais Estados do continente, via diplomática, principalmente dos situados no “Cone Sul”; e ampliação do prestígio no âmbito continental. As possibilidades reais de o Brasil assumir uma liderança regional consensual existem e estão baseadas na sua pujança geopolítica e no passado de confiança e zelo no cumprimento dos compromissos internacionais assumidos. Não se ignoram as dificuldades levantadas pelo fato de possuirem economias concorrentes, o crescimento econômico mais expressivo do Chile e do México, e a redução das desigualdades sociais em alguns dos países da AL. Soma-se, a isso, o crescimento do populismo de Chávez e sua tentativa de instituir uma república bolivariana. Resta-lhes a fé de que o Brasil alcançará um lugar na história, em honra daqueles muitos heróis nacionais que os antecederam. ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 Refr: - Geopolítica 2005-ECEME, URACI CASTRO BONFIM - Sem crescer, não há saída - Revista Ind. Bras., Abr 2006, ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES - A Revolução Gramscista no Ocidente, Ed Estandarte, 2002, SERGIO COUTINHO

Ainda atributos estratégicos: Liderança

Há um movimento que cresce, cada vez mais, no meio corporativo. Uma visão dos negócios a partir de preceitos holísticos, o que significa compreender o ser humano não só no seu aspecto profissional, mas principalmente na sua integridade física, mental, emocional e espiritual. Jack Welch (CIO da General Eletric) acredita que o núcleo da liderança afirma-se na capacidade de liberar o poder cerebral de cada pessoa que faz parte da equipe. A chave da vantagem competitiva para o futuro será a capacidade de liderança para criar o modelo organizacional e a arquitetura social que permitam gerar capital intelectual. Segundo Daniel Goleman, autor da teoria da Inteligência Emocional, um líder deve dominar e transitar bem em, pelo menos, duas áreas distintas e igualmente importantes: a) consciência de si próprio – manifestada pela consciência emocional – a maneira como eu sentimentos podem influenciar os outros; confiança em si mesmo – usar seus pontos fortes para transmitir segurança; transparência – não deixar dúvidas quanto a suas posições e conquistar credibilidade; iniciativa – ir atrás das oportunidades ou criá-las, além de ser capaz de tomar as decisões mais difíceis, antes que seus companheiros; e b) consciência social – um líder sem apoio do grupo não é um líder e, para consegui-lo, é necessário desenvolver: empatia – capacidade para conhecer os sentimentos do outro ou do grupo; percepção organizacional – talento para detectar as redes que se formam entre seus liderados e situar cada um deles em uma escala hierárquica, de maneira a otimizar o rendimento de cada um; serviço – um líder jamais deve esquecer que sua função é oferecer e/ou defender um serviço, um produto, uma ideia… A análise dessas manifestações também evidencia a importância da autoridade e do poder na organização e a capacidade que algumas pessoas têm de mobilizar outros indivíduos e convertê-los em seguidores dispostos. A arregimentação do potencial humano está essencialmente calcada na liderança exercida pelo comandante e pela liderança dos diversos níveis de comando da OM no cumprimento da missão, por que toda mudança de mentalidade requer grande esforço e perseverança. Daí buscar-se o comprometimento de todos, pois Gestão da Qualidade no Exército é uma filosofia gerencial que tem como objetivo atender às necessidades das pessoas, ou até mesmo, superar suas expectativas, numa relação em todas as dimensões da qualidade, em particular, na realização profissional dos próprios quadros. Conflitos recentes têm demonstrado que o fator tempo, sobrepuja o fator espaço, assumindo papel cada vez mais importante na obtenção do sucesso ou do fracasso nas operações militares. Neste contexto, surge a necessidade e o conceito de sincronização, no qual as ações são planejadas, coordenadas e ensaiadas de forma que todos os participantes saibam exatamente o que fazer, em determinado momento da ação. Encontra-se aí uma ímpar oportunidade para o exercício da liderança, principalmente, nos escalões mais baixos, de execução, onde está em jogo a vida dos irmãos de armas. No “acumpliciamento” dos militares à nova realidade mundial é fundamental o envolvimento do Alto-comando, e a conscientização de todos militares, dos elevados custos dispendidos no preparo e no emprego da Força. Por isso os fundamentos do PEG-EB precisam ser difundidos a todos níveis, a fim de provocarem, inconscientemente, desejo de apreender, de crescer, e a motivação dos quadros para a educação continuada. Resta saber o que cada um tem feito na preservação do relacionamento com as pessoas que mais se ama... Quanto tempo cada um tem-se disponibilizado para investir no convívio com os seres que tanto preza? (A família). Se tem-se sentido útil à comunidade onde mora? O que se pode fazer para melhorar o ambiente social, familiar, profissional? Se, no quartel, tem desenvolvido o seu lado empreendedor? (Seu crescimento profissional). Conhecer o subordinado e interessar-se por seus sonhos (princípio de comando). ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 Refr: -Administração Vol. 2, ECEME, 2005/2006, LUIZ FERNANDO DA SILVA PINTO; -Muito prazer em se conhecer, LAYR MALTA; http://www.planetanews.com/section/117; -A nova liderança, WARREN BENIS; http://pontofuturo.org/home.

Sistemas de Apoio à Gestão Estratégica - Personalismo, por AAC para o CPEAEx

Gestão Estratégica

INTRODUÇÃO

Personalismo: sistema político que se baseia na personalidade de seu líder.
Atv fim e Atv meio.
GED e simuladores de combate (JG).
Guerra cibernética, procedimentos de segurança da informação e das comunicações, criptoanálises, análises de risco, testes de invasão de redes.
Eficiente: capacidade de atingir um efeito (alcançar os objetivos institucionais)– pela otimização do uso dos recursos;
Eficaz: que viabiliza os resultados desejados, eliminando erros e a minimizando atrasos; ou seja, ser o Exército um instrumento de projeção de poder militar no continente.
Efetividade: que resolve problemas, cumpre a missão.
TIC-(TI) seria o instrumento de captura de dados e produção de informações para suporte ao processo decisório, enquanto, na perspectiva tecnológica, ela constituiria a infraestrutura que busca, armazena, recupera, visualiza, transmite e recebe informação. Os computadores em rede tornaram-se a arma mais letal no arsenal militar do futuro, integrando armas, inteligência e soldados, mudando os exércitos da mesma forma que a Internet mudou os negócios e a cultura.
PEG-Sua finalidade precípua é facultar ao Exército a “adoção de práticas gerenciais que conduzam a um melhor desempenho dos projetos e processos, bem como a melhoria da qualidade dos produtos e serviços na Instituição”. Como-Escopo & Arquitetura; Orientado pelo Fornecedor; Foco Tecnológico; Tecnologia com Negócios Mapeamento estratégico-levantamento dos meios e processos para atingirem-se os objetivos estratégicos de cada Departamento e Diretoria da Força.
WBS-ferramenta para organizar e comunicar o projeto. Reúne em um só documento todas as informações críticas para seu gerenciamento eficaz. Um dos mais conhecidos é o MSProjet. MILESTONE-ferramenta para acompanhamento de projetos e controle do tempo, do uso dos insumos, do orçamento e de outros recursos.
DATAWAREHOUSE-tipo de integração que se faz em bancos de dados diferentes, para interoperarem entre eles sem maiores dificuldades técnicas, mantidas as características de segurança, integridade e disponibilidade das informações.
PUMA e LINCE-softwares de planejamento estratégico e controle das mudanças do ambiente, por meio de cenários prospectivos. Cenários são “Técnicas e Métodos Prospectivos” que buscam nos fatos portadores de futuro, identificados pelas consultas a peritos, realizar o diagnóstico estratégico com pontos fracos e fortes, ameaças e oportunidades que irão nortear, por meio da probabilidade e pertinência, a confecção dos Planos Estratégicos da F Ter.
O trabalho sob o conceito de processos (que quer dizer: como cumprir a missão, como se atingir os objetivos propostos) permite a análise mais acurada dos problemas, ocasionando uma visão mais integrada e abrangente da gestão necessária, em meio a situações desafiadoras criadas pelo ambiente em constante mutação. Seu objetivo é possibilitar o desdobramento das metas do negócio; embasar a análise crítica dos resultados e do processo de tomada de decisão; e, ainda, contribuir para a melhoria contínua dos processos organizacionais.
“o modelo de excelência gerencial adotado pelo PEG-EB é uma ferramenta de auto avaliação, de benchmark e de melhoria contínua. Além de ser um sistema de gestão organizacional, induz uma nomenclatura de um modo comum de pensar.” 
E por isso, depende de informações confiáveis e precisas para alimentar indicadores de desempenho. Portanto, com relação à gestão por processos, urge fazer-se a revisão do SIPLEX, a integração do SIPLEx-SIPAEx e buscar-se coerência entre estes sistemas e as diretrizes do comandante do EB.
BSC- A avaliação da eficácia permite corrigir os rumos dos projetos e processos corporativos, recebendo importância destacada no EB. Com a adoção do Sistema de Medição de Desempenho organizacional Balanced Escorecard (BSC) como parte da gestão estratégica do Exército, fez-se também necessária a sua integração com o SIPLEx, de forma a obter plena harmonia entre planejamento estratégico e gestão estratégica. Importa, então, monitorar os Itens de Controle de Qualidade (ICQ) e observar os indicadores do BSC se estão funcionando na realimentação e avaliação do mesmo, permitindo que os projetos descritos nos Planos Básicos sejam aquinhoados com recursos compatíveis no livro 1 do PDE.
Um Plano de Gestão (ferramenta administrativa) deve, em princípio, conter:
 - missão: ponto de partida; 
 - visão: o que queremos ser; 
 - valores: no que acreditamos; 
 - diretrizes: do comandante e de escalões superiores; 
 - objetivos e fatores críticos de sucesso (FCS); 
 - estratégias: como se vai conduzir a gestão; e
 - plano de ação: projetos/decisões de comando.
Projetos visam obter um determinado benefício e se desenvolvem por um período de tempo específico. Podem ser de inovação ou de melhoria. Deve-se criar escritórios de projetos para centralizar os esforços de planejamento estratégico e a facilitar a comunicação das iniciativas. O marketing institucional visa tornar uma organização reconhecida e aceita por outros públicos. A idoneidade, honestidade e credibilidade são valores relevantes para formação da imagem da instituição e das ideias que difunde. Deve-se fazer a correta gestão da informação propiciando adequada avaliação da conjuntura e o levantamento minucioso das ameaças, em cenários prospectivos.
Não basta aperfeiçoar os processos gerenciais. É necessário atingir o homem, para que ele se comprometa. No “acumpliciamento” dos militares à nova realidade é fundamental o envolvimento dos comandos mais elevados e a conscientização de todos militares, dos altos custos dispendidos no preparo e no emprego da Força. Daí os fundamentos do PEG-EB precisarem ser difundidos a todos níveis, a fim de provocarem, inconscientemente, desejo de apreender, de crescer, e motivação dos quadros para a educação continuada.
Os projetos com objetivos em curto prazo são: 
- desenvolvimento de uma interface do software de C2 do EFT 1 com o SIPLOM; 
- desenvolvimento da interface Linux para obtenção de interoperabilidade com qualquer modem; 
- criação do módulo de telemática do MD; 
- certificação de usuários através da utilização de cartões inteligentes (smartcard).
No primeiro projeto busca-se criar uma interoperabilidade imediata do sistema em desenvolvimento no EB com um possível SC2 do MD, o que daria um status maior ao EFT 1. No segundo projeto busca-se uma solução de interoperabilidade genérica, que possa ser aproveitado por qualquer Força, possibilitando promover o módulo de telemática do EB para o módulo de telemática do MD. A criação do módulo de telemática do MD é uma consequência direta do projeto anterior. De fato, o projeto anterior pode estar dentro deste projeto. O objetivo seria ampliar o módulo de telemática do EB, de forma a interoperar com os enlaces de cada uma das outras forças. No que diz respeito à voz, tal solução já está pronta. No que diz respeito a dados, o problema recai na mesma pendência que o CTEx enfrenta atualmente. Assim, o EB deverá realizar a mesma quantidade de trabalho, independente de estar ou não trabalhando com o MD, exceto por testes de validação, que seriam realizados em exercícios de operações combinadas.
Finalmente, quanto à proposta do projeto de cartões inteligentes para a autenticação dos usuários, também deverá ser realizada independente de estar ou não trabalhando com o MD. A necessidade de certificação existe em qualquer que seja o enlace adotado por cada uma das Forças.

A MATRIZ DE SINCRONIZAÇÃO 

   Conflitos recentes têm demonstrado que o fator tempo, e não o fator espaço, tem assumido um papel cada vez mais importante na obtenção do sucesso ou do fracasso nas operações. Este fato, aliado à característica não-linear do combates atuais, torna imperativo que todos os sistemas operacionais do campo de batalha atuem de forma integrada, a fim de se obter a sinergia dos mesmos e reduzir o risco de fratricídio. Neste contexto, surge a necessidade e o conceito de sincronização, no qual as ações são planejadas, coordenadas e ensaiadas de forma que todos os participantes saibam exatamente o que fazer em determinado momento da ação. Possibilita ainda, que os representantes de cada sistema operacional saibam quais ações os demais sistemas estão desencadeando naquele mesmo momento. Pode-se deduzir que um dos fatores primordiais para a obtenção do sucesso nas ações a serem desenvolvidas em qualquer campanha militar é a capacidade de utilização ampla e coordenada das informações produzidas pelos diversos sensores e órgãos de inteligência, aliada a um eficiente sistema de comando e controle das ações. Essa capacidade possibilita o cumprimento de todas as missões em proveito dos objetivos traçados pelo Comando Superior, em atendimento às diretrizes políticas da nação ou de um grupo de nações.

CONCLUSÃO

   A arregimentação do potencial humano está essencialmente calcada na liderança exercida pelo comandante e pela liderança dos diversos níveis de comando da OM no cumprimento da missão, por que toda mudança de mentalidade requer grande esforço e perseverança. A participação eficiente do Exército na defesa nacional será reconhecida pela sociedade quando houver alinhamento dos projetos de inovação e melhoria das OM (nível tático) com os objetivos estratégicos da Força, e desde que os recursos descentralizados pelo SIPAEx sejam mínimos e suficientes ao suprimento das necessidades básicas da tropa, além de serem empregados parcimoniosamente nos locais e com a oportunidade sugeridos pelo BSC. Para isto, há que se buscar o comprometimento de todos, pois Gestão da Qualidade no Exército é uma filosofia gerencial que tem como objetivo atender às necessidades das pessoas, ou até mesmo superar suas expectativas, numa relação em todas as dimensões da qualidade, em particular, na realização profissional dos seus quadros. 

 ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 
Refr: -Administração Vol. 2, ECEME, 2005/2006, LUIZ FERNANDO DA SILVA PINTO

“Quais são os desafios identificados no modelo racional de tomada de decisão?"

Após o estudo da Unidade Didática – Sistemas de Informação e Tomada de Decisão – responda, em cerca de uma lauda, a seguinte pergunta: “Quais são os desafios que você identifica no modelo racional de tomada de decisão? Chama-se de modelo racional (de tomada de decisão) ao processo de quatro etapas que ajudam os administradores a ponderar alternativas e escolher a que tiver melhor chance de sucesso. As etapas são: a determinação das origens do problema, a análise dos fatos relevantes ao problema, a avaliação de soluções alternativas, a seleção e a conversão dessa alternativa em ação. Normalmente, o gerente não possui todas as informações de que necessita para suas decisões. O modelo racional cria uma imagem do tomador de decisões como um supercomputador infalível, mas sabe-se que os seres humanos reais não tomam suas decisões assim. Em vez disso, eles tendem a usar racionalidade limitada e regras empíricas chamadas de heurísticas, deixando que as tendências influenciem suas decisões. Os gerentes convivem com as informações inadequadas sobre a natureza do problema e suas possíveis soluções, a falta de tempo ou de informações mais completas, as percepções distorcidas, a incapacidade de recordar grandes quantidades de informação e os limites de sua própria inteligência. Eles se satisfazem, ou aceitam a decisão satisfatória que descobrem, ao invés de maximizar, ou continuar procurando até encontrar a decisão ótima. A realidade oferece situações complexas que desafiam a racionalidade, obrigando aos administradores a se utilizarem de atalhos, baseados em competências pessoais. Há limites na racionalidade oferecida pelos seus sistemas de informação diante das demandas por decisão. Daí os gerentes se utilizarem dos princípios heurísticos, ou regras empíricas, para simplificar a tomada de decisão. As heurísticas podem apressar a tomada de decisão, mas proporcionam erros se os indivíduos dependerem demais delas, ou se as contaminarem com idéias preconcebidas e personalismo vaidoso. Por fim, acrescentam-se aos problemas gerenciais supracitados, o seguinte: a complexidade do mundo em que vivemos, a insuficiência do conhecimento humano, as inconsistências das crenças e preferências individuais, os conflitos de valor entre as pessoas e grupos de pessoas e a insuficiência das computações. Todos eles limitam a racionalidade dos sistemas de informação para uso dos administradores e constituem-se nos desafios do modelo racional para tomada de decisão. ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 Refr: -Administração Vol. 2, ECEME, 2005/2006, ANTONIO CARLOS DE AZEVEDO RITTO

Fundamentos da Gestão de Projetos

Após o estudo da Unidade Didática – Fundamentos da Gestão de Projetos – Conceitue: 1)O que é um projeto. “um projeto é empreendimento temporário, com objetivo de criar um produto ou serviço único” (segundo o PMI). Projetos visam obter um determinado benefício e se desenvolvem por um período de tempo específico. No Exército, podem ser de inovação ou de melhoria. Criam-se escritórios de projetos para centralizar os esforços de planejamento estratégico e facilitar a comunicação das iniciativas. 2) O que é gerência de projetos. É a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas para projetar atividades que visem atingir os requisitos dos projetos. [PMBoK (2000)]. O gerenciamento de projetos é acompanhado através do uso de processos. O moderno gerenciamento de projetos, caracteriza-se pela inclusão de novas áreas de conhecimento, com a finalidade de melhor atender ao cliente. Logo, as informações assumem um papel decisivo nas atividades gerenciais. O trabalho sob o conceito de processos (que quer dizer: como cumprir a missão, como se atingir os objetivos propostos) permite a análise mais acurada dos problemas, ocasionando uma visão mais integrada e abrangente da gestão necessária, em meio a situações desafiadoras criadas pelo ambiente em constante mutação. O PEG-EB tem por finalidade precípua a “adoção de práticas gerenciais que conduzam a um melhor desempenho dos projetos e processos, bem como, a melhoria da qualidade dos produtos e serviços na Instituição”. E por isso depende de informações confiáveis e precisas para alimentar indicadores de desempenho. Relacione: 3)Quantos e quais são as áreas de conhecimento da gerência de projetos. São nove áreas (que descrevem os processos que as compõem): -gerência do escopo; -gerência do tempo ; -gerência do custo; -gerência da qualidade; -gerência de recursos humanos; -gerência da comunicação; -gerência de risco; -gerência das aquisições; -gerência da integração. ALAIRTO ALMEIDA CALLAI – Cel CPAEx/EAD – 7, Turma - 2006 Refr: - Administração Vol. 2, ECEME, 2005/2006, ANGELO VALLE

sábado, 19 de janeiro de 2013

O Brasil nunca pertenceu aos índios por Sandra Cavalcanti

O Brasil nunca pertenceu aos índios Sandra Cavalcanti Quem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tese de que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não agüento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial. Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade da pedra lascada. Nenhum deles tinha noção de nação ou país. Não existia o Brasil. Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinqüenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas próprios, que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse. O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Amazônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas. Existe uma intenção solerte e venenosa por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembléias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não? É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a idéia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade. Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira. De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de um país. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização. De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistas e das ONGs européias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe. Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos. Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever. Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar. Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orientais. Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discriminação por motivo de raça ou credo. Portanto, vamos parar com essa paranóia de discriminar em favor dos índios. Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo. Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somos a nação brasileira. Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até COBRAM pedágio para estradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar. O Brasil é nosso. Não é dos índios. Nunca foi.